“Estimulação cerebral pode melhorar sintomas de PTSD ao reduzir a atividade do ‘centro do medo’”
Um estudo recente sugere que a estimulação magnética transcraniana (TMS), uma técnica não invasiva de estimulação cerebral, poderá contribuir para a melhoria dos sintomas da Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD). Esta abordagem utiliza impulsos magnéticos para modular a atividade de regiões específicas do cérebro. No caso do PTSD, uma das estruturas mais associadas à doença é a amígdala, responsável pelo processamento do medo e das respostas a ameaças, que frequentemente apresenta uma atividade aumentada nestes doentes. No estudo, os investigadores recorreram a ressonância magnética funcional (fMRI) para identificar com maior precisão as áreas cerebrais a estimular, permitindo adaptar o tratamento a cada participante. Cinquenta adultos com sintomas de PTSD participaram no ensaio clínico, sendo distribuídos entre um grupo que recebeu estimulação ativa e um grupo placebo. Os resultados demonstraram que a TMS reduziu a reatividade da amígdala direita perante estímulos ameaçadores e esteve associada a melhorias significativas dos sintomas. Os benefícios foram observados após duas semanas de tratamento e mantiveram-se durante pelo menos seis meses, com cerca de 74% dos participantes a apresentar uma redução clinicamente relevante dos sintomas.
"Investigação em Leiria desenvolve ferramenta que ajuda no diagnóstico de lesões cancerígenas na pele"
Uma investigação que está a ser desenvolvida em Leiria visa a criação de uma ferramenta para apoiar os dermatologistas no diagnóstico de lesões cancerígenas na pele, nomeadamente o melanoma.
O processo passa por captar imagens, com recursos a câmaras específicas, de uma lesão na pele, depois armazenadas num computador e, através de uma aplicação computacional, é feita a classificação da lesão como melanoma ou não melanoma em poucos segundos.
Atualmente, quando existe suspeita de uma lesão cutânea maligna, é muitas vezes necessário retirar uma pequena amostra de pele para análise laboratorial", mas o que se pretende é, com um diagnóstico mais assertivo, "reduzir essa necessidade, permitindo analisar a lesão de forma não invasiva, através de imagens tridimensionais e análise computacional avançada.
Para já, estão a ser trabalhadas cerca de 350 imagens de lesões dermatológicas recolhidas no Hospital de Santo André, em Leiria, e que "são utilizadas no treino dos algoritmos", para depois ser criada "uma ferramenta de apoio diagnóstico dermatológico", o que deverá acontecer em 2028.
Investigadores da Universidade do Ruhr, na Alemanha, desenvolveram um agente terapêutico inovador à base de cobre que demonstra uma eficácia cem vezes superior à da quimioterapia convencional. A descoberta, publicada na revista Advanced Functional Materials, promete contornar a resistência celular aos tratamentos atuais e revolucionar o combate oncológico. A estratégia baseia-se num mecanismo de morte celular recentemente descoberto (em 2022) chamado "cuproptose", que consiste na destruição das células devido ao excesso de cobre no seu interior. Para garantir que o composto ataca apenas o tumor e protege os tecidos saudáveis, a equipa encapsulou o agente em nanopartículas que se acumulam preferencialmente nas células malignas devido ao seu metabolismo acelerado. O grande trunfo desta abordagem é a sua ativação controlada: apenas quando estas nanopartículas são iluminadas por um feixe de luz é que se dissolvem, libertando o cobre de forma altamente localizada e fulminante. Embora a transição para a aplicação clínica exija mais validações, este estudo demonstra como a combinação da nanotecnologia com terapias ativadas por luz pode oferecer alternativas vitais onde os tratamentos atuais atingem os seus limites.
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