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terça-feira, 21 de abril de 2026

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   “Unique protein identified that stops malaria parasite growth”


O intestino pode ser o primeiro sinalizador do Parkinson, anos antes de o cérebro manifestar os primeiros sintomas. Um estudo internacional de larga escala, recentemente publicado na revista Nature Medicine, revelou que a análise da flora intestinal permite identificar o risco de desenvolver a doença de Parkinson antes de surgir qualquer manifestação clínica. A investigação, liderada pela University College London (UCL), baseou-se na análise de amostras de participantes em cinco países (Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Coreia do Sul e Turquia) comparando centenas de doentes com indivíduos saudáveis. Os resultados são esclarecedores: mais de um quarto das espécies de micróbios que habitam o nosso intestino (precisamente 176 espécies) apresentam níveis de abundância diferentes entre quem sofre da patologia e quem não sofre. O dado mais inovador surge no grupo de portadores da variante genética GBA1 - indivíduos com predisposição para a doença, mas que ainda não apresentam sintomas. Nestas pessoas, os investigadores encontraram uma "assinatura bacteriana" intermédia, sugerindo que as alterações no microbioma se instalam silenciosamente antes dos primeiros sinais motores ou cognitivos. Segundo Anthony Schapira, um dos investigadores principais, esta descoberta prova que o padrão microbiológico evolui à medida que a doença progride, sendo as alterações 15 vezes mais intensas em estados avançados. Além disso, cerca de 20% dos participantes sem mutações genéticas, mas com alterações acentuadas na flora, já exibiam sinais clínicos subtis, indicando um risco futuro elevado. Este avanço abre duas frentes fundamentais para a medicina: a possibilidade de diagnosticar o Parkinson através de uma análise simples à microbiota e, talvez mais importante, a oportunidade de intervir diretamente nestas colónias de bactérias para tentar reduzir o risco de progressão da doença. O desafio agora passa por determinar se estas alterações intestinais são a causa ou uma consequência precoce do processo degenerativo.


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