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sábado, 7 de março de 2015

Fazer voluntariado alivia o 'stress' e o cansaço


Ajudar os outros ajuda-nos, também, a nós próprios. A conclusão é de um novo estudo internacional que revela que fazer voluntariado contribui para reduzir o 'stress' e a exaustão associados ao trabalho, aumentando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
A investigação publicada este mês na revista científica Journal of Occupational and Environmental Medicine, debruçou-se sobre 746 trabalhadores suíços que exercem funções a tempo inteiro e a tempo parcial, 35% dos quais se dedicam, também, ao voluntariado, várias vezes por ano.

 Através de inquéritos, os cientistas procuraram "compreender a relação entre o voluntariado e a saúde" com vista a apurar se esta prática pode funcionar como "um recurso psicossocial, contribuindo para um maior balanço entre a vida pessoal e profissional e, em última instância, para uma melhor saúde". 
 Os participantes no estudo responderam a questões sobre a exigência do emprego e a sua perceção acerca do equilíbrio entre vida e trabalho. Além disso, a equipa de investigadores procurou, também, medir os seus níveis de 'stress' cansaço associados à atividade profissional. 
 O estudo provou que os que indivíduos que praticavam voluntariado apresentavam níveis inferiores de 'stress' e tinham menor probabilidade de se sentir exaustos no trabalho.
Os voluntários relataram, também, uma maior sensação de equilíbrio entre vida profissional e pessoal em comparação com os que não tinham por hábito fazer voluntariado.
 "Embora consuma energia e tempo, o voluntariado pode contribuir para uma maior sensação de equilíbrio entre os trabalhadores, o que, por sua vez, pode influenciar positivamente a saúde", afirmam os autores da investigação.

Esta não é a primeira vez que os benefícios do voluntariado para a saúde são comprovados pela ciência. Em 2013, a Universidade de Harvard revelou que ser voluntário faz bem ao corpo e à mente e contribui, até, para baixar a tensão arterial, para aumentar a longevidade e para diminuir os sentimentos de solidão e depressão. 



Afinal, beber café pode reduzir risco de ataque cardíaco


A relação entre o consumo de café e a saúde cardiovascular é, por norma, amplamente debatida, com a bebida a ser, muitas vezes, associada à hipertensão arterial. Agora, um novo estudo revelou, porém, que o café pode ajudar a diminuir o risco de ataque cardíaco ao contribuir para evitar o entupimento das artérias. 

Um grupo de investigadores do Kangbuk Samgun Hospital, em Seul, na Coreia do Sul, realizou uma meta-análise de um total de 36 estudos que se debruçaram sobre a associação entre o consumo de café e o risco de doença cardiovascular, tendo constatado que a ingestão de três a cinco chavénas de café diárias parece contribuir para uma menor probabilidade de ataque cardíaco. 

 Para chegar a estas conclusões, os cientistas examinaram a relação entre a ingestão de café e a acumulação de cálcio nas artérias coronárias, um indicador precoce da aterosclerose, doença que se carateriza pelo entupimento das artérias com placas de gordura, que, em consequência, se estreitam e "enrijecem", conduzindo ao aparecimento de coágulos e aumentando o risco de ataque cardíaco e enfarte. 

 A equipa avaliou dados sobre um total de 25.138 homens e mulheres com uma média de idades de 41 anos e sem quaisquer sinais de doença cardiovascular. Tendo em consideração fatores como o nível de atividade física, os hábitos tabágicos, o historial familiar e a alimentação, dividiram, depois, o grupo, de acordo com o consumo de café (que variava de menos uma chávena por dia a cinco ou mais chávenas diárias). 

 De acordo com o estudo, a prevalência média de cálcio detetável nas artérias era de 13,4% em todo o grupo, com um consumo médio de café de 1,8 chávenas por dia. A percentagem mais baixa de entupimento das artérias (0,59%) registou-se entre os que bebiam três a cinco chávenas de café diariamente, revelam os investigadores.

 "O nosso estudo vem juntar-se ao crescente conjunto de evidências que sugere que o consumo de café pode estar inversamente associado ao risco de doença cardiovascular", escrevem os autores a propósito da investigação publicada esta segunda-feira na revista cientifica Heart. 

Ainda assim, realçam, será necessária uma investigação mais aprofundada para "confirmar" os resultados do estudo e para "estabelecer a base biológica do possível efeito preventivo do café contra a doença coronária". 

 Os especialistas apontam como possíveis explicações para os benefícios do café o facto de o consumo da bebida estar associado a uma menor probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, um fator de risco da aterosclerose, e de melhorar a sensibilidade à insulina e o funcionamento das células beta pancreáticas.