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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Espermatozóide de laboratório


Espermatozóide de laboratório
Método de produção de células reprodutivas masculinas poderá tratar infertilidade masculina ou melhorar inseminação artificial.

Testículos retirados de crias de camundongos e mantidos em meio de cultura durante um mês produziram espermatozóides. Estes foram usados para a inseminação de fêmeas, que deram à luz crias saudáveis.

            A ciência conseguiu (mais uma vez) imitar a natureza no laboratório ao recriar o processo que leva à formação de espermatozóides. A técnica poderá levar ao melhoramento da fertilização in vitro ou da inseminação artificial em humanos.
            A equipa de Takehiko Ogawa, da Universidade Municipal de Yokohama (Japão), removeu os testículos de crias de camundongos com dois ou três dias de vida – certificando-se de que os animais não tinham ainda espermatozóides maduros. O material foi colocado em meio de cultura, na presença da substância KSR, usada para a cultura de células embrionárias com potencial para se transformarem em qualquer tecido do organismo. Depois de um mês em cultura, os testículos passaram a produzir espermatozóides, que foram “marcados” com uma tinta fluorescente verde e usados para a inseminação de fêmeas, que deram à luz filhotes saudáveis.

Esperança e cautela

            O método funcionou até com tecidos dos testículos congelados, o que faz da técnica uma promessa para humanos que, por exemplo, se irão submeter a tratamentos que podem causar infertilidade ou que sejam portadores de cancro nos testículos.
            Sabe-se que muitos homens inférteis produzem espermatogónias, células que dão origem aos espermatozóides. Para os autores, estas poderiam ser, igualmente, cultivadas em laboratório para a obtenção de espermatozóides maduros. No entanto, há vários problemas a ultrapassar. Primeiramente, ainda não se entendem os mecanismos por trás da cultura com KSR – este é um dos pontos que deverão ser investigados pela equipa agora. Além disso – e mais importantes –, o trabalho foi feito com camundongos e não se sabe se a técnica funcionará com humanos. Outro obstáculo reside no facto de ainda não ser possível produzir a quantidade de espermatozóides necessária para uma fertilização in vitro.
            Os resultados, publicados na Nature, foram recebidos com entusiasmo tanto pela comunidade internacional como por especialistas dessa área.


Rui Soares M3956

2 comentários:

  1. Num mundo onde cada vez mais cresce o envelhecimento da população, e onde os problemas sociais se agudizam, a infertilidade tende a aumentar. Urge encontrar novas e mais eficazes soluções para combater este tipo de problemas. Assim, à que dar os parabéns a este e as outros grupos de investigação que se dediquem a esta área, encorajar o seu trabalho e esperar que tenham sucesso.

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