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terça-feira, 30 de maio de 2017

VI Simpósio de Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas




Foi na Faculdade Ciências da Saúde que decorreu mais uma edição do Simpósio de Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas.

A 6ª Edição deste fantástico evento, organizado pelos alunos da Unidade Curricular de Projeto do mestrado em Ciências Biomédicas, sob a coordenação do Prof. Doutor Eduardo Cavaco foi um sucesso!

Estiveram presentes diversas empresas como a Fibentech, Biosurfit, Armilar Venture Partners , Altran e LabFit. Esteve também presente neste simpósio o Biomédico Duarte Carapito, que deu o testemunho do seu percurso académico, e presentemente da sua vida profissional, na empresa Speculum. Os alunos do 1º ano de mestrado em Ciências Biomédicas, e também eles da organização desta edição do simpósio, tiveram a oportunidade de apresentar os seus projetos empresariais desenvolvidos na unidade curricular de projeto.

Esta 6ª edição foi sem dúvida uma ótima tarde de convívio e partilha de experiências que alargaram os horizontes a todos os presentes. Muito obrigado a todos e vemo-nos na 7ª Edição!



Mais informações em:

domingo, 28 de maio de 2017

Portugueses descobrem como levar as células cancerígenas ao "suicídio".

Investigadores do Porto descobriram uma forma de aumentar a resposta ao tratamento do cancro do pulmão através da inibição de uma proteína, o que leva à autodestruição das células cancerígenas.


"Quando as células de linhas celulares de cancro do pulmão são impedidas de produzir a proteína spindly, estas passam a responder de forma mais eficiente ao paclitaxel", um medicamento usado em quimioterapia, disse o professor da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário (CESPU) Hassan Bousbaa, um dos responsáveis pelo projeto.


A função do paclitaxel, segundo o investigador, é impedir o crescimento das células cancerígenas, uma vez que inibe a divisão celular, sendo aplicado em casos de cancro do pulmão, dos ovários e da mama, por exemplo.



Autodestruição das células cancerígenas

Este estudo mostrou que a supressão da spindly atrasa a saída mitótica (que se dá quando uma célula se divide mesmo na presença do fármaco que, em princípio, deveria inibir a sua divisão) e leva à autodestruição das células cancerígenas, quando tratadas com esse medicamento, explicou.

Sendo uma proteína necessária para a divisão das células normais, a sua supressão pode ter efeitos negativos, referiu o professor, acrescentando que o paclitaxel também tem, visto que interfere com a divisão celular normal. Espera-se", no entanto, que estes efeitos "sejam revertíveis no fim do tratamento".


Terapia combinada com outros fármacos

Com este projeto os investigadores pretendem "dar uma nova vida aos medicamentos mais usados e com uma longa história de sucesso no combate ao cancro, mas aos quais algumas células do cancro conseguem adaptar-se e sobreviver", referiu Hassan Bousbaa. O objetivo, continuou o professor, "é impedir esta adaptação, ajudando estes medicamentos convencionais a combater melhor as células do cancro".


De acordo com o responsável, esta a estratégia mostrou-se eficaz em células de cancro produzidas em laboratório, sendo o próximo passo o teste com animais, projeto que prevê iniciar em Janeiro de 2018. Este trabalho, cuja primeira autora é a investigadora da CESPU Patrícia Silva, foi co-financiado pela Fundação para a Ciência e para a Tecnologia (FCT) e contou com a participação de Helena Vasconcelos, do IPATIMUP/i3S, do Porto, e de Álvaro Tavares, da Universidade do Algarve. O estudo teve a duração de dois anos e foi publicado recentemente na revista científica Cancer Letters.


FONTE: http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/portugueses-descobrem-como-levar-as-celulas-cancerigenas-ao-suicidio?pagina=1


Comentário de Leonor Ramos: O cancro é uma doença que afeta milhares de pessoas, sendo o cancro do pulmão o mais mortal em Portugal. Neste sentido, muitos têm sido os estudos feitos de forma a melhorar o tratamento ainda pouco eficaz. Com este estudos os investigadores procuraram impedir a disseminação das células cancerígenas através da criação de um novo fármaco, paclitaxel. Através da inibição de uma proteína responsável pela divisão das células, impede a propagação da neoplasia, combatendo assim uma das características basais da neoplasia, a multiplicação descontrolada das células malignas. O novo fármaco será testado em animais a partir de 2018.

sábado, 27 de maio de 2017

O cérebro começa literalmente a devorar-se quando não dormimos o suficiente.


Um estudo da Universidade Politécnica de Marche, em Itália, revela que os nossos cérebros começam literalmente a devorar-se quando não dormimos o suficiente.


A razão pela qual dormimos vai além de repor os nossos níveis de energia. Os nossos cérebros mudam de estado quando não estamos acordados, para limpar os subprodutos tóxicos da atividade neural deixados para trás durante o dia.

Curiosamente, o mesmo processo começa a ocorrer em cérebros que ficam privados de sono, fazendo com que destruam uma quantidade significativa de neurónios e conexões sinápticas – algo que não deveria acontecer.

Segundo o estudo publicado no Journal of Neuroscience, a cientista Michele Bellesi e a sua equipa examinaram a resposta do cérebro de cobaias a maus hábitos de sono.

Os neurónios são constantemente apoiados e protegidos por dois tipos diferentes de células da glia (células do sistema nervoso). Os microgliócitos são responsáveis por limpar as células velhas e desgastadas através de um processo chamado fagocitose – que significa “devorar” em grego -, e os astrócitos limpam sinapses desnecessárias no cérebro.

Sabemos que estes processos ocorrem enquanto dormimos, para eliminar o desgaste neurológico do dia, mas o novo estudo revela que acontece exatamente o mesmo enquanto estamos acordados, se não descansarmos o suficiente. E, em vez de ser algo positivo, o cérebro começa realmente a prejudicar-se.

“Conseguimos mostrar, pela primeira vez, que várias porções de sinapses são literalmente comidas pelos astrócitos por causa da perda de sono”, disse Bellesi.

Durante a experiência, os cientistas estudaram os cérebros de quatro grupos de cobaias: um grupo dormiu entre 6 e 8 horas, outro foi periodicamente acordado, o terceiro grupo foi privado de sono durante 8 horas e o quarto grupo esteve acordado durante cinco dias.

Quando os especialistas compararam a atividade dos astrócitos nos quatro grupos, identificaram-na em 5,7% e 7,3%, respetivamente, no cérebro das cobaias que pertenciam aos dois primeiros grupos.

Nos ratos privados do sono, foi observado algo diferente: os astrócitos aumentaram a sua atividade, mas comeram partes das sinapses da mesma forma que as células microgliais comem as células velhas – um processo conhecido como fagocitose astrocítica.


Dúvidas

A maioria das sinapses que estavam a ser devoradas nos dois grupos de camundongos privados de sono eram as maiores, que tendem a ser as mais antigas e mais usadas, o que parece ser é positivo.

Mas quando a equipa verificou a atividade das células microgliais através dos quatro grupos, descobriu que também tinha aumentado nas cobaias que não dormiram o suficiente – o que é uma preocupação, porque a atividade microglial descontrolada tem sido associada a doenças cerebrais como Alzheimer e outras formas de neurodegeneração.

Os cientistas pretendem agora descobrir se este processo também ocorre em cérebros humanos e se recuperar as horas de sono pode reverter os danos.


FONTE: https://zap.aeiou.pt/o-cerebro-comeca-literalmente-a-devorar-se-quando-nao-dormimos-o-suficiente-160889


Comentário de Pedro Castanheira: Sono é um estado de consciência, complementar ao da vigília em que há repouso normal e periódico, caracterizado pela suspensão temporária da atividade percetivo-sensorial e motora voluntária. Tem uma função muito importante no funcionamento do seu organismo. Permite mudanças na estrutura e organização cerebral a que se chama plasticidade cerebral. É importante para a recuperação da saúde em situação de doença, enquanto a privação deste pode afetar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária. É conhecido o papel do sono no desenvolvimento do cérebro dos bebés e das crianças. Atualmente, devido a diversos fatores, muitas pessoas não têm um horário normal de sono, o que pode levar a complicações. Apesar de este estudo ter sido feito em ratos, se acontecer o mesmo em humanos, podemos concluir que as pessoas vão ter de melhorar os seus hábitos de sono.


Primeiro transplante de cabeça humana.

Apesar das reivindicações do sucesso pré-clínico por um cirurgião principal, os médicos, os cientistas, e os comités de ética dizem que a ciência não está pronta.

O neurocirurgião italiano Sergio Canavero anunciou que o primeiro transplante de cabeça humana do mundo - durante o qual a cabeça de um receptor será anexada ao corpo de um doador - ocorrerá na China em algum momento nos próximos 10 meses, de acordo com um comunicado divulgado na quinta-feira passada.

Canavero tem se deparado com uma repulsa consistente das comunidades científicas e médicas desde que primeiro esboçou planos para este procedimento na revista Surgical Neurology International em 2013, onde propôs reconectar membranas de células nervosas separadas usando polietileno glicol (PEG). Por exemplo, Jerry Silver, neurologista da Case Western Reserve University, que fazia parte de uma equipe que reconectou os nervos da medula espinal em ratos, disse à CBS News que a tecnologia PEG está "a anos-luz do que estão falando. "

No comunicado de imprensa, Canavero disse que está encorajado por "resultados incríveis" de publicações recentes e futuras. No ano passado, os cientistas foram capazes de confirmar com eletrofisiologia que transeccionado nervos espinais em ratos estes melhoravam após o protocolo PEG de Canavero (embora quatro dos cinco ratos afogaram-se num acidente). No mês passado, Canavero e seu colega Xiaoping Ren do Segundo Hospital Afiliado da Universidade Médica de Harbin na China publicaram um estudo demonstrando que eles poderiam transplantar a cabeça de um rato para o corpo de outro rato, evitando a isquemia e mantendo a atividade cerebral.

Esses esforços recentes não conseguiram convencer os críticos de Canavero. "Esses artigos não suportam avançar em humanos", disse Silver a New Scientist em 2016, em resposta à afirmação de Canavero de que ele era capaz de reconectar os nervos espinais e restaurar o movimento em um cão após uma lesão da coluna cervical.

Ren e sua equipa irão realizar a cirurgia num cidadão chinês não identificado, um desvio do destinatário originalmente pretendido, o russo Valery Spiridonov, que sofre da doença de Werdnig-Hoffman, rara e que causa paralisia. A razão para esta alteração não é clara. Georg Kindel, editor e editor-chefe da OOOM, uma agência de relações públicas que representa Canavero, disse à Newsweek que a principal razão é que a cirurgia ocorrerá na China.

"Parece que será definitivamente no final deste ano ou no início do próximo ano que todo o procedimento será realizado", disse Kindel.



Comentário de Kama Sandra Matondo: Este é um assunto que levanta muitas discussões em termos éticos e morais. Exige uma reflexão sobre a existência de limites em relação aos avanços da ciência. Muitas perguntas são levantadas e muitas ainda carecem de resposta, por exemplo, quem são os doadores? Se poderá preservar os Direitos Humanos? Não será também isto, um atentado aos nossos Deveres como pessoas da ciência? Qual seria a repercussão social de tudo isso? Continuaria, o paciente, a ser a mesma pessoa? Existirão limites para os avanços da ciência?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Anticorpo reduz osteoporose e obesidade em camundongos na menopausa.

Utilizando um modelo de camundongos desenvolvido para estudar efeitos da menopausa, um grupo internacional de cientistas conseguiu selecionar um anticorpo que aumenta a massa óssea e reduz a gordura corporal dos animais.

De acordo com os cientistas, ainda será preciso fazer mais estudos para saber se é possível produzir um anticorpo análogo em humanos, mas, em tese, o estudo abre caminho para o desenvolvimento de uma droga para prevenir a osteoporose e o ganho de peso pós-menopausa - e também para tratar a obesidade em geral.

A pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas dos Estados Unidos, Holanda, China e Reino Unido. Os resultados foram publicados hoje na revista Nature.

Segundo o estudo, uma terapia com esse tipo de anticorpo também teria potencial para reduzir os efeitos da síndrome metabólica - que inclui sintomas como pressão alta e colesterol -, do diabetes e das doenças cardiovasculares, além de deter a síndrome do ovário policístico.

De acordo com o líder do estudo, Mone Zaidi, da Universidade Mount Sinai, em Nova York (Estados Unidos), o anticorpo age contra o hormônio folículo-estimulante (FSH, na sigla em inglês), que, durante a menopausa, é produzido em altas taxas pela glândula pituitária.

"A menopausa está associada à perda óssea e ao aumento da gordura visceral. Mostramos que um anticorpo cujo alvo é o FSH aumentou a massa óssea e reduziu brutalmente o tecido adiposo em camundongos. Nosso estudo revela oportunidades para tratar simultaneamente a obesidade e a osteoporose", disse Zaiki.

No experimento descrito no artigo, os cientistas injetaram o anticorpo em camundongos fêmea cujos ovários foram removidos a fim de simular os efeitos da menopausa. O anticorpo também foi testado em animais que foram alimentados com uma dieta de alto teor gorduroso. Nos dois casos, o anticorpo produziu uma considerável perda de peso e ganho de massa óssea.

"Estudamos o tecido adiposo em diferentes áreas do corpo, inlcuindo a gordura sob a pele e em torno de órgãos vitais. Em todos os compartimentos a gordura foi reduzida de forma dramática", afirmou Zaiki.

Segundo Zaiki, os camundongos também apresentaram maior consumo de oxigênio, maiores níveis de atividade física e mais produção de gordura marrom – que, ao contrário da indesejável gordura branca, dissipa a energia do organismo em forma de calor, favorecendo o emagrecimento.

Zaidi explica que o ganho de peso é um sintoma comum na menopausa, porque as mudanças hormonais deixam o metabolismo mais lento, tornando mais difícil a produção e manutenção da massa muscular. A distribuição do peso também muda, fazendo com que a gordura se acumule em torno do estômago - a chamada gordura visceral -, em vez de se acumular nos quadris e pernas.

"Imediatamente após a menopausa, os níveis do FSH disparam. Nesse período a perda óssea ocorre mais rapidamente, já que também há uma redução do estrogênio, um hormônio que fortalece os ossos . Por isso a osteoporose afeta tanto as mulheres após a menopausa", explicou.

Nesse estágio da vida, também há um brutal crescimento da gordura visceral, que coincide com um desequilíbrio das energias e uma redução das atividades físicas, segundo Zaidi.

"Mas se a redução do estrogênio explica a perda de massa óssea, seus efeitos no aumento da gordura visceral e no desequilíbrio do metabolismo são mais incertos. Por isso resolvemos investigar se, focando no FSH, podíamos impedir a perda óssea, mas também reduzir a gordura visceral e melhorar o equilíbrio energético", declarou Zaidi.

Um dos resultados mais importantes do estudo, segundo Zaidi, é que o anticorpo foi capaz de reduzir a gordura visceeral em camundongos normais submetidos a uma dieta gordurosa. "Isso abre caminho para descobrirmos uma maneira de combater a epidemia de obesidade em geral, não apenas entre mulheres na menopausa", afirmou.

Os estudos agora terão foco em testes clínicos para desenvolver uma versão "humanizada" do anticorpo contra o FSH, segundo Zaidi.

"Isso seria eficaz não paenas para reduzir a gordura visceral e subcutânea, mas também traria benefícios para vários problemas médicos associados à obesidade, como a síndrome metabólica, a doença cardiovascular, o diabetes e a síndrome do ovário policístico", disse o cientista.

FONTE: http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,anticorpo-reduz-osteoporose-e-obesidade-em-camundongos-na-menopausa,70001811935


Comentário de Reginaldo Basquete: A osteoporose tem sido recentemente reconhecida como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo devido à alta taxa de morbimortalidade relacionadas com fraturas, particularmente entre mulheres idosas. A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitectura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade à fratura. A perda de massa óssea é uma consequência inevitável do processo de envelhecimento. Entretanto, no indivíduo com osteoporose a perda é tão importante que a massa óssea cai abaixo do limiar para fraturas, principalmente em determinados locais, como quadril, vértebras e antebraço. Uma significativa redução de massa óssea pode ocorrer especialmente em mulheres após a menopausa.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Crescer sem irmãos altera a estrutura cerebral de uma criança.

-Um grupo de cientistas descobriu que filhos únicos não só possuem diferenças comportamentais que podem diferenciá-los das crianças com irmãos, mas também têm o desenvolvimento dos seus cérebros afetado por isso.

O estereótipo comum sobre ser um filho único diz que crescer sem irmãos influencia o comportamento de um indivíduo, tornando-o mais egoísta. Investigações anteriores confirmaram essa teoria, mas também demonstraram que os filhos únicos podem receber benefícios cognitivos como resultado da sua educação solitária.

No novo estudo, os cientistas compararam exames cerebrais de filhos únicos e de crianças com irmãos e observaram diferenças significativas no volume de matéria cinzenta dos participantes. Para investigar se essas diferenças apenas existiam nas crianças, os especialistas da Universidade do Sudoeste da China também analisaram 303 estudantes universitários.

Aproximadamente metade dos participantes deste último estudo eram filhos únicos, enquanto que a outra metade tinha irmãos. Todos os indivíduos receberam testes cognitivos para medir a sua inteligência, criatividade e personalidade, e os seus cérebros foram analisados com máquinas de ressonância magnética.

Apesar de os resultados não terem demonstrado nenhuma diferença em termos de inteligência entre os dois grupos, revelaram que os filhos únicos tinham uma maior flexibilidade mental e mais imaginação – mas também eram menos amáveis e gentis.


Diferenças cerebrais

Mais importante do que os dados comportamentais, que têm sido o foco de muitos outros estudos, os resultados da ressonância magnética realmente demonstraram diferenças neurológicas no volume de matéria cinzenta dos participantes como resultado da sua educação.

Segundo o novo estudo, os filhos únicos têm um maior volume do giro supramarginal, uma região do lobo parietal que está associada à perceção e ao processamento da linguagem. No entanto, os cérebros destes indivíduos revelaram um menor volume do córtex pré-frontal mediano, associado à regulação emocional.

Os especialistas ainda não conseguiram tirar conclusões específicas sobre estas diferenças, mas sugerem que é possível que os pais promovam uma maior criatividade nos filhos únicos, dedicando-lhes mais tempo e criando maiores expectativas sobre eles.

Enquanto isso, os cientistas acreditam que o menor grau de amabilidade das crianças pode resultar da atenção excessiva dos familiares, menor exposição a grupos sociais externos e um maior foco em atividades solitárias enquanto crescem.

Apesar de existirem algumas limitações para o estudo, visto que todos os participantes eram de uma parte específica do mundo, os cientistas dizem que a investigação é a primeira prova de que as diferenças nas estruturas anatómicas do cérebro estão ligadas a diferentes comportamentos em termos de flexibilidade e amabilidade.

“Além disso, os nossos resultados contribuem para a compreensão da base neuroanatómica das diferenças na função cognitiva e personalidade entre filhos únicos e crianças com irmãos”, destacaram os autores do estudo.

Comentário de Gildo Sachocal: O estereótipo comum sobre ser um filho único diz que crescer sem irmãos influencia o comportamento de um indivíduo, tornando-o mais egoísta. Os cientistas acreditam que o menor grau de amabilidade das crianças pode resultar da atenção excessiva dos familiares, menor exposição a grupos sociais externos e um maior foco em atividades solitárias enquanto crescem.




terça-feira, 23 de maio de 2017

Câmara fotográfica pode ajudar no tratamento da doença de Alzheimer.

Um estudo desenvolvido por investigadores das universidades de Coimbra e de Leeds, no Reino Unido, demonstra que uma câmara fotográfica pode ajudar a “atrasar a manifestação clínica” da doença de Alzheimer.


Um grupo de especialistas concluiu que uma câmara fotográfica conhecida como SenseCam pode ajudar a “atrasar a manifestação clínica” da Alzheimer e recomenda o uso deste método como “complemento ao tratamento farmacológico” da doença que é “a forma mais comum de demência”, anunciou esta segunda-feira a Universidade de Coimbra (UC).

Denominado “Estimulação da memória na doença de Alzheimer em fase inicial/O papel da SenseCam no funcionamento cognitivo e no bem-estar”, o estudo foi realizado entre 2011 e 2016.

Partindo de pesquisas anteriores evidenciado que “a visualização de imagens estimula as zonas do cérebro responsáveis pelas memórias autobiográficas”, os investigadores estudaram a eficácia da utilização da SenseCam como ferramenta de estimulação cognitiva na fase inicial da doença de Alzheimer, refere a UC.

Num primeiro momento do projeto, foi feito um estudo-piloto com um grupo de 29 jovens e idosos saudáveis (15 jovens e 14 idosos) para “explorar os efeitos da SenseCam em testes de cognição global e analisar em que medida este instrumento poderia ser útil para os pacientes” com Alzheimer, acrescenta a UC.

Depois de identificadas as potencialidade do método no funcionamento cognitivo global, os investigadores avançaram para “o estudo principal, com 51 idosos, na sua maioria mulheres, diagnosticados com doença de Alzheimer em fase inicial”, seguidos nos serviços de Psiquiatria (consulta de gerontopsiquiatria) e de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e também na Associação Alzheimer Portugal.

Os idosos, com idades compreendidas entre os 60 e 80 anos, foram, então, divididos em três grupos e sujeitos a estratégias de estimulação cognitiva diferentes durante seis semanas.

Um dos grupos foi intervencionado com o uso da SenseCam, outro com um treino convencional ativo (exercícios como memorização de listas de compras” e de associação caras/nomes, por exemplo) e o terceiro grupo registou o seu dia-a-dia num diário.
SenseCam, a câmara fotográfica automática portátil que capta imagens do dia-a-dia
Os investigadores observaram, então, que a intervenção baseada na SenseCam “foi mais eficaz no desempenho cognitivo comparativamente com o programa de treino cognitivo ativo e com o diário escrito”, revela Ana Rita Silva, investigadora principal do estudo que será publicado na revista internacional Current Alzheimer, citada pela UC.

A investigação demonstrou também que este método de ajuda passiva – “não implica esforço ou motivação por parte do paciente”, bastando apenas colocar a câmara ao pescoço) – “aumenta o bem-estar geral do paciente e diminui a sintomatologia depressiva que afeta cerca de 40% de doentes com Alzheimer”, afirma Ana Rita Silva.

“Ao fim de seis semanas de intervenção, o grupo que utilizou a SenseCam foi o que apresentou maior redução da sintomatologia depressiva”, sublinha a investigadora da UC.

As conclusões do estudo, do qual resultou a tese de doutoramento de Ana Rita Silva, “reforçam a importância do desenvolvimento de intervenções não farmacológicas para pacientes” com Alzheimer em fase inicial.

“Embora a primeira linha de atuação nesta doença, após o diagnóstico, seja o tratamento farmacológico, há um consenso crescente relativamente à urgência de complementar esta atuação com a implementação de intervenções não farmacológicas, de modo a reduzir o impacto da doença”, salienta a investigadora.

FONTE: https://zap.aeiou.pt/camara-fotografica-pode-ajudar-no-tratamento-da-doenca-alzheimer-159451



Comentário de Irma de Barros: A doença de Alzheimer é classificada como transtorno neurodegenerativo. As causas e progressão da doença ainda não são completamente compreendidas, embora se saiba que estão associadas às placas senis e aos novelos neurofibrilares no cérebro. Os tratamentos atuais destinam-se apenas aos sintomas de Alzheimer, não existindo tratamentos para parar ou regredir a progressão da doença. Até 2012, tinham sido realizados mais de mil ensaios clínicos a vários componentes da doença. Um grupo de especialistas concluiu que uma câmara fotográfica conhecida como SenseCam pode ajudar a “atrasar a manifestação clínica” da Alzheimer e recomenda o uso deste método como “complemento ao tratamento farmacológico” da doença que é “a forma mais comum de demência".

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Adoçantes podem ajudar a reduzir a ingestão calórica e o desejo de consumir doces.


Adoçantes podem ajudar a reduzir a ingestão calórica e o desejo de consumir doces
Os dados são de um estudo apresentado hoje no 24.º Congresso Europeu da Obesidade no Porto, promovido pela primeira vez pela Associação Internacional de Adoçantes (ISA). A apresentação contou com novos dados científicos resultantes do mais recente estudo sobre o efeito dos adoçantes baixos em calorias no apetite, na ingestão calórica e no controlo do peso.

O tema há muito que tem sido alvo de debate, com os adoçantes com baixo teor calórico a serem acusados de desempenhar um papel no aumento dos números da obesidade. Os novos dados, agora apresentados, desmentem estas ideias e confirmam estes adoçantes como uma ferramenta para ajudar a controlar a ingestão calórica e combater o desejo de consumo de alimentos doces.

Os resultados, apresentados pela primeira vez no simpósio da Associação Internacional de Adoçantes (ISA), que se realiza no âmbito do 24.º Congresso Europeu de Obesidade (ECO), no Porto, vão ao encontro das conclusões de anteriores revisões e meta-análises de ensaios clínicos randomizados, já apresentadas publicamente por John Sievenpiper, professor associado do Departamento de Ciências da Nutrição da Universidade de Toronto, no Canadá. De facto, aquilo que este especialista mostrou confirma que os adoçantes com baixo teor calórico ajudam a reduzir as calorias ingeridas, melhoram o peso corporal e têm influência nos fatores de risco cardiometabólicos.

“Contrariando algumas preocupações, todas as indicações provenientes das provas de ensaios randomizados de mais alta qualidade apontam para um benefício”, enfatizou Sievenpiper nas suas conclusões finais.

Já não é novidade para a comunidade científica que substituir o consumo de alimentos e bebidas açucaradas por alternativas com adoçantes de baixas calorias pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar e a ingestão calórica em geral. Mas ainda assim, este continua a ser um tópico de controvérsia. É para eliminar quaisquer dúvidas nesta área que surgem agora os dados de um trabalho de Marc Fantino, fisiologista da nutrição francês, e da sua equipa. O ensaio clínico randomizado, que contou com a participação de 164 homens e mulheres saudáveis e com peso considerado normal, que ou eram consumidores regulares de bebidas dietéticas ou não consumiam bebidas com adoçantes, revelou “que tanto o consumo reduzido como o elevado de bebidas com adoçantes de baixas calorias (consumo diário de 660ml/dia por um período de quatro semanas) não estimula o consumo de alimentos nem aumenta a ingestão de calorias, quando comparado com a água, que é sugerida como o substituto preferido para as bebidas açucaradas”.

Charlotte A. Hardman junta a estes os resultados preliminares de uma pesquisa, que ainda decorre, realizada pela Universidade de Liverpool (Reino Unido), que analisa os fatores fisiológicos que levam os consumidores a ingerir bebidas baixas em calorias. E Charlotte A. Hardman observa que, com base nos resultados do estudo, “as preocupações com o peso corporal e as crenças positivas sobre a palatabilidade [aquilo que é agradável ao paladar] e o controlo do apetite são fatores determinantes para o consumo de bebidas com adoçantes de baixas calorias”. Ao olhar para outros comportamentos sobre o uso destes adoçantes em consumidores frequentes e não frequentes, os resultados iniciais revelam que o consumo de bebidas dietéticas pelos consumidores frequentes é uma estratégia eficaz no combate ao desejo de alimentos doces e proporciona uma redução bem-sucedida da ingestão de energia quando surgem esses desejos, comparando com os não consumidores.

Na discussão final do painel, presidida pela Professora Maria Hassapidou, os especialistas concordaram que: “Todos estes dados, em conjunto, adicionam mais evidências em defesa do argumento convincente que indica o benefício dos adoçantes de baixo teor calórico na redução das calorias em geral, e no controlo do peso, e argumentam contra o papel destes adoçantes na promoção da obesidade e da diabetes. Para colmatar eventuais incertezas mantém-se a necessidade de ensaios clínicos randomizados com mais gente, de maior duração e de grande qualidade”.

FONTE: http://saudeonline.pt/2017/05/19/adocantes-podem-ajudar-a-reduzir-a-ingestao-calorica-e-o-desejo-de-consumir-doces/



Comentário de Miguel Lanzi: O efeito dos adoçantes baixos em calorias no apetite, na ingestão calórica e no controlo do peso há muito que tem sido alvo de debate, com os adoçantes com baixo teor calórico a serem acusados de desempenhar um papel no aumento dos números da obesidade. Os novos dados, agora apresentados, desmentem estas ideias e confirmam estes adoçantes como uma ferramenta para ajudar a controlar a ingestão calórica e combater o desejo de consumo de alimentos doces.

domingo, 21 de maio de 2017

Antioxidantes podem ser eficazes contra a infertilidade feminina.

Usados como suplementos alimentares por atletas, antioxidantes podem ser inócuos para ganho de massa muscular, mas se mostraram promissores no reparo da infertilidade por endometriose.

Em duas substâncias, muito usadas por esportistas como suplemento alimentar, pode estar a resposta para um tipo de infertilidade bastante comum, aquela causada pela endometriose. São a N-acetilcisteína (medicamento para doenças respiratórias) e a L-carnitina, ou vitamina B11, que é produzida em pequena quantidade pelo organismo humano e encontrada em vários tipos de carnes, laticínios e alguns vegetais.

Com poderes antioxidantes já reconhecidos, as substâncias surpreenderam pesquisadores do Setor de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, ao promover o amadurecimento de óvulos de bovinos em sistema de cultura in vitro que continha líquido folicular de mulheres inférteis por endometriose.

Doença ginecológica que atinge aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva, a endometriose caracteriza-se por uma “menstruação retrógrada”, em que células da camada interna do útero (endométrio) são lançadas, com o sangramento menstrual, para fora, na cavidade abdominal. As causas da doença ainda não estão completamente esclarecidas. Sabe-se que a menstruação retrógrada é comum a 90% das mulheres, mas nem por isso todas desenvolvem endometriose, e que, além de cólicas intensas, a doença pode trazer infertilidade.

Os pesquisadores da FMRP vêm estudando a endometriose e formas de tratar as principais queixas de quem sofre com a doença (dores pélvicas e infertilidade). E foi ao estudar o fluido folicular dessas mulheres que a pesquisadora Vanessa Silvestre Innocenti Giorgi encontrou no “estresse oxidativo”, presente no fluido, a piora da qualidade do futuro óvulo.

O fluido folicular é uma mistura de plasma (parte líquida do sangue) e secreção de células do ovário que ficam “no interior dos folículos ovarianos em íntimo contato com o oócito (futuro óvulo) em desenvolvimento”. O oócito, banhado por esse líquido cheio de nutrientes, cresce e amadurece dentro do folículo ovariano (revestimento do óvulo).


Radicais livres impedem maturação dos óvulos

Conta Vanessa que trabalhos anteriores do grupo de pesquisa ao qual pertence já haviam observado alterações no desenvolvimento de óvulos bovinos em presença de líquido folicular de inférteis por endometriose. E que as suspeitas recaíam no “estresse oxidativo, que é o desequilíbrio entre a produção de radicais livres e de antioxidantes”, já que o fluido apresentava “aumento de alguns radicais livres e diminuição da capacidade antioxidante total”.

Dentro das células, um sistema protege a estrutura celular de efeitos prejudiciais como o causado pela presença do oxigênio. Os elétrons das moléculas de oxigênio dão origem aos chamados radicais livres, que, quando em excesso, provocam o estresse oxidativo, ruim para o organismo.

Para confirmar a tese dos efeitos maléficos do estresse oxidativo nos fluidos foliculares, a pesquisadora realizou testes com material recolhido de 22 mulheres com infertilidade: 11 por endometriose e 11 sem endometriose (inférteis por problemas nas tubas uterinas). O líquido folicular e os dois antioxidantes – N-acetilcisteína e L-carnitina – foram acrescentados ao meio de maturação in vitro, após fertilização também in vitro (em laboratório) de oócitos de bovinos.

Os resultados não deixaram dúvida. “As alterações oocitárias provocadas pelo fluido folicular de mulheres com endometriose prejudicam o desenvolvimento embrionário in vitro.” O que comprova a participação do estresse oxidativo nesse tipo de infertilidade. E mais: mostraram a eficácia dos dois antioxidantes na prevenção desses danos.


Tratamento natural da infertilidade

“Nossos achados elucidam parte dos mecanismos patogênicos envolvidos na infertilidade associada à endometriose”, comemora Vanessa. O outro achado, que complementa este, também é bem-vindo, uma vez que abre perspectivas para a possibilidade de uso da carnitina – o antioxidante que se mostrou mais eficiente neste estudo – na melhora da infertilidade natural desses casos.

A pesquisadora lembra que são resultados importantes, mas laboratoriais, ainda não testados na prática clínica. O uso do modelo bovino, conta Vanessa, se dá por ser similar ao humano (que eticamente não deve ser utilizado em pesquisas), além de ser de baixo custo e de fácil manipulação.

Como os antioxidantes testados já são utilizados em tratamentos médicos e de baixa toxicidade, para um futuro, talvez próximo, Vanessa acredita que seu estudo auxilie no tratamento da infertilidade provocada pela endometriose. “A suplementação por via oral com antioxidantes poderia aumentar a chance de uma gestação natural no período de um ano, sem a necessidade de realização de técnicas de reprodução assistida.”

As duas substâncias antioxidantes podem não ter comprovação científica dos efeitos na performance física e ganho muscular dos praticantes de atividade física. Mas como reparador da fertilidade de mulheres com endometriose começam a ganhar respaldo nas pesquisas da equipe da FMRP. 

Nesse caminho, Vanessa continua as investigações nos laboratórios do Setor de Reprodução Humana da FMRP. A pesquisadora trabalha agora em seu doutorado com orientação da professora da FMRP, Paula Andrea de Albuquerque Salles Navarro.

Os achados mais recentes deste estudo estão publicados na edição de março de 2016 da revista norte-americana Reproductive Science. O trabalho já recebeu quatro prêmios, três nacionais – Prêmio Campos da Paz, conferido pelo 26º. Congresso Brasileiro de Reprodução Humana (2014); melhor pôster no 19º. Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (2015) e menção honrosa no 27º. Congresso Brasileiro de Reprodução Humana (2016) – e um internacional – incentivo financeiro no Congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (2015 – Baltimore, MA, EUA).




Comentário de André Silverio: A endometriose é uma doença benigna, que se caracteriza pela proliferação do tecido chamado endométrio para fora da cavidade uterina, local em que ele normalmente se desenvolve. O crescimento do endométrio faz parte do ciclo reprodutivo da mulher. Ao longo desse período, o tecido cresce, e quando não ocorre gravidez ele é eliminado em forma de menstruação. Entretanto, em algumas mulheres algumas células desse tecido migram no sentido oposto, podendo subir pelas tubas e chegar à cavidade abdominal, multiplicando-se e provocando a endometriose. A doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos. No entanto, as causas são desconhecidas, mas sabe-se que a doença tem uma base genética. O consumo de álcool e cafeína aumentam o risco do quadro. Entre os sintomas mais comuns estão: Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação, Dor pré-menstrual, Dor durante as relações sexuais, Dor difusa ou crônica na região pélvica, Fadiga crônica e exaustão, Sangramento menstrual intenso ou irregular, Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação e Dificuldade para engravidar e infertilidade. Com esta descoberta, as mulheres com infertilidade de causa endometrial vão poder engravidar de forma natural, visto que o mesmo só acontece por fertilizaçao in vitro.

sábado, 20 de maio de 2017

Vírus Zika pode ser usado no tratamento de tumor cerebral, afirmam pesquisadores.


O vírus Zika poderia ser usado no tratamento de tumor cerebral. É o que acreditam cientistas da Universidade de Cambrigde, no Reino Unido.
Em um estudo pioneiro, eles vão testar o efeito do vírus sobre o glioblastoma, forma mais comum e agressiva de tumor no cérebro.
Segundo os pesquisadores, cerca de 2,3 mil pessoas são diagnosticadas por ano com esse tipo de câncer na Inglaterra — e menos de 5% dos pacientes sobrevivem mais de cinco anos à doença.
Em seu trabalho, os cientistas vão tentar confirmar se o Zika pode destruir as células cancerosas no cérebro.
De acordo com eles, os tratamentos existentes contra o glioblastoma são limitados por causa da incapacidade de atravessar a barreira hematoencefálica — estrutura que atua principalmente para proteger o sistema nervoso central — e do fato de que as doses devem ser mantidas baixas para evitar danos ao tecido saudável.
O vírus Zika, por sua vez, consegue atravessar a barreira hematoencefálica e poderia atingir as células cancerosas, poupando o tecido cerebral adulto normal e abrindo assim uma nova possibilidade de atacar a doença.
"Esperamos mostrar que o vírus Zika pode retardar o crescimento do tumor cerebral em testes de laboratório. Se pudermos aprender lições a partir da sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e atingir as células-tronco seletivamente, poderíamos ter na mão a chave para futuros tratamentos", explica o pesquisador Harry Bulstrode, da Universidade de Cambridge.
Testes em laboratório já indicaram anteriormente que a infecção pelo Zika durante a gravidez ataca as células-tronco do cérebro em desenvolvimento dos bebês, reforçando a crença de que o vírus causa más-formações fetais, como a microcefalia.
Mas em adultos, uma vez que o cérebro já está totalmente desenvolvido, o vírus geralmente não causa nada além do que os sintomas de uma gripe.
Os pesquisadores afirmam que, no caso do glioblastoma, as células cancerosas se assemelham às do cérebro em desenvolvimento, o que sugere que a infecção por zika poderia atacá-las também.
Segundo a ONG Cancer Research UK, que está financiando a pesquisa, essa fase inicial de testes vai investigar como o vírus mira as células-tronco e fornecer um ponto de partida para desenvolver novos tratamentos que buscam atacar o tumor cerebral e preservar o tecido saudável ao seu redor.
Os cientistas vão testar células tumorais em ratos em laboratório.
"A infecção pelo Zika em bebês e crianças é uma grande preocupação para a saúde global, e o foco tem sido descobrir mais sobre o vírus para encontrar novos tratamentos possíveis. Estamos adotando uma abordagem diferente e queremos usar esses novos insights para ver se o vírus pode ser usado para combater um dos mais complexos tipos de câncer", diz Bulstrode.
Iain Foulkes, diretor de pesquisa e inovação do Cancer Research UK, reforça a urgência de se encontrar novas formas de tratamento para o glioblastoma.
"Precisamos urgentemente de novos insights e tratamentos para combater o glioblastoma, uma das formas mais comuns de tumores cerebrais e difíceis de tratar", diz Foulkes.
"A pesquisa de Bulstrode é uma forma incrivelmente inovadora de expandir a compreensão de como podemos vencer essa doença, que ainda é um grande desafio", acrescenta.
Comentário de Ângela Vilú: Zica vírus ou vírus da Zica, é um vírus do gênero Flavivirus. Em humanos, transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti, causando a doença conhecida como zika que embora raramente apresenta complicações para seu portador, podendo assim causar microcefalia congênita (quando adquirido por gestante). Glioblastoma, é uma forma de tumor maligno mais comum no cérebro, especificamente dos astrócitos, cuja etiologia deconhecida,sendo letal em maioria dos casos. “Não existe cura para este tipo de tumor, porém terapias alternativas em conjunto com o tratamento padrão (cirurgia + quimioterapia + radioterapia) podem aumentar a sobrevida do paciente.” Em um estudo inovador, os cientistas vão tentar confirmar se o zika pode destruir as células cancerosas no cérebro. De acordo com eles, os tratamentos existentes contra o glioblastoma são limitados por causa da incapacidade de atravessar a barreira hematoencefálica - estrutura que atua principalmente para proteger o sistema nervoso central. O vírus da zika, por sua vez, consegue atravessar a barreira hematoencefálica e poderia atingir as células cancerosas, abrindo assim uma nova possibilidade de atacar a doença. Os pesquisadores afirmam que, no caso do glioblastoma, as células cancerosas se assemelham às do cérebro em desenvolvimento, o que sugere que a infecção por zika poderia atacá-las também. Segundo a ONG Cancer Research UK, que está financiando a pesquisa, essa fase inicial de testes vai investigar como o vírus mira as células-tronco e fornecer um ponto de partida para desenvolver novos tratamentos que buscam atacar o tumor cerebral e preservar o tecido. Os cientistas vão testar células tumorais em ratos em laboratório.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Células estaminais que originam sangue foram criadas pela primeira vez em laboratório

Células estaminais que originam sangue foram criadas pela primeira vez em laboratório
Foram criadas em laboratório células estaminais que dão origem a sangue humano. É uma revolução no tratamento de doenças do sangue. Mas ainda tem de passar por vários testes até chegar aos hospitais.










Pela primeira vez, foi possível criar em laboratório as células estaminais que dão origem ao sangue humano, noticia a New Scientist. Trata-se de uma inovação relevante, uma vez que a capacidade de criar sangue em laboratório através dessas células pode assegurar novos tratamentos para pessoas com leucemia e problemas de sangue, utilizando as suas próprias células em vez de precisarem de esperar por um transplante de um dador.
As células estaminais são aquelas que, por ainda não se terem diferenciado, podem dar origem a qualquer tipo de célula do corpo humano. As que dão origem às células do sangue estão armazenadas na medula óssea: é lá que se formam os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas que compõem o nosso sangue. Se esse processo falha — porque a “fábrica” parou de funcionar ou porque as células estaminais foram danificadas, por exemplo, por causa de uma quimioterapia — o sangue não cumpre as suas tarefas de proteção do organismo e de transporte de nutrientes e de oxigénio a todos os órgãos do corpo. E isso compromete a sua sobrevivência.
Até agora, a única forma de corrigir este problema era através de um dador de medula óssea saudável para substituir aquela que já não funciona. Como é difícil encontrar um dador compatível, a produção em grandes quantidades e em segurança de células estaminais que dão origem ao sangue humano no laboratório pode contornar esse problema. E a solução foi encontrada numa experiência liderada por George Daley, cientista da Escola de Medicina de Harvard.
A equipa de George Daley começou por recolher células estaminais pluripotentes humanas, ou seja, células com capacidade de formar quase todo o tipo de células que compõem o organismo. Estudando os genes das células estaminais, os cientistas encontraram os químicos que davam ordens às células para se diferenciarem em células do sangue humano. Encontraram cinco combinações de proteínas que, em células estaminais humanas, comandavam essas células a tornarem-se glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Estava encontrada a “receita” para a criação, em laboratório, de células estaminais produtoras de sangue humano.
Algo semelhante já tinha sido alcançado por outra equipa científica, liderada por Raphael Lis (Colégio de Medicina Weill Cornell), utilizando células estaminais extraídas de ratos adultos. Essas células foram retiradas das paredes dos pulmões dos animais. Após serem estudadas, os cientistas chegaram a uma fórmula com quatro fatores que comanda as células estaminais a diferenciarem-se em células dos pulmões. Isso provou ao cientistas que, para este processo, podem ser usadas células de adultos para formar órgãos novos, algo que se veio a verificar nas experiências de George Daley.
Mas o processo de criação de sangue humano em laboratório através de células estaminais não pode começar já: embora todos os ratos envolvidos nas experiências mais antigas sejam saudáveis até hoje, são precisos mais estudos que comprovem que as células do sangue humano formadas através das células estaminais não possam ser rejeitadas pelo corpo ou dar origem a cancro ou mutações nos órgãos.

Fonte: http://observador.pt/2017/05/18/celulas-estaminais-que-originam-sangue-foram-criadas-pela-primeira-vez-em-laboratorio/

Comentário de Ana Rita Alves:
 É de conhecimento geral a falta de sangue que existe em Portugal e no Mundo, mesmo com as campanhas para doação de sangue, o número de dadores e litros de sangue recolhidos são muito abaixo das necessidades. Este problema torna o tratamento de doenças como leucemia e doenças de sangue muito difíceis. A necessidade diária de sangue em todo mundo é cada vez maior e não existem doadores suficientes para combater estas necessidades. A busca dos investigadores por substitutos do sangue natural, ou seja, busca por um sangue artificial para combater estes problemas tem sido cada vez maior. A descoberta destas novas células estaminais que em laboratório são capazes de criar sangue humano é uma grande revolução que permite dar o próximo passo nesta área, estando assim os investigadores mais perto de dar a resposta necessária a este problema global da falta de sangue.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Cientistas produzem ovários artificiais férteis

Cientistas produzem ovários artificiais férteis











Um grupo de cientistas, dos Estados Unidos, fez um sucesso ao criar ovários artificiais férteis, através de uma impressora 3D. Esta nova técnica, experimentada em ratos de laboratório, vai permitir que mulheres que sejam afectadas com cancro possam vir a ter filhos, noticia a TVI24.
Uma das investigadoras e co-autora do estudo, Monica Laronda, publicado na Nature Communications, explica que “o que acontece com algumas das nossas doentes de cancro é que os ovários não funcionam a um nível suficiente e precisam de terapias hormonais de substituição”.
O material utilizado para a criação destes ovários artificiais é um hidrogel biológico gelationoso, que vem do colagénio – proteína com muita importância na constituição da matriz extracelular do tecido conjuntivo, que está presente no tecido humano e que permite a interação de outros tecidos humanos.
O hidrogel é, na maior parte das vezes, fraco e “como é composto principalmente por água, muitas vezes colapsa”, explicou o professor de ciência dos materiais e engenharia, Ramille Shah, da Universidade do Noroeste, Illinois.
No entanto, Teresa Woodruff, directora do Instituto de Investigação de Saúde Feminina de Feinberg, alegou que o uso de “bioengenharia, em vez de transplantes, para criar órgãos funcionais e devolver a saúde aos tecidos da pessoa”, é o principal objectivo da bioengenharia ao serviço da medicina regenerativa.

Fonte: https://sol.sapo.pt/artigo/563442/cientistas-produzem-ovarios-artificiais-ferteis

Comentário de Francisca Antunes: A infertilidade é um problema actual que tanto afecta o sexo feminino como o masculino.
No caso das mulheres, a insuficiência de funcionamento dos ovários e o decréscimo da produção de hormonas podem ser resultado da aplicação de tratamentos contra o cancro durante a infância ou na fase adulta.
Face a este problema, um conjunto de cientistas dos Estados Unidos está a testar ovários artificiais produzidos por impressão 3D em ratos de laboratório inférteis, com o objetivo de desenvolver a fertilidade nos mesmos.
Os ovários bioprostéticos são formados por um hidrogel biológico gelatinoso feito a partir de colagénio. Este hidrogel funciona como um “andaime” que ao ser implantado no corpo é capaz de alojar os ovócitos na sua estrutura porosa, permitindo que amadureçam, ao mesmo tempo que vasos sanguíneos rodeiam o “andaime” facilitando a circulação de hormonas que desencadeiam a produção de leite após o parto.

New Bioprinter Makes It Easier to Fabricate 3D Flesh and Bone

New Bioprinter Makes It Easier to Fabricate 3D Flesh and Bone












"A impressora de tecido biológico 3D ideal, diz Y. Shrike Zhang, especialista em engenharia de tecidos, deveria ser semelhante a uma máquina de pão: "Você teria alguns botões no topo e pressionaria um botão para escolher tecido cardíaco ou tecido hepático". Poderíamos sair de ao pé da máquina enquanto ela forma camadas complexas de células e outros materiais.
A tecnologia ainda chegou a este ponto. No entanto, a nova impressora BioBot 2 parece ser um passo nessa direção. O dispositivo de mesa inclui um conjunto de novos recursos projetados para fornecer aos utilizadores um controlo fácil sobre um dispositivo poderoso. Estes incluem a calibração automatizada, seis cabeças de impressão para expelir seis bioinks diferentes, colocação de materiais com precisão de 1 micrômetro nos eixos x, yez e z e uma interface de software amigável que gerência o processo de impressão do início ao fim.
"Para fazer avançar este trabalho, tivemos de fazer mais do que apenas desenvolver um novo robô." - Danny Cabrera, CEO da BioBots.
"Nós temos trabalhado em estreita colaboração com os cientistas ao longo do último ano e meio para entender o que eles precisam para levar esse trabalho adiante", diz ele. "O que descobrimos é que eles precisavam de mais do que apenas um bioprinter - e tínhamos que fazer mais do que apenas desenvolver um novo robô".
O software baseado na cloud da empresa torna mais fácil para os usuários carregar seus parâmetros de impressão, que o sistema traduz em protocolos para a máquina. Depois do tecido ser impresso, o sistema usa câmaras embutidas e software de visão computacional para executar análises básicas, como por exemplo, contagem do número de células vivas versus células mortas em um tecido impresso, ou medir o comprimento dos axónios em neurónios impressos. "Esta plataforma permite medição de diferentes parâmetros de impressão, como pressão ou resolução celular, que afetam a biologia do tecido", diz Cabrera."

Comentário de Eduardo Coelho: A capacidade do BioBot 2 imprimir com vários materiais abre muitas portas na área de engenharia de tecidos. Um exemplo muito interessante foi descrito na pesquisa anunciada no dia 15 de Maio do presente ano, em que os cientistas da Universidade Northwestern imprimiram uma estrutura 3D que se assemelhava a um ovário de rato. Quando o semearam com ovos imaturos e implantaram-no em um rato, o animal deu à luz filhotes vivos. 
Um objetivo a longo prazo de bioprinting é dar aos médicos a capacidade de pressionar um botão e imprimir uma folha de pele para um paciente queimado, ou um enxerto de osso precisamente moldado para alguém que teve um acidente. Estas técnicas já foram obtidas no laboratório, mas ainda estão longe de obter aprovação regulamentar. Um objetivo ainda mais futurista é dar aos médicos a capacidade de imprimir órgãos inteiros de reposição, acabando com a escassez de órgãos disponíveis para transplante.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Pacemaker fetal pronto para ensaios clínicos em Humanos

"Pacemaker fetal pronto para ensaios clínicos em Humanos"
Cerca de 500 fetos por ano são diagnosticados com uma condição rara em que o coração bate muito lentamente para bombear sangue suficiente para o pequeno corpo em desenvolvimento. Um pacemaker poderia ser usado para controlar esse ritmo cardíaco anormal, mas as tentativas de colocar um pacemaker adulto na mãe e anexar seu cabo elétrico para o feto tem falhado, porque o feto muitas vezes muda de posição e puxa o fio.
desafio passava então por fazer um pacemaker pequeno o suficiente para ser inteiramente implantado dentro do feto sem fios, e de forma minimamente invasivas. O desafio foi aceite por dois médicos e um engenheiro na Universidade do Sul da Califórnia, Los Angeles, cerca de cinco anos atrás. Este mês, a equipe publicou detalhes do sistema do micropacemaker fetal completo, e eles estão agora preparados para usá-lo no primeiro feto humano.
O micropacemaker, feito de somente 7 componentes, é um cilindro desenhado para caber numa cânula da inserção com 3.8mm de diâmetro, uma ferramenta de implementação usada em cirurgias fetais. O pacemaker é por si só "realmente muito antiquado no seu design", diz um dos membros da equipa. Baseia-se em técnicas usadas nos primeiros pacemakers cardíacos dos anos 50.
A última implementação ao dispositivo foi a mais desafiadora: o sistema de recarga sem fio. Uma pequena bateria de lítio dentro do pacemaker alimenta o dispositivo por apenas uma semana, podendo ser recarregada regularmente sem ser removida. O sistema de recarga baseia-se em acoplamento indutivo usando um gerador alta potência. Ao recarregar o dispositivo a cada semana, a equipe espera que o feto possa manter-se até o nascimento com uma função cardíaca saudável. Após nascimento a criança pode receber um pacemaker de adulto.
O dispositivo já passou por vários testes em fetos de ovelhas, um modelo convencional para estudar a fisiologia fetal. Em 2015, a FDA aprovou o início de estudos em humanos. A equipe está agora preparada para implantar o dispositivo em fetos humanos."


Comentario de Jane Dias:
Um pacemaker é um dispositivo que regula eletronicamente os batimentos cardíacos, monitoriza o ritmo cardíaco e, quando necessário, gera um impulso elétrico indolor que desencadeia um batimento cardíaco. Apesar dos elevados números de implementação de pacemakers, bem sucedidas, em adultos, da boa relação custo-benefício e da segurança da implementação, o tratamento de problemas cardíacos em fetos pela utilização de pacemaker mostrou-se quase impossível ao longo dos anos devido às inúmeras limitações. Contudo, há 5 anos que dois médicos e um engenheiro embarcaram neste desafio e hoje já está disponível para ensaios clínicos em humanos um micropacemaker fetal desenhado especialmente para ultrapassar as limitações da utilização de pacemakers em fetos (ausência de fios, tamanho e peso adequado, minimamente invasivo e equipado de um sistema de recarga sem fios). 
Este dispositivo permite que fetos que apresentem problemas cardíacos possam permanecer com uma função cardíaca saudável durante toda a gestação o que aumenta a probabilidade de sobrevivência de fetos com deficiências cardíacas.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Uso de analgésicos comuns pode aumentar o risco de ataques cardíacos

"Uso de analgésicos comuns pode aumentar o risco de ataques cardíacos
A pesquisa, publicada no British Medical Journal, baseia-se num estudo anterior, que já tinha identificado uma possível ligação entre o consumo deste tipo de medicamentos em doses elevadas e o risco de doenças cardíacas.
O estudo agora publicado sugere que o risco pode ser maior nos primeiros 30 dias de uso. Para realizar a pesquisa, uma equipa internacional de cientistas analisou dados de 446.763 pessoas para tentar entender a ocorrência de problemas cardíacos.
Os cientistas, contudo, focaram-se apenas nas pessoas que consumiram anti-inflamatórios não esteróides como o ibuprofeno, aspirina, diclofenaco, celecoxibe e naproxeno, adquiridos com receita médica – e não em quem comprou analgésicos sem receita.
Ao debruçar-se nos dados sobre o Canadá, Finlândia e Reino Unido, os investigadores identificaram risco de ataque cardíaco logo na primeira semana de consumo. O risco aumenta ao longo do primeiro mês quando as pessoas tomam doses altas – por exemplo, 1200 mg de ibuprofeno por dia.
Os autores do estudo admitem porém que há outros factores em jogo, que tornam difícil estabelecer com precisão de que forma se dá a relação directa de causa e efeito entre analgésicos e ataques cardíacos. "

Comentário de Cátia Alves: Uma das principais causas de morte em todo o mundo é o ataque cardíaco. O ataque cardíaco é provocado por uma interrupção no fornecimento de sangue para uma parte do coração, provocando a morte de algumas células.
Vários fatores aumentam a probabilidade de ter estes ataques, tais como alimentação, obesidade, falta de exercício físico e se o individuo é fumador ou não.
Neste estudo do British Medical Journal, os investigadores analisaram dados de quase 500000 pessoas que consumiram anti inflamatórios não esteróides tais como o ibuprofeno e a aspirina. Os resultados mostraram que um elevado consumo destes analgésicos estão relacionados com um maior risco de ataques cardíacos.
Os autores consideram que ainda são necessários estudos mais esclarecedores e mais controlados, uma vez que admitem que todos os outros fatores podem influenciar os resultados.