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segunda-feira, 29 de maio de 2023

Armazenamento de dados em DNA sintético

 

Um estudo recente mostrou que agora é possível armazenar dados em DNA sintético. Atualmente, trilhões de megabytes de dados são gerados diariamente e métodos de armazenamento com maior densidade são necessários. O DNA possui uma capacidade de armazenamento de dados mais de 1.000 vezes maior do que um disco rígido e é extremamente durável, mantendo a legibilidade por um período muito mais longo. A sequência de nucleotídeos do DNA pode ser usada para codificar os dados, armazenando dois bits por nucleotídeo. Com a adição de sete nucleotídeos sintéticos, a densidade de dados do DNA é aproximadamente dobrada. Embora a técnica de sequenciamento de nanoporos possa ser usada para ler o DNA sintético, ainda há desafios a serem superados, como o tempo necessário para escrever os dados em DNA.

 

Em resumo, o estudo demonstra a capacidade de armazenar dados em DNA sintético, que oferece uma densidade de armazenamento muito maior do que os métodos atuais. No entanto, há a necessidade de aprimorar o tempo necessário para escrever os dados em DNA. A técnica de sequenciamento de nanoporos permite a leitura dos dados armazenados no DNA, incluindo as letras sintéticas. Essa pesquisa mostra promessa para solucionar os desafios de armazenamento de dados, mas ainda há trabalho a ser feito para aprimorar essa tecnologia.

 


Fonte: https://www.thenakedscientists.com/articles/science-news/synthetic-dna-data-storage

sábado, 27 de maio de 2023

Uma “tatuagem” de grafeno pode ajudar os corações a manter o ritmo

 

Cientistas relataram o desenvolvimento de uma "tatuagem" de grafeno que adere ao coração de ratos e pode tratar batimentos cardíacos anormalmente lentos. O dispositivo eletrônico, que funciona como um marca-passo futurístico, emite sinais elétricos que mantêm o coração funcionando corretamente. Embora atualmente seja apenas um conceito, uma versão para uso em corações humanos pode estar pronta para testes em até cinco anos. O desafio principal é combinar eletrônicos rígidos com tecidos macios, e o grafeno, um material extremamente fino e flexível, se mostrou promissor para uso biomédico. Os pesquisadores desenvolveram um protótipo do dispositivo usando grafeno colocado entre camadas de silicone elástico e polímero ultratransparente. Em experimentos em corações de ratos, a "tatuagem" de grafeno conseguiu corrigir ritmos cardíacos irregulares, mostrando o potencial dessa tecnologia para tratamentos futuros.

Os cientistas estão trabalhando na criação de dispositivos implantáveis que se adaptam ao corpo há anos, e o desafio é combinar eletrônicos rígidos com tecidos moles. O uso do grafeno como material para essa "tatuagem" se mostrou promissor devido à sua flexibilidade, biocompatibilidade, alta transparência e condutividade. O dispositivo utiliza camadas de grafeno entre silicone elástico e polímero ultratransparente e é conectado a fontes de energia através de fios de ouro. Embora ainda seja um conceito, acredita-se que em um futuro próximo seja possível desenvolver uma versão sem fio, usando uma pequena antena para captar sinais elétricos de um dispositivo externo colocado no peito do paciente. Essa tecnologia poderia revolucionar os marca-passos convencionais, oferecendo uma alternativa mais compacta e eficiente.



 Fonte: https://www.sciencenews.org/article/graphene-tattoo-heart-beat-pacemake

 

sexta-feira, 26 de maio de 2023

IX Simpósio de Empregos e Oportunidades em Ciências Biomédicas

     Foi realizada a IX edição do Simpósio de Empregos e Oportunidades em Ciências Biomédicas dia 25 de maio de 2023 durante a manhã na FCS, a contar com o apoio do CICS-UBI.

Este evento foi organizado pela turma de estudantes do 1º ano do 2º ciclo de Ciências Biomédicas, no âmbito da UC Projeto em Ciências Biomédicas, sob a coordenação do Professor Doutor Eduardo Cavaco.

Esta atividade consiste num conjunto de palestras, workshops, e debates direcionados para os estudantes nas áreas de formação de Ciências Biomédicas, Bioquímica, Biotecnologia, Bioengenharia e outras áreas relacionadas. E, traz como objetivo elucidar e “abrir horizontes” para quem esteja interessado em aplicar conhecimentos neste âmbito.







                                     














quarta-feira, 24 de maio de 2023

Uma missão para acabar com o cancro

 

    A Dra. Taroni e sua equipe no projeto SOLUS desenvolveram uma inovadora ferramenta de imagem médica que combina ultrassom, imagem óptica e reconstrução óptica para melhorar a precisão do diagnóstico de câncer de mama. Ao integrar essas três técnicas em um dispositivo portátil, o instrumento SOLUS fornece uma visão abrangente de lesões mamárias, permitindo que os médicos determinem se são benignas ou malignas sem a necessidade de biópsias invasivas. O projeto, conduzido no Hospital San Raffaele em Milão com colaboração internacional, demonstra o poder da ciência e da inovação direcionadas na melhoria dos resultados da saúde e no enfrentamento de desafios sociais urgentes.

    Essa pesquisa inovadora não apenas reduz o risco de resultados falso-positivos na triagem de câncer de mama, mas também aprimora a experiência do paciente ao minimizar a necessidade de procedimentos invasivos e aliviar a ansiedade. A abordagem multidisciplinar, envolvendo especialistas acadêmicos, empresas privadas e profissionais médicos, tem sido crucial para o sucesso do projeto. O esforço colaborativo exemplifica o potencial de colaborações internacionais em pesquisa e o impacto dos investimentos da União Europeia no enfrentamento de questões complexas, como o câncer. Com outras aplicações previstas para essa tecnologia, como avaliar o sucesso do tratamento quimioterápico, a Dra. Taroni e sua equipe estão preparadas para fazer contribuições ainda maiores para o campo, ressaltando a importância da ciência, pesquisa e inovação em nossa sociedade.





Fonte:https://ec.europa.eu/research-and-innovation/en/horizon-magazine/mission-beat-cancer


terça-feira, 23 de maio de 2023

Terapêutica contra a diabetes pode travar alzheimer

 

    Segundo um estudo científico divulgado pela publicação especializada Neurology, um tratamento atualmente usado para tratar a diabetes tipo 2 pode retardar o desenvolvimento de alzheimer. O recurso a inibidores da dipeptidil peptidase-4, conhecidos pela sigla DPP-4, reduziu os biomarcadores da doença. Os autores da investigação ainda não conseguiram perceber como é que esta terapêutica atua beneficamente sobre o sistema neurológico humano.

      
    Muitos especialistas exigem, no entanto, a realização de ensaios clínicos de larga escala para explorar a utilização do medicamento em pacientes com esta patologia de origem desconhecida, muito comum em várias regiões do planeta, que se caracteriza por lapsos de memória, desorientação temporal e espacial e perda gradual e irreversível das capacidades intelectuais.




Fonte:15 descobertas científicas que vão melhorar (muito) a nossa saúde - Atualidade - SAPO Lifestyle

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Um novo interruptor de controle pode tornar as terapias de RNA mais fáceis de programar

Usando um sensor de RNA, os engenheiros do MIT projetaram uma nova maneira de acionar as células para ativar um gene sintético. A sua abordagem poderia permitir a criação de terapias-alvo para o cancro e outras doenças, assegurando que os genes sintéticos são ativados apenas em células específicas.

    Os pesquisadores demonstraram que seu sensor poderia identificar com precisão as células que expressam uma versão mutada do gene p53, que impulsiona o desenvolvimento do câncer, e ativar um gene que codifica uma proteína fluorescente apenas dentro dessas células. 

    Essa abordagem também pode ser usada para desenvolver tratamentos para outras doenças, incluindo infeções virais ou bacterianas, dizem os pesquisadores.



Fonte: Um novo interruptor de controle pode tornar as terapias de RNA mais fáceis de programar (lifescience.net)

sábado, 20 de maio de 2023

Pesquisadores mapeiam alterações nas células cerebrais na doença de Alzheimer

 

    Um sinal comum da doença de Alzheimer é o acúmulo excessivo de dois tipos de proteínas no cérebro: emaranhados de proteínas tau que se acumulam dentro das células e proteínas β amiloide que formam placas fora das células. 

    A equipe usou um novo método que desenvolveu para revelar como as células cerebrais localizadas perto dessas proteínas mudam à medida que a doença progride em um modelo de camundongo de Alzheimer. A técnica, chamada STARmap PLUS, é a primeira a mapear simultaneamente a expressão gênica de células individuais e sua localização, bem como a distribuição espacial de proteínas específicas em amostras de tecido intacto.

    O STARmap PLUS também pode ajudar os pesquisadores a entender outras doenças, como o câncer, para aprender mais, por exemplo, sobre como as células imunológicas atacam os tumores. O método também pode contribuir para estudos sobre esquizofrenia e outros distúrbios cerebrais.



Fonte: Pesquisadores mapeiam alterações nas células cerebrais na doença de Alzheimer (lifescience.net)

sexta-feira, 19 de maio de 2023

"Baço-em-um-chip" produz informações sobre a doença falciforme


    Todos os dias, bilhões de glóbulos vermelhos passam pelo baço, órgão responsável por filtrar células sanguíneas velhas ou danificadas. Essa tarefa se torna mais difícil quando as células sanguíneas estão disformes, como ocorre em pacientes com doença falciforme, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

    Pesquisadores do MIT, da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, do Instituto Pasteur, em Paris, e de outras instituições projetaram um dispositivo microfluídico, ou "baço-em-um-chip", que pode modelar como esse fenômeno, conhecido como sequestro esplênico agudo, surge.

    Descobriram que os baixos níveis de oxigênio tornam mais provável que os filtros do baço fiquem entupidos. Eles também mostraram que aumentar os níveis de oxigênio pode desobstruir os filtros, o que pode ajudar a explicar como as transfusões de sangue ajudam os pacientes que sofrem dessa condição.

    Com esse dispositivo, esperam que o dispositivo possa um dia ser usado para ajudar os médicos a analisar as células sanguíneas de pacientes individuais e monitorar como sua doença está progredindo.






terça-feira, 16 de maio de 2023

Sobrepeso e obesidade na idade adulta associados ao aumento do risco de cancro de cólon

Pesquisas realizadas mostraram que ter sobrepeso ou obesidade no início e no meio da idade adulta está associado a um risco aumentado de cancro gastrointestinal.

Para manter um peso saudável, os especialistas recomendam o controlo das porções, o corte de alimentos processados e a ingestão de alimentos ricos em fibras para promover a saúde intestinal.

Existem evidências que mostram que manter um peso saudável é essencial para a saúde e pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de condições crónicas. A condição crónica mais comum é a obesidade.

Aproximadamente 1 em cada 3 adultos nos Estados Unidos está acima do peso.

Fonte: https://www.medicalnewstoday.com/articles/overweight-and-obesity-in-adulthood-linked-to-increased-colon-cancer-risk#Excess-body-fat-linked-to-colorectal-cancer



Dia Nacional dos Cientistas

Assinala-se hoje, 16 de maio, o dia nacional do cientista.

Esta data foi criada em 2016 e pretende celebrar e reconhecer a contribuição histórica, relevante e inovadora da comunidade científica para o avanço do conhecimento. A data foi escolhida em homenagem ao antigo Ministro da Ciência José Mariano Gago.

Neste dia realizam-se diversas ações de divulgação de ciência e tecnologia, organizadas pela rede de Centros Ciência Viva e instituições científicas em todo o país.



Primeira cirurgia cerebral intra-uterina corrige malformação vascular


De acordo, com a nova pesquisa publicada na Stroke, afirma-se que pela primeira vez, os pesquisadores realizaram uma cirurgia intrauterina bem sucedida para reparar uma condição de desenvolvimento potencialmente mortal, tratando uma malformação vascular agressiva, chamada "malformação da veia de Galeno", no cérebro de um feto antes do nascimento.

A malformação da veia de Galeno é uma malformação arteriovenosa cerebral, que se inicia antes das dez semanas de gestação, e resulta da formação de fístulas arteriovenosas entre a circulação coroideia e a veia mediana prosencefálica, um vaso embrionário precursor dveia de Galeno, que se torna dilatado. Devido às mudanças na fisiologia vascular do bebê durante e após o processo de nascimento, o alto fluxo na malformação tem um efeito ainda mais grave no coração e no cérebro após o nascimento, exercendo uma enorme pressão sobre o coração e os pulmões do recém-nascido. 

Isso pode levar à hipertensão pulmonarinsuficiência cardíaca ou outras condições potencialmente fatais. Esta malformação, é frequentemente vista pela primeira vez num ultrassom pré-natal e é definitivamente diagnosticada por ressonância magnética durante o final do segundo ou terceiro trimestre da gravidez.


Os investigadoress realizaram a embolização intrauterina em um feto de 34 semanas com a malformação, como o primeiro paciente tratado em um ensaio clínico em andamento no Boston Children's Hospital e no Brigham and Women's Hospital, realizado com supervisão dos EUA. 


“No nosso ensaio clínico em andamento, estamos a usar a embolização transuterina guiada por ultrassom para tratar a veia de malformação de Galeno antes do nascimento e, em nosso primeiro caso tratado, ficamos emocionados ao ver que o declínio agressivo geralmente observado após o nascimento simplesmente não apareceu. Temos o prazer de informar que, com seis semanas, o bebê está progredindo notavelmente bem, sem medicamentos, comendo normalmente, ganhando peso e voltando para casa. Não há sinais de quaisquer efeitos negativos no cérebro”, disse o principal autor do estudo, Darren B. Orbach, MD, Ph.D., codiretor do Centro de Cirurgia e Intervenções Cerebrovasculares do Hospital Infantil de Boston e professor associado de radiologia no Escola de Medicina de Harvard.


Fonte: https://lnkd.in/dRP_vVfs

domingo, 14 de maio de 2023

Nova Terapia Ajuda o Sistema Imunitário a Erradicar Tumores Cerebrais

 


Investigadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, desenvolveram um método que ajuda as células do sistema imunitário a sair dos vasos sanguíneos para o tumor e matar células cancerígenas. O objetivo é melhorar o tratamento de tumores cerebrais agressivos.

O glioblastoma é um tumor cerebral que necessita de tratamento eficaz. Isto deve-se, em parte, à capacidade do tumor suprimir ou escapar à resposta imunitária natural do organismo contra o cancro. 
A imunoterapia, que utiliza inibidores dos pontos de controlo, visa reativar o nosso sistema imunitário contra o cancro. No entanto, para que este tipo de tratamento seja eficaz, é necessário que células imunitárias específicas, conhecidas como células T killer, estejam presentes no tumor.

Infelizmente, os vasos sanguíneos no cancro do cérebro são disfuncionais e atuam como uma barreira, impedindo que as células T killer cheguem ao tumor. Como resultado, esta forma de imunoterapia eficaz contra muitas formas de cancro, é ineficaz contra os cancros cerebrais.


Neste novo estudo, os investigadores desenvolveram um método para ajudar as células T killer a atingir os tumores e a combater as células cancerígenas. Através da utilização de um vetor viral, que infetou especificamente os vasos sanguíneos do cérebro, produziram um fator chamado LIGHT. Este alterou a função dos vasos tumorais, aumentado a sua capacidade de transportar células T do sangue para o tecido tumoral.

"Descobrimos que os vasos sanguíneos do tumor alteraram a sua forma e função quando utilizámos o vector viral AAV-LIGHT como terapia nos nossos modelos experimentais de glioblastoma. O vector viral induz a produção de LIGHT nos vasos sanguíneos, o que adapta a sua função para recrutar células T killer para o tumor. Isto também cria um ambiente benéfico à volta dos vasos sanguíneos que apoia a função das células T killer", afirma a Professora Anna Dimberg, que liderou o estudo juntamente com o Professor Magnus Essand.

O AAV-LIGHT também induziu a formação de agregados de células imunitárias conhecidos como estruturas linfóides terciárias (TLS) em associação com o tumor cerebral. Estas estruturas assemelham-se a nódulos linfáticos e a sua presença no interior dos tumores tem sido associada a uma maior sensibilidade à imunoterapia contra o cancro.


Os investigadores também descobriram que a terapia AAV-LIGHT distorceu a composição do TLS para incluir um grande número de células T.
Além disso, a nova terapia promoveu uma população especial de células T assassinas, denominadas "células T estaminais", que se localizaram tanto no interior do TLS como em nichos especializados que se formaram em torno dos vasos sanguíneos do tumor.

"Ficámos entusiasmados ao constatar que o tratamento com AAV-LIGHT aumentou a presença de células T estaminais, uma vez que estas são conhecidas por potenciar os efeitos da imunoterapia. O facto de as encontrarmos em TLS e nichos diz-nos da importância da interacção entre os vários efeitos do AAV-LIGHT", afirma Tiarne van de Walle.

Os investigadores pretendem agora continuar a desenvolver esta nova terapia para determinar se o AAV-LIGHT pode ser utilizado em doentes com glioblastoma.

"O vector viral necessita de mais desenvolvimento antes de podermos iniciar estudos clínicos, mas os resultados são muito promissores. Esperamos que esta nova terapia melhore as hipóteses dos doentes com glioblastoma no futuro", afirma Magnus Essand.

sábado, 13 de maio de 2023

Mistério da produção de eritrócitos que durava há décadas finalmente resolvido

 



Investigadores do Weizmann Institute of Science identificaram um subtipo raro de células renais que são as principais produtoras de eritropoietina (EPO), uma hormona que controla o processo de produção de eritrócitos.

As células foram apelidadas Norn cells, e a sua descoberta tem um potencial transformador para pacientes com anemia. A EPO é produzida principalmente nos rins, e mais de 10% da população sofre de doenças renais crónicas que afetam a produção de EPO.

A descoberta das Norn cells pode abrir novas portas  no que diz respeito ao funcionamento de fármacos já existentes e ajudar os cientistas a desenvolver novos fármacos.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

IX Simpósio “Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas”

 



No dia 25 de maio de 2023, entre as 9h00 e 12h30, irá realizar-se o IX Simpósio “Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas” no Anfiteatro Verde da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.

Este evento foi organizado pelos alunos do 2º ciclo de Ciências Biomédicas no âmbito da UC Projeto em Ciências Biomédicas, sob orientação do Prof. Doutor Eduardo Cavaco. Irão decorrer diversas palestras, relatos de ex-alunos e debates que contam com a presença de docentes e investigadores da UBI. Os temos abordados serão mais direcionados aos alunos de Ciências Biomédicas, Bioquímica, Biotecnologia, Ciências Farmacêuticas, Optometria e Medicina, mas qualquer um é bem-vindo.


As inscrições estão abertas até ao dia 22 de maio de 2023 às 00h00m e podem ser feitas através do link https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=GTAAK7V7BEmoZ1ZRq701jkCu5eQf-VtMgZeH5utbRMdUMkM0TzA1TTIHQU9UMU04V0xHWEpHUDVTSi4u ou do QR code do cartaz de divulgação, sendo importantes para o posterior envio dos certificados de participação.

Contamos com a vossa presença!


Nova terapia pode reduzir lombalgia crónica


 Um novo tratamento conhecido por terapia cognitiva funcional (do inglês Cognitive Functional Therapy (CFT)) pode reduzir a dor lombar crónica e problemas de mobilidade associados.

A CFT, desenvolvida por Peter O'Sullivan da Perth's Curtin School of Allied Health, combina abordagens físicas e psicológicas, ajudando os pacientes a controlar a dor e aumentar a mobilidade.

Um ensaio clínico envolvendo aproximadamente 500 pessoas que sofriam de dor lombar crónica mostrou que aquelas que realizaram CFT apresentaram melhorias significativas na mobilidade e na redução dos níveis de dor, que se mantiveram durante longos períodos após a terapia.

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Cientistas identificam principais causas da queda na fertilidade masculina



Nova análise de milhares de estudos identificou os principais fatores de risco por detrás da queda dos níveis da fertilidade masculina

A capacidade reprodutiva dos homens diminuiu de forma acentuada nas últimas décadas - e uma nova análise de milhares de estudos revelou os factores que representam o maior risco para a qualidade do esperma.

A contagem de espermatozóides em todo o mundo diminuiu para metade nos últimos 50 anos, tendo o ritmo de declínio mais do que duplicado desde 2000, de acordo com as conclusões de uma investigação recente sobre a fertilidade masculina.

Os investigadores da Universidade de Semmelweis, na Hungria, debruçaram-se em profundidade sobre os resultados de cerca de 27 mil estudos a fim de determinarem as principais causas da deterioração no número de espermatozóides e descobriram que a poluição, o tabagismo, a idade e certos problemas de saúde são os que têm maior efeito.

A funcionalidade dos espermatozóides é testada através da "análise da fragmentação do ADN", o único teste baseado em provas que permite fazer essa determinação, explicou o Dr. Zsolt Kopa, diretor do Centro de Andrologia do Departamento de Urologia da Universidade de Semmelweis.

"A análise revela o conteúdo de ADN, nomeadamente a proporção de material genético intacto ou fragmentado no esperma. Quanto mais fragmentado for o ADN, menor será a capacidade de fertilização do espermatozóide; além disso, pode aumentar o risco de aborto espontâneo", afirmou.

A investigação tem lugar numa altura em existem preocupações crescentes em torno da queda significativa da capacidade reprodutiva masculina. Uma investigação publicada no final do ano passado na revista Human Reproduction Update mostrou que a contagem de espermatozóides a nível mundial diminuiu para metade nas últimas cinco décadas.

O professor Hagai Levine, um dos investigadores responsáveis por este estudo, chamou-lhe um "canário numa mina de carvão", acrescentando que "temos um problema sério que, se não for mitigado, pode ameaçar a sobrevivência da humanidade".

Idade, poluição, estilo de vida

Os cientistas da Semmelweis estudaram três bases de dados internacionais para estudos anteriormente publicados , num total de 26 901 artigos dos quais 190 serviram de basepara a sua meta-análise. Todos foram publicados entre 2003 e 2021, na sua maioria na Europa, nos EUA e na Ásia, com alguns em África e na Austrália.

Dados de milhares de homens tratados em clínicas de infertilidade foram comparados - e alguns resultados surpreenderam até mesmo os cientistas.

"Com base em investigações anteriores, esperávamos que a qualidade dos espermatozóides começasse a deteriorar-se significativamente a partir dos 40 anos, mas a nossa meta-análise sugere que esta idade pode ser muito superior", afirmou a Dr.ª Anett Szabó, estudante de doutoramento e autora principal da publicação da Semmelweis.

"Mas, claro, isto não quer dizer que valha a pena esperar para começar uma família, uma vez que outros parâmetros importantes podem também deteriorar-se com o avançar da idade".

Os investigadores descobriram que os estudos demonstraram que o tabaco pode aumentar a fragmentação do ADN numa média de 9,19% em comparação com os não fumadores.

álcool e o peso corporal não tiveram um papel clinicamente significativo na fragmentação do material genético. No entanto, foi detetada uma tendência que sugere que o consumo de álcool e o aumento do peso corporal podem conduzir a uma fragmentação mais considerável.

poluição teve um efeito prejudicial claro na qualidade do esperma. Dois dos estudos analisados mostraram os efeitos no esperma numa região de Itália com níveis de poluição ambiental particularmente elevados, enquanto outro mostrou efeitos semelhantes em agentes da polícia que dirigiam o trânsito num cruzamento movimentado.

A meta-análise revelou ainda que vários fatores, como a poluição atmosférica, a exposição a pesticidas ou insecticidas, aumentavam a fragmentação do ADN dos espermatozóides numa média de 9,68%.

Problemas de saúde subjacentes

Alguns problemas de saúde também se revelaram um factor adicional. A varicocele, que é a dilatação dos vasos sanguíneos do canal espermático, aumenta a fragmentação numa média de 13,62%, enquanto a tolerância reduzida à glicose também a afecta de forma semelhante.

Os tumores, por sua vez, podem igualmente causar um aumento de 11,3% na fragmentação.

Infeções como a clamídia e o HPV não parecem prejudicar a qualidade dos espermatozóides, mas as bactérias ou outras ISTs mostram um ligeiro aumento da fragmentação.

"Nos últimos anos, tem-se registado uma procura crescente das medições da fertilidade dos homens através de parâmetros funcionais e objetivos, para além das características quantitativas e qualitativas clássicas", afirmou o Dr. Kopa.

"A fragmentação do DNA pode ser de grande importância, e o teste foi oficialmente incluído nas diretrizes internacionais em 2021. No entanto, ainda não existem padrões oficiais sobre os valores de infertilidade e fertilidade ", acrescentou.

"Na prática clínica, usamos apenas valores de consenso. Geralmente, uma fragmentação inferior a 25% pode ser considerada ótima; acima disso, a probabilidade de concepção espontânea diminui. Para além dos 50%, a taxa de sucesso da FIV (fertilização in vitro, Ed.) também é menor".

Os peritos acrescentam que deixar de fumar, fazer exercício físico suficiente ou ter uma alimentação mais saudável pode ser um bom começo para as pessoas que estão a planear uma família.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Células adormecidas na retina podem ajudar na regeneração da visão


O professor de medicina da Université de Montréal, Michel Cayouette, em conjunto com a sua equipa de pesquisa, descobriu que as células que estão dormentes na retina (células gliais) podem ser induzidas e transformar-se em células que compartilham propriedades com fotorreceptoras de cone, que permitem às pessoas perceber as cores, ler e conduzir.

As degenerações retinianas hereditárias são causadas pela perda de células sensíveis à luz na retina, na parte posterior do olho. Quando essas células degeneram devido a doença, elas não são substituídas e o paciente sofre perda de visão que pode evoluir para cegueira total.

Embora existam diversas abordagens que oferecem esperança de retardar ou bloquear a progressão da perda de células fotorreceptoras, essas técnicas não conseguem restaurar as células perdidas pelo que não são úteis para pacientes em estado avançado da doença. Assim, há a necessidade de desenvolver terapias regenerativas que possam substituir as células perdidas e restaurar a visão.

A equipa de Cayouette encontrou uma maneira de reativas as células dormentes na retina e transformá-las em células neurais que poderiam ser usadas para substituir células perdidas na degeneração da retina.

"Identificamos 2 genes que, quando expressos nessas células dormentes - células de Müller, podem convertê-las em neurónios da retina." disse Camille Boudreau-Pinsonneault. A mesma afirmou "(...) essas células de Müller são conhecidas por reativar e regenerar a retina em peixes. Mas em mamíferos, incluindo humanos, normalmente não o fazem, não após lesão ou doença."

Com base no seu sucesso, os cientistas planeiam aperfeiçoar a eficácia desta técnica e encontrar uma maneira de promover a maturação completa das células fotorreceptoras de cone que podem restaurar a visão.

domingo, 7 de maio de 2023

Primeira pílula para transplantes fecais ganha aprovação da FDA

 


    A FDA (Food and Drug Administration) aprovou neste quarta feira passada, a primeira pílula feita de bactérias saudáveis ​​encontradas em dejetos humanos para combater infecções intestinais mais graves - uma maneira mais fácil de realizar os "transplantes fecais". 

As cápsulas são aconselhadas para adultos que enfrentam riscos de infeções repetidas por Clostridium difficile, uma bactéria que pode causar náuseas, cólicas e diarreia severas.

    A infeção causada pelo Clostridium difficile é particularmente perigosa devido aos seus fatores de virulência, causando entre 15.000 e 30.000 mortes por ano. Esta bactéria pode ser tratada com antibióticos, no entanto, estes antibióticos para além de destruir o patogeneo também destrói o resto do microbioma do intestino deixando-o suscetível a possíveis infeções futuras. As novas cápsulas são aprovadas para pacientes que já receberam tratamento com antibióticos.


sábado, 6 de maio de 2023

Cannabis alivia a dor, melhora o sono e elimina a névoa cerebral em pacientes com cancro

Investigadores da Universidade do Colorado, em Boulder nos Estados Unidos da América publicaram na revista Exploration in Medicine um estudo que destaca efeitos muito positivos da cannabis sobre o alivio da do cancro e diminuição de efeitos colaterais da quimioterapia.

Esta investigação também permitiu concluir que o uso de cannabis ajuda a reduzir a dor, dormir melhor e pensar com mais clareza.

Contudo para que se possam aprofundar os benefícios clínicos da cannabis sobre os pacientes, torna-se necessário alterar as leis que limitam o seu uso.






Novo medicamento pode ajudar a prevenir enxaqueca episódica em casos difíceis

A enxaqueca é uma doença com um grande impacto na qualidade de vida das pessoas uma vez que a mesma provoca dores de cabeça com muita frequência. Atualmente ainda sem cura, afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todos os anos.

Investigadores do Vall d'Hebron University Hospital, em Espanha, desenvolveram o medicamento atogepant que ajuda a prevenir as dores de cabeça em pessoas provocadas por esta doença. Estes investigadores também destacaram que este medicamento ajuda a reduzir a duração desta doença.






sexta-feira, 5 de maio de 2023

Antibióticos "transformadores" são a esperança no combate às infeções resistentes

Com recurso à química do clique, os cientistas conseguiram produzir os chamados antibióticos "transformadores" para combater as infeções resistentes

A resistência antimicrobiana é um problema crescente, um problema que a OMS declarou "uma das dez principais ameaças globais à saúde pública que a humanidade enfrenta".

Nos Estados membros da UE, Islândia e Noruega mais de 35.000 pessoas morrem anualmente de infeções resistentes aos antibióticos, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (CEPCD).

Mas os cientistas estão a trabalhar para resolver a questão. Um estudo publicado no início de abril mostra resultados promissores relativamente a novos antibióticos "transformadores", ou shapeshifting.

Moléculas que alteram a forma

A nova investigação baseia-se numa molécula já conhecida e utilizada: a vancomicina, um antibiótico utilizado desde os anos 50.

Apesar de ser menos comum que a penicilina e os seus subprodutos, algumas bactérias tornaram-se progressivamente resistentes à vancomicina, levando ao desenvolvimento de duas novas versões, sendo a última em 2017.

Para travar esta corrida contra o tempo, investigadores do Laboratório Cold Spring Harbour, em Nova Iorque, criaram uma molécula que se pode moldar; neste caso, os investigadores atrás encontraram uma forma de reorganizar os seus átomos.

Devemos pensar nas moléculas como tendo uma forma, que "permite que as moléculas do medicamento interajam muito estreitamente com a forma de um alvo terapêutico, para curar o cancro ou tratar uma infeção bacteriana, semelhante a uma chave numa fechadura", explicou à Euronews Next o professor John E Moses, principal autor do estudo. 

Nesta comparação, uma bactéria resistente é o equivalente a uma nova "fechadura" para a qual deve ser feita uma nova chave, um processo que "pode levar muito tempo e dinheiro", acrescentou.

A sua equipa combinou a vancomicina com uma molécula chamada bullvalene, que tem a capacidade de mudar a sua forma. Isto torna-a uma molécula flexível - ou não rígida -, algo que Moises descobriu enquanto participava numa conferência na Austrália, em 2017.

"Esta capacidade de mudar rapidamente de forma pode permitir que as moléculas da droga (a 'chave') ainda interajam com o alvo terapêutico (a 'fechadura') mesmo que a sua estrutura mude", disse.

Métodos da "química do clique"

Para combinar as duas moléculas, a equipa utilizou a química do clique, um método pelo qual Carolyn Bertozzi, Morten Peter Medal, e Karl Barry Sharpless ganharam o Prémio Nobel da Química no ano passado.

Simples, rápida e eficiente, a química do clique é benéfica para a descoberta de drogas, uma vez que preserva as propriedades específicas das moléculas, neste caso, a capacidade de matar bactérias.

"A química do clique permite-nos tomar moléculas muito complicadas (como a vancomicina antibiótica) e ligá-las rapidamente, da forma como as peças de Lego 'clicam' juntas. A química é robusta e fiável e funciona sempre", disse Moses à Euronews Next. 

A equipa - em colaboração com a Dra. Tatiana Soares da Costa, da Universidade de Adelaide,  testou depois a nova molécula combinada em larvas de traça de cera. As larvas foram então infetadas com bactérias patogénicas resistentes aos antibióticos clássicos.

O estudo, que foi publicado nos Proceedings of the National Academy of Sciences, mostrou os resultados promissores deste antibiótico modelador.

Ao alterar a sua forma, o medicamento foi considerado eficaz contra agentes patogénicos resistentes. Além disso, a bactéria não desenvolveu uma resistência à nova molécula que poderia continuar a funcionar durante mais tempo do que as suas homólogas anteriores.

Os autores do estudo sublinharam que os resultados poderiam "oferecer um potencial próximo da solução a curto prazo, tirando partido das cadeias de abastecimento estabelecidas e do sucesso clínico".

Para além dos benefícios globais para a saúde, esta solução poderia também ser económica, uma vez que se estima que a resistência aos antibióticos custaria 1,5 mil milhões de euros por ano só na Europa.

A equipa diz que estão "a preparar o caminho para futuros estudos" sobre o assunto. O Laboratório Cold Spring Harbor está atualmente a trabalhar na adaptação desta técnica a outros antibióticos clinicamente utilizados.

"Se conseguíssemos inventar moléculas que significassem a diferença entre vida e morte, essa seria a maior realização de sempre", disse o professor John E Moses.

Fonte: https://pt.euronews.com/next/2023/04/18/antibioticos-transformadores-sao-a-esperanca-no-combate-as-infecoes-resistentes

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Desenvolvimento de um novo tipo de sensor de nanopartículas pode detetar cancro com um teste de urina


Engenheiros do MIT desenvolveram um novo sensor de nanopartículas que pode permitir o diagnóstico precoce de cancro através de um simples teste de urina. Os sensores, que podem detetar muitas proteínas cancerígenas diferentes, também podem ser utilizados para distinguir o tipo de tumor ou como este está a responder ao tratamento.
As nanopartículas são criadas de modo a que, ao encontrar um tumor, libertem sequências de DNA excretadas na urina. A análise destes "códigos de barras de DNA" pode revelar características distintivas do tumor de um determinado doente. Os investigadores conceberam o seu teste de forma a poder ser efetuado com uma tira de papel, de modo a torná-lo mais económico e acessível a um maior número de doentes.
Testes realizados em camundongos, os investigadores demonstraram que os sensores poderiam ser utilizados para detetar a atividade de cinco enzimas diferentes que são expressas nos tumores. Demonstraram ainda que a sua abordagem podia ser ampliada para distinguir pelo menos 46 "códigos de barras de DNA" diferentes numa única amostra.

Códigos de barras de DNA
Este trabalho baseia-se no conceito da deteção de biomarcadores do cancro, tais como proteínas ou células tumorais circulantes, numa amostra de sangue de um doente. Estes biomarcadores naturais são tão raros que é quase impossível encontrá-los, especialmente numa fase inicial. No entanto, os biomarcadores sintéticos podem ser utilizados para amplificar alterações de menor escala que ocorrem em tumores pequenos. As nanopartículas são revestidas de péptidos clivados por diferentes proteases que ao serem libertados na corrente sanguínea, podem ser concentrados e mais facilmente encontrados na urina.

Cada código de barras de DNA está ligado a uma nanopartícula por um ligando que pode ser clivado por uma protease específica. Se esta protease estiver presente, a molécula de DNA é libertada e fica livre para circular, acabando por ir parar à urina. Quando os sensores são secretados na urina, a amostra pode ser analisada utilizando uma tira de papel que reconhece um repórter ativado por uma enzima CRISPR chamada Cas12a. Quando um determinado código de barras de DNA está presente na amostra, a Cas12a amplifica o sinal para que este possa ser visto como uma linha escura da tira de teste. A utilização de um maior número de sensores aumenta a sensibilidade e a especificidade, permitindo que o teste distinga mais facilmente o tipo de tumor.