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domingo, 26 de abril de 2026

Notícias

 "World Immunization Week 2026"


Começou a Semana Mundial da Imunização 2026, uma iniciativa global promovida pela Organização Mundial da Saúde que relembra algo simples mas extremamente poderoso: as vacinas salvam vidas — em todas as fases da vida.

Desde bebés até idosos, a vacinação continua a ser uma das formas mais eficazes de prevenir doenças graves, evitar surtos e proteger comunidades inteiras. Graças a décadas de avanços científicos e campanhas de saúde pública, milhões de pessoas vivem hoje mais e com melhor qualidade de vida.

No entanto, este progresso não é garantido. Ainda existem desigualdades no acesso às vacinas e uma crescente desinformação que pode colocar em risco conquistas importantes da medicina.

Esta semana é, acima de tudo, um lembrete: proteger a saúde não é apenas uma escolha individual, é um compromisso coletivo.


Notícias

 "i3S lança plataforma digital pioneira sobre cancro hereditário"



O i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde lançou uma plataforma digital inovadora dedicada ao cancro hereditário, com o objetivo de tornar a informação científica mais clara, acessível e útil para todos. Esta ferramenta interativa foi desenvolvida para apoiar doentes, familiares e profissionais de saúde, ajudando a compreender melhor as síndromes hereditárias associadas ao risco de cancro.

A plataforma reúne conteúdos educativos rigorosos sobre diferentes doenças raras, explicando de forma simples conceitos complexos como predisposição genética, diagnóstico e acompanhamento clínico. Além disso, pretende combater a desinformação e promover uma maior literacia em saúde, facilitando a tomada de decisões informadas.

A iniciativa surge no âmbito do projeto europeu ERN GENTURIS, reforçando a importância da colaboração internacional na área da saúde. Este projeto visa melhorar o diagnóstico, acompanhamento e partilha de conhecimento sobre síndromes genéticas associadas ao cancro, contribuindo para cuidados de saúde mais eficazes e centrados no doente.

Notícias

 “Cientistas procuram solução para síndrome de Down através da edição genética”



Uma equipa de investigadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston (EUA), desenvolveu uma versão modificada da ferramenta de edição genética CRISPR que poderá ajudar a silenciar o cromossoma extra responsável pela síndrome de Down.

A condição ocorre quando existe uma terceira cópia do cromossoma 21, o que altera a atividade de centenas de genes e está associada a défices cognitivos e a um maior risco de desenvolvimento precoce da doença de Alzheimer.

Para contornar este problema, os cientistas recorreram ao gene XIST, responsável por silenciar naturalmente um dos cromossomas X nas células femininas. Com a nova técnica, conseguiram aumentar em cerca de 30 vezes a eficiência da inserção deste gene no cromossoma 21 extra, em comparação com métodos CRISPR convencionais.

Os resultados, publicados na revista PNAS, representam ainda uma prova de conceito em laboratório, mas poderão contribuir para o desenvolvimento de futuras terapias genéticas para a síndrome de Down.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Evento!

 XII Simpósio - Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas

A espera acabou! No próximo 21 de maio, junta-te a nós para uma manhã dedicada ao futuro das Ciências Biomédicas🔬🔍 Preparámos um programa dinâmico com palestras, mesa redonda e momentos de networking, onde poderás explorar diferentes percursos profissionais, da investigação ao mundo empresarial. Uma excelente oportunidade para perceber o que o mercado realmente procura e esclarecer dúvidas com profissionais da área.

💸 Custo de inscrição: 3,5€ 📲 Inscrições através do QR Code presente no cartaz ou pelo link, até 18 de maio. 📍 ANF. Amarelo – FCS

Não percas esta oportunidade de investir no teu futuro!

terça-feira, 21 de abril de 2026

Notícias

   “Unique protein identified that stops malaria parasite growth”


O intestino pode ser o primeiro sinalizador do Parkinson, anos antes de o cérebro manifestar os primeiros sintomas. Um estudo internacional de larga escala, recentemente publicado na revista Nature Medicine, revelou que a análise da flora intestinal permite identificar o risco de desenvolver a doença de Parkinson antes de surgir qualquer manifestação clínica. A investigação, liderada pela University College London (UCL), baseou-se na análise de amostras de participantes em cinco países (Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Coreia do Sul e Turquia) comparando centenas de doentes com indivíduos saudáveis. Os resultados são esclarecedores: mais de um quarto das espécies de micróbios que habitam o nosso intestino (precisamente 176 espécies) apresentam níveis de abundância diferentes entre quem sofre da patologia e quem não sofre. O dado mais inovador surge no grupo de portadores da variante genética GBA1 - indivíduos com predisposição para a doença, mas que ainda não apresentam sintomas. Nestas pessoas, os investigadores encontraram uma "assinatura bacteriana" intermédia, sugerindo que as alterações no microbioma se instalam silenciosamente antes dos primeiros sinais motores ou cognitivos. Segundo Anthony Schapira, um dos investigadores principais, esta descoberta prova que o padrão microbiológico evolui à medida que a doença progride, sendo as alterações 15 vezes mais intensas em estados avançados. Além disso, cerca de 20% dos participantes sem mutações genéticas, mas com alterações acentuadas na flora, já exibiam sinais clínicos subtis, indicando um risco futuro elevado. Este avanço abre duas frentes fundamentais para a medicina: a possibilidade de diagnosticar o Parkinson através de uma análise simples à microbiota e, talvez mais importante, a oportunidade de intervir diretamente nestas colónias de bactérias para tentar reduzir o risco de progressão da doença. O desafio agora passa por determinar se estas alterações intestinais são a causa ou uma consequência precoce do processo degenerativo.


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Notícias

  “Unique protein identified that stops malaria parasite growth”



Artigo científico:
Artigo científico: Yanase, R., Zeeshan, M., Ferguson, D. J. P., Abel, S., Pashley, S. L., Mishra, A., Eze, A., Rea, E., Brady, D., Bottrill, A. R., Vaughan, S., Le Roch, K. G., Guttery, D. S., Holder, A. A., Tromer, E. C., Sharma, P., & Tewari, R. (2026). Plasmodium ARK1 regulates spindle formation during atypical mitosis and forms a divergent chromosomal passenger complex. Nature Communications, 17(1), 1598. https://doi.org/10.1038/S41467-026-69460-7


Um novo teste sanguineo, fácil de utilizar, foi desenvolvido para ajudar a identificar quando a doença hepática gordurosa é causada pelo consumo excessivo de álcool, em vez de fatores metabólicos. A ferramenta, chamada "MetALD-ALD Prediction Index (MAPI)", utiliza valores laboratoriais padrão que são frequentemente recolhidos na maioria das consultas de cuidados de saúde primários e visitas clínicas. Com base nesta informação, o índice pode estimar se uma pessoa com doença hepática gordurosa poderá ter lesão hepática relacionada com o álcool, mesmo quando o consumo de álcool é subestimado pelo próprio paciente. Ao identificar riscos ocultos, o MAPI pode dar às equipas médicas uma vantagem inicial para intervir precocemente, orientar mudanças no estilo de vida e ajustar tratamentos de forma mais personalizada. “Este novo índice dá aos clínicos uma forma simples e acessível de detetar lesão hepática relacionada com o álcool que poderia passar despercebida”, afirmou Rohit Loomba, autor sénior do estudo. “Ao melhorar a forma como classificamos a doença hepática, podemos ajudar os doentes a alcançar melhores resultados de saúde a longo prazo.” O estudo analisou mais de 500 adultos na região de San Diego, nos Estados Unidos, e cerca de 1800 indivíduos na Suécia, demonstrando que o MAPI superou os exames de sangue habitualmente utilizados e pode ajudar a determinar quando são necessários testes mais avançados para avaliar o consumo de álcool.


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Notícias

 “Unique protein identified that stops malaria parasite growth”

Artigo científico:
Yanase, R., Zeeshan, M., Ferguson, D. J. P., Abel, S., Pashley, S. L., Mishra, A., Eze, A., Rea, E., Brady, D., Bottrill, A. R., Vaughan, S., Le Roch, K. G., Guttery, D. S., Holder, A. A., Tromer, E. C., Sharma, P., & Tewari, R. (2026). Plasmodium ARK1 regulates spindle formation during atypical mitosis and forms a divergent chromosomal passenger complex. Nature Communications, 17(1), 1598. https://doi.org/10.1038/S41467-026-69460-7


Nova descoberta pode travar o crescimento do parasita da malária Uma equipa internacional de investigadores identificou uma proteína essencial — ARK1 — responsável pela multiplicação do parasita da malária. Quando esta proteína é inibida, o parasita perde a capacidade de se desenvolver e de se transmitir, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas. Esta descoberta representa um passo importante na luta contra uma das doenças infecciosas mais impactantes a nível global.


quarta-feira, 15 de abril de 2026

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 “Nova estratégia para “limpar” o cérebro mostra potencial contra doença de Alzheimer”


Uma nova abordagem para tratar a doença de Alzheimer, centrada no reforço do sistema de eliminação de resíduos do cérebro – o sistema glinfático, mostrou resultados promissores em modelos animais. Pensa-se que a acumulação de proteínas malformadas, como placas beta-amiloides e emaranhados tau, esteja na origem da doença. No entanto, apesar de alguns medicamentos conseguirem reduzir estas placas, os benefícios clínicos têm sido limitados. Perante isso, os investigadores testaram um anticorpo monoclonal que bloqueia o recetor DDR2, o que reduziu os aglomerados tóxicos de proteínas em ratinhos e melhorou o seu desempenho em testes de memória e aprendizagem. Contudo, especialistas alertam que ainda há incertezas quanto à aplicação em humanos, pelo que serão necessários mais estudos antes de considerar esta abordagem como um tratamento viável.


terça-feira, 14 de abril de 2026

Notícias

“Inédito: Terapia com células CAR-T leva à remissão de três doenças autoimunes”


Pela primeira vez, cientistas utilizaram a terapia CAR-T para tratar uma paciente com três doenças autoimunes graves e resistentes. Após mais de uma década doente e dependente de transfusões de sangue diárias, a mulher encontra-se em remissão há um ano, sem qualquer necessidade de tratamentos adicionais. Esta técnica inovadora, frequentemente usada na oncologia, atua como um "medicamento vivo". As células imunitárias da própria paciente foram recolhidas, reprogramadas em laboratório para eliminar apenas as células causadoras das patologias, e reintroduzidas no organismo. O resultado foi um verdadeiro "reinício" do seu sistema imunitário. Com melhorias drásticas em apenas três semanas, a investigação liderada por Fabian Müller (Hospital Universitário de Erlangen) abre um caminho promissor. Apesar dos atuais desafios de custo, esta abordagem mostra um enorme potencial para travar doenças autoimunes complexas e devolver a qualidade de vida aos doentes.


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Evento!

Hackathon Mundo Biomédico 2026 - 9ª edição


Se tens uma ideia na área da saúde e gostavas de a desenvolver, a 9.ª edição do Hackathon Mundo Biomédico pode ser a oportunidade certa. Organizado pela Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, este evento junta estudantes de várias áreas para criar soluções inovadoras com impacto real. Desde saúde digital a biotecnologia ou sustentabilidade, há espaço para diferentes ideias e projetos. As candidaturas estão abertas até 21 de maio e a participação é totalmente gratuita. As equipas selecionadas vão apresentar os seus projetos no dia 28 de maio, num formato de pitch perante um júri. Além da experiência e networking, há ainda um prémio de 400€ para a equipa vencedora. Inscreve-te aqui: https://forms.gle/5gtYUgfTxghMj1mv8


domingo, 12 de abril de 2026

Notícias

“Estimulação cerebral pode melhorar sintomas de PTSD ao reduzir a atividade do ‘centro do medo’”


Artigo científico:
Sanne J.H. van Rooij et al, Personalized fMRI-Guided TMS Targeting the Threat Neurocircuitry in PTSD: A Randomized Clinical Trial, American Journal of Psychiatry (2026). DOI: 10.1176/appi.ajp.20250749


Um estudo recente sugere que a estimulação magnética transcraniana (TMS), uma técnica não invasiva de estimulação cerebral, poderá contribuir para a melhoria dos sintomas da Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD). Esta abordagem utiliza impulsos magnéticos para modular a atividade de regiões específicas do cérebro. No caso do PTSD, uma das estruturas mais associadas à doença é a amígdala, responsável pelo processamento do medo e das respostas a ameaças, que frequentemente apresenta uma atividade aumentada nestes doentes. No estudo, os investigadores recorreram a ressonância magnética funcional (fMRI) para identificar com maior precisão as áreas cerebrais a estimular, permitindo adaptar o tratamento a cada participante. Cinquenta adultos com sintomas de PTSD participaram no ensaio clínico, sendo distribuídos entre um grupo que recebeu estimulação ativa e um grupo placebo. Os resultados demonstraram que a TMS reduziu a reatividade da amígdala direita perante estímulos ameaçadores e esteve associada a melhorias significativas dos sintomas. Os benefícios foram observados após duas semanas de tratamento e mantiveram-se durante pelo menos seis meses, com cerca de 74% dos participantes a apresentar uma redução clinicamente relevante dos sintomas.





"Investigação em Leiria desenvolve ferramenta que ajuda no diagnóstico de lesões cancerígenas na pele"



Uma investigação que está a ser desenvolvida em Leiria visa a criação de uma ferramenta para apoiar os dermatologistas no diagnóstico de lesões cancerígenas na pele, nomeadamente o melanoma. O processo passa por captar imagens, com recursos a câmaras específicas, de uma lesão na pele, depois armazenadas num computador e, através de uma aplicação computacional, é feita a classificação da lesão como melanoma ou não melanoma em poucos segundos. Atualmente, quando existe suspeita de uma lesão cutânea maligna, é muitas vezes necessário retirar uma pequena amostra de pele para análise laboratorial", mas o que se pretende é, com um diagnóstico mais assertivo, "reduzir essa necessidade, permitindo analisar a lesão de forma não invasiva, através de imagens tridimensionais e análise computacional avançada. Para já, estão a ser trabalhadas cerca de 350 imagens de lesões dermatológicas recolhidas no Hospital de Santo André, em Leiria, e que "são utilizadas no treino dos algoritmos", para depois ser criada "uma ferramenta de apoio diagnóstico dermatológico", o que deverá acontecer em 2028.






“Cobre contra o cancro: Nova terapia é 100 vezes mais potente”


Investigadores da Universidade do Ruhr, na Alemanha, desenvolveram um agente terapêutico inovador à base de cobre que demonstra uma eficácia cem vezes superior à da quimioterapia convencional. A descoberta, publicada na revista Advanced Functional Materials, promete contornar a resistência celular aos tratamentos atuais e revolucionar o combate oncológico. A estratégia baseia-se num mecanismo de morte celular recentemente descoberto (em 2022) chamado "cuproptose", que consiste na destruição das células devido ao excesso de cobre no seu interior. Para garantir que o composto ataca apenas o tumor e protege os tecidos saudáveis, a equipa encapsulou o agente em nanopartículas que se acumulam preferencialmente nas células malignas devido ao seu metabolismo acelerado. O grande trunfo desta abordagem é a sua ativação controlada: apenas quando estas nanopartículas são iluminadas por um feixe de luz é que se dissolvem, libertando o cobre de forma altamente localizada e fulminante. Embora a transição para a aplicação clínica exija mais validações, este estudo demonstra como a combinação da nanotecnologia com terapias ativadas por luz pode oferecer alternativas vitais onde os tratamentos atuais atingem os seus limites.


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"Numa forma de tuberculose difícil de tratar, uma terapêutica mais curta e menos agressiva revela benefícios desiguais"


De acordo com a universidade de Harvard, um ensaio clínico denominado endTB identificou três novas alternativas medicamentosas eficazes no tratamento da tuberculose resistente à rifampicina, antibiótico de primeira linha mais utilizado no combate à doença.

Realizado em parceria entre a Harvard Medical School e outros integrantes do projeto endTB, uma colaboração que envolve a Partners In Health, a Médicos Sem Fronteiras e interactive Research and Development, o estudo apontou alternativas que utilizam medicamentos como bedaquilina e delamandina. Essas abordagens ampliam o arsenal terapêutico disponível e oferecem novas possibilidades para encurtar e personalizar o tratamento da doença


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