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sábado, 2 de maio de 2026

Notícias

 "Vesículas extracelulares de células do sangue menstrual mostram potencial para estimular a reparação da cartilagem"


Investigadores na Lituânia descobriram uma nova abordagem promissora para o tratamento da osteoartrite, uma condição que afeta mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo. Em vez de depender de tratamentos tradicionais que apenas controlam a dor e a inflamação, esta estratégia inovadora centra-se na reparação da cartilagem danificada.
O estudo destaca a utilização de vesículas extracelulares (VEs) — minúsculas partículas "mensageiras" naturais — derivadas de células estromais do sangue menstrual. Estas vesículas podem entrar nas células da cartilagem e estimular a cicatrização, melhorando a função celular, reduzindo a degradação dos tecidos e promovendo a regeneração.
Uma das descobertas mais notáveis é que esta terapia mostrou efeitos positivos mesmo em células da cartilagem de mulheres mais velhas, na pós-menopausa, onde a capacidade natural de reparar o tecido é significativamente reduzida. Isto sugere um grande potencial para o tratamento da degeneração articular relacionada com a idade.
Outra inovação fundamental é a utilização de andaimes biomiméticos — materiais especialmente concebidos que protegem estas vesículas frágeis e as libertam gradualmente dentro da articulação. Isto aumenta a sua eficácia e imita o ambiente natural da cartilagem, tornando a terapia mais eficiente e direcionada.

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 "Estudo identificou novos alvos terapêuticos para a demência vascular"



Um estudo recente do Sydney’s Centre for Healthy Brain Ageing identificou novos alvos biológicos que poderão orientar o desenvolvimento de futuras terapias para a demência vascular, uma das formas mais comuns de demência e atualmente sem tratamento eficaz.
Utilizando uma abordagem genética inovadora, a randomização mendeliana, os investigadores analisaram mais de 12.000 genes com potencial terapêutico.
Foram identificados quatro genes associados ao risco da doença: APOE e TOMM40, reconhecidos pelo seu papel na saúde cerebral, e ERAP e SAA1-4, alvos ligados a processos inflamatórios. De forma relevante, APOE e TOMM40 também apresentaram associação com marcadores de imagem cerebral característicos da doença dos pequenos vasos, um dos principais mecanismos subjacentes à demência vascular.
Estes resultados reforçam a importância destes genes nos processos biológicos envolvidos na doença. Assim, abrem-se novas possibilidades para o desenvolvimento de fármacos direcionados.


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 "Cientista português ganha prémio ao transformar os tumores nas suas próprias vacinas"



O trabalho de um cientista português (Fábio Rosa) foi distinguido por desenvolver uma estratégia inovadora no combate ao cancro, baseada na transformação dos próprios tumores em “vacinas” contra a doença. A abordagem consiste em manipular as células tumorais de forma a torná-las mais visíveis ao sistema imunitário, estimulando uma resposta imunitária eficaz contra o tumor.
Em vez de atacar diretamente o cancro com terapias convencionais, como quimioterapia ou radioterapia, esta técnica procura “ensinar” o sistema imunitário a reconhecer e destruir as células tumorais. Para isso, os tumores são modificados para libertar sinais que ativam células imunitárias, como os linfócitos T, promovendo uma resposta dirigida e potencialmente mais duradoura.
Os resultados obtidos em fases iniciais de investigação mostram que esta estratégia pode não só reduzir o crescimento tumoral, mas também gerar memória imunológica, diminuindo o risco de recorrência. O prémio atribuído reconhece o potencial transformador desta abordagem, que poderá vir a integrar novas formas de imunoterapia no tratamento do cancro.


domingo, 26 de abril de 2026

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 "World Immunization Week 2026"


Começou a Semana Mundial da Imunização 2026, uma iniciativa global promovida pela Organização Mundial da Saúde que relembra algo simples mas extremamente poderoso: as vacinas salvam vidas — em todas as fases da vida.

Desde bebés até idosos, a vacinação continua a ser uma das formas mais eficazes de prevenir doenças graves, evitar surtos e proteger comunidades inteiras. Graças a décadas de avanços científicos e campanhas de saúde pública, milhões de pessoas vivem hoje mais e com melhor qualidade de vida.

No entanto, este progresso não é garantido. Ainda existem desigualdades no acesso às vacinas e uma crescente desinformação que pode colocar em risco conquistas importantes da medicina.

Esta semana é, acima de tudo, um lembrete: proteger a saúde não é apenas uma escolha individual, é um compromisso coletivo.


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 "i3S lança plataforma digital pioneira sobre cancro hereditário"



O i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde lançou uma plataforma digital inovadora dedicada ao cancro hereditário, com o objetivo de tornar a informação científica mais clara, acessível e útil para todos. Esta ferramenta interativa foi desenvolvida para apoiar doentes, familiares e profissionais de saúde, ajudando a compreender melhor as síndromes hereditárias associadas ao risco de cancro.

A plataforma reúne conteúdos educativos rigorosos sobre diferentes doenças raras, explicando de forma simples conceitos complexos como predisposição genética, diagnóstico e acompanhamento clínico. Além disso, pretende combater a desinformação e promover uma maior literacia em saúde, facilitando a tomada de decisões informadas.

A iniciativa surge no âmbito do projeto europeu ERN GENTURIS, reforçando a importância da colaboração internacional na área da saúde. Este projeto visa melhorar o diagnóstico, acompanhamento e partilha de conhecimento sobre síndromes genéticas associadas ao cancro, contribuindo para cuidados de saúde mais eficazes e centrados no doente.

Notícias

 “Cientistas procuram solução para síndrome de Down através da edição genética”



Uma equipa de investigadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston (EUA), desenvolveu uma versão modificada da ferramenta de edição genética CRISPR que poderá ajudar a silenciar o cromossoma extra responsável pela síndrome de Down.

A condição ocorre quando existe uma terceira cópia do cromossoma 21, o que altera a atividade de centenas de genes e está associada a défices cognitivos e a um maior risco de desenvolvimento precoce da doença de Alzheimer.

Para contornar este problema, os cientistas recorreram ao gene XIST, responsável por silenciar naturalmente um dos cromossomas X nas células femininas. Com a nova técnica, conseguiram aumentar em cerca de 30 vezes a eficiência da inserção deste gene no cromossoma 21 extra, em comparação com métodos CRISPR convencionais.

Os resultados, publicados na revista PNAS, representam ainda uma prova de conceito em laboratório, mas poderão contribuir para o desenvolvimento de futuras terapias genéticas para a síndrome de Down.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Evento!

 XII Simpósio - Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas

A espera acabou! No próximo 21 de maio, junta-te a nós para uma manhã dedicada ao futuro das Ciências Biomédicas🔬🔍 Preparámos um programa dinâmico com palestras, mesa redonda e momentos de networking, onde poderás explorar diferentes percursos profissionais, da investigação ao mundo empresarial. Uma excelente oportunidade para perceber o que o mercado realmente procura e esclarecer dúvidas com profissionais da área.

💸 Custo de inscrição: 3,5€ 📲 Inscrições através do QR Code presente no cartaz ou pelo link, até 18 de maio. 📍 ANF. Amarelo – FCS

Não percas esta oportunidade de investir no teu futuro!

terça-feira, 21 de abril de 2026

Notícias

   “Unique protein identified that stops malaria parasite growth”


O intestino pode ser o primeiro sinalizador do Parkinson, anos antes de o cérebro manifestar os primeiros sintomas. Um estudo internacional de larga escala, recentemente publicado na revista Nature Medicine, revelou que a análise da flora intestinal permite identificar o risco de desenvolver a doença de Parkinson antes de surgir qualquer manifestação clínica. A investigação, liderada pela University College London (UCL), baseou-se na análise de amostras de participantes em cinco países (Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Coreia do Sul e Turquia) comparando centenas de doentes com indivíduos saudáveis. Os resultados são esclarecedores: mais de um quarto das espécies de micróbios que habitam o nosso intestino (precisamente 176 espécies) apresentam níveis de abundância diferentes entre quem sofre da patologia e quem não sofre. O dado mais inovador surge no grupo de portadores da variante genética GBA1 - indivíduos com predisposição para a doença, mas que ainda não apresentam sintomas. Nestas pessoas, os investigadores encontraram uma "assinatura bacteriana" intermédia, sugerindo que as alterações no microbioma se instalam silenciosamente antes dos primeiros sinais motores ou cognitivos. Segundo Anthony Schapira, um dos investigadores principais, esta descoberta prova que o padrão microbiológico evolui à medida que a doença progride, sendo as alterações 15 vezes mais intensas em estados avançados. Além disso, cerca de 20% dos participantes sem mutações genéticas, mas com alterações acentuadas na flora, já exibiam sinais clínicos subtis, indicando um risco futuro elevado. Este avanço abre duas frentes fundamentais para a medicina: a possibilidade de diagnosticar o Parkinson através de uma análise simples à microbiota e, talvez mais importante, a oportunidade de intervir diretamente nestas colónias de bactérias para tentar reduzir o risco de progressão da doença. O desafio agora passa por determinar se estas alterações intestinais são a causa ou uma consequência precoce do processo degenerativo.


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Notícias

  “Unique protein identified that stops malaria parasite growth”



Artigo científico:
Artigo científico: Yanase, R., Zeeshan, M., Ferguson, D. J. P., Abel, S., Pashley, S. L., Mishra, A., Eze, A., Rea, E., Brady, D., Bottrill, A. R., Vaughan, S., Le Roch, K. G., Guttery, D. S., Holder, A. A., Tromer, E. C., Sharma, P., & Tewari, R. (2026). Plasmodium ARK1 regulates spindle formation during atypical mitosis and forms a divergent chromosomal passenger complex. Nature Communications, 17(1), 1598. https://doi.org/10.1038/S41467-026-69460-7


Um novo teste sanguineo, fácil de utilizar, foi desenvolvido para ajudar a identificar quando a doença hepática gordurosa é causada pelo consumo excessivo de álcool, em vez de fatores metabólicos. A ferramenta, chamada "MetALD-ALD Prediction Index (MAPI)", utiliza valores laboratoriais padrão que são frequentemente recolhidos na maioria das consultas de cuidados de saúde primários e visitas clínicas. Com base nesta informação, o índice pode estimar se uma pessoa com doença hepática gordurosa poderá ter lesão hepática relacionada com o álcool, mesmo quando o consumo de álcool é subestimado pelo próprio paciente. Ao identificar riscos ocultos, o MAPI pode dar às equipas médicas uma vantagem inicial para intervir precocemente, orientar mudanças no estilo de vida e ajustar tratamentos de forma mais personalizada. “Este novo índice dá aos clínicos uma forma simples e acessível de detetar lesão hepática relacionada com o álcool que poderia passar despercebida”, afirmou Rohit Loomba, autor sénior do estudo. “Ao melhorar a forma como classificamos a doença hepática, podemos ajudar os doentes a alcançar melhores resultados de saúde a longo prazo.” O estudo analisou mais de 500 adultos na região de San Diego, nos Estados Unidos, e cerca de 1800 indivíduos na Suécia, demonstrando que o MAPI superou os exames de sangue habitualmente utilizados e pode ajudar a determinar quando são necessários testes mais avançados para avaliar o consumo de álcool.


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Notícias

 “Unique protein identified that stops malaria parasite growth”

Artigo científico:
Yanase, R., Zeeshan, M., Ferguson, D. J. P., Abel, S., Pashley, S. L., Mishra, A., Eze, A., Rea, E., Brady, D., Bottrill, A. R., Vaughan, S., Le Roch, K. G., Guttery, D. S., Holder, A. A., Tromer, E. C., Sharma, P., & Tewari, R. (2026). Plasmodium ARK1 regulates spindle formation during atypical mitosis and forms a divergent chromosomal passenger complex. Nature Communications, 17(1), 1598. https://doi.org/10.1038/S41467-026-69460-7


Nova descoberta pode travar o crescimento do parasita da malária Uma equipa internacional de investigadores identificou uma proteína essencial — ARK1 — responsável pela multiplicação do parasita da malária. Quando esta proteína é inibida, o parasita perde a capacidade de se desenvolver e de se transmitir, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas. Esta descoberta representa um passo importante na luta contra uma das doenças infecciosas mais impactantes a nível global.


quarta-feira, 15 de abril de 2026

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 “Nova estratégia para “limpar” o cérebro mostra potencial contra doença de Alzheimer”


Uma nova abordagem para tratar a doença de Alzheimer, centrada no reforço do sistema de eliminação de resíduos do cérebro – o sistema glinfático, mostrou resultados promissores em modelos animais. Pensa-se que a acumulação de proteínas malformadas, como placas beta-amiloides e emaranhados tau, esteja na origem da doença. No entanto, apesar de alguns medicamentos conseguirem reduzir estas placas, os benefícios clínicos têm sido limitados. Perante isso, os investigadores testaram um anticorpo monoclonal que bloqueia o recetor DDR2, o que reduziu os aglomerados tóxicos de proteínas em ratinhos e melhorou o seu desempenho em testes de memória e aprendizagem. Contudo, especialistas alertam que ainda há incertezas quanto à aplicação em humanos, pelo que serão necessários mais estudos antes de considerar esta abordagem como um tratamento viável.


terça-feira, 14 de abril de 2026

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“Inédito: Terapia com células CAR-T leva à remissão de três doenças autoimunes”


Pela primeira vez, cientistas utilizaram a terapia CAR-T para tratar uma paciente com três doenças autoimunes graves e resistentes. Após mais de uma década doente e dependente de transfusões de sangue diárias, a mulher encontra-se em remissão há um ano, sem qualquer necessidade de tratamentos adicionais. Esta técnica inovadora, frequentemente usada na oncologia, atua como um "medicamento vivo". As células imunitárias da própria paciente foram recolhidas, reprogramadas em laboratório para eliminar apenas as células causadoras das patologias, e reintroduzidas no organismo. O resultado foi um verdadeiro "reinício" do seu sistema imunitário. Com melhorias drásticas em apenas três semanas, a investigação liderada por Fabian Müller (Hospital Universitário de Erlangen) abre um caminho promissor. Apesar dos atuais desafios de custo, esta abordagem mostra um enorme potencial para travar doenças autoimunes complexas e devolver a qualidade de vida aos doentes.


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Evento!

Hackathon Mundo Biomédico 2026 - 9ª edição


Se tens uma ideia na área da saúde e gostavas de a desenvolver, a 9.ª edição do Hackathon Mundo Biomédico pode ser a oportunidade certa. Organizado pela Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, este evento junta estudantes de várias áreas para criar soluções inovadoras com impacto real. Desde saúde digital a biotecnologia ou sustentabilidade, há espaço para diferentes ideias e projetos. As candidaturas estão abertas até 21 de maio e a participação é totalmente gratuita. As equipas selecionadas vão apresentar os seus projetos no dia 28 de maio, num formato de pitch perante um júri. Além da experiência e networking, há ainda um prémio de 400€ para a equipa vencedora. Inscreve-te aqui: https://forms.gle/5gtYUgfTxghMj1mv8


domingo, 12 de abril de 2026

Notícias

“Estimulação cerebral pode melhorar sintomas de PTSD ao reduzir a atividade do ‘centro do medo’”


Artigo científico:
Sanne J.H. van Rooij et al, Personalized fMRI-Guided TMS Targeting the Threat Neurocircuitry in PTSD: A Randomized Clinical Trial, American Journal of Psychiatry (2026). DOI: 10.1176/appi.ajp.20250749


Um estudo recente sugere que a estimulação magnética transcraniana (TMS), uma técnica não invasiva de estimulação cerebral, poderá contribuir para a melhoria dos sintomas da Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD). Esta abordagem utiliza impulsos magnéticos para modular a atividade de regiões específicas do cérebro. No caso do PTSD, uma das estruturas mais associadas à doença é a amígdala, responsável pelo processamento do medo e das respostas a ameaças, que frequentemente apresenta uma atividade aumentada nestes doentes. No estudo, os investigadores recorreram a ressonância magnética funcional (fMRI) para identificar com maior precisão as áreas cerebrais a estimular, permitindo adaptar o tratamento a cada participante. Cinquenta adultos com sintomas de PTSD participaram no ensaio clínico, sendo distribuídos entre um grupo que recebeu estimulação ativa e um grupo placebo. Os resultados demonstraram que a TMS reduziu a reatividade da amígdala direita perante estímulos ameaçadores e esteve associada a melhorias significativas dos sintomas. Os benefícios foram observados após duas semanas de tratamento e mantiveram-se durante pelo menos seis meses, com cerca de 74% dos participantes a apresentar uma redução clinicamente relevante dos sintomas.





"Investigação em Leiria desenvolve ferramenta que ajuda no diagnóstico de lesões cancerígenas na pele"



Uma investigação que está a ser desenvolvida em Leiria visa a criação de uma ferramenta para apoiar os dermatologistas no diagnóstico de lesões cancerígenas na pele, nomeadamente o melanoma. O processo passa por captar imagens, com recursos a câmaras específicas, de uma lesão na pele, depois armazenadas num computador e, através de uma aplicação computacional, é feita a classificação da lesão como melanoma ou não melanoma em poucos segundos. Atualmente, quando existe suspeita de uma lesão cutânea maligna, é muitas vezes necessário retirar uma pequena amostra de pele para análise laboratorial", mas o que se pretende é, com um diagnóstico mais assertivo, "reduzir essa necessidade, permitindo analisar a lesão de forma não invasiva, através de imagens tridimensionais e análise computacional avançada. Para já, estão a ser trabalhadas cerca de 350 imagens de lesões dermatológicas recolhidas no Hospital de Santo André, em Leiria, e que "são utilizadas no treino dos algoritmos", para depois ser criada "uma ferramenta de apoio diagnóstico dermatológico", o que deverá acontecer em 2028.






“Cobre contra o cancro: Nova terapia é 100 vezes mais potente”


Investigadores da Universidade do Ruhr, na Alemanha, desenvolveram um agente terapêutico inovador à base de cobre que demonstra uma eficácia cem vezes superior à da quimioterapia convencional. A descoberta, publicada na revista Advanced Functional Materials, promete contornar a resistência celular aos tratamentos atuais e revolucionar o combate oncológico. A estratégia baseia-se num mecanismo de morte celular recentemente descoberto (em 2022) chamado "cuproptose", que consiste na destruição das células devido ao excesso de cobre no seu interior. Para garantir que o composto ataca apenas o tumor e protege os tecidos saudáveis, a equipa encapsulou o agente em nanopartículas que se acumulam preferencialmente nas células malignas devido ao seu metabolismo acelerado. O grande trunfo desta abordagem é a sua ativação controlada: apenas quando estas nanopartículas são iluminadas por um feixe de luz é que se dissolvem, libertando o cobre de forma altamente localizada e fulminante. Embora a transição para a aplicação clínica exija mais validações, este estudo demonstra como a combinação da nanotecnologia com terapias ativadas por luz pode oferecer alternativas vitais onde os tratamentos atuais atingem os seus limites.


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"Numa forma de tuberculose difícil de tratar, uma terapêutica mais curta e menos agressiva revela benefícios desiguais"


De acordo com a universidade de Harvard, um ensaio clínico denominado endTB identificou três novas alternativas medicamentosas eficazes no tratamento da tuberculose resistente à rifampicina, antibiótico de primeira linha mais utilizado no combate à doença.

Realizado em parceria entre a Harvard Medical School e outros integrantes do projeto endTB, uma colaboração que envolve a Partners In Health, a Médicos Sem Fronteiras e interactive Research and Development, o estudo apontou alternativas que utilizam medicamentos como bedaquilina e delamandina. Essas abordagens ampliam o arsenal terapêutico disponível e oferecem novas possibilidades para encurtar e personalizar o tratamento da doença


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sábado, 28 de março de 2026

Novidade!

Atenção! Resultados " 🧬 Qual é o melhor logótipo e slogan para Ciências Biomédicas? "

O vencedor é.... Beatriz Mateus, com 322 votos!

Muitos parabéns!!👏






 

sexta-feira, 27 de março de 2026

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"Can a mouse be cloned indefinitely? Decades-long experiment has answers"


Um estudo publicado na Nature descreve que a clonagem de ratos foi realizada ao longo de múltiplas gerações sucessivas, atingindo um máximo de 58 gerações antes de se verificarem falhas no processo.


De acordo com os investigadores, os clones iniciais apresentavam características normais, mas, com a repetição contínua da técnica, foram sendo acumuladas alterações genéticas. Estas mutações, inicialmente não detetáveis, tornaram-se progressivamente mais significativas, afetando a viabilidade dos organismos nas gerações mais avançadas.


Os resultados indicam que a acumulação de alterações no ADN ao longo de ciclos repetidos de clonagem está associada à limitação observada, comprometendo a continuidade do processo.

"Cientistas descobrem proteína que transforma gordura castanha numa máquina de queimar calorias"

Artigo científico: 
Serdan, T.D.A., Cervantes, H., Frank, B. et al. SLIT3 fragments orchestrate neurovascular expansion and thermogenesis in brown adipose tissue. Nat Commun 17, 2445 (2026). https://doi.org/10.1038/s41467-026-70310-9

Investigadores da Universidade de Nova Iorque descobriram um mecanismo fundamental que pode reformular a nossa abordagem à perda de peso e à saúde metabólica.

O estudo centra-se numa proteína chamada SLIT3, que ajuda a construir o "sistema de fiação" interno da gordura castanha, promovendo a formação de vasos sanguíneos e ligações nervosas necessárias para a queima eficiente de energia.

Ao contrário da gordura branca (que armazena energia), a gordura castanha queima calorias para produzir calor através da termogénese. No entanto, esta investigação mostra que simplesmente ter gordura castanha não é suficiente — é necessário que esteja devidamente estruturada e conectada para funcionar na sua capacidade máxima.

Curiosamente, a via SLIT3 está também ligada à inflamação, à sensibilidade à insulina e à saúde metabólica, sugerindo um papel mais abrangente em condições como a obesidade e a resistência à insulina.

Isto abre uma nova direção para o tratamento: em vez de se concentrar apenas na supressão do apetite (como acontece com medicamentos como a semaglutida), as futuras terapias podem ter como objetivo aumentar o gasto energético, melhorando a atividade da gordura castanha. Embora ainda em fase inicial de investigação, esta descoberta realça uma mudança promissora — das estratégias de "comer menos" para soluções de "queimar mais" no combate às doenças metabólicas.



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sexta-feira, 20 de março de 2026

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Inteligência Artificial garante diagnóstico mais rápido do cancro do colo do útero


Uma equipa de cientistas, incluindo o português Fernando Schmitt, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, desenvolveu um método que utiliza inteligência artificial para otimizar o rastreio do cancro do colo do útero. O sistema analisa automaticamente células recolhidas através do exame de Papanicolau, convertendo-as em imagens tridimensionais, o que permite identificar alterações celulares suspeitas com maior rapidez e precisão.


Nos testes realizados com mais de mil amostras, a análise automatizada apresentou uma concordância quase perfeita com a avaliação dos especialistas. Publicado na revista Nature, este método poderá começar a ser aplicado clinicamente no Japão nos próximos meses, com expansão gradual para outros países ao longo dos próximos 1 a 2 anos.


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"Análise ao sangue pode prever demência até 25 anos antes do início dos sintomas"


Um estudo da Universidade da Califórnia concluiu que um novo biomarcador no sangue pode prever o risco de uma mulher desenvolver demência até 25 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas. A investigação, publicada na revista médica JAMA Network Open, acompanhou 2.766 mulheres entre os 65 e os 79 anos durante cerca de 25 anos.

Os resultados mostraram que níveis mais elevados da proteína p-tau217, associada às alterações cerebrais da doença de Alzheimer, estavam fortemente ligados ao desenvolvimento futuro de défices cognitivos ligeiros e demência, mesmo em mulheres que eram cognitivamente saudáveis no início do estudo.

Segundo os investigadores, esta descoberta pode permitir identificar mais cedo pessoas com maior risco, abrindo caminho a estratégias de prevenção e acompanhamento mais precoces, em vez de esperar até que os problemas de memória afetem o dia a dia. No entanto, os especialistas sublinham que ainda são necessários mais estudos antes de este tipo de teste poder ser utilizado na prática clínica.



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“Dinamarca elimina transmissão de HIV e sífilis de mãe para filho”


A World Health Organization certificou a Dinamarca como o primeiro país da União Europeia a eliminar a transmissão vertical do HIV e da sífilis, ou seja, a transmissão destas infeções de mãe para bebé durante a gravidez, parto ou amamentação. Este reconhecimento representa um importante avanço na saúde pública e na proteção da saúde materno-infantil, demonstrando que a prevenção destas infeções é possível quando existem sistemas de saúde eficazes e acessíveis.

Este resultado foi alcançado graças a décadas de investimento em cuidados de saúde universais, incluindo acompanhamento pré-natal de elevada qualidade, rastreio sistemático das infeções durante a gravidez e acesso rápido ao tratamento quando necessário. Estas medidas permitem identificar precocemente casos de infeção em mulheres grávidas e iniciar terapêuticas adequadas, reduzindo de forma significativa o risco de transmissão para o recém-nascido.

De acordo com a OMS, para que um país seja certificado com a eliminação da transmissão vertical destas doenças, é necessário cumprir critérios rigorosos, como garantir elevados níveis de rastreio nas gestantes e manter taxas extremamente baixas de infeção em bebés durante vários anos consecutivos. A experiência da Dinamarca demonstra que políticas de saúde consistentes, aliadas a sistemas de vigilância epidemiológica eficazes, podem contribuir de forma decisiva para a erradicação deste tipo de transmissão e servir de exemplo para outros países.


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“Nova técnica baseada em CRISPR aumenta produção de mitocôndrias e pode ajudar a tratar insuficiência cardíaca”


Artigo científico:
Escobar, M., Malik, S. A., Srinivasa, M. A., Mendez-Sosa, M. A., Miller, J. M., Lydon, S. L., Luong, S. N., Mathew, P. R., Abouleisa, R. R. E., Chakravarty, S., Pathan, S., Mohamed, T. M. A., Ghanta, R. K., & Hilton, I. B. (2026). CRISPR-Cas-based activation of PPARGC1A boosts endogenous mitochondria and enhances cardiac function after myocardial infarction. Molecular Therapy, 139(10), e56–e528. https://doi.org/10.1016/j.ymthe.2026.02.027


Investigadores da Rice University desenvolveram uma nova abordagem baseada na tecnologia CRISPR que permite aumentar a produção de mitocôndrias em células cardíacas, abrindo novas perspetivas para o tratamento da insuficiência cardíaca.

As mitocôndrias são responsáveis pela produção de energia celular e desempenham um papel fundamental na função do músculo cardíaco. Após um enfarte do miocárdio, muitas células do coração apresentam disfunção mitocondrial, o que compromete a sua capacidade de produzir energia suficiente para manter a contração eficaz do músculo cardíaco.

Neste estudo, os investigadores utilizaram uma versão modificada do sistema CRISPR para ativar genes envolvidos na biogénese mitocondrial, em particular o gene regulador PPARGC1A (PGC-1α). Ao estimular a expressão deste gene, foi possível aumentar o número de mitocôndrias nas células e melhorar a sua atividade metabólica.


Os resultados demonstraram que esta estratégia aumentou a função mitocondrial em modelos celulares e em tecido cardíaco após enfarte, sugerindo que a ativação genética dirigida poderá contribuir para restaurar o metabolismo energético das células cardíacas.
Embora esta abordagem ainda esteja numa fase inicial de investigação, os autores consideram que a modulação da biogénese mitocondrial poderá representar uma nova estratégia terapêutica para doenças cardíacas associadas a défices energéticos.





“Biomarcadores Durante a Gravidez Podem Indicar Risco Futuro de Doença Cardiovascular”


Artigo:
Bacmeister L, Glintborg D, Kjer-Møller J, et al. Clinical Factors and Biomarkers During Pregnancy and Risk of Cardiovascular Disease. JAMA Cardiol. Publicado online February 18, 2026. doi: 10.1001/jamacardio.2025.5595


Alguns biomarcadores analisados durante a gravidez podem ajudar a identificar o risco de desenvolver doença cardiovascular (DCV) no futuro, segundo um estudo recente.

A investigação avaliou biomarcadores presentes no sangue de cerca de 2000 mulheres grávidas na Dinamarca. As participantes foram acompanhadas durante quase 12 anos e, nesse período, 28 delas desenvolveram doença cardiovascular. Os resultados mostraram que níveis mais elevados de troponina I cardíaca de alta sensibilidade e de sFlt-1 durante o terceiro trimestre da gravidez estavam associados a um risco maior de desenvolver DCV mais tarde na vida.

Os investigadores verificaram ainda que a combinação dos níveis de sFlt-1 com a idade permitiu uma melhor avaliação do risco cardiovascular do que a utilização da idade isoladamente. Em comparação, modelos que incluíam colesterol não-HDL e pressão arterial sistólica juntamente com a idade não melhoraram significativamente a capacidade de prever o risco.

Os autores do estudo referem que a gravidez pode ser vista como uma espécie de teste natural para o sistema cardiovascular. Por isso, medir determinados biomarcadores neste período pode representar uma oportunidade para identificar precocemente pessoas com maior probabilidade de desenvolver doença cardiovascular.





"Cientistas descobrem "guardião" escondido dentro de células cerebrais ligado ao Alzheimer"


Artigo científico:
  • Jinyu Fei et al.
  •  
,
Membrane-associated periodic skeleton regulates major forms of endocytosis in neurons through a signaling-driven positive feedback loop.Sci. Adv.12,eaeb0803(2026).DOI:10.1126/sciadv.aeb0803


Cientistas da Penn State descobriram que os neurónios possuem uma rede estrutural microscópica chamada esqueleto periódico da membrana (MPS, na sigla em inglês), que funciona como um porteiro, controlando as substâncias que entram na célula.
Quando esta estrutura em forma de rede está intacta, os neurónios absorvem os nutrientes a uma taxa controlada. No entanto, quando os investigadores interromperam o MPS, os neurónios começaram a absorver materiais muito mais rapidamente. Isto sugere que o MPS funciona como um sistema de travagem, impedindo a absorção excessiva.

Curiosamente, o aumento da absorção celular pode desencadear sinais que provocam a rutura parcial do MPS. Isto cria um ciclo de feedback positivo: mais absorção leva a um maior enfraquecimento da estrutura, o que permite uma absorção ainda maior.

Usando microscopia de super-resolução avançada, os investigadores observaram este processo em neurónios cultivados em placas de laboratório. Quando simularam a fase inicial da doença de Alzheimer aumentando a proteína precursora de amiloide (APP), as estruturas enfraquecidas do MPS permitiram que os neurónios absorvessem mais APP. No interior da célula, a APP foi convertida em β-amiloide 42, uma proteína tóxica associada a danos neuronais e à doença de Alzheimer.

Estas descobertas sugerem que o MPS pode desempenhar um papel protetor nos neurónios, limitando a entrada de proteínas nocivas. Como esta estrutura se deteriora com o envelhecimento ou com doenças, pode contribuir para a neurodegeneração.
As futuras terapias podem focar-se na estabilização do MPS, potencialmente retardando as alterações celulares iniciais que levam à doença de Alzheimer.





"Estudo descobre um “aliado surpreendente” na reparação do cérebro"


Um estudo inovador desenvolvido pela equipa de Christa Rhiner, na Fundação Champalimaud, e publicado na revista científica EMBO Reports, revela que as espécies reativas de oxigénio (radicais livres), historicamente associadas apenas à neurodegeneração e ao envelhecimento, desempenham um papel crucial na reparação cerebral. Através de modelos de Drosophila melanogaster, a investigação demonstrou que as células da glia libertam um "pulso oxidativo" controlado (especificamente peróxido de hidrogénio) imediatamente após uma lesão. Esta libertação, mediada pela enzima Duox presente na membrana celular, atua como um sinal biológico essencial para ativar células estaminais neurais que, de outra forma, permaneceriam inativas, promovendo a substituição do tecido perdido e a plasticidade cerebral.
Estes resultados desafiam a visão convencional de que o stress oxidativo é universalmente prejudicial para o sistema nervoso central. Os investigadores observaram que a inibição genética da enzima Duox ou a administração excessiva de antioxidantes atenuam significativamente a resposta regenerativa natural do cérebro. Esta descoberta ajuda a explicar por que motivo as terapias antioxidantes de largo espetro falham frequentemente na recuperação de doentes com lesões cerebrais. No futuro, a biomedicina poderá focar-se no desenvolvimento de estratégias de precisão que combatam o stress oxidativo crónico, preservando simultaneamente estes sinais oxidativos de curta duração, essenciais para a autorreparação do cérebro.


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