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domingo, 1 de março de 2026

Notícias

 Avanço promissor na investigação do cancro do pâncreas.


Uma equipa de investigadores liderada por Mariano Barbacid, no Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO), conseguiu eliminar completamente tumores pancreáticos em ratinhos através de uma terapia combinada de três fármacos, sem desenvolvimento de resistência ao tratamento, um dos maiores desafios neste tipo de cancro.

Apesar de se tratar ainda de um estudo pré-clínico, os resultados representam um passo muito relevante para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas contra um dos cancros mais agressivos.


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“LEGO Molecular: Cientistas usam peças “click” para guiar células contra cancro infantil”

 


Artigo Científico:
Alicia Arroyo-Nogales, Sandra Jimenez-Falcao, Diego Megias, Manuel Ramirez, and Alejandro Baeza. Nano-Sized Liposomes for Click-Chemistry-Based Selective Guiding of Immune Cells to Neuroblastoma. ACS Applied Nano Materials 2025 8 (8), 4229-4239.




Uma equipa multidisciplinar de investigadores espanhóis da Universidade Politécnica de Madrid (UPM), do Hospital Infantil Universitario Niño Jesús e do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII), desenvolveu uma estratégia terapêutica inovadora que promete aumentar a precisão no tratamento de tumores infantis agressivos, como o neuroblastoma. Esta nova abordagem funciona como um sistema de navegação direcionado para o sistema imunitário, utilizando um mecanismo que os cientistas comparam a um autêntico "Lego molecular".

 

A estratégia, publicada na ACS Applied Nano Materials, combina a terapia celular e uma "reação click". Tal como peças de LEGO, as células tumorais são marcadas com uma molécula específica (através de lipossomas), enquanto as células de defesa do doente (macrófagos) recebem a peça complementar. No organismo, unem-se com precisão extrema, atacando exclusivamente o tumor. Simultaneamente, esta plataforma nanotecnológica serve de veículo para entregar fármacos de forma localizada, debilitando o tumor e potenciando a resposta imunitária numa dupla estratégia de combate.

 

Embora o percurso até à aplicação clínica exija naturalmente mais validações, este estudo aponta para um futuro onde a nanotecnologia poderá conferir uma precisão cirúrgica às terapias celulares. Tal como num autêntico encaixe de LEGO, as células passam a encontrar o seu alvo de forma autónoma, o que promete reduzir a toxicidade dos tratamentos e melhorar o prognóstico dos doentes.


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"Estudo identifica novo papel das dinaminas na proteção do genoma e prevenção do envelhecimento"


Artigo Científico:
Aveleira, C., Martial, T., Carrique, L. et al. Dynamins maintain nuclear envelope homeostasis and genome stability. Nat Commun 17, 1380 (2026).


 

Esta descoberta, liderada pela Universidade de Coimbra, vem demonstrar a importância destas proteínas na proteção do núcleo celular e na preservação da estabilidade do genoma, processos essenciais para manter a saúde celular e a prevenção de doenças relacionadas com o envelhecimento. Nesta investigação, publicada na revista Nature Communications, a equipa de cientistas descobriu que as células sem dinaminas – mais conhecidas pelo seu papel como “pinças” moleculares que cortam as vesículas recém-formadas da membrana celular – apresentam defeitos profundos na arquitetura nuclear.

O núcleo celular funciona como o centro de comando da célula, albergando e salvaguardando o genoma. Para o bom funcionamento celular, o núcleo deve manter a integridade estrutural, preservar a integridade da membrana nuclear e reparar eficientemente os danos no ADN. A perturbação de qualquer um destes processos está intimamente associada ao envelhecimento.

 

A equipa de investigação conseguiu demonstrar também que as dinaminas exercem o seu papel protetor através de interações com o citoesqueleto, particularmente com os microtúbulos – o suporte interno e rede de transporte da célula. “Pode-se pensar nos microtúbulos como os alicerces da célula e as dinaminas trabalham em conjunto com essas estruturas para manter a estabilidade nuclear e apoiar a manutenção do genoma”, explica a cientista.


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“Vacina preventiva contra o cancro da mama em estudo”





 

Uma equipa de investigadores está a desenvolver uma vacina com potencial para prevenir determinados tipos de cancro da mama, estimulando o sistema imunitário a reconhecer proteínas associadas às células tumorais. A estratégia baseia-se na ativação de uma resposta imunitária dirigida a antigénios presentes nas fases iniciais do desenvolvimento tumoral, permitindo atuar antes do aparecimento clínico da doença, sobretudo em pessoas com maior risco.

 

Embora esta abordagem ainda esteja em fase de investigação, os resultados preliminares indicam uma resposta imunitária promissora, reforçando o interesse crescente na imunoprofilaxia como possível estratégia preventiva em oncologia. Caso a sua eficácia venha a ser confirmada em estudos futuros, esta vacina poderá complementar as atuais medidas de rastreio e prevenção, representando um avanço relevante na medicina preventiva.


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