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terça-feira, 31 de maio de 2011

“É oficial: Telemóveis podem provocar cancro



A Organização Mundial da Saúde adicionou esta terça-feira o telemóvel à sua lista de cancerígenos, a par do chumbo e do clorofórmio, devido às radiações emitidas pelos aparelhos telefónicos móveis.
A decisão reverte todas as posições tomadas pela OMS até ao momento, que afirmava não haver qualquer relação directa entre o uso do telemóvel e o desenvolvimento de doença oncológica. Agora, e apesar de não ter surgido nenhum dado que estabeleça uma ligação explícita entre o uso daquela tecnologia e supostos efeitos nocivos para a saúde, a OMS adopta um princípio de cautela há muito defendido por alguns especialistas internacionais. Ou seja, o risco não é certo, mas é possível.
A OMS age após recomendação de um grupo de 31 cientistas de 14 países. Em 2008, o SOL falou com a cientista israelita Siegal Sadetzki, que alertara para o risco de desenvolvimento de tumores nas glândulas salivares após o uso intenso e prolongado do telemóvel. Sadetzki tinha identificado uma incidência superior deste tipo de cancro entre utilizadores intensivos de aparelhos móveis, com a doença a desenvolver-se no lado da cabeça onde os pacientes habitualmente encostavam o telemóvel.
A radiação emitida pelos telemóveis é comparada pelo neurologista-chefe do hospital californiano Cedars-Sinai, Keith Black, à de um microondas de baixa potência. Segundo os especialistas, há dois momentos em que o risco pode ser maior: quando se atende uma chamada (momento em que a radiação é momentaneamente mais forte) e quando o sinal é fraco (o que leva o aparelho a realizar um esforço maior para estabelecer ligação com a antena de telecomunicações mais próxima). Já em relação ao uso de auriculares e do bluetooth, não existe ainda acordo sobre se estes acessórios diminuem ou aumentam potenciais riscos de saúde.
Em anos recentes, aumentaram as vozes a apelar a uma maior cautela por parte dos utilizadores de telemóveis, recomendando que não se encoste totalmente o aparelho ao ouvido e que não se use o telefone móvel durante demasiado tempo. É especialmente desaconselhada a utilização intensa do telemóvel por parte de crianças. A Agência Europeia do Ambiente e várias universidades norte-americanas estão entre as organizações que há vários anos recomendam um uso limitado desta tecnologia.” Fonte jornal SOL http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=20617


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Antirretrovirais reduzem transmissão sexual de VIH em 96%

Um estudo norte-americano mostrou que uma pessoa infectada com o vírus da sida que esteja a tomar antirretrovirais reduz em 96 por cento a possibilidade de transmitir o VIH ao seu companheiro/companheira. O resultado foi tão avassalador que um painel independente avaliou o estudo e este foi anunciado quatro anos antes de a investigação terminar.




A experiência iniciada em 2005 integrou 1763 casais de nove países em que um dos membros era seropositivo e outro não era (890 homens e 873 mulheres estavam infectados). Noventa e sete por cento dos casais eram heterossexuais. O objectivo era perceber o impacto dos medicamentos antirretrovirais na transmissibilidade do vírus da sida.

Para isso, separaram os casais em dois grupos. Num deles, o membro do casal seropositivo iniciou imediatamente a medicação com antirretrovirais. No segundo grupo, a pessoa infectada adiou o início da toma dos antirretrovirais até ter um quantidade mais reduzida mais baixo da classe de glóbulos brancos que são atacados e mortos pelo vírus da sida - o que é uma orientação de tratamento utilizada em muitos países.

Foi dada informação a todos os casais de como se protegerem para evitar a transmissão do VIH, e levaram preservativos e outros instrumentos de prevenção para casa.

No grupo de casais em que o parceiro infectado iniciou o tratamento mais tarde, existiram 27 infecções pelo VIH que foram transmitidas pelo parceiro/parceira infectado/a, confirmadas por testes genéticos ao vírus. No grupo em que o parceiro infectado iniciou a toma de antirretrovirais imediatamente, só houve uma infecção transmitida pelo parceiro.

Mas comparando os dois grupos, os seropositivos que tomaram os antirretrovirais tiveram 96,3 por cento menos probabilidade de passar o vírus. O resultado é significativo a nível estatístico.

“Esta nova descoberta demonstra de uma forma convincente que o tratamento de um indivíduo infectado – e o fazê-lo mais cedo em vez de mais tarde – pode ter um impacto enorme na redução da transmissão do VIH”, disse em comunicado Anthony Fauci, especialista em sida há décadas, que trabalhou no estudo e é director do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, entidade financiadora deste trabalho.

Este resultado confirma algo que muitos já suspeitavam e que sobressaia em estudos menos rigorosos. O que se pensa é que os antirretrovirais, ao diminuírem para níveis quase indetectáveis a carga viral que uma pessoa tem, fazem com que haja menos vírus disponíveis para infectar outras pessoas.

Além de controlar a infecção e beneficiar a saúde dos seropositivos, o tratamento pode ser benéfico para travar o número de pessoas que são infectadas pelo vírus.

Apesar dos resultados positivos, os investigadores estão cautelosos com esta informação e vão continuar a tratar estes e os resultados futuros que surjam do estudo.



Fonte: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/antirretrovirais-reduzem-transmissao-sexual-de-vih-em-96_1493891

Ana Lúcia Matias, M2875

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Skin of Mine Helps You Keep an Eye on Skin Concerns


Skin of Mine is a new iOS based service that helps people identify various skin conditions. Using an iPhone, iPad, or the iPod touch, you can take a photo of a mole, acne, or other abnormalities on the skin and have it reviewed by a dermatologist or nurse practitioner. Additionally, automated tools help you keep track of a mole between doctor visits, by quantifying its symmetry, border and color regularity. You can also compare your mole to those in the app’s database, as well as do a side-by-side progress review with photos taken at earlier times. Currently only patients in six states (New York, New Jersey, Maryland, Connecticut, Nebraska, and Louisiana) have access to medical professionals via the app, but the company is moving toward having nationwide coverage.
From the product page:
  • MOLES Quantify the symmetry, border regularity, and color regularity of moles, as a way of automating your skin self-exam.
  • PSORIASIS Measure the area of extent as well as the redness, scaliness, and thickness.
  • VITILIGO Measure the area of extent.
  • ACNE Measure your “acne index” in order to compare the severity of acne in today’s photo with an earlier or later one.
  • WRINKLES Find your “wrinkle index.” This will allow you to compare today’s photo with an earlier or later one, for the purpose of quantifying the effect of an anti-aging regimen.
  • EVENNESS Measure the evenness of your skin tone. This will allow you to compare today’s photo with an earlier or later one, for the purpose of measuring the effect of a cream or laser.
  • MELASMA Measure the area of extent, darkness, and heterogeneity of hyperpigmented regions. This will allow you to compare today’s photo with an earlier or later one, for the purpose of measuring the effect of a treatment.
  • REDNESS Quantify the redness of your skin, so that you can track it over time.
  • LIP PLUMPNESS Measure the plumpness of your lips, for the purpose of comparing today’s photo to an earlier or later one. This will allow you to quantify the effect of a product or treatment.
  • TEETH WHITENESS Measure the whiteness of your teeth.
  • SPIDER VEINS Measure the severity of your spider veins. This will allow you to quantify the effect of a vein treatment.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Banco público de Gâmetas teve os seus dois primeiros dadores de esperma

Mais de três anos depois de ter sido oficialmente anunciado, o primeiro banco, que funciona na Maternidade Júlio Dinis, tem como objectivo, numa fase inicial, responder às necessidades do centro de procriação medicamente assistida instalado nesta maternidade do Porto, mas posteriormente deverá disponibilizar gâmetas (espermatozóides e óvulos) a outros centros, pelo menos até que surjam outros bancos públicos.  

Os dois primeiros dadores constavam da lista de pessoas que se inscreveram quando ouviram falar na criação deste banco público. Os dadores vão receber uma compensação financeira pelo tempo perdido e pelo incómodo, não um pagamento. A diferença entre homens e mulheres justifica-se: as dadoras têm de ser sujeitas a tratamentos de estimulação ovárica com possíveis efeitos secundários e eventuais riscos para a saúde.

Nas declarações à Lusa o director do Departamento da Mulher do Centro Hospitalar do Porto – que agrega o Hospital de Santo António, Maternidade Júlio Dinis e Hospital pediátrico Maria Pia – contou ainda que cada dador “só poderá ser responsável por seis gravidezes”. “Não pode haver um profissional de dádiva, temos um registo absolutamente confidencial, que nos permite saber quantas dádivas resultaram em gravidezes”, frisou. Quanto às mulheres, está definido que apenas podem fazer três dádivas.

Contudo, este é um processo que demorará seis meses, uma vez que obriga a “uma selecção criteriosa e a um conjunto de análises para perceber se não há nenhuma doença contagiosa a instalar-se e garantir que os gâmetas são excelentes”, explicou o médico. “Há critérios de exclusão e a experiência diz-nos que apenas cerca de 25 por cento do total de dádivas se revelam excelentes”, frisou.  

Enquanto o banco não foi criado, o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida tem dado luz verde a vários pedidos para importação de células reprodutivas. Em 2010, concedeu 16 autorizações de compra de esperma ao estrangeiro (sobretudo Espanha), três a centros públicos e 13 a centros privados.

O banco vai agora iniciar “uma campanha de marketing dirigida ao público-alvo”, ou seja a homens entre os 18 e os 40 anos e a mulheres entre os 18 e os 35 anos, disse o responsável. Além dos meios de comunicação social e de ‘outdoors’ informativos, serão estabelecidos protocolos com as associações de estudantes das universidades. “Temos já algumas inscrições, que estamos agora a chamar, mas estimamos que essa lista venha a aumentar de forma significativa com a campanha de marketing que vamos iniciar”, disse Serafim Guimarães.  


Fonte: 
http://www.publico.pt/Sociedade/banco-publico-de-gametas-teve-os-seus-dois-primeiros-dadores-de-esperma_1495691

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Espermatozóide de laboratório


Espermatozóide de laboratório
Método de produção de células reprodutivas masculinas poderá tratar infertilidade masculina ou melhorar inseminação artificial.

Testículos retirados de crias de camundongos e mantidos em meio de cultura durante um mês produziram espermatozóides. Estes foram usados para a inseminação de fêmeas, que deram à luz crias saudáveis.

            A ciência conseguiu (mais uma vez) imitar a natureza no laboratório ao recriar o processo que leva à formação de espermatozóides. A técnica poderá levar ao melhoramento da fertilização in vitro ou da inseminação artificial em humanos.
            A equipa de Takehiko Ogawa, da Universidade Municipal de Yokohama (Japão), removeu os testículos de crias de camundongos com dois ou três dias de vida – certificando-se de que os animais não tinham ainda espermatozóides maduros. O material foi colocado em meio de cultura, na presença da substância KSR, usada para a cultura de células embrionárias com potencial para se transformarem em qualquer tecido do organismo. Depois de um mês em cultura, os testículos passaram a produzir espermatozóides, que foram “marcados” com uma tinta fluorescente verde e usados para a inseminação de fêmeas, que deram à luz filhotes saudáveis.

Esperança e cautela

            O método funcionou até com tecidos dos testículos congelados, o que faz da técnica uma promessa para humanos que, por exemplo, se irão submeter a tratamentos que podem causar infertilidade ou que sejam portadores de cancro nos testículos.
            Sabe-se que muitos homens inférteis produzem espermatogónias, células que dão origem aos espermatozóides. Para os autores, estas poderiam ser, igualmente, cultivadas em laboratório para a obtenção de espermatozóides maduros. No entanto, há vários problemas a ultrapassar. Primeiramente, ainda não se entendem os mecanismos por trás da cultura com KSR – este é um dos pontos que deverão ser investigados pela equipa agora. Além disso – e mais importantes –, o trabalho foi feito com camundongos e não se sabe se a técnica funcionará com humanos. Outro obstáculo reside no facto de ainda não ser possível produzir a quantidade de espermatozóides necessária para uma fertilização in vitro.
            Os resultados, publicados na Nature, foram recebidos com entusiasmo tanto pela comunidade internacional como por especialistas dessa área.


Rui Soares M3956

terça-feira, 24 de maio de 2011

New X-ray insight into the human brain


Three-dimensional images of the human cerebellum in unprecedented detail can be obtained using a new X-ray imaging technique, as scientists from Switzerland, Germany and France have now demonstrated. Using X-ray grating interferometry, they could even visualise individual cells without the use of a contrast agent.

Modern medicine relies heavily on imaging techniques, both for clinical applications such as diagnostics and treatment planning and for fundamental research. However, present-day methods have their limitations. Visible-light microscopy can yield functional information in two and three dimensions, but has limited penetration depth and depth resolution. This is not a problem for X-ray radiography and tomography, which yield excellent two- and three-dimensional images of calcified tissue such as bone and teeth. For soft tissues, however, standard absorption X-ray images suffer from poor contrast. Magnetic resonance imaging solves this problem, but has insufficient spatial resolution to visualise individual cells.

Scientists from the University of Basel (Switzerland), Synchrotron Soleil (France) and the ESRF, together with groups from the Technische Universität München, HASYLAB, the Karlsruhe Institute of Technology (Germany) and the Paul Scherrer Institut (Switzerland), have now succeeded in recording three-dimensional X-ray images of the human brain in which the different types of soft tissue can easily be distinguished, and that even allow the visualisation of individual cells.

X-ray grating interferometry is an X-ray phase-contrast imaging method. Contrast is generated by the refraction of the X-ray beam while passing through matter, rather than by the absorption of the X-rays as in conventional radiography.This imaging method uses grid structures with high aspect ratio and a micrometre-sized pitch that modulates the phase and/or the amplitude profile of the X-ray wavefront.
With its high sensitivity, X-ray grating interferometry has great potential as an imaging method in fundamental biomedical research.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Researchers create nanopatch for the heart

How can you mend a broken heart?
Cardiologists have been wrestling with this question for years. The difficulty is that when one suffers a myocardial infarction (heart attack), the lack of blood supply to certain parts of the heart can eventually cause myocardial scarring. Myocardial scarring can lead to potentially life-threatening arrhythmias and increase the risk of a ventricular aneurism. Moreover, the loss of this healthy heart tissue is essentially permanent. Part of the heart literally dies.
However, advances in nanotechnology have allowed researchers at Brown University to investigate the use of carbon nanotubes to regenerate cardiomyocytes and neurons. Using carbon nanotubes and a polymer as a kind of scaffold, they seeded it with cardiomyocytes.
Why use carbon nanotubes instead of just a polymer scaffold, you may ask? According to the researchers:
“The carbon nanofibers work well because they are excellent conductors of electrons, performing the kind of electrical connections the heart relies upon for keeping a steady beat. The researchers stitched the nanofibers together using a poly lactic-co-glycolic acid polymer to form a mesh about 22 millimeters long and 15 microns thick and resembling, a black Band Aid.” They laid the mesh on a glass substrate to test whether cardiomyocytes would colonize the surface and grow more cells.
According to the results, after only four hours, there were five times as many cardiomyocytes on the carbon nanotube-containing scaffold than on the control, polymer-only one. After five days, the density was six times that of the control sample. As for neuron growth, the density of neurons also greatly increased, doubling after four days.

Fonte: http://medgadget.com/2011/05/nano-patching-a-broken-heart.html

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cientistas descobrem cura para cancro


Researchers at the University of Alberta, in Edmonton, Canada have cured cancer last week, yet there is a little ripple in the news or in TV. It is a simple technique using very basic drug. The method employs dichloroacetate, which is currently used to treat metabolic disorders. So, there is no concern of side effects or about their long term effects.
This drug doesn’t require a patent, so anyone can employ it widely and cheaply compared to the costly cancer drugs produced by major pharmaceutical companies.
Canadian scientists tested this dichloroacetate (DCA) on human’s cells; it killed lung, breast and brain cancer cells and left the healthy cells alone. It was tested on Rats inflicted with severe tumors; their cells shrank when they were fed with water supplemented with DCA. The drug is widely available and the technique is easy to use, why the major drug companies are not involved? Or the Media interested in this find?
In human bodies there is a natural cancer fighting human cell, the mitochondria, but they need to be triggered to be effective. Scientists used to think that these mitochondria cells were damaged and thus ineffective against cancer. So they used to focus on glycolysis, which is less effective in curing cancer and more wasteful. The drug manufacturers focused on this glycolysis method to fight cancer. This DCA on the other hand doesn’t rely on glycolysis instead on mitochondria; it triggers the mitochondria which in turn fights the cancer cells.
The side effect of this is it also reactivates a process called apoptosis. You see, mitochondria contain an all-too-important self-destruct button that can't be pressed in cancer cells. Without it, tumors grow larger as cells refuse to be extinguished. Fully functioning mitochondria, thanks to DCA, can once again die.
With glycolysis turned off, the body produces less lactic acid, so the bad tissue around cancer cells doesn't break down and seed new tumors.
Pharmaceutical companies are not investing in this research because DCA method cannot be patented, without a patent they can’t make money, like they are doing now with their AIDS Patent. Since the pharmaceutical companies won’t develop this, the article says other independent laboratories should start producing this drug and do more research to confirm all the above findings and produce drugs. All the groundwork can be done in collaboration with the Universities, who will be glad to assist in such research and can develop an effective drug for curing cancer.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Medicamento para o HIV pode combater cancro do colo do útero

 

Fármaco elimina células infectadas pelo papiloma vírus humano


  Uma equipa de investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriu que o fármaco Lopinavir, utilizado para tratar portadores do vírus da sida, pode combater de forma eficaz o papiloma vírus humano (HPV), associado ao desenvolvimento de cancro no colo do útero.

Um estudo publicado na revista “Antiviral Therapy”, mostrou que este medicamento tem a capacidade de alterar um mecanismo de defesa do HPV em células de mulheres infectadas com o vírus.

Contudo, os seus efeitos positivos contra o vírus responsável pelo desenvolvimento de tumores cancerígenos no colo do útero, e que nos homens está associado ao cancro peniano, só ocorrem se as pacientes receberem uma dose 15 vezes superior à aplicada nos doentes com sida. Desta forma, para os cientistas, o melhor método de aplicação seria por meio de cremes, pois, actualmente, o medicamento é disponibilizado apenas em formato de comprimidos.

De acordo com os investigadores, o Lopinavir actua no organismo ao eliminar as células infectadas pelo HPV, sem provocar danos significativos naquelas que são saudáveis. Tal acontece, porque o medicamento activa um sistema anti-viral do próprio organismo que é suprimido pelo HPV.

“As células infectadas em que o fármaco actua não são do cancro em si, mas o que se tem de mais próximo das células encontradas numa infecção de HPV pré-cancerígena”, referiu Ian Hampson, membro da equipa responsável pelo estudo, que, em 2006, tinha realizado outro trabalho em que identificou o mesmo efeito do Lopinavir através de testes de laboratório.

Para a equipa da Universidade de Manchester, esta descoberta pode melhorar o tratamento do cancro do colo do útero, cujos casos têm vindo a aumentar devido à transmissão sexual do vírus HPV, um das causas mais comuns da doença.

Já existem vacinas para o HPV, mas são ineficazes em mulheres já infectadas pelo vírus e não protegem contra todos as formas do vírus, para além de que são muito caras e não chegam assim a toda a gente.


Andreia Monteiro

Fonte: http://www.cienciahoje.pt

Foto da Turma do 1º Ano do Mestrado em Ciências Biomédicas - FCS - UBI - 2010-2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Live human heart grown in lab using stem cells in potential transplant breakthrough

Scientists are growing human hearts in laboratories, offering hope for millions of cardiac patients.
American researchers believe the artificial organs could start beating within weeks. The experiment is a major step towards the first “grow-your-own” heart, and could pave the way for livers, lungs or kidneys to be made to order.
The organs were created by removing muscle cells from donor organs to leave behind tough hearts of connective tissue. Researchers then injected stem cells which multiplied and grew around the structure, eventually turning into healthy heart cells.
Dr Doris Taylor, an expert in regenerative medicine at the University of Minnesota in Minneapolis, said: “The hearts are growing, and we hope they will show signs of beating within the next weeks. “There are many hurdles to overcome to generate a fully functioning heart, but my prediction is that it may one day be possible to grow entire organs for transplant.”
Patients given normal heart transplants must take drugs to suppress their immune systems for the rest of their lives.
This can increase the risk of high blood pressure, kidney failure and diabetes. If new hearts could be made using a patient’s own stem cells, it is less likely they would be rejected.
The lab-grown organs have been created using these types of cells – the body’s immature “master cells” which have the ability to turn into different types of tissue. The experiment follows a string of successes for researchers trying to create spare body parts for transplants.
In 2007, British doctors grew a human heart valve using stem cells taken from a patient’s bone marrow. A year later, scientists grew a beating animal heart for the first time.
Dr Taylor’s team has already created beating rat and pig hearts. Although they were too weak to be used in animals, the work was an important step towards tailor-made organs.
In their latest study, reported at the American College of Cardiology’s annual conference in New Orleans, researchers created new organs using human hearts taken from dead bodies. The scientists stripped the cells from the dead hearts with a powerful detergent, leaving “ghost heart” scaffolds made from the protein collagen.
The ghost hearts were then injected with millions of stem cells, which had been extracted from patients and supplied with nutrients. The stem cells “recognized” the collagen heart structure and began to turn into heart muscle cells. The hearts have yet to start beating – but if they do, they could be strong enough to pump blood.
However, the race to create a working heart faces many obstacles. One of the biggest is getting enough oxygen to the organ through a complex network of blood vessels. Scientists also need to ensure the heart cells beat in time.
Dr Taylor told the Sunday Times: “We are a long way off creating a heart for transplant, but we think we’ve opened a door to building any organ for human transplant.”



Extracted from: http://www.dailymail.co.uk

Nuno Costa

terça-feira, 17 de maio de 2011

Intravascular Continuous Glucose Monitoring from InvivoSense


We’ve featured continuous glucose monitoring (CGM) devices on Medgadget before, but they had the disadvantage of being subcutaneous, and it’s unclear how long the subcutaneous reading takes to catch up to the actual blood glucose level.
A new device from InvivoSense, a company based in Norway, is inserted through a central line port and measures, in real-time, the glucose concentration in the blood. This could help us to more accurately study the effect of “tight” vs. “permissive” glucose control. The studies so far on this subject have been contradictory, and part of the reason may be that glucose is normally measured only hourly at the most.
The sensor uses a new technological approach based on the shrinking and swelling of a boronic acid incorporated hydrogel when exposed to various glucose concentrations. This device was validated in the January 2011 issue ofAnesthesiology, and it showed remarkable correlation with the gold standard methods.

Retirado de http://medgadget.com
Fernando Garcia

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Investigadora da UMinho premiada na área das próteses - estudo de Maria João Runa apresentou avanços em conferência mundial


A investigadora Maria João Runa, do Centro de Tecnologias Mecânicas e de Materiais (CT2M) da Universidade do Minho, foi galardoada com o Best Paper Award (melhor investigação) na conferência mundial «Wear of Materials», realizada em Filadélfia, nos EUA. O estudo, premiado entre os 300 apresentados, introduz melhorias na aplicação das próteses de anca, que são utilizadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

A investigação vai ser publicada na conceituada revista
«Wear» e tem como título «Corrosion and tribocorrosion behavior of CoCrMo alloy used as hip joint implant materials under simulated body fluids: effect of proteins and normal load».
Os resultados obtidos por Maria João Runa contribuem para compreender o efeito conjunto das proteínas e dos esforços mecânicos no comportamento de próteses de anca. A pesquisa abre caminho para a introdução de melhorias nestes dispositivos, no sentido de diminuir a frequência de cirurgias de revisão, penosas para os pacientes e de elevado custo.

“As próteses de anca são expostas a condições químicas e mecânicas que são muito agressivas no corpo humano”, sublinha a cientista. O trabalho conclui que em determinadas condições de solicitação mecânica as proteínas podem ter um efeito protector, prevenindo a degradação dos materiais envolvidos, enquanto noutras condições, características de pessoas com maior actividade física, pode ser observado o efeito oposto.

“Este prémio internacional representa o reconhecimento de todo o meu esforço pessoal e académico”, confessa Maria João Runa, de 23 anos e natural da Covilhã. A investigadora fez o mestrado integrado em Engenharia Biomédica na Universidade do Minho e a licenciatura em Ciências Biomédicas na Universidade da Beira Interior.

Esta antiga aluna da Universidade da Beira Interior que frequentou o curso de Ciências Biomédicas é um exemplo de sucesso que nos faz acreditar num futuro em investigação biomédica e que nos mostra que é possível crescer quando a base de sustentação é sólida.

Retirado de http://www.cienciahoje.pt/

Gabriela Tavares