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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dormir pouco baixa níveis de testosterona

Hormona intervém na formação de massa muscular e densidade óssea

2011-06-07



Baixa duração do sono foi reconhecida como desregulador endócrino
Homens jovens e saudáveis que dormem menos de cinco horas por noite têm uma redução drástica dos níveis de testosterona, revela um estudo da Universidade de Chicago, nos EUA, publicado no “Journal of American Medical Association”.


Nesta investigação, a equipa liderada por Eve Van Cauter, líder do estudo e professora de medicina da Universidade de Chicago, foi verificado, em laboratório, que os homens que dormiam menos de cinco horas por noite durante uma semana tinham níveis significativamente mais baixos de testosterona do que quando tinham o sono completo.

Esta baixa tem várias consequências negativas para os jovens, e não apenas na libido e reprodução, pois os níveis saudáveis de testosterona são fundamentais na construção da força e massa musculares e na densidade óssea.

Segundo a líder do estudo, “à medida que a investigação progride, a baixa duração do sono e a má qualidade do sono são cada vez mais reconhecidos como desreguladores endócrinos".

Os dez voluntários do estudo, com uma média de 24 anos, magros e de boa saúde, realizaram testes rigorosos para triagem de distúrbios endócrinos ou psiquiátricos e problemas de sono.

Os jovens passaram três noites no laboratório de sono, onde dormiram dez horas, e mais oito noites em que dormiram menos de cinco horas. Neste processo, os investigadores recolheram sangue dos voluntários a cada 15 a 30 minutos durante 24 horas durante o último dia da fase do sono de dez horas e no último dia da fase do sono de cinco horas.

Os efeitos da perda de sono sobre os níveis de testosterona foram aparentes após apenas uma semana de sono curto. Cinco horas de sono diminuíram os níveis de testosterona entre dez  a 15 por cento. Os jovens também relataram uma diminuição da sensação de bem-estar, do ânimo e vigor ao longo dos dias de restrição do sono, à medida que o estudo progredia.


Ana Martins nº e7129

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fábrica produz pele humana na Alemanha

Investigadores alemães produzem tecidos a 3D

2011-04-27
Fábrica produz cinco mil unidades de pele por mês
Fábrica produz cinco mil unidades de pele por mês
A pele é o maior órgão humano e tem sido criado com sucesso em laboratório, mas com custos elevados e através de um processo moroso. Agora, cientistas alemães conseguem fabricar o tecido a partir de uma máquina. A proeza foi realizada no Instituto Fraunhofer, em Estugarda (Alemanha), onde utilizam células de pele humana para recriar novos tecidos e o processo é feito por robôs num ambiente esterilizado para evitar a contaminação dos tecidos.

Já era possível fazê-lo, mas o método era manual e lento. Outra das diferenças que demarcam o recente processo é a capacidade de produzir pele a três dimensões. Neste contexto, engenheiros e biólogos do instituto decidiram unir esforços e criar um projecto único a nível mundial: uma fábrica para pele humana.
Segundo a cientista Heike Walles explica na página da instituição, uma das particularidades da tecnologia é precisamente essa capacidade de criar pele a 3D. Existem sistemas de testes cutâneos que têm apenas uma camada.

Através da tecnologia complexa e do desenvolvimento de diferentes materiais são capazes de produzir várias camadas de pele e de cultivar mais tipos de células num único processo. No futuro, estes avanços científicos poderão reconstruir a órgãos e resolver o problema da rejeição.

Actualmente, a fábrica já produz cinco mil unidades de pele por mês e, por enquanto, a nova técnica é utilizada pela indústria cosmética e farmacêutica, de forma a evitar testes em animais. Para ser usada em outros campos, os investigadores defendem que é necessário fazer mais investigação.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Helicobacter pylori promove doença de Parkinson


A bactéria que provoca a maioria das úlceras estomacais, designada por Helicobacter pylori, está também associada ao desenvolvimento da doença de Parkinson, de acordo com um estudo da Louisiana State University, nos EUA, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Microbiologia, que teve lugar em Nova Orleães.

A investigação, que foi realizada em ratos no final da meia-idade, permitiu os investigadores concluírem que "a infecção por uma estirpe específica da bactériaHelicobacter pylori conduz ao aparecimento dos sintomas da doença de Parkinson entre três a cinco meses após a infecção”. Desta forma, Traci Testerman, uma das autoras do estudo, sugere ser provável que a mesma relação entre a infecção e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas exista em humanos.

Mesmo antes de se saber que a Helicobacter pylori provocava a maior parte das úlceras, vários estudos tinham mostrado uma relação entre as úlceras do estômago e a doença de Parkinson. Mais recentemente, outras investigações descobriram que as pessoas com esta doença neuro-degenerativa tinham uma maior probabilidade de estar infectadas pela bactéria. Contudo, quando  tratadas e curadas da infecção sentiam uma ligeira melhoria dos sintomas da doença de Parkinson, em comparação com os não infectados.

Um grupo de ratos de diferentes idades foi infectado com três estirpes diferentes de bactérias Helicobacter pylori, sendo que a sua actividade locomotora e os seus níveis de dopamina no cérebro foram monitorizados pelos investigadores. Aqueles que estavam infectados com uma das estirpes mostraram "uma redução significativa de ambos" os indicadores, nomeadamente os mais velhos, o que indica que o envelhecimento torna-os mais susceptíveis à doença de Parkinson, tal como acontece nos seres humanos. No entanto, nem todas as estirpes são igualmente capazes de causar sintomas, sublinhou Traci Testerman.

Estes resultados também foram comparados com outro grupo de ratos com colesterol alterado, mas sem a infecção pela bactéria. Foi observado que, em alguns casos, os sintomas de Parkinson também tiveram início, indicando que o colesterol alterado também pode favorecer o aparecimento da doença.


Fonte:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=49301&op=all

Marina Santos, E7136

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Telomerase reverses ageing process

Premature ageing can be reversed by reactivating an enzyme that protects the tips of chromosomes, a study in mice suggests.
Mice engineered to lack the enzyme, called telomerase, become prematurely decrepit. But they bounced back to health when the enzyme was replaced. The finding, published online today in Nature1, hints that some disorders characterized by early ageing could be treated by boosting telomerase activity.


It also offers the possibility that normal human ageing could be slowed by reawakening the enzyme in cells where it has stopped working, says Ronald DePinho, a cancer geneticist at the Dana-Farber Cancer Institute and Harvard Medical School in Boston, Massachusetts, who led the new study. "This has implications for thinking about telomerase as a serious anti-ageing intervention."

Other scientists, however, point out that mice lacking telomerase are a poor stand-in for the normal ageing process. Moreover, ramping up telomerase in humans could potentially encourage the growth of tumours.


Eternal youth

After its discovery in the 1980s, telomerase gained a reputation as a fountain of youth. Chromosomes have caps of repetitive DNA called telomeres at their ends. Every time cells divide, their telomeres shorten, which eventually prompts them to stop dividing and die. Telomerase prevents this decline in some kinds of cells, including stem cells, by lengthening telomeres, and the hope was that activating the enzyme could slow cellular ageing.

Two decades on, researchers are realizing that telomerase's role in ageing is far more nuanced than first thought. Some studies have uncovered an association between short telomeres and early death, whereas others have failed to back up this link. People with rare diseases characterized by shortened telomeres or telomerase mutations seem to age prematurely, although some tissues are more affected than others.
When mice are engineered to lack telomerase completely, their telomeres progressively shorten over several generations. These animals age much faster than normal mice — they are barely fertile and suffer from age-related conditions such as osteoporosis, diabetes and neurodegeneration. They also die young. "If you look at all those data together, you walk away with the idea that the loss of telomerase could be a very important instigator of the ageing process," says DePinho.

To find out if these dramatic effects are reversible, DePinho's team engineered mice such that the inactivated telomerase could be switched back on by feeding the mice a chemical called 4-OHT. The researchers allowed the mice to grow to adulthood without the enzyme, then reactivated it for a month. They assessed the health of the mice another month later.

"What really caught us by surprise was the dramatic reversal of the effects we saw in these animals," says DePinho. He describes the outcome as "a near 'Ponce de Leon' effect" — a reference to the Spanish explorer Juan Ponce de Leon, who went in search of the mythical Fountain of Youth. Shrivelled testes grew back to normal and the animals regained their fertility. Other organs, such as the spleen, liver and intestines, recuperated from their degenerated state.

The one-month pulse of telomerase also reversed effects of ageing in the brain. Mice with restored telomerase activity had noticeably larger brains than animals still lacking the enzyme, and neural progenitor cells, which produce new neurons and supporting brain cells, started working again.

"It gives us a sense that there's a point of return for age-associated disorders," says DePinho. Drugs that ramp up telomerase activity are worth pursuing as a potential treatment for rare disorders characterized by premature ageing, he says, and perhaps even for more common age-related conditions.


Cancer link

The downside is that telomerase is often mutated in human cancers, and seems to help existing tumours grow faster. But DePinho argues that telomerase should prevent healthy cells from becoming cancerous in the first place by preventing DNA damage.

David Sinclair, a molecular biologist at Harvard Medical School in Boston, agrees there is evidence that activating telomerase might prevent tumours. If the treatment can be made safe, he adds, "it could lead to breakthroughs in restoring organ function in the elderly and treating a variety of diseases of aging."

Other researchers are less confident that telomerase can be safely harnessed. "Telomere rejuvenation is potentially very dangerous unless you make sure that it does not stimulate cancer," says David Harrison, who researches ageing at the Jackson Laboratory in Bar Harbor, Maine.

Harrison also questions whether mice lacking telomerase are a good model for human ageing. "They are not studying normal ageing, but ageing in mice made grossly abnormal," he says. Tom Kirkwood, who directs the Institute for Ageing and Health at Newcastle University, UK, agrees, pointing out that telomere erosion "is surely not the only, or even dominant, cause" of ageing in humans.

DePinho says he recognizes that there is more to ageing than shortened telomeres, particularly late in life, but argues that telomerase therapy could one day be combined with other therapies that target the biochemical pathways of ageing. "This may be one of several things you need to do in order to extend lifespan and extend healthy living," he says.

Fonte: http://www.nature.com/news/2010/101128/full/news.2010.635.html

Apesar de estar apenas numa fase inicial esta terapia apresenta um grande potencial, apesar de ter os seus lados negativos, ao aumentar a probabilidade de cancro.
No entanto, e mais importante que isso:
Será que foi descoberto o segredo da vida eterna? E será ético pensarmos em viver para sempre?


Gonçalo Tomás, e7137

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nervo artificial para recuperar movimento das mãos

Um trabalho conjunto de investigadores franceses e brasileiros, apresentado num congresso europeu sobre cirurgia da mão, pode revolucionar o tratamento de pessoas que perderam a capacidade de movimentar este membro.

Trata-se de  um protótipo de um nervo artificial que consiste num material absorvível pelo organismo capaz de regenerar algum nervo que tenha sido rompido.

Embora a eficácia desta solução ainda não tenha sido testada em pessoas, experiências com ratos mostraram que a recuperação  é funcional do ponto de vista motor e sensitivo, pois o nervo artificial recuperou mais de 90 por cento dos movimentos dos animais testados.

Os cientistas da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, no Brasil, e da Universidade Montpellier, na França, inspiraram-se no nervo humano para construir este artificial. Desta forma, visto que o seu crescimento depende de vários nutrientes, a maior dificuldade deste trabalho foi provocar a libertação gradual das substâncias, consoante cada etapa de recuperação. 



Contudo, conseguiram atingir um equilíbrio e, em princípio, o nervo artificial vai receber 18 factores de crescimento - substancias sintetizadas a partir daquelas que são produzidas pelo organismo, que proporcionam o desenvolvimento de tecidos (osso, pele ou nervo) e estimulam a sua reparação. 

A nanotecnologia vai ter um papel primordial nesta invenção. O nervo artificial, que apresenta sensivelmente o tamanho de um fósforo, vai conter esferas à nano-escala que absorvem as substâncias necessárias à reparação do nervo humano. 

Testes do nervo artificial
Os testes clínicos com o nervo artificial vão decorrer a partir de Setembro e  envolver  20 centros  de investigação do Brasil , França, Suíça e Estados Unidos, sendo que cada instituição vai seleccionar 20 voluntários.  No total, haverá 400 participantes que indicarão se esta invenção é viável para ser usada em larga escala.

Os investigadores acreditam ainda que esta aplicação biomédica pode, no futuro, ser eficaz na regeneração da pele, de ossos ou de cartilagens. (fonte Jornal Publico: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=48380&op=all)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mão Biónica

Imagem retirada de http://www.geekosystem.com/bionic-hands/

«In the Austrian capital Vienna, a young orthopaedic patient is getting used to a new bionic arm.
Patrick Mayrhofer lost his hand in an accident at work.
To make his new one function, surgeons transplanted a muscle from his leg into the artificial arm, where it is used to guide the prosthesis.
Patrick is now putting his new hand through its paces. The hand has six sensors fitted over nerves within the lower arm.
He had received severe electrical burns in the accident, and all feeling and movement in his arm had disappeared.
Patrick said: “I just had three digits on the left hand: a thumb, forefinger and middle finger and my hand didn’t work. I couldn’t move it. When I pinched or burned myself I didn’t feel it. And it felt like something that didn’t belong to my body, like something alien.”
He made the tough decision to have his useless hand removed by surgeons and replaced with the bionic substitute.
With several signals being read at the same time in the bionic arm, the patient can twist and flex the wrist back and forth, using the same brain impulses that would have driven similar movement in a real hand. He can now open a bottle and tie his own shoelaces.
Surgeon Oskar Aszmann said: “For a reconstructive hand surgeon this is a great feeling which you can’t really describe. For someone who knows what it means to pick up an ordinary pencil from a surface or grip a bottle, it’s a very satisfying feeling.”
Another young patient, who lost the use of his right hand in a motorcycle accident 10 years ago, is also waiting to get his bionic hand. Doctors in Vienna General Hospital are now receiving requests from around the world for similar procedures.
 
Copyright Copyright 2011 euronews» ( fonte: http://www.austria.com.ro/tag/impulses/)
 

terça-feira, 31 de maio de 2011

“É oficial: Telemóveis podem provocar cancro



A Organização Mundial da Saúde adicionou esta terça-feira o telemóvel à sua lista de cancerígenos, a par do chumbo e do clorofórmio, devido às radiações emitidas pelos aparelhos telefónicos móveis.
A decisão reverte todas as posições tomadas pela OMS até ao momento, que afirmava não haver qualquer relação directa entre o uso do telemóvel e o desenvolvimento de doença oncológica. Agora, e apesar de não ter surgido nenhum dado que estabeleça uma ligação explícita entre o uso daquela tecnologia e supostos efeitos nocivos para a saúde, a OMS adopta um princípio de cautela há muito defendido por alguns especialistas internacionais. Ou seja, o risco não é certo, mas é possível.
A OMS age após recomendação de um grupo de 31 cientistas de 14 países. Em 2008, o SOL falou com a cientista israelita Siegal Sadetzki, que alertara para o risco de desenvolvimento de tumores nas glândulas salivares após o uso intenso e prolongado do telemóvel. Sadetzki tinha identificado uma incidência superior deste tipo de cancro entre utilizadores intensivos de aparelhos móveis, com a doença a desenvolver-se no lado da cabeça onde os pacientes habitualmente encostavam o telemóvel.
A radiação emitida pelos telemóveis é comparada pelo neurologista-chefe do hospital californiano Cedars-Sinai, Keith Black, à de um microondas de baixa potência. Segundo os especialistas, há dois momentos em que o risco pode ser maior: quando se atende uma chamada (momento em que a radiação é momentaneamente mais forte) e quando o sinal é fraco (o que leva o aparelho a realizar um esforço maior para estabelecer ligação com a antena de telecomunicações mais próxima). Já em relação ao uso de auriculares e do bluetooth, não existe ainda acordo sobre se estes acessórios diminuem ou aumentam potenciais riscos de saúde.
Em anos recentes, aumentaram as vozes a apelar a uma maior cautela por parte dos utilizadores de telemóveis, recomendando que não se encoste totalmente o aparelho ao ouvido e que não se use o telefone móvel durante demasiado tempo. É especialmente desaconselhada a utilização intensa do telemóvel por parte de crianças. A Agência Europeia do Ambiente e várias universidades norte-americanas estão entre as organizações que há vários anos recomendam um uso limitado desta tecnologia.” Fonte jornal SOL http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=20617


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Antirretrovirais reduzem transmissão sexual de VIH em 96%

Um estudo norte-americano mostrou que uma pessoa infectada com o vírus da sida que esteja a tomar antirretrovirais reduz em 96 por cento a possibilidade de transmitir o VIH ao seu companheiro/companheira. O resultado foi tão avassalador que um painel independente avaliou o estudo e este foi anunciado quatro anos antes de a investigação terminar.




A experiência iniciada em 2005 integrou 1763 casais de nove países em que um dos membros era seropositivo e outro não era (890 homens e 873 mulheres estavam infectados). Noventa e sete por cento dos casais eram heterossexuais. O objectivo era perceber o impacto dos medicamentos antirretrovirais na transmissibilidade do vírus da sida.

Para isso, separaram os casais em dois grupos. Num deles, o membro do casal seropositivo iniciou imediatamente a medicação com antirretrovirais. No segundo grupo, a pessoa infectada adiou o início da toma dos antirretrovirais até ter um quantidade mais reduzida mais baixo da classe de glóbulos brancos que são atacados e mortos pelo vírus da sida - o que é uma orientação de tratamento utilizada em muitos países.

Foi dada informação a todos os casais de como se protegerem para evitar a transmissão do VIH, e levaram preservativos e outros instrumentos de prevenção para casa.

No grupo de casais em que o parceiro infectado iniciou o tratamento mais tarde, existiram 27 infecções pelo VIH que foram transmitidas pelo parceiro/parceira infectado/a, confirmadas por testes genéticos ao vírus. No grupo em que o parceiro infectado iniciou a toma de antirretrovirais imediatamente, só houve uma infecção transmitida pelo parceiro.

Mas comparando os dois grupos, os seropositivos que tomaram os antirretrovirais tiveram 96,3 por cento menos probabilidade de passar o vírus. O resultado é significativo a nível estatístico.

“Esta nova descoberta demonstra de uma forma convincente que o tratamento de um indivíduo infectado – e o fazê-lo mais cedo em vez de mais tarde – pode ter um impacto enorme na redução da transmissão do VIH”, disse em comunicado Anthony Fauci, especialista em sida há décadas, que trabalhou no estudo e é director do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, entidade financiadora deste trabalho.

Este resultado confirma algo que muitos já suspeitavam e que sobressaia em estudos menos rigorosos. O que se pensa é que os antirretrovirais, ao diminuírem para níveis quase indetectáveis a carga viral que uma pessoa tem, fazem com que haja menos vírus disponíveis para infectar outras pessoas.

Além de controlar a infecção e beneficiar a saúde dos seropositivos, o tratamento pode ser benéfico para travar o número de pessoas que são infectadas pelo vírus.

Apesar dos resultados positivos, os investigadores estão cautelosos com esta informação e vão continuar a tratar estes e os resultados futuros que surjam do estudo.



Fonte: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/antirretrovirais-reduzem-transmissao-sexual-de-vih-em-96_1493891

Ana Lúcia Matias, M2875

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Skin of Mine Helps You Keep an Eye on Skin Concerns


Skin of Mine is a new iOS based service that helps people identify various skin conditions. Using an iPhone, iPad, or the iPod touch, you can take a photo of a mole, acne, or other abnormalities on the skin and have it reviewed by a dermatologist or nurse practitioner. Additionally, automated tools help you keep track of a mole between doctor visits, by quantifying its symmetry, border and color regularity. You can also compare your mole to those in the app’s database, as well as do a side-by-side progress review with photos taken at earlier times. Currently only patients in six states (New York, New Jersey, Maryland, Connecticut, Nebraska, and Louisiana) have access to medical professionals via the app, but the company is moving toward having nationwide coverage.
From the product page:
  • MOLES Quantify the symmetry, border regularity, and color regularity of moles, as a way of automating your skin self-exam.
  • PSORIASIS Measure the area of extent as well as the redness, scaliness, and thickness.
  • VITILIGO Measure the area of extent.
  • ACNE Measure your “acne index” in order to compare the severity of acne in today’s photo with an earlier or later one.
  • WRINKLES Find your “wrinkle index.” This will allow you to compare today’s photo with an earlier or later one, for the purpose of quantifying the effect of an anti-aging regimen.
  • EVENNESS Measure the evenness of your skin tone. This will allow you to compare today’s photo with an earlier or later one, for the purpose of measuring the effect of a cream or laser.
  • MELASMA Measure the area of extent, darkness, and heterogeneity of hyperpigmented regions. This will allow you to compare today’s photo with an earlier or later one, for the purpose of measuring the effect of a treatment.
  • REDNESS Quantify the redness of your skin, so that you can track it over time.
  • LIP PLUMPNESS Measure the plumpness of your lips, for the purpose of comparing today’s photo to an earlier or later one. This will allow you to quantify the effect of a product or treatment.
  • TEETH WHITENESS Measure the whiteness of your teeth.
  • SPIDER VEINS Measure the severity of your spider veins. This will allow you to quantify the effect of a vein treatment.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Banco público de Gâmetas teve os seus dois primeiros dadores de esperma

Mais de três anos depois de ter sido oficialmente anunciado, o primeiro banco, que funciona na Maternidade Júlio Dinis, tem como objectivo, numa fase inicial, responder às necessidades do centro de procriação medicamente assistida instalado nesta maternidade do Porto, mas posteriormente deverá disponibilizar gâmetas (espermatozóides e óvulos) a outros centros, pelo menos até que surjam outros bancos públicos.  

Os dois primeiros dadores constavam da lista de pessoas que se inscreveram quando ouviram falar na criação deste banco público. Os dadores vão receber uma compensação financeira pelo tempo perdido e pelo incómodo, não um pagamento. A diferença entre homens e mulheres justifica-se: as dadoras têm de ser sujeitas a tratamentos de estimulação ovárica com possíveis efeitos secundários e eventuais riscos para a saúde.

Nas declarações à Lusa o director do Departamento da Mulher do Centro Hospitalar do Porto – que agrega o Hospital de Santo António, Maternidade Júlio Dinis e Hospital pediátrico Maria Pia – contou ainda que cada dador “só poderá ser responsável por seis gravidezes”. “Não pode haver um profissional de dádiva, temos um registo absolutamente confidencial, que nos permite saber quantas dádivas resultaram em gravidezes”, frisou. Quanto às mulheres, está definido que apenas podem fazer três dádivas.

Contudo, este é um processo que demorará seis meses, uma vez que obriga a “uma selecção criteriosa e a um conjunto de análises para perceber se não há nenhuma doença contagiosa a instalar-se e garantir que os gâmetas são excelentes”, explicou o médico. “Há critérios de exclusão e a experiência diz-nos que apenas cerca de 25 por cento do total de dádivas se revelam excelentes”, frisou.  

Enquanto o banco não foi criado, o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida tem dado luz verde a vários pedidos para importação de células reprodutivas. Em 2010, concedeu 16 autorizações de compra de esperma ao estrangeiro (sobretudo Espanha), três a centros públicos e 13 a centros privados.

O banco vai agora iniciar “uma campanha de marketing dirigida ao público-alvo”, ou seja a homens entre os 18 e os 40 anos e a mulheres entre os 18 e os 35 anos, disse o responsável. Além dos meios de comunicação social e de ‘outdoors’ informativos, serão estabelecidos protocolos com as associações de estudantes das universidades. “Temos já algumas inscrições, que estamos agora a chamar, mas estimamos que essa lista venha a aumentar de forma significativa com a campanha de marketing que vamos iniciar”, disse Serafim Guimarães.  


Fonte: 
http://www.publico.pt/Sociedade/banco-publico-de-gametas-teve-os-seus-dois-primeiros-dadores-de-esperma_1495691

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Espermatozóide de laboratório


Espermatozóide de laboratório
Método de produção de células reprodutivas masculinas poderá tratar infertilidade masculina ou melhorar inseminação artificial.

Testículos retirados de crias de camundongos e mantidos em meio de cultura durante um mês produziram espermatozóides. Estes foram usados para a inseminação de fêmeas, que deram à luz crias saudáveis.

            A ciência conseguiu (mais uma vez) imitar a natureza no laboratório ao recriar o processo que leva à formação de espermatozóides. A técnica poderá levar ao melhoramento da fertilização in vitro ou da inseminação artificial em humanos.
            A equipa de Takehiko Ogawa, da Universidade Municipal de Yokohama (Japão), removeu os testículos de crias de camundongos com dois ou três dias de vida – certificando-se de que os animais não tinham ainda espermatozóides maduros. O material foi colocado em meio de cultura, na presença da substância KSR, usada para a cultura de células embrionárias com potencial para se transformarem em qualquer tecido do organismo. Depois de um mês em cultura, os testículos passaram a produzir espermatozóides, que foram “marcados” com uma tinta fluorescente verde e usados para a inseminação de fêmeas, que deram à luz filhotes saudáveis.

Esperança e cautela

            O método funcionou até com tecidos dos testículos congelados, o que faz da técnica uma promessa para humanos que, por exemplo, se irão submeter a tratamentos que podem causar infertilidade ou que sejam portadores de cancro nos testículos.
            Sabe-se que muitos homens inférteis produzem espermatogónias, células que dão origem aos espermatozóides. Para os autores, estas poderiam ser, igualmente, cultivadas em laboratório para a obtenção de espermatozóides maduros. No entanto, há vários problemas a ultrapassar. Primeiramente, ainda não se entendem os mecanismos por trás da cultura com KSR – este é um dos pontos que deverão ser investigados pela equipa agora. Além disso – e mais importantes –, o trabalho foi feito com camundongos e não se sabe se a técnica funcionará com humanos. Outro obstáculo reside no facto de ainda não ser possível produzir a quantidade de espermatozóides necessária para uma fertilização in vitro.
            Os resultados, publicados na Nature, foram recebidos com entusiasmo tanto pela comunidade internacional como por especialistas dessa área.


Rui Soares M3956

terça-feira, 24 de maio de 2011

New X-ray insight into the human brain


Three-dimensional images of the human cerebellum in unprecedented detail can be obtained using a new X-ray imaging technique, as scientists from Switzerland, Germany and France have now demonstrated. Using X-ray grating interferometry, they could even visualise individual cells without the use of a contrast agent.

Modern medicine relies heavily on imaging techniques, both for clinical applications such as diagnostics and treatment planning and for fundamental research. However, present-day methods have their limitations. Visible-light microscopy can yield functional information in two and three dimensions, but has limited penetration depth and depth resolution. This is not a problem for X-ray radiography and tomography, which yield excellent two- and three-dimensional images of calcified tissue such as bone and teeth. For soft tissues, however, standard absorption X-ray images suffer from poor contrast. Magnetic resonance imaging solves this problem, but has insufficient spatial resolution to visualise individual cells.

Scientists from the University of Basel (Switzerland), Synchrotron Soleil (France) and the ESRF, together with groups from the Technische Universität München, HASYLAB, the Karlsruhe Institute of Technology (Germany) and the Paul Scherrer Institut (Switzerland), have now succeeded in recording three-dimensional X-ray images of the human brain in which the different types of soft tissue can easily be distinguished, and that even allow the visualisation of individual cells.

X-ray grating interferometry is an X-ray phase-contrast imaging method. Contrast is generated by the refraction of the X-ray beam while passing through matter, rather than by the absorption of the X-rays as in conventional radiography.This imaging method uses grid structures with high aspect ratio and a micrometre-sized pitch that modulates the phase and/or the amplitude profile of the X-ray wavefront.
With its high sensitivity, X-ray grating interferometry has great potential as an imaging method in fundamental biomedical research.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Researchers create nanopatch for the heart

How can you mend a broken heart?
Cardiologists have been wrestling with this question for years. The difficulty is that when one suffers a myocardial infarction (heart attack), the lack of blood supply to certain parts of the heart can eventually cause myocardial scarring. Myocardial scarring can lead to potentially life-threatening arrhythmias and increase the risk of a ventricular aneurism. Moreover, the loss of this healthy heart tissue is essentially permanent. Part of the heart literally dies.
However, advances in nanotechnology have allowed researchers at Brown University to investigate the use of carbon nanotubes to regenerate cardiomyocytes and neurons. Using carbon nanotubes and a polymer as a kind of scaffold, they seeded it with cardiomyocytes.
Why use carbon nanotubes instead of just a polymer scaffold, you may ask? According to the researchers:
“The carbon nanofibers work well because they are excellent conductors of electrons, performing the kind of electrical connections the heart relies upon for keeping a steady beat. The researchers stitched the nanofibers together using a poly lactic-co-glycolic acid polymer to form a mesh about 22 millimeters long and 15 microns thick and resembling, a black Band Aid.” They laid the mesh on a glass substrate to test whether cardiomyocytes would colonize the surface and grow more cells.
According to the results, after only four hours, there were five times as many cardiomyocytes on the carbon nanotube-containing scaffold than on the control, polymer-only one. After five days, the density was six times that of the control sample. As for neuron growth, the density of neurons also greatly increased, doubling after four days.

Fonte: http://medgadget.com/2011/05/nano-patching-a-broken-heart.html

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cientistas descobrem cura para cancro


Researchers at the University of Alberta, in Edmonton, Canada have cured cancer last week, yet there is a little ripple in the news or in TV. It is a simple technique using very basic drug. The method employs dichloroacetate, which is currently used to treat metabolic disorders. So, there is no concern of side effects or about their long term effects.
This drug doesn’t require a patent, so anyone can employ it widely and cheaply compared to the costly cancer drugs produced by major pharmaceutical companies.
Canadian scientists tested this dichloroacetate (DCA) on human’s cells; it killed lung, breast and brain cancer cells and left the healthy cells alone. It was tested on Rats inflicted with severe tumors; their cells shrank when they were fed with water supplemented with DCA. The drug is widely available and the technique is easy to use, why the major drug companies are not involved? Or the Media interested in this find?
In human bodies there is a natural cancer fighting human cell, the mitochondria, but they need to be triggered to be effective. Scientists used to think that these mitochondria cells were damaged and thus ineffective against cancer. So they used to focus on glycolysis, which is less effective in curing cancer and more wasteful. The drug manufacturers focused on this glycolysis method to fight cancer. This DCA on the other hand doesn’t rely on glycolysis instead on mitochondria; it triggers the mitochondria which in turn fights the cancer cells.
The side effect of this is it also reactivates a process called apoptosis. You see, mitochondria contain an all-too-important self-destruct button that can't be pressed in cancer cells. Without it, tumors grow larger as cells refuse to be extinguished. Fully functioning mitochondria, thanks to DCA, can once again die.
With glycolysis turned off, the body produces less lactic acid, so the bad tissue around cancer cells doesn't break down and seed new tumors.
Pharmaceutical companies are not investing in this research because DCA method cannot be patented, without a patent they can’t make money, like they are doing now with their AIDS Patent. Since the pharmaceutical companies won’t develop this, the article says other independent laboratories should start producing this drug and do more research to confirm all the above findings and produce drugs. All the groundwork can be done in collaboration with the Universities, who will be glad to assist in such research and can develop an effective drug for curing cancer.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Medicamento para o HIV pode combater cancro do colo do útero

 

Fármaco elimina células infectadas pelo papiloma vírus humano


  Uma equipa de investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriu que o fármaco Lopinavir, utilizado para tratar portadores do vírus da sida, pode combater de forma eficaz o papiloma vírus humano (HPV), associado ao desenvolvimento de cancro no colo do útero.

Um estudo publicado na revista “Antiviral Therapy”, mostrou que este medicamento tem a capacidade de alterar um mecanismo de defesa do HPV em células de mulheres infectadas com o vírus.

Contudo, os seus efeitos positivos contra o vírus responsável pelo desenvolvimento de tumores cancerígenos no colo do útero, e que nos homens está associado ao cancro peniano, só ocorrem se as pacientes receberem uma dose 15 vezes superior à aplicada nos doentes com sida. Desta forma, para os cientistas, o melhor método de aplicação seria por meio de cremes, pois, actualmente, o medicamento é disponibilizado apenas em formato de comprimidos.

De acordo com os investigadores, o Lopinavir actua no organismo ao eliminar as células infectadas pelo HPV, sem provocar danos significativos naquelas que são saudáveis. Tal acontece, porque o medicamento activa um sistema anti-viral do próprio organismo que é suprimido pelo HPV.

“As células infectadas em que o fármaco actua não são do cancro em si, mas o que se tem de mais próximo das células encontradas numa infecção de HPV pré-cancerígena”, referiu Ian Hampson, membro da equipa responsável pelo estudo, que, em 2006, tinha realizado outro trabalho em que identificou o mesmo efeito do Lopinavir através de testes de laboratório.

Para a equipa da Universidade de Manchester, esta descoberta pode melhorar o tratamento do cancro do colo do útero, cujos casos têm vindo a aumentar devido à transmissão sexual do vírus HPV, um das causas mais comuns da doença.

Já existem vacinas para o HPV, mas são ineficazes em mulheres já infectadas pelo vírus e não protegem contra todos as formas do vírus, para além de que são muito caras e não chegam assim a toda a gente.


Andreia Monteiro

Fonte: http://www.cienciahoje.pt