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sexta-feira, 30 de março de 2012

Cientistas revelam a mutação genética dos famosos "Girassóis" de Van Gogh

ScienceDaily (Mar. 29, 2012) — In addition to being among his most vibrant and celebrated works, Vincent van Gogh's series of sunflower paintings also depict a mutation whose genetic basis has, until now, been a bit of a mystery.

The most common, wild-type sunflower variety is shown in box A, and its florets are shown in B. Box C shows a double-flowered mutant variety, with its florets shown in D. Box E shows the tubular variety, with its florets shown in F. The arrows in box G indicate the double-flowered mutants depicted in van Gogh's Still Life: Vase with Fifteen Sunflowers. (Credit: John Burke, UGA)

In a study published March 29 in the journal PLoS Genetics, however, a team of University of Georgia scientists reveals the mutation behind the distinctive, thick bands of yellow "double flowers" that the post-Impressionist artist painted more than 100 years ago.
"In addition to being of interest from a historical perspective, this finding gives us insight into the molecular basis of an economically important trait," said senior author John Burke, professor of plant biology in the UGA Franklin College of Arts and Sciences. "You often see ornamental varieties similar to the ones van Gogh painted growing in people's gardens or used for cut flowers, and there is a major market for them."
The most common sunflower phenotype is a composite flower head that contains a single whorl of large, flattened, yellow ray florets on the outer perimeter and hundreds to over a thousand individual, tubular, disc florets that can produce seeds. The double-flowered mutants that van Gogh depicted in many of his paintings, on the other hand, have multiple bands of yellow florets and a much smaller proportion of internal disc florets.
To understand the genetic basis of this difference, Burke and his colleagues began by using the same plant crossing techniques that Gregor Mendel, a 19th century contemporary of van Gogh, used to lay the foundation of modern genetics. The scientists crossed the common, or wild type, variety of sunflower with the double-flowered variety. Their initial findings suggested that a single, dominant gene was responsible for creating the double-flowered mutation. Subsequent crosses of the offspring revealed that a second mutation, which is recessive to both the double-flowered mutation and the wild-type version of the gene, results in a third flower type that is intermediate in form -- being elongated and yellow -- but tubular and containing the reproductive structures of the interior florets.
The scientists identified the responsible gene and sequenced it to show that in the double-flowered mutation, the portion of the gene that functions as an on/off switch is disrupted so that the instructions for making the outer rays are turned on in the portions of the plant that would normally produce the internal disc florets. In the second mutation, which results in the tubular florets, the insertion of a "jumping gene" disrupts the ability of the plant to produce normal ray florets. As a result, tubular florets are produced in place of the normal ray florets.
Finally, the scientists screened hundreds of sunflower varieties -- wild type, double-flowered and tubular -- and found that wild-type sunflower varieties never have a mutation in the HaCYC2c gene, while the double-flowered varieties always have the same mutation in the on/off switch. In addition, the tubular varieties always have a disrupted copy of the gene.
"All of this evidence tells us that the mutation we've identified is the same one that van Gogh captured in the 1800s," Burke said.
Additional authors include former post-doctoral researchers Mark Chapman, Shunxue Tang and Dorthe Draeger, current post-doctoral researchers Savithri Nambeesan and Jessica Barb, undergraduate Honors student Hunter Shaffer and former UGA professor Steven Knapp.
The research was funded by the Gloeckner Foundation Floriculture Grants Program and the National Science Foundation.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Novo sistema de identificação de espécies

Está a nascer um sistema de identificação de espécies celulares com base no exame de uma pequena porção do DNA dos organismos. O Consórcio para o Código de Barras da Vida conta com mais de 200 instituições de 50 países. O seu principal programa é o iBOL – International Barcode of Life, no qual Portugal é representado pela Universidade do Minho (UMinho).

As metas são criar a biblioteca mundial de códigos de barras de DNA das espécies, agilizando o conhecimento taxonómico dos organismos e, desse modo, auxiliando o controlo da autenticidade de alimentos, a detecção facilitada de pragas agrícolas, o controlo rápido de produtos na chegada às alfândegas, a bioprospecção e a conservação e monitorização da biodiversidade.

“O sistema será vital para monitorizar espécies com impacto negativo na saúde humana”, nota Filipe Costa. O investigador representa Portugal no comité científico do iBOL, entre 26 países. Já o Consórcio para o Código de Barras da Vida (CBOL) reúne mais de 200 entidades, como os grandes museus de História natural (Londres, Paris, Smithsonian), universidades, centros de pesquisa e laboratórios governamentais como a Food and Environment Research Agency (Reino Unido).



quarta-feira, 28 de março de 2012

Botox é eficiente no tratamento da incontinência urinária


Um estudo internacional, liderado por Francisco Cruz, investigador da Faculdade de Medicina do Porto e director do Serviço de Urologia do Hospital São João, provou que o uso de botox é “eficaz e seguro” no tratamento da incontinência urinária.

“É muito mais eficaz do que os tratamentos que já existiam, por isso é que nós estávamos a utilizá-lo, de uma forma não aprovada, mas com autorização das comissões de ética dos hospitais. Aliás, é duplamente eficaz, porque trata a incontinência e protege os rins”, afirmou Francisco Cruz.

A equipa de investigação responsável por este trabalho avaliou uma amostra de 275 pacientes que reportaram, em média, 33 episódios de incontinência urinária por semana. Com idades compreendidas entre os 18 e os 80, os doentes avaliados sofriam de esclerose múltipla ou de lesões na medula-espinhal.

Um terço da amostra foi injectada de forma minimamente invasiva com 200 miligramas (mg) de botox, outra parte recebeu 300 miligramas e ao terceiro grupo foi administrado um placebo. Ao fim de duas semanas, os investigadores registaram “uma melhoria significativa dos sintomas nos pacientes injectados com toxina botulínica. No final das seis semanas, 38 por cento dos pacientes tratados com 200 miligramas de botox e 39 por cento dos doentes que receberam 300 miligramas dessa substância estavam continentes, isto é, “controlavam integralmente a sua vontade de urinar”.

Francisco Cruz explicou que o estudo permitiu ainda definir a dose ideal a administrar a estes pacientes.“Embora as duas doses tenham sido bem toleradas sem diferenças clínicas relevantes na eficácia ou duração do efeito, os resultados sugerem que a dose de 200 miligramas apresenta benefícios em termos de segurança”, sustentou.

Com selo de aprovação

A utilização de botox (toxina botulínica) para tratar a incontinência urinária em doentes com doenças neurogénicas já foi aprovada em vários países da Europa como Portugal, França, Irlanda, Finlândia, Reino Unido e, também, nos EUA.

Este foi o maior estudo desenvolvido para avaliar a eficácia e segurança do uso do botox na incontinência urinária, tendo reunido 63 centros de investigação. “Um estudo destes, que envolve 275 doentes, em 63 centros em todo o mundo e que implica um acompanhamento durante um ano, é muito difícil de realizar”, frisou.

O investigador lembrou que a incontinência urinária tem “um impacto muito negativo” na qualidade de vida dos pacientes afectados e que o tratamento com anticolinérgicos (primeira linha terapêutica até ao momento) “é descontinuado por um grande número de pacientes devido aos efeitos secundários intoleráveis que estes fármacos provocam”. Francisco Cruz acredita, por isso, que este trabalho, publicado no European Urology Journal, “vai influenciar o tratamento deste problema em todo o mundo”.

terça-feira, 27 de março de 2012

Amoras silvestres portuguesas ‘ofuscam’ variedades comerciais

Compostos bioactivos de frutos tem efeitos benéficos para a saúde humana



As amoras silvestres nativas da flora portuguesa têm um efeito neuroprotector superior ao das variedades disponíveis comercialmente, revela um estudo realizado pelo laboratório da Biologia da Doença e do Stress do ITQB/IBET, em colaboração com o James Hutton Institute, no Reino Unido.



“Os principais interesses do grupo de investigação são o estudo de compostos bioactivos de plantas, em particular de frutos, e os seus efeitos benéficos para a saúde humana, nomeadamente na neurodegeneração”, explica Cláudia Santos ao Ciência Hoje.

Nesse sentido, continua a investigadora do ITQB/IBET, “o grupo iniciou a pesquisa incidindo em algumas espécies de amoras silvestres, da área envolvente de Bragança, de acordo com as suas características químicas, como elevado conteúdo em polifenóis”. Em seguida, testou em neurónios cultivados in vitro o efeito de extratos digeridos de duas espécies (Rubus brigantinus e R. vagabundus). Os resultados demonstraram que “as amoras silvestres se salientaram como tendo um efeito neuroprotector mais pronunciado que variedades comerciais”, testadas em paralelo.


O trabalho realizado no âmbito do projecto europeu EUBerry, que visa estudar pequenos frutos, as suas potencialidades e o impacto que têm na saúde humana, também “clarificou que os mecanismos moleculares responsáveis pelo efeito protector associam-se a um efeito hormético”, uma resposta semelhante à desencadeada pelo exercício físico, por exemplo.


No entanto, estes resultados estão a ser consolidados recorrendo a abordagens “ómicas” e, de futuro,“serão aprofundados em outros modelos celulares de neurodegeneração”, em colaboração com o laboratório da Biologia da Citoproteção, do CEDOC.
O estudo dos cientistas do ITQB, publicado no European Journal of Nutrition, “abre uma porta para a valorização das amoras silvestres” de Portugal, contribuindo para a proteção da flora nativa.


Para além disso, “poderá impulsionar a produção destes ‘superfrutos’ com benefícios nutricionais”, salienta Cláudia Santos.


Os próximos passos na investigação já começaram a ser dados com a realização de ensaios de avaliação agronómica na Herdade Experimental da Fataca, em parceria com a Unidade de Sistemas Agrários e Desenvolvimento do INRB. 











                                                                               

Fonte : http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53444&op=all

segunda-feira, 26 de março de 2012

Expressões faciais de ratos permitem medir níveis de dor

Investigadores analisaram cinco características faciais dos ratos
Um estudo realizado por cientistas canadianos e holandeses publicado na Nature Methods mostra que, tal como os seres humanos, os ratos têm expressões faciais que revelam dor ou desconforto.Como tal, foi criada uma escala para classificar estas expressões dos ratos que permitirá calcular de forma mais precisa a dor que esses roedores sentem quando são submetidos a experiências em laboratório.



Esta escala “fornece um sistema de medição que vai acelerar o desenvolvimento de novos analgésicos para os seres humanos, assim como eliminar o sofrimento desnecessário dos ratos de laboratório na investigação biomédica", referiu Jeffrey  Mogil, da McGill University (Canadá), acrescentando que há também “sérias implicações na melhoria dos cuidados veterinários em geral”.

Esta é a primeira vez que investigadores desenvolvem com sucesso uma escala para medir respostas espontâneas em animais que se assemelhem às respostas humanas a esses mesmos estados de dor.

Para conceber esta escala, foram analisadas imagens de roedores antes e durante estímulos de dor moderada, como por exemplo, a injecção de substâncias inflamatórias diluídas, comummente usadas para testar a sensibilidade dos ratos à dor. Este nível de dor é equiparável, segundo os investigadores, a uma enxaqueca ou à dor provocada por um dedo inchado e que pode ser facilmente tratada por analgésicos comuns.

Nesta escala, há cinco características faciais a ter em conta: o aperto dos olhos, o inchaço do nariz e das maçãs do rosto e o movimento das orelhas e dos bigodes. Consoante a alteração destes traços, é possível averiguar a gravidade dos estímulos e a intensidade da dor.

Agora os cientistas pretendem investigar se a escala funciona igualmente bem em outras espécies, se os analgésicos administrados aos roedores após procedimentos cirúrgicos fazem efeito nas doses normalmente prescritas e se os ratos respondem aos estímulos faciais de outros roedores.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Portugueses colaboram em estudo sobre bactéria resistente a fármacos

Investigadores propõem associação de fármaco para tratar infecções provocadas pela bactéria 'Staphylococcus aureus'


Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), da Universidade Nova de Lisboa em Oeiras, colaborou no estudo, publicado na «Science Translational Medicine» onde se dá a conhecer um novo fármaco, que, co-administrado com um antibiótico disponível actualmente, poderá tratar as infecções provocadas pela bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina, também conhecida pela sigla SARM.

Em conversa com o «Ciência Hoje», Mariana Pinho, explicou que o que a sua equipa fez foi tentar perceber os mecanismos dos compostos que, agindo sinergeticamente, quebram a resistência da bactéria.

A propagação das infecções de SARM, é um problema “difícil de combater”. A sua maior proliferação é no meio hospitalar. Nos Estados Unidos, por exemplo, “morrem por ano mais pessoas devido a infecções com esta bactéria do que devido ao HIV e à tuberculose juntos”, informa a investigadora.Em Portugal não existem dados sobre as mortes. No entanto, as bactérias Staphylococcus aureus que foram isoladas nos hospitais eram resistentes a antibióticos. “Portugal tem as estirpes mais resistentes a nível europeu”, sublinha.

“O que caracteriza a nossa investigação são os estudos por microscopia de fluorescência”. Ou seja, “olhamos para o que se passa dentro da bactéria” para tentar perceber quais os mecanismos pelos quais os compostos combatem a resistência da bactéria.

“É muito caro desenvolver novos antibióticos” para colmatar os que deixaram de funcionar. Por isso é uma “vantagem óbvia” associar um fármaco a outro que já exista, “principalmente se já passou nos ensaios clínicos”, diz a investigadora.

A combinação estudada pela equipa liderada por Christopher Tan, do Merck Research Laboratories, em Kenilworth, Nova Jérsia, é de um novo fármaco chamado PC190723 com uma classe de antibióticos usados actualmente chamados beta-lactamas.

A combinação de ambos ressensibiliza a SARM através de um “efeito dominó”, onde o primeiro bloqueia a expressão da proteína FtsZ da divisão celular, que danifica uma segunda proteína chamada PBP2. Como esta é necessária para a resistência aos antibióticos beta-lactâmicos, o facto de interferir na sua actividade torna a SARM novamente sensível.A inativação da proteína FtsZ parece também inibir o crescimento e a viabilidade de SARM.

Esses dois antibióticos agem sinergeticamente, o que significa que seus efeitos combinados de combate a SARM são muito maiores do que os efeitos de cada fármaco separadamente. Além disso, é necessário uma quantidade substancialmente menor de cada um para combater a infecção.

Esta investigação é um primeiro passo para a criação de um medicamento contra as infecções por SARM. No entanto, diz Mariana Pinho, isso ainda pode demorar anos, visto não estar ainda em fase de ensaios clínicos.

IN:http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53564&op=all

quinta-feira, 22 de março de 2012

Clues to the cause of male pattern baldness

Prostaglandin D2 findings offer hope for Homer's dome. 

Researchers have identified a biological pathway previously unknown to have a role in male pattern hair loss.
Published today in Science Translational Medicine1, the study finds that a lipid compound called prostaglandin D2 (PGD2) has a role in inhibiting hair growth.
The study “is likely to lead to new hair growth products based on prostaglandin biology,” says Anthony Oro, an epithelial biologist at Stanford University in California, who was not involved in the study.
Male pattern baldness, or androgenetic alopecia (AGA), affects around 80% of men at some point in their lives. Only one predisposing factor — a mutation in a testosterone receptor — has been identified, and it is found in only a minority of men with AGA. Other causes are largely unknown, and present treatments were discovered serendipitously — finasteride (Propecia) was originally prescribed for prostate enlargement, and minoxidil (Rogaine) for hypertension. Their molecular mechanisms are unclear.
To look for other factors involved in AGA, researchers led by George Cotsarelis, a dermatologist at the University of Pennsylvania in Philadelphia, examined gene expression in balding and non-balding scalp tissue from five men with AGA. They found that PGD2 was more abundant in the balding scalp tissue, as was prostaglandin D2 synthase, which catalyses PGD2.
The authors also found that, in mice, PGD2 expression peaks during the hair-growth cycle stage in which the follicle begins regressing. Cultured human follicles and mice treated with PGD2 also had hair growth inhibited.

http://www.nature.com/news/clues-to-the-cause-of-male-pattern-baldness-1.10277 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Gel pode recuperar tecido cardíaco danificado por infarte

Cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, desenvolveram um hidrogel injetável que promete ser uma forma eficaz de tratar danos no tecido do músculo do coração causados por infarte.

O tecido conjuntivo em pedaços passa por uma limpeza profunda dentro de um béquer para remover suas células. No final de todo o processo, obtém-se um gel poroso e semissólido (UC San Diego Jacobs School of Engineering) 
O gel é produzido a partir de tecido conjuntivo cardíaco retirado de células musculares do coração por meio de um processo de limpeza. É então liofizado (passa por um processo de secagem feito a baixa temperatura), moído até virar pó e liquefeito até se tornar um fluido que pode ser facilmente injetado no coração. Quando atinge a temperatura do corpo, torna-se um gel semi-sólido e poroso, que leva as células a reocupar as áreas danificadas do tecido cardíaco. 

"O objetivo do hidrogel, nesse caso, é regenerar a cicatriz e as células mortas, melhorando assim a capacidade de contração do músculo cardíaco", explica Gowdak. "A substância criada pelos pesquisadores norte-americanos faz parte do que se chama hoje em dia de medicina regenerativa, assim como a utilização de células tronco na regeneração de outros órgãos do corpo".
A pesquisa mostra que o hidrogel pode ser injetado no corpo humano por meio de um cateter, método pouco invasivo que dispensa cirurgia ou anestesia geral. O teste, que usou tecido do coração de porcos, foi aplicado em ratos e não causou nenhuma rejeição do organismo ou arritmias cardíacas nos animais. Segundo Christman, isso acontece porque a equipe removeu todas as células que poderiam ser rejeitadas pelo corpo.


Sara Rinaldi, M4820

terça-feira, 20 de março de 2012

Tumores: Investigador luso trabalha em nova terapia


Um jovem investigador português e a sua equipa estão a estudar um método capaz de matar as células cancerígenas privando-as dos nutrientes de que precisam para se multiplicarem. Embora ainda em fase de validação pré-clínica, esta poderá vir a ser uma alternativa à tradicional quimioterapia.
 
Há cerca de dois anos, Gonçalo Bernardes, de 31 anos, doutorado em Química Biológica pela Universidade de Oxford, viajou até Zurique, na Suíça, para dar início a estes estudos com o apoio financeiro da Novartis e da European Molecular Biology Organization (EMBO).
 
O caráter inovador da terapia desenvolvida pelo português e os seus colegas reside na utilização de anticorpos associados a drogas muito direcionadas.
 
Quando os tumores estão a crescer formam-se novos vasos sanguíneos nas suas imediações. São estes vasos sanguíneos que transportam os nutrientes até às células "más", indispensáveis para que estas se reproduzam.

"Nós temos anticorpos que são específicos para estes novos vasos sanguíneos e que levam drogas acopladas. Na imediação do tumor, as drogas vão ser libertadas e exercem um efeito terapêutico, matando as células cancerígenas" ao impedir que estas sejam alimentadas, explica Gonçalo Bernardes ao Boas Notícias.
 
Até agora, a equipa apenas realizou testes em ratos, uma vez que os estudos ainda se encontram numa fase inicial, mas as experiências incidiram sobre vários modelos de cancro.
 
"Neste momento estamos a otimizar os conjugados para que os resultados terapêuticos sejam mais significativos em animais de modo a poder validar o modelo para, possivelmente, tentar testes clínicos em pacientes no futuro", conta o investigador.


Método poderá ser alternativa à quimioterapia
 
A passagem à fase dos testes clínicos exige a obtenção de licenças e o processo é demorado, pelo que não há uma previsão de quando estes poderiam ter início. Porém, como a formação de novos vasos sanguíneos é inerente a todo o tipo de tumor, a terapia com anticorpos e drogas surge no horizonte como uma alternativa à quimioterapia para diversos cancros.

"Claramente pode ser um tipo de alternativa à quimioterapia porque, neste caso, uma vez que a droga apenas exerce os seus efeitos no tumor, o resultado é muito melhor", defende Gonçalo Bernardes.
 
O único senão da eventual utilização desta terapia em humanos no futuro é o preço. Uma terapia anual com este conjugado tem um custo estimado entre os 100 mil e os 120 mil dólares por paciente ao ano.
 
"As terapias com anticorpos e com anticorpos conjugados com drogas são efetivamente bastante caras atualmente", admite o investigador, frisando que as drogas usadas na quimioterapia têm um custo de produção muito inferior. 
 
No entanto, Gonçalo Bernardes mostra-se otimista e acredita que esta situação pode inverter-se. "À medida que cada vez mais proteínas e anticorpos forem estando licenciados e no mercado, os custos de produção vão diminuir. Penso que neste momento é caro, mas que no futuro, certamente, os preços vão baixar". 

Investigação vai continuar nos próximos anos
 
Por enquanto, a equipa vai continuar a trabalhar no sentido de aumentar a potência da combinação entre anticorpo e droga, fortalecendo os seus efeitos terapêuticos. "Estes são estudos que demoram algum tempo e, durante os próximos dois, três anos, vamos estar focados em aumentar a capaccidade terapêutica dos nossos compostos", desvenda o coordenador da investigação.
 
O objetivo é claro: dar maior força aos ensaios pré-clínicos tornando-os mais convincentes para que haja uma motivação para passar ao próximo passo, a realização de ensaios clínicos em humanos. 

De qualquer das formas, Gonçalo Bernardes mostra-se satisfeito com as conclusões obtidas até agora. "Todos os estudos trazem algo de novo. O que conhecemos é sempre só uma pequena parte e desta forma estamos a tentar ajudar à resolução de um problema que é extremamente complicado", conclui.  




segunda-feira, 19 de março de 2012

Novo 'software' avalia riscos de problemas cardiovasculares


Investigadores da Universidade de Granada, Espanha, desenvolveram uma ferramenta desoftware que faz uma estimativa precisa do risco que uma pessoa ou determinado grupo populacional têm de sofrer de doenças cardíacas. Os investigadores incluíram no seu estudo uma amostra de três mil pacientes.
Os profissionais da saúde admitem que compreender o risco deste tipo de doenças tendo em conta diversas situações é o factor-chave para a prevenção e ajuda a reduzir os gastos na saúde a curto e a longo prazo.
 De acordo com os investigadores, durante a última década, a prevenção das doenças cardiovasculares evoluiu de intervenções isoladas aplicadas a factores de risco modificáveis para um modelo integrado de intervenções estratégicas baseado na quantificação e estratificação dos riscos pré-existentes.

O que permitiu essa mudança de estratégia foi a crescente disponibilidade de ferramentas para a quantificação e estratificação dos riscos. Essas ferramentas avaliam um conjunto de características individuais, os chamados factores de risco. Este foi o âmbito do estudo conduzido pela Universidade de Granada e recentemente publicado no «Journal of Evaluation in Clinical Practice».
No campo dos estudos epidemológicos na prevenção de problemas cardiovasculares, os Estados Unidos desenvolveram nos últimos anos um conjunto de modelos matemáticos. O seu propósito era fornecer uma estimativa da probabilidade de sofrer de um episódio cardíaco num curto prazo (entre cinco e dez anos), avaliando a exposição a factores de risco. Os investigadores da Universidade de Granada utilizaram este modelo no seu estudo.
Fizeram, assim, um estudo comparativo de diferentes equações aplicadas a um grupo de pacientes “em risco”, encaminhados para o serviço de Endocrinologia de um centro de cuidados primários em Granada. Os factores eram obesidade, tensão arterial alta, diabetes e alterações no perfil lipídico.

In: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53529&op=all 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Descoberto anticorpo que bloqueia doença de Alzheimer

Anticorpo contra Alzheimer

Foram identificados pela primeira vez anticorpos que bloqueiam o processo de desintegração das sinapses na Doença de Alzheimer.

A descoberta aumenta as esperanças de um tratamento para combater o declínio cognitivo logo no início da doença.

A doença de Alzheimer é caracterizada por depósitos anormais no cérebro da proteína beta-amiloide, que induz a perda de ligações entre os neurónios, as chamadas sinapses.

Agora, os cientistas descobriram que anticorpos específicos, que bloqueiam a função de uma proteína, chamada DKK1, são capazes de suprimir completamente o efeito tóxico da beta-amiloide nas sinapses.


Declínio cognitivo

"Essas novas descobertas levantam a possibilidade de que alvejar a proteína DKK1 poderia significar um tratamento eficaz para proteger as sinapses contra o efeito tóxico da beta-amiloide," disse a professora Patricia Salinas, bioquímica argentina actualmente na Universidade College de Londres.

"Mais importante ainda, estes resultados aumentam as esperanças de um tratamento e, talvez, da prevenção do declínio cognitivo precoce na doença de Alzheimer," completa Patricia.

Os níveis de proteína DKK1 são elevados nas biópsias do cérebro de pessoas com doença de Alzheimer, mas os cientistas ainda não haviam dado conta da importância dessa informação.

O que a equipa da Dra. Salinas descobriu é que a beta-amiloide induz a produção de DKK1, o que, por sua vez, induz a desmantelamento das sinapses (as ligações entre os neurónios) no hipocampo, uma área do cérebro envolvida com a aprendizagem e com a memória.

Neurónios saudáveis

Neste estudo, os cientistas realizaram experiências de laboratório, no cérebro de ratos, para acompanhar a progressão da desintegração das sinapses do hipocampo após a exposição à beta-amiloide -  fizeram isto com e sem a proteína DKK1.

Os resultados mostraram que os neurónios expostos ao anticorpo permaneceram saudáveis, sem nenhuma desintegração sináptica.

"Esta pesquisa identifica a DKK1 como um potencial alvo terapêutico para o tratamento da doença de Alzheimer," resume Patricia.

Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Neuroscience.



in Diário da Saúde:
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=anticorpo-bloqueia-doenca-alzheimer&id=7513
Imagem:
http://www.aprendaviver.com/blog/tag/sinapses/

quinta-feira, 15 de março de 2012

Tal como os humanos, as abelhas têm personalidade !

Tal como os humanos, as abelhas têm personalidade, umas são mais ousadas e exploradoras, outras mais cautelosas e “caseiras”, revela um estudo publicado na revista Science.

Segundo a investigação, citada pela agência Efe, as abelhas, insectos sociais que vivem em comunidades muito organizadas, têm funções distintas na colónia a que pertencem: algumas ficam dentro da colmeia e cuidam das crias, outras saem e recolhem alimento.



As ditas exploradoras buscam novas fontes de comida, mas também outros sítios para fixar novas colmeias.

Cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, compararam o comportamento das abelhas “aventureiras” com o das que ficavam nas colmeias.

Para que a investigação fosse bem sucedida, instalaram um grande recinto exterior, protegendo as fontes de alimento, e observaram quais as abelhas que saíam e exploravam à procura de mais comida.

Os especialistas concluíram que as abelhas exploradoras que procuraram um sítio para fixar uma nova colmeia e levaram um grupo de abelhas da colónia antiga são as que procuravam comida.

Entre todas as abelhas que procuram alimentos, aproximadamente 25 por cento dedicam-se a procurar novas fontes de comida. Quando chegam às colmeias, comunicam a “novidade” às demais.



quarta-feira, 14 de março de 2012

Cientistas criam ‘arma’ de detecção para cancro do colo do útero

É um kit simples que pode ser usado em casa e permite fazer uma auto-colheita para deteção do cancro do colo do útero, o segundo tipo de cancro mais frequente nas mulheres a nível mundial. O inovador Teste da Mulher  foi lançado no mercado, no passado dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.


Este teste foi pensado e desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos pela Infogene, empresa biotecnológica formada por investigadores da Universidade de Coimbra (UC).

Além de ser o primeiro teste em Portugal que permite esta auto-colheita, é mais robusto e mais rápido do que o método clássico - teste de Papanicolau (citologia) - para detetar a presença do papilomavírus humano (HPV), responsável pelo surgimento da doença oncológica com a terceira maior taxa de incidência em mulheres portuguesas.

O que torna único este novo método, é o facto de ser "um teste muito específico, capaz de identificar os 12 tipos de HPV de alto risco responsáveis pela infeção persistente que causa o cancro do colo uterino e de, em caso de resultado negativo, garantir à mulher um período de tranquilidade três vezes superior do que o método convencional", explica Rui Costa , diretor executivo da Infogene, num comunicado enviado ao Boas Notícias.

Por outro lado, realça o responsável, "é um método rápido, simples e seguro, cumprindo todas as normas da União Europeia. A mulher, em qualquer momento, com conforto e na sua intimidade, pode efetuar a colheita e enviar para análise".

O teste - composto por um estojo (Kit) de auto-colheita e por um teste de deteção precoce do HPV - engloba um dispositivo em forma de "varinha" com uma porção de colheita, um tubo de transporte, um envelope pré-pago para envio da amostra, um folheto de instruções e um formulário de requisição. Após a colheita, a porção de colheita é colocada no tubo de transporte e este é enviado para o laboratório.

Dirigida especialmente a mulheres com mais de trinta anos (as que correm maior risco de desenvolver o cancro do colo do útero), a solução proposta pelos investigadores de Coimbra foi validada no Hospital Universitário de Uppsala, Suécia, através de um estudo comparativo com o teste de Papanicolau, em que participaram quatro mil mulheres.

Numa primeira fase, o Teste da Mulher pode ser adquirido em laboratórios de análises clínicas, por um valor de 89 euros, mas o objetivo é que, a curto prazo, esteja também disponível em farmácias.

Incubada no Instituto Pedro Nunes (IPN) da Universidade de Coimbra, a Infogene nasceu em 2006 e é especializada no desenvolvimento de métodos não invasivos de deteção precoce do cancro.



Sónia Miguel
M4749

terça-feira, 13 de março de 2012

Terapia pioneira regenera corações após enfarte

Foto © Cedars-Sinai Heart Institute
Até hoje, os danos resultantes de enfartes no coração eram considerados irreversíveis. Mas uma equipa de cientistas dos EUA desenvolveu uma terapia celular que consegue regenerar o coração após um ataque cardíaco.





Esta equipa de cientistas do Cedars-Sinai Heart Institute em Los Angeles (E.U.A.) e da Universidade Johns Hopkins em Baltimore fica para a história depois de ter conseguido, pela primeira vez, regenerar de forma eficiente e segura o coração danificado e diminuir o tamanho das cicatrizes.

Os cientistas operaram pessoas que tinham sofrido ataques cardíacos de modo a recolher células saudáveis do coração. No laboratório, conseguiram condicionar essas células para se multiplicarem em milhões de células musculares. Cerca de um mês depois, os pacientes receberam entre 12 e 25 milhões de células musculares cardíacas. Ao fim de um ano, quase metade da cicatriz tinha desaparecido, e parte do tecido do coração estava regenerado.

Eduardo Marbán, médico e autor do estudo, disse à CNN que “isto nunca tinha sido conseguido antes, apesar de se ter passado uma década a fazer terapias de células em pacientes com ataques cardíacos. Agora conseguimos. Os resultados são surpreendentemente melhores do que o que obtivemos em animais”.

Os cientistas trabalharam com 25 pacientes, dos quais oito serviram de controlo e 17 experimentaram esta nova terapia, no Johns Hopkins Hospital. Todos eles eram homens brancos, com uma faixa etária média de 53 anos e tinham sofrido um ataque cardíaco há menos de dois meses. O grupo do controlo foi observado durante um ano e os resultados da regeneração do músculo e da diminuição da cicatriz foram praticamente nulos e registaram sérias perdas de capacidade cardíaca. Já o grupo que passou pelo tratamento, revelou um enorme progresso: logo após o ataque, estes pacientes demoravam seis minutos para percorrer 11,4 metros e, um ano depois do tratamento, eram capazes de percorrer 44,6 metros no mesmo período de tempo.

A explicação está no facto dos ataques cardíacos provocarem a diminuição da quantidade de sangue bombeado pelo coração. Para a equipa este prognóstico é muito positivo.

Esta nova terapia pode mudar o futuro, se forem efetuados mais ensaios clínicos e se os pacientes revelarem bons resultados num maior período de tempo.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Proteína do leite pode ser decisiva para travar cancro da mama


Travar ou mesmo prevenir o aparecimento das células malignas responsáveis por alguns tipos de cancro da mama pode passar por um gesto tão simples como beber leite. A conclusão faz parte de um estudo conduzido pelo Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho, que acaba de ser publicado no Journal of Dairy Science.


A investigação, que foi conduzida por Lígia Rodrigues, permitiu descobrir que uma proteína do leite, a lactoferrina, é capaz de reduzir para metade a viabilidade das células cancerosas e em dois terços a sua proliferação. A equipa do estudo defende, por isso, que tanto o leite como os seus derivados sejam enriquecidos com esta proteína como forma de prevenir o cancro da mama ou de evitar que este se alastre no organismo.

Em Portugal, surgem todos os anos 4500 novos casos de cancro da mama e registam-se 1500 mortes. Apenas 1% dos casos são em homens, mas em geral os tumores são agressivos e não são detectados de forma precoce por desconhecimento dos doentes.

“Esta investigação é de particular relevância para a indústria alimentar. O consumo de leite e derivados, ou mesmo produtos enriquecidos com lactoferrina, pode no futuro constituir uma forma natural de prevenir o cancro de mama ou de melhorar o tratamento dos pacientes”, explica Lígia Rodrigues. A investigadora sublinha que esta proteína já tinha revelado um papel potencialmente importante noutros tipos de cancro, pelo que o futuro passará por perceber as doses ideais que devem ser incluídas na dieta humana.

A lactoferrina – uma glicoproteína – está presente no soro do leite e é capaz de se ligar ao ferro, pelo que pode ser encontrada em vários fluidos corporais, como sangue, lágrimas, saliva ou sémen. Esta proteína consegue inibir a proliferação celular e tem também propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, o que dificulta que as células malignas se reproduzam e se alastrem a outros órgãos sob a forma de metástases.

Apesar de a comunidade científica, em geral, reconhecer que a alimentação é um ponto chave na prevenção e tratamento de muitas doenças, a verdade é que ainda se sabe pouco sobre muitas substâncias que integram os alimentos.

Neste estudo em particular, a equipa olhou apenas para os efeitos da lactoferrina do leite bovino em duas linhas celulares de cancro de mama (HS578T e T47D), uma das quais não tem receptor de estrogéneos, tendo por isso um pior prognóstico perante os tratamentos que existem actualmente. “As células sem este receptor correspondem em geral a tipos de tumores mais agressivos, cuja terapêutica existente não é muito eficiente”, refere o estudo, pelo que uma resposta à lactoferrina “seria um relevante avanço científico”.

Já em Janeiro, uma equipa internacional de investigadores coordenada por uma portuguesa identificou compostos antioxidantes com maior capacidade de prevenção de cancros da mama e da pele presentes em produtos da dieta mediterrânica, conseguindo determinar as dosagens benéficas e danosas. Os compostos antioxidantes com efeito preventivo estudados estavam presentes em produtos como o azeite, vinho tinto, frutos frescos (nomeadamente os vermelhos), legumes e cereais, entre outros, segundo disse na altura Maria Paula Marques, da Universidade de Coimbra (UC), que coordena a equipa de investigadores.

Raquel Bernardino, M4714

sexta-feira, 9 de março de 2012

Magic mushrooms give idea as to how psychedelic drugs work


People under the influence of magic mushrooms have given doctors a new insight into the how the drug works.

The psychedelic toxin contains a substance known as psilocybin which creates the high that many experience when taking the drug. Researchers wanted to find out what effect the component had on the brain and where the activity is suppressed by the chemical.

Following examinations it was found that psilocybin enhances volunteers' recollection of old personal memories and scientists believe that this could be helpful during psychotherapy. However, the drug also caused a number of "hubs" on the brain which showed a decrease in brain activity.

According to Frank, a drugs advice organisation, magic mushrooms can slow down or speed up a person's perception of time as well as causing disorientation.

Dr Robin Carhart-Harris, from the department of medicine at Imperial College London, said: "The effects need to be investigated further, and ours was only a small study, but we are interested in exploring psilocybin's potential as a therapeutic tool."

quarta-feira, 7 de março de 2012

Microneedle Vaccine Patch Boosts Flu Protection Through Robust Skin Cell Immune Response





Microneedle patch. (Credit: Image courtesy of Emory University )

Recent research found that microneedle vaccine patches are more effective at delivering protection against influenza virus in mice than subcutaneous or intramuscular inoculation. A new, detailed analysis of the early immune responses by the Emory and Georgia Tech research team helps explain why the skin is such fertile ground for vaccination with these tiny, virtually painless microneedles. 


The research was published was recently published in the online journal MBio.
The skin, in contrast to the muscles, contains a rich network of antigen-presenting cells, which are immune signaling cells that are essential to initiating an immune response. The researchers found that microneedle skin immunization with inactivated influenza virus resulted in a local increase of cytokines important for recruitment of neutrophils, monocytes and dendritic cells at the site of immunization. All these cells play a role in activating a strong innate immune response against the virus.
Microneedle vaccination also may lead to prolonged depositing of antigen -- the viral molecules that are the targets of antibody responses. Such a prolonged antigen release could allow more efficient uptake by antigen-presenting cells. In addition, activated and matured dendritic cells carrying influenza antigen were found to migrate from the skin- an important feature of activating the adaptive immune response.
The research was led by first author Maria del Pilar Martin, PhD and Richard W. Compans, PhD, Emory professor of microbiology and immunology. Other authors included William C. Weldon, Dimitrios G. Koutsonanos, Hamed Akbari, Ioanna Skountzou, and Joshy Jacob from Emory University and Vladimir G. Zarnitsyn and Mark R. Prausnitz from Georgia Tech.
"Our research reveals new details of the complex but efficient immune response to influenza virus provided by microneedle skin patches," says Compans. "Despite the success of vaccination against influenza, the virus has many subtypes, mutates rapidly and continues to elude complete and long-term protection, and therefore requires annual vaccination with an updated vaccine each year.
"New vaccine formulations and delivery methods such as vaccine-coated microneedle patches could provide an improved protective response, which would be of particular benefit to those at high risk of related complications.
Vaccine delivery to the skin by microneedles is painless, and offers other advantages such as eliminating potential risks due to use of hypodermic needles."
The studies were supported by grants from the National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) and the National Institute of Biomedical Imaging and Bioengineering, which are part of the National Institutes of Health. Dr. Martin was supported by a fellowship from the Emory/UGA Influenza Pathogenesis and Immunology Research Center, a NIAID Center of Excellence for Influenza Research and Surveillance.

terça-feira, 6 de março de 2012

Descoberta de portugueses abre caminho a novas próteses



Mobilidade perdida pode ser restaurada com próteses comandadas pelo pensamento

O investigador Rui Costa
Fotografia © Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens



As regiões e os processos cerebrais envolvidos em tarefas físicas, como andar de bicicleta ou tocar piano, ou na sua aprendizagem, são os mesmos que o cérebro utiliza para operações puramente mentais. A descoberta é de investigadores portugueses da Fundação Champalimaud e norte-americanos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, e tem implicações no desenvolvimento de próteses que possam ser controladas apenas pelo pensamento.
Publicado on line na revista Nature, este é um novo avanço na compreensão do cérebro e dos seus processos. "Já se suspeitava de que o cérebro é muito plástico, mas não se sabia que para a realização de uma ação abstrata, como é o pensamento puro, utilizamos as mesmas zonas e processos cerebrais que usamos para aprender habilidades motoras", explicou ao DN o neurocientista Rui Costa da Fundação Champalimaud e um dos coordenadores da investigação.
Outra novidade do estudo é que o cérebro aprende muito depressa a manipular as operações abstratas neste processo, mesmo que as regras sejam arbitrárias. Se não houver indicações de como um determinado dispositivo pode ser controlado só com o pensamento, ao fim de uns dias, o cérebro aprende sozinho a fazê-lo.
No desenvolvimento de neuropróteses este pormenor torna-se decisivo: elas não precisam, afinal, de ser feitas à medida de um determinado circuito neural, como se faz agora, para poderem ser controladas pelo pensamento. Pelo contrário, o cérebro consegue aprender a fazê-lo sozinho.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ovários das mulheres adultas têm células estaminais com o potencial de produzir óvulos


Um dogma cai e um novo campo de tratamentos de fertilidade nasce. Uma equipa de cientistas confirmou a existência de células nos ovários de mulheres adultas equivalentes a células estaminais, com o potencial de produzir óvulos. A descoberta publicada agora na revista Nature Medicine abre portas para um novo campo de tratamentos de fertilidade.


Em qualquer manual de biologia está descrita a regra: uma mulher nasce com um número finito de óvulos que vai gastando desde a primeira menstruação até chegar à menopausa. Ao contrário do homem, que continua incessantemente a produzir espermatozóides até quase ao final da vida, o que se sabia das mulheres é que nasciam com cerca de um a dois milhões de óvulos imaturos e por volta dos 50 anos teriam não mais do que mil. Apesar de apenas ser libertado um óvulo durante cada ciclo menstrual, a grande maioria destas células vão morrendo ao longo da vida fértil da mulher.


Mas a descoberta da equipa do investigador Jonathan Tilly, da Escola Médica de Harvard, em Massachusetts, estilhaça este dogma. Aparentemente, os ovários de mulheres adultas ainda têm células com o potencial de se diferenciar até se transformarem em óvulos, um processo que até agora se pensava que só acontecia até às 20 semanas de gestação, durante o desenvolvimento embrionário dos fetos do sexo feminino.


A investigação de Tilly é a continuação de uma história que começou em 2004, quando o cientista publicou um artigo onde mostrava que nos ratinhos havia um desperdício demasiado grande de óvulos imaturos durante cada ciclo menstrual, para que não houvesse uma produção contínua desta linha celular. Na altura, a comunidade científica desconfiou dos resultados argumentando que a equipa tinha feito contagens erradas.

Passados cinco anos, uma equipa de investigadores na China conseguiu demonstrar a existência destas células em ratinhos. Agora, a equipa de Tilly voltou à carga e deu o salto para os humanos. Para isso, utilizaram o tecido de ovários de seis mulheres, dos 22 aos 33 anos, que decidiram mudar de sexo, e que deram consentimento para utilizarem o seu material biológico.

Os cientistas, através de uma técnica que detecta moléculas que só existem à superfície das células estaminais, conseguiram filtrar estas do resto das células do ovário. Depois, num determinado meio de cultura, as células estaminais formaram espontaneamente células parecidas com óvulos imaturos.

Para testar como é que as células se comportariam num meio mais natural, injectaram num tecido de ovário algumas células estaminais geneticamente modificadas para produzirem a proteína fluorescente e colocaram o pedaço de ovário por baixo da camada de pele de um ratinho. Passadas duas semanas, o implante de ovário tinha desenvolvido folículos – onde os óvulos amadurecem para serem libertados do ovário –, dentro destes folículos estavam células fluorescentes, que se desenvolveram a partir das células estaminais injectadas.

“O objectivo principal deste estudo foi provar que as células estaminais que produzem óvulos existem de facto nos ovários de mulheres que estão no período fértil. Achamos que estudo prova isso de uma forma muito clara”, disse Jonathan Tilly.

Embora ainda não haja nenhuma prova que estas células produzam óvulos de forma natural no ovário de mulheres adultas e férteis, esta descoberta “abre a porta para o desenvolvimento de tecnologias novas para ultrapassar a infertilidade em mulheres e talvez no futuro adiar a altura em que os ovários deixam de funcionar”, disse o investigador. A investigação é particularmente promissora para as mulheres que sofrem de menopausa prematura e doentes com cancro que são tratadas com quimioterapia e ficam estéreis.


in:
PUBLICO(http://www.publico.pt/Ciências/ovarios-das-mulheres-adultas-tem-celulas-estaminais-com-o-potencial-de-produzir-ovulos-1535581)
Imagem(http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=8&materia_id=248&materiaver=1)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mitochondria and the great gender divide


Why are there two sexes? It’s a question that has long perplexed generations of scientists, but researchers from UCL have come up with a radical new answer: mitochondria.

Using a new mathematical model, the team led by Dr Nick Lane and colleagues from the UCL CoMPLEX, and the Research Department of Genetics, Evolution and Environment showed that inheriting mitochondria from only one parent – in effect, the ‘female’ – improves fitness by optimizing the interactions between the two genomes. The paper is published in Proceedings of the Royal Society B. Descended from free-living bacteria, mitochondria were swallowed whole by another cell between one and a half to two billion years ago. But despite being engulfed, these tiny power packs have retained their own tiny genome, encoding just a handful of proteins, all of which are necessary for generating energy in the cell.
The strangest thing about this odd arrangement is that cell respiration relies on proteins encoded by two genomes, the tiny mitochondrial genome and the nucleus, where most DNA is stored. For respiration to work properly, the two genomes must work together to encode proteins that interact with nanoscopic precision. This difference seems to be the deepest evolutionary difference between the two sexes...
IN: http://www.ucl.ac.uk/news/news-articles/1112/111208-Nick-Lane-mitochondria