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sábado, 2 de maio de 2026

Notícias

 "Estudo identificou novos alvos terapêuticos para a demência vascular"



Um estudo recente do Sydney’s Centre for Healthy Brain Ageing identificou novos alvos biológicos que poderão orientar o desenvolvimento de futuras terapias para a demência vascular, uma das formas mais comuns de demência e atualmente sem tratamento eficaz.
Utilizando uma abordagem genética inovadora, a randomização mendeliana, os investigadores analisaram mais de 12.000 genes com potencial terapêutico.
Foram identificados quatro genes associados ao risco da doença: APOE e TOMM40, reconhecidos pelo seu papel na saúde cerebral, e ERAP e SAA1-4, alvos ligados a processos inflamatórios. De forma relevante, APOE e TOMM40 também apresentaram associação com marcadores de imagem cerebral característicos da doença dos pequenos vasos, um dos principais mecanismos subjacentes à demência vascular.
Estes resultados reforçam a importância destes genes nos processos biológicos envolvidos na doença. Assim, abrem-se novas possibilidades para o desenvolvimento de fármacos direcionados.


Notícias

 "Cientista português ganha prémio ao transformar os tumores nas suas próprias vacinas"



O trabalho de um cientista português (Fábio Rosa) foi distinguido por desenvolver uma estratégia inovadora no combate ao cancro, baseada na transformação dos próprios tumores em “vacinas” contra a doença. A abordagem consiste em manipular as células tumorais de forma a torná-las mais visíveis ao sistema imunitário, estimulando uma resposta imunitária eficaz contra o tumor.
Em vez de atacar diretamente o cancro com terapias convencionais, como quimioterapia ou radioterapia, esta técnica procura “ensinar” o sistema imunitário a reconhecer e destruir as células tumorais. Para isso, os tumores são modificados para libertar sinais que ativam células imunitárias, como os linfócitos T, promovendo uma resposta dirigida e potencialmente mais duradoura.
Os resultados obtidos em fases iniciais de investigação mostram que esta estratégia pode não só reduzir o crescimento tumoral, mas também gerar memória imunológica, diminuindo o risco de recorrência. O prémio atribuído reconhece o potencial transformador desta abordagem, que poderá vir a integrar novas formas de imunoterapia no tratamento do cancro.