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terça-feira, 10 de março de 2026

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 “Cientistas portugueses exploram potencial do mentol e ibuprofeno para tratar o cancro”

 



Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) está a desenvolver uma abordagem inovadora para o tratamento do cancro colorretal, combinando compostos de origem natural, como o mentol, com o anti-inflamatório ibuprofeno.

 

A estratégia baseia-se nos princípios da “química verde” e consiste na criação de sistemas eutéticos profundos terapêuticos (THEDES). Ao misturar moléculas naturais da família dos terpenos com o ibuprofeno, a equipa consegue transformar estes compostos num estado líquido, aumentando a sua solubilidade e tornando a sua ação citotóxica consideravelmente mais seletiva para as células cancerosas, preservando assim as células saudáveis.

 

A investigação encontra-se atualmente em fase de validação, com os cientistas a testarem a formulação in vitro, através de modelos tridimensionais complexos como esferóides e organóides, e in vivo, recorrendo a modelos de peixe-zebra. Os resultados indicam uma eficácia tumoral equivalente à dos quimioterapêuticos atuais, mas com o benefício de uma maior seletividade e potencial redução de efeitos secundários.Caso a sua segurança e eficácia venham a ser confirmadas em futuros estudos pré-clínicos mais complexos e posteriores ensaios clínicos, esta tecnologia poderá atuar como uma terapia principal mais sustentável ou como coadjuvante dos tratamentos já existentes, representando um avanço relevante na medicina oncológica.



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“Investigadores portugueses descobrem ‘botão’ genético que pode ajudar no combate ao cancro”

 





Uma equipa de investigadores do i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto descobriu um pequeno “código” escondido no genoma que funciona como um regulador da atividade dos genes e que pode ajudar a explicar alguns mecanismos envolvidos no cancro.

 

Os cientistas identificaram uma sequência curta numa zona do RNA mensageiro que não serve para produzir proteínas, mas para controlar a quantidade de proteína produzida. No artigo, descrevem o DplUSE como uma sequência que “controla a expressão de genes através de interações com proteínas ligadoras de RNA e está implicada em doença humana”.

 

Embora se trate ainda de investigação fundamental, o potencial, acreditam os investigadores, é relevante, já que perceber estes mecanismos finos de controlo genético pode, no futuro, abrir caminho a terapias mais precisas, capazes de atuar não apenas sobre os genes, mas sobre os “interruptores” que os ligam e desligam.



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"Desequilíbrio que ajuda os vírus a infectarem os hospedeiros"

 




Um estudo recente descobriu que alguns vírus não são perfeitamente simétricos como se pensava. Na verdade, possuem uma pequena assimetria na sua cápside (a estrutura proteica que envolve o material genético).

 

Essa diferença faz com que o RNA do vírus fique concentrado num lado, permitindo que seja libertado de forma mais eficiente quando o vírus entra na célula hospedeira.

 

Esta descoberta ajuda os cientistas a compreender melhor como as infeções começam e pode contribuir para o desenvolvimento de novos antivirais, vacinas e ferramentas biomédicas.


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"Cientistas desenvolvem o teste mais rápido de sempre para diagnóstico do vírus da hepatite C".




 

Este diagnóstico de elevada precisão entrega resultados aos pacientes em apenas 15 minutos – sendo até 75% mais rápido do que outros testes rápidos de HCV (Hepatite C).Esta velocidade é crucial para dar início ao tratamento dos doentes antes que estes abandonem a consulta, prevenindo potencialmente complicações dolorosas, dispendiosas e até a morte.

 

Segundo Sally McFall, codiretora do Centro de Inovação em Tecnologias de Saúde Global da Northwestern University McCormick School of Engineering, a equipa conseguiu desenvolver um teste diagnóstico passível de ser realizado no ponto de atendimento (point of care) durante a visita clínica.

 

De acordo com a investigadora, esta inovação poderá permitir o diagnóstico e tratamento no mesmo dia, apoiando diretamente os esforços globais para a eliminação do vírus da hepatite C.McFall reiterou ainda que o teste demonstrou um excelente desempenho, tanto a nível analítico como clínico.

 

Para o desenvolvimento deste novo teste rápido de reação em cadeia da polimerase (PCR) para o HCV, os cientistas utilizaram a plataforma de PCR DASH (Diagnostic Analyzer for Specific Hybridization), originalmente criada na Northwestern University.



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"Estudo identifica proteína no sangue que antecipa demência décadas antes do diagnóstico"




 

O horizonte da prevenção na neurociência acaba de se expandir. Um estudo de longo prazo da Universidade da Califórnia, publicado na revista médica JAMA Network Open, identificou que a chave para prever a demência pode estar escondida no nosso sangue décadas antes de qualquer esquecimento se manifestar. A investigação focou-se na proteína p-tau217, um biomarcador associado às alterações cerebrais características do Alzheimer. Ao analisar o historial clínico de 2.766 mulheres (entre os 65 e os 79 anos) que foram recrutadas para o estudo no final da década de 1990 e acompanhadas ao longo de 25 anos, os cientistas confirmaram que níveis elevados desta proteína no plasma são indicadores precisos de declínio cognitivo futuro, mesmo em indivíduos que, no início do estudo, apresentavam uma saúde cerebral normal.

 

Com uma previsão que chega aos 25 anos, a medicina ganha uma margem sem precedentes para intervir com mudanças de estilo de vida, monitorização e novas terapias preventivas. Além disso, o estudo revelou que a capacidade preditiva da p-tau217 foi ainda mais acentuada em mulheres que realizaram terapia hormonal com estrogénio e progestina em comparação com as que tomaram um placebo.

 

Embora o uso clínico generalizado ainda aguarde protocolos de rotina, este avanço reforça a transição para uma biomedicina preditiva e menos invasiva, substituindo potencialmente exames complexos de imagem ou os testes de líquido cefalorraquidiano por uma simples recolha de sangue. Apesar do potencial revolucionário, a aplicação clínica destes biomarcadores sanguíneos em indivíduos assintomáticos ainda não é uma recomendação oficial. Os investigadores sublinham a necessidade de mais evidências para padronizar o uso da p-tau217 na rotina médica. Como destaca Aladdin Shadyab, o foco final ultrapassa a mera antecipação do diagnóstico, o verdadeiro objetivo é utilizar este alerta precoce como uma ferramenta para travar ou impedir totalmente a progressão da demência.



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