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domingo, 30 de abril de 2017

Cientistas criam neurónio que pode ser nova esperança para tratar lesões na espinal medula



Cientistas dos Institutos Gladstone, nos Estados Unidos, criaram, a partir de células estaminais, um tipo especial de neurónio que pode potencialmente reparar lesões da espinal medula, foi divulgado.
Estas células, interneurónios (que se ligam a outro neurónios) 'V2a', transmitem sinais na espinal medula para ajudar a controlar os movimentos. Quando os investigadores transplantaram essas células na espinal medula de ratos os interneurónios integraram-se nas células existentes.
Os interneurónios 'V2a' retransmitem sinais do cérebro para a espinal medula, onde se ligam a neurónios motores que se projetam para os braços e pernas. Assim, dizem os responsáveis do estudo, publicado hoje na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os interneurónios percorrem longas distancias, subindo e descendo a espinal medula para iniciar e coordenar movimentos musculares, bem como a respiração.
Danos nos interneurónios 'V2a' podem interromper as ligações entre o cérebro e os membros, o que contribui para a paralisia após lesões na espinal medula.
"Os interneurónios podem redirecionar-se após lesões na espinal medula, o que os torna um alvo terapêutico promissor", disse um dos autores da investigação, Todd McDevitt.
"O nosso objetivo é reformular os circuitos afetados, substituindo interneurónios danificados para criar novos caminhos para a transmissão do sinal em torno do local da lesão", adiantou o investigador.
Segundo o estudo agora publicado os investigadores produziram pela primeira vez interneurónios 'V2a' a partir de células estaminais humanas, criando substâncias químicas, e mais tarde ajustando-as, que gradualmente levavam as células base a desenvolverem os interneurónios.
Jessica Butts, primeira autora do estudo, explicou que o objetivo foi encontrar a forma de levar à produção de interneurónios 'V2a' em vez de outro tipo de células neuronais, como neurónios motores.
Nas suas experiências, os cientistas implantaram interneurónios na espinal medula de ratos saudáveis e verificaram que estes se integraram com as outras células. O próximo passo é, segundo os cientistas, transplantar células em ratos com lesões na espinal medula, para ver se os interneurónios V2a se ajustam para restaurar os movimentos afetados pela lesão.
Os Institutos Gladstone são uma organização não-governamental dos Estados Unidos dedicada à investigação na área da saúde e ligada especialmente a doenças cardiovasculares, virais e neurológicas.
Fonte:http://www.dn.pt/sociedade/interior/cientistas-criam-neuronio-que-pode-ser-nova-esperanca-para-tratar-lesoes-na-espinal-medula-6241973.html
Comentário de Duarte Rocha: Quando a medula espinhal é danificada como resultado de um trauma ou por uma doença ou por um defeito congénito, ocorrem alterações ao nível da sensibilidade e da função motora, dependendo da extensão e da localização da lesão.
O grupo dos interneurónios é o grupo mais numeroso de neurónios. Tal como o nome indica, estes neurónios transmitem o sinal desde os neurónios sensitivos até ao sistema nervoso central. Outra das suas funções é ligar neurónios motores entre si.
Neste tipo de neurónios o axónio é bastante reduzido, sendo que o corpo celular e as dendrites estão diretamente ligados à arborização terminal, onde se localizam as telodendrites.
Assim sendo, funcionando este tipo de neurónios como intermediários das ligações entre os neurónios principais e o sistema nervoso central, assumem uma grande relevância nas terapêuticas de combate às lesões da medula óssea.

sábado, 29 de abril de 2017

Vacina desenvolvida no Porto para a meningite, pneumonia e septicemia

No topo, bactérias <i>Escherichia coli</i> e, na parte de baixo,
<i>Staphylococcus aureus</i>

Investigadores do Porto desenvolveram uma vacina que ajuda a prevenir ao mesmo tempo infecções bacterianas que causam doenças como meningite, pneumonia e septicemia (invasão da corrente sanguínea por agentes patogénicos, que nos casos mais críticos pode levar à morte por choque séptico).

As bactérias que originam essas patologias – Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Estreptococus do grupo B, Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus – são estirpes muito resistentes e causam “um enorme problema para a saúde pública”, disse à gência Lusa o cientista Pedro Madureira, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto.

A partir do momento que essas bactérias infectam o hospedeiro – neste caso, a pessoa – são capazes de libertar uma molécula designada GAPDH, que as torna “invisíveis” ao sistema imunitário, explicou o cientista, um dos fundadores da empresa Immunethep, responsável pela criação da vacina. Desta forma, as bactérias impedem o início de uma resposta do sistema imunitário para as combater.

Sem uma resposta adequada do nosso sistema imunitário, continua Pedro Madureira, as bactérias “rapidamente proliferam” na corrente sanguínea e nos órgãos infectados, podendo levar às tais patologias, consideradas bastante graves. “Embora esta vacina seja destinada a todas as pessoas”, existem indivíduos nos quais a “incidência desse tipo de infecções é maior”, como, por exemplo, os recém-nascidos, os idosos, os portadores de diabetes do tipo I, os pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas invasivas (operações ao coração ou à espinal medula) ou com doença pulmonar obstrutiva.

O investigador considera esta vacina “inovadora”, visto que, ao invés de induzir uma resposta imunitária (a produção de anticorpos) contra a bactéria em si, induz, sim, uma resposta que neutraliza uma única molécula (a GAPDH), libertada pelas bactérias, permitindo ao sistema imunitário controlar as diferentes infecções.

A vacina, que já passou por ensaios laboratoriais com ratos e coelhos, vai passar à fase dos ensaios clínicos no último trimestre de 2017, prevê o investigador.

Este foi um dos projectos apresentados esta sexta-feira no i3S, um dos institutos que participa nas comemorações do Dia Internacional da Imunologia, organizadas pela Sociedade Portuguesa de Imunologia. A iniciativa, que no Porto termina por volta das 17h00, conta com palestras e outras actividades para dar a conhecer aos alunos do ensino secundário a investigação desenvolvida na área da imunologia. Também participaram nestas comemorações o Instituto de Medicina Molecular, de Lisboa, o Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, a Universidade de Aveiro e o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho.

As vacinas são “algo que funciona”

Para além da vacina, Pedro Madureira disse que a Immunethep está a desenvolver uma forma de terapia baseada em anticorpos monoclonais, que neutralizam a proteína GAPDH, podendo ser usados em pessoas já infectadas e para as quais não há tempo para vacinação. “Estes anticorpos têm a vantagem, em relação à vacina, de actuarem muito rapidamente e a desvantagem de não induzirem ‘memória imunológica’”, explicou o investigador. Esta memória está associada à capacidade do nosso sistema imunitário, após um primeiro contacto com um agente estranho, conseguir desencadear uma resposta muito mais rápida e eficiente.

Na apresentação no i3S, Pedro Madureira também falou da importância e da história das vacinas, de forma a “desmistificar” algumas incertezas sobre a vacinação e, ainda, sobre esta ter sido uma “grande conquista da imunologia e da medicina”. Pedro Madureira acredita que grande parte da polémica actual relacionada com a vacinação deve-se à “má informação” ou ao “pouco esclarecimento” que se tem sobre o tema, daí a necessidade de se transmitir uma informação “clara e precisa” quando se fala publicamente acerca deste assunto. As vacinas são “algo que funciona”, sendo esta a abordagem clínica que “melhores resultados trouxe para a humanidade”.

Apesar de compreender os casos em que os indivíduos não podem ser vacinados, devido a uma resposta alérgica, sublinhou que se “todas as outras pessoas estivessem vacinadas e não houvesse movimentos antivacinas”, esses indivíduos estes estariam seguros porque não haveria forma de transmitir a doença.

Fonte: https://www.publico.pt/2017/04/28/ciencia/noticia/vacina-desenvolvida-no-porto-para-a-meningite-pneumonia-e-septicemia-1770331

Comentário de Sofia Barros: As infecções bacterianas podem ser adquiridas facilmente no dia-a-dia e ocorrem quando as formas prejudiciais de bactérias se multiplicam no interior do corpo. 
O prognóstico das infecções varia de leve a grave, dependendo muito do estado geral do hospedeiro, sendo que a principal complicação de uma infecção é a sua disseminação pelo organismo, com comprometimento de vários órgãos, sendo então denominada septicemia. A septicemia pode levar a um quadro de falência de diversos órgãos e à morte.
Esta vacina tem um enorme impacto, uma vez que possibilita uma resposta adequada do nosso sistema imunitário, através de uma resposta que neutraliza uma única molécula (a GAPDH), libertada pelas bactérias, permitindo ao sistema imunitário controlar as diferentes infecções.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cientistas portugueses descobrem ligação entre o apetite e bactérias intestinais



Experiências em moscas da fruta apontam para uma clara influência dos micro-organismos intestinais e a vontade de comer certos alimentos
Uma equipa de cientistas que inclui investigadores portugueses descobriu dois tipos de bactérias intestinais que conseguem influenciar o cérebro e o comportamento das moscas da fruta a ponto de condicionar que tipo de alimentos procuram.
Um dos cientistas da Fundação Champalimaud, Carlos Ribeiro, que liderou o estudo, disse à agência Lusa que as bactérias não serão o único fator a determinar o apetite mas é certo que a presença de qualquer um dos dois tipos em causa vai influenciar o comportamento alimentar.
Em relação a extraoplar deste estudo conclusões para os mamíferos, Carlos Ribeiro salientou que a complexidade dos microorganismos presentes nos seus aparelhos digestivos é muito maior.
Uma das bactérias estudadas pelos investigadores parece retirar para si o açúcar da comida consumida pelos animais, fazendo aumentar o seu apetite por comidas ricas em açúcar.
Os cientistas experimentaram ainda privar as moscas de aminoácidos essenciais, mas verificaram que com a combinação de bactérias intestinais certa, os animais não desenvolviam apetite por comida rica em proteína.
A conclusão é que as bactérias "parecem estar a induzir uma alteração metabólica que atua diretamente sobre o cérebro e o corpo, simulando um estado de saciedade proteica", em que as moscas não sentem necessidade de consumir mais proteína.
"Este estudo não só mostra, pela primeira vez, que o microbioma age sobre o cérebro para alterar as preferências alimentares dos animais, como também que, para produzir esse efeito, as bactérias intestinais recorrem a um novo mecanismo, ainda desconhecido", afirmou outra investigadora da Fundação Champalimaud, Zita Santos, coautora do estudo.
Fonte: http://www.dn.pt/sociedade/interior/cientistas-descobrem-ligacao-entre-apetite-e-bacterias-intestinais-nas-moscas-da-fruta-6243917.html
Comentário de Vanessa Santos: Apesar de já se desconfiar que os microorganismos intestinais influenciavam o apetite, este estudo veio comprovar e identificar dois tipos específicos de bactérias que têm a capacidade de modificar as preferências alimentares num modelo experimental de moscas da fruta. Os fatores que influenciam o comportamento alimentar dos mamíferos e a complexidade dos microorganismos presentes no seu aparelho digestivo é certamente muito maior do que neste modelo experimental, mas esta informação poderá ser um primeiro passo para o desenvolvimento de estratégias futuras que permitam modular o apetite e hábitos alimentares humanos, visando o combate a doenças como a obesidade, que se tornaram um flagelo da sociedade moderna. A obesidade é já reconhecida pela OMS como uma epidemia, que afeta a longevidade e qualidade de vida humana, e que se deve não só ao estilo de vida sedentário que se vive atualmente, mas também à maior disponibilidade de produtos alimentares como a "fast food", que são alternativas mais práticas e baratas do que os alimentos tradicionais, mas acabam por ser altamente calóricos e ter teores bem mais altos de gorduras saturadas, açúcar e sal.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cordeiros prematuros cresceram dentro de um saco que imita um útero

Sistema consiste num saco de polietileno (plástico), cheio com fluido e que incorpora um circuito de oxigénio através de uma interface de cordão umbilical, que imita o ambiente intra-uterino

Não é uma incubadora. É um útero artificial externo, uma espécie de saco que imita o ambiente uterino com as trocas de fluidos essenciais para a gravidez. Chamam-lhe Biobag. E, para já, não é uma tecnologia que possa ser usada com seres humanos. O que a equipa de cientistas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, nos EUA, conseguiu fazer foi manter o desenvolvimento de cinco cordeiros extremamente prematuros, numa fase de gestação equivalente às 23 ou 24 semanas de um feto humano, durante quatro semanas recorrendo a um sistema artificial. Os resultados do estudo pré-clínico são relatados num artigo na revista Nature Communications.

A eventual aplicação clínica do sistema usado com fetos do cordeiro ainda deverá demorar entre uma década (na perspectiva mais optimista dos investigadores que o desenvolveram) ou duas (na opinião de especialistas que não participaram neste trabalho). Ainda assim, uns e outros concordam que este é um importante passo na área neonatal, até porque as tentativas feitas até hoje não tinham conseguido manter por mais de dois ou três dias os fetos de animais vivos. Desta vez, os cientistas conseguiram não só manter os fetos de cordeiros vivos, como descrevem que estes “bebés” se desenvolveram normalmente durante 28 dias (670 horas).
“O nosso sistema poderia evitar a grave morbilidade que afecta os bebés extremamente prematuros, oferecendo uma tecnologia médica que não existe actualmente”, refere Alan W. Flake, cirurgião fetal e principal autor do estudo, num comunicado do Hospital Pediátrico de Filadélfia. O plano é adaptar este sistema testado em cordeiros para uso clínico tornando-o uma nova “ponte” entre o útero da mãe e mundo exterior, que poderá ser usada para bebés extremamente prematuros (antes das 27 semanas de gestação). Assim, a ideia é usar este “útero” artificial durante um período de quatro semanas (permitindo levar o bebé com umas muito frágeis 23 ou 24 semanas até às 28 semanas, que já representam menos riscos), adiando o recurso a uma incubadora com ventiladores. A equipa não pretende que o sistema seja usado antes das 23 semanas, uma vez que isso colocaria “riscos inaceitáveis”.

O sistema do Biobag consiste num saco de película de polietileno (plástico), cheio com fluido (um líquido amniótico) e que incorpora um circuito de oxigénio através de uma interface de cordão umbilical, que imita o ambiente intra-uterino. 
Os fetos de cordeiro cresceram num ambiente com temperatura controlada, respirando o líquido amniótico como fariam se estivessem no útero, com os seus corações a bombear o sangue através do cordão umbilical para uma máquina situada no exterior do saco, que substitui a placenta, permitindo a troca de dióxido de carbono e oxigénio.

“Os cordeiros mostraram uma respiração normal e a capacidade de engolir, abriram os olhos, desenvolveram lã, tornaram-se mais activos, e tiveram um desenvolvimento normal, funções neurológicas e maturação dos órgãos”, resume o comunicado. No artigo há um quadro que resume os resultados das experiências feitas durante três anos e que envolveram vários protótipos. Na lista estão alguns dos problemas registados, desde inflamações pulmonares provocadas por bactérias no líquido amniótico a hemorragias e complicações gastrointestinais. Em cinco animais dentro do Biobag não houve nenhuma complicação durante a incubação.

O resumo feito pela Nature Communications sobre o artigo nota que nada foi publicado sobre o desenvolvimento destes cordeiros após este período especial de incubação. “Portanto, este estudo carece de dados sobre o efeito dessa incubação a longo prazo”, assinala-se. Mas refere-se também que este estudo conseguiu uma sobrevivência prolongada dos fetos, quando comparado com as tecnologias testadas antes. E acrescenta-se: “Mais importante ainda, estes animais mantiveram uma fisiologia fetal normal, o que nunca foi conseguido antes fora do útero.”

O que falta para uso clínico?
Com estes resultados, o que falta então para avançar para o uso clínico? Muita coisa ainda. Os próprios autores do estudo admitem que é preciso esperar para adaptar o sistema a um feto humano. Entre outras especificidades, é preciso adaptá-lo ao tamanho de um extremo prematuro humano, que será cerca de um terço de um cordeiro na mesma fase gestacional.

Será também necessário desenvolver um outro sistema com diferentes ligações, já que a via do cordão umbilical para ligar o equipamento ao feto tal como foi experimentada nos cordeiros não será possível num humano. A composição de um líquido amniótico ideal para um feto humano é outro dos terrenos que terá de ser explorado.

A equipa de cientistas que desenvolveu este protótipo admite que são necessárias várias adaptações que poderão demorar cerca de uma década. Mas acredita também que, se isso for feito, existirá um “sistema muito superior aos que são actualmente usados nos hospitais para fetos extremamente prematuros com 23 ou 24 semanas de gestação” e que poderá “estabelecer um novo padrão de cuidados” para estes bebés.

Colin Duncan, professor de medicina reprodutiva da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, comentou esta possível nova abordagem na saúde neonatal. “É um conceito verdadeiramente atractivo e um importante passo em frente, mas ainda há muitos desafios para refinar esta técnica, para conseguir resultados mais consistentes e comparar os seus efeitos com as estratégias de cuidados neonatais usadas hoje”, refere, em declarações à Science Media Center. Colin Duncan lembra que outros tratamentos (como injecções de esteróides a mulheres grávidas em risco de um parto prematuro) demoraram 20 anos até chegar à prática clínica.


Segundo os dados mais recentes, todos os dias nascem em média 17 bebés prematuros em Portugal, que representam quase 8% do total de nascimentos. A classificação da prematuridade pode ser feita segundo a idade gestacional e divide-se em bebé de “pré-termo” (entre as 33 e as 36 semanas), prematuro moderado (entre as 28 e 32 semanas) e prematuro extremo (antes das 28 semanas de idade). Actualmente, os casos de pequenos sobreviventes que nasceram após apenas 24 semanas de gestação continuam a ser difíceis, mas já não são milagres, podendo ser considerados viáveis. Porém, as sequelas desta prematura saída do ambiente uterino são imprevisíveis. Quando este parto prematuro acontece, os muito frágeis bebés, por vezes com pouco mais de meio quilo, são colocados em incubadoras, ligados a ventiladores em unidades de cuidados intensivos. E é aí que se espera hoje que continuem a crescer.

Fonte: https://www.publico.pt/2017/04/26/ciencia/noticia/seis-fetos-de-cordeiros-prematuros-cresceram-dentro-de-um-saco-que-imita-um-utero-1769921

Comentário de Ana Silveira: Em Portugal, nascem por dia cerca de 17 bebés prematuros. O nível de prematuridade depende do número de semanas do bebé e, nos casos mais graves pode ser inferior a 28 semanas de idade. Embora difícil há alguns que conseguem sobreviver com recurso a incubadoras e cuidados acrescidos. No entanto, devido a estas incubadoras ainda não apresentarem um ambiente completamente semelhante ao do útero materno as sequelas estão quase sempre presentes.
Por isso, o desenvolvimento de um saco que imita o útero (mesmo que ainda só tenha sido testado em modelo animal) pode vir a ser uma solução promissora para o futuro visto que, ao apresentar um ambiente semelhante ao do útero poderá vir a diminuir as sequelas em bebés prematuros.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Dosime: A Smart Radiation Detector for Personal and Home Use


Radiation. We can’t see it, taste it, or feel it, yet we encounter it every single day.
Radiation is emitted by almost everything around us – from readily known sources like microwaves, X-ray machines, and radios, to less suspected sources like the water we drink and our body’s own potassium. It is important to know that there are two main kinds of radiation: non-ionizing and ionizing.
Non-ionizing radiation includes visible light, microwaves and radio frequency waves. This type of radiation has the energy required to vibrate electrons in an atom or molecule, but it’s not sufficient to bump an electron from an atom to ionize it. On the other hand, exposure to ionizing radiation might be more dangerous as this type of radiation has enough energy to remove an electron and ionize an atom.
Exposure to ionizing radiation can lead to DNA and tissue damage in the human body, which poses serious health risks over time. 
However, many of us have no idea how much ionizing radiation we are exposed to on a daily basis. This is why personal dosimeters were created.
Mirion Technologies, a company based in Irvine, California that’s been in the radiation detection and protection business for years, recently launched Dosime, their new user-friendly, smart electronic personal dosimeter. Dosime is able to calculate and determine the amount of ionizing radiation a person is exposed to on a daily basis. We at Medgadget had the chance to test this unique device firsthand.

Appearance and Set-up
Dosime comes with a charging dock and a straightforward user manual. The actual device is small, slim, and oblong, with a glossy, white plastic finish that gives it a futuristic look. It is lightweight with a clip on the back to attach the device to the user’s clothes if desired.
Setting up Dosime is simple. You plug the charging dock into an outlet, and slide the device into the dock to begin charging. A free app can be downloaded to an iOS or Android mobile devices, and Dosime can connect to the mobile device and home networks via Wi-Fi or Bluetooth.

Functionality
Dosime uses a Silicone Diode to detect and measure ionizing radiation exposure. This is the same system utilized by nearly all nuclear power plants and NATO forces due to its precision, accuracy, and durability. Dosime reports radiation exposure, or dose rate, in units of millirem per hour, and it also calculates the total radiation exposure, or cumulative dose, which it reports in units of millirem (mrem). According to the United States Nuclear Regulatory Commission (USNRC), an American is exposed to an average of 620 millirem annually.
Good news for Minnesotans, we tested Dosime for nearly two weeks throughout the Twin Cities and southwestern part of the state. The Dosime readings ranged between 0.005  and 0.008  mrem per hour with a cumulative dose of less than 1 mrem. This indicates a low level of ionizing radiation exposure.
Usability and app
Dosime is considered a hybrid device, as it can be used as a wearable device or at home when it is plugged into the charging cradle. The device works autonomously, measuring radiation exposure in real-time and presenting the data to the user. The actual device produces a constantly blinking light that changes color based on the amount of radiation in an area: green for low exposure, orange for elevated exposure, and red for severe exposure. The app also provides users with a current dose rate as well as cumulative dose and is capable of sending audible mobile alerts, text messages, and emails when radiation levels deemed unsafe.
Here are the standards Dosime uses for deciding what is low, elevated, and severe exposure:
  • Green: When the Dosime device blinks green, everything is OK. Dose rate fluctuation between 0.005 mrem/hr and 0.030 mrem/hr is normal.
  • Amber: When the Dosime device blinks Amber, your risk of radiation exposure has significantly increased above a normal, naturally occurring rate. Dose rate is above 10mR/h and below 100 mR/h
  • Red: When the Dosime device blinks red, you are at a high risk of excessive radiation exposure in your area. Dose rate is above 100mR/h
Conclusion
Overall, we at Medgadget find Dosime to be user friendly, aesthetically pleasing, and informative without being overwhelming. Many of us do not think about radiation exposure on a regular basis. However, given the potentially adverse health effects associated with high exposure to ionizing radiation, investing in a device like Dosime may be worthwhile.
Fonte: https://www.medgadget.com/2017/04/dosime-smart-radiation-detector-personal-home-use.html

Comentário: Muitos de nós não pensam sobre a exposição à radiação. No entanto, ela existe. Tornando-se cada vez mais essencial proteger as pessoas, a propriedade e o meio ambiente contra os efeitos nocivos das radiações ionizantes. 
Deste modo, vários profissionais trabalham diariamente para oferecerem soluções de proteção contra a radiação. E assim, uma dessas soluções é o Dosime, um dispositivo com tecnologia de dosimetria, para quem procura ser pro ativo e consciencioso sobre a sua saúde, segurança e bem-estar.
Estudos mostram que 82% da exposição à radiação vem da radiação natural. Fontes incluem solo, água, ar, bem como elementos radioativos dentro do corpo. E os outros 18% são feitos pelo homem. Fontes artificiais incluem geração de energia nuclear, raios-X de procedimentos médicos, produtos de medicina nuclear para diagnósticos médicos e aplicações terapêuticas, bem como produtos como materiais de construção.
Tendo em conta os efeitos potencialmente adversos para a saúde associados à elevada exposição a radiações ionizantes, investir num dispositivo como o Dosime pode ser útil.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Investigadores criam nanovacina contra diferentes cancros

Reuters/EDGAR SU


Investigadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nanovacina (vacina administrada através de partículas microscópicas) contra diferentes cancros, como o da pele, do cólon e do recto, numa experiência com ratos, revela um estudo publicado esta segunda-feira.

As nanovacinas consistem em proteínas do tumor que podem ser reconhecidas pelo sistema imunitário e que estão no interior de uma nanopartícula de polímero sintético. As minúsculas partículas são direccionadas para o alvo, estimulando o sistema imunitário a desencadear uma resposta contra agentes agressores como tumores. A ideia é ajudar o organismo a combater o cancro com a suas próprias defesas.

No estudo, publicado na edição digital da revista Nature Nanotechnology, e divulgado num comunicado da universidade norte-americana, os cientistas examinaram uma variedade de tumores associados aos cancros da pele, do cólon, do recto, do útero, da cabeça e do pescoço.

Na maioria dos casos, a nanovacina abrandou o crescimento do tumor e prolongou a vida dos animais. A nanovacina experimental activou a proteína adaptadora STING, permitindo a estimulação da defesa imunitária do organismo dos roedores contra o cancro.

Outras tecnologias de produção de vacinas têm sido usadas na imunoterapia contra cancros, mas têm custos de produção mais elevados e são mais complexas, por implicarem bactérias vivas ou múltiplos estimulantes biológicos, assinala a Universidade do Texas.

A equipa de cientistas está a trabalhar com médicos para administrar a nanovacina a doentes oncológicos. Segundo os investigadores, a combinação de nanovacinas com radioterapia ou outras imunoterapias pode aumentar, no futuro, a eficácia dos tratamentos contra o cancro.

Fonte:https://www.publico.pt/2017/04/24/ciencia/noticia/investigadores-criam-nanovacina-contra-diferentes-cancros-1769925

Comentário de Ana Maria: A Imunoterapia é uma forma de tratamento que ajuda e estimula o sistema imunitário do doente, permitindo, assim, que este tenha uma maior capacidade para combater o cancro.
O tratamento através da imunoterapia pode ser feito através da introdução de determinadas substâncias no organismo (que vão induzir o próprio sistema imunitário a combater a doença), sendo classificada como terapia ativa. E pode também ser realizado através de anticorpos, produzidos em laboratório (já programados para destruir os tumores). Nesse caso, intitula-se de terapia passiva. Este tratamento é normalmente introduzido por via endovenosa, para que possa circular através da corrente sanguínea, e de forma sistémica.
Existem também dois tipos de imunoterapia já usados ou em fase de estudo:
- Anticorpos monoclonais: produzidos de forma artificial, em ambiente laboratorial. Estes são acoplados às células cancerígenas, impedindo o seu crescimento;
- Imunoterapias não específicas: pretende melhorar as funções do sistema imunitário.


domingo, 23 de abril de 2017

TECIDO DO CORDÃO UMBILICAL AJUDA A TRATAR DOENTES APÓS ATAQUES CARDÍACOS



As conclusões de uma nova investigação portuguesa, que assegura que a terapia celular pode ajuda a tratar doentes após ataques cardíacos, abre novas perspetivas para um problema que mata anualmente 1.300 portugueses.
A maioria dos ataques cardíacos são provocados por um coágulo que bloqueia uma das artérias coronárias.
Essa situação impede o sangue e o oxigénio de chegar ao coração. Um grupo de especialistas da ECBio, empresa dedicada à investigação e desenvolvimento em biotecnologia, publicou nos primeiros meses de 2014 um artigo na revista científica internacional Stem Cell Research and Therapy, que sublinha o potencial terapêutico das células mesenquimais do tecido do cordão umbilical (UCX) no tratamento de doentes com enfarte agudo do miocárdio, vulgarmente conhecido por ataque cardíaco. 

O artigo descreve os resultados de estudos em animais, realizados em colaboração com o Instituto Nacional de Engenharia Biomédica (INEB), que demonstram como a terapia com estas células estaminais adultas pode melhorar a função cardíaca, atenuar a remodelação do ventrículo esquerdo e reduzir o tamanho do enfarte, que surge na sequência da chamada doença coronária, que se desenvolve devido à obstrução das artérias do coração.
A precocidade de deteção dos sintomas pode ser fundamental para evitar a morte. Em entrevista à Prevenir, Hélder Cruz, investigador especializado em biotecnologia e director-geral da ECBio explica o que são este tipo de células, como atuam e que tipo de patologias ajudam a prevenir. «No futuro, a aplicação de células estaminais pode revolucionar ainda a terapêutica de várias patologias neuro degenerativas, como as doenças de Parkinson e Alzheimer», assegura o especialista.
O que são células mesenquimais?
As células estaminais mesenquimais são células que apresentam um elevado potencial de multiplicação e capacidade de diferenciação em vários tipos celulares, como pele, osso, músculo, cartilagem, tecido nervoso e gordura, o que as torna uma ferramenta muito útil na medicina regenerativa. Por serem muito imaturas imunologicamente, o risco de rejeição do transplante em familiares é muito reduzido.
A investigação científica tem demonstrado um número crescente de potenciais aplicações terapêuticas destas células. Mais recentemente, o interesse pelas células estaminais mesenquimais tem-se centrado nas suas propriedades 
anti-inflamatórias, imunossupressoras e indutoras de regeneração endógena.
Por que é que células mesenquimais são retiradas do tecido do cordão umbilical?

As
células mesenquimais são retiradas do tecido do cordão umbilical porque
este é uma das fontes mais ricas deste tipo de células estaminais. Para
além disso, a sua recolha é completamente indolor e não invasiva.

cordão umbilical é uma fonte de células que seria descartada aquando o 
parto e da qual é possível o isolamento de um número de células 
relativamente elevado de células estaminais mesenquimais.
Isto, comparando, relativamente 
às outras fontes alternativas.
No que é que consiste a criopreservação? 


criopreservação é o processo de congelamento das células estaminais do 
sangue e do tecido do cordão umbilical. O recurso às células estaminais 
do cordão umbilical criopreservadas já é considerado, com sucesso, no 
tratamento de mais de 80 patologias diferentes. O potencial único das 
células estaminais do sangue do cordão umbilical permite a sua 
utilização no tratamento de doenças graves, como deficiências medulares,
doenças metabólicas, leucemia, imunodeficiências, linfomas e anemias 
potencialmente fatais. 

As aplicações de células estaminais do 
tecido do cordão umbilical têm tido o seu foco na diminuição da rejeição
de transplantes e em doenças autoimunes como a artrite reumatoide, 
esclerose múltipla e algumas patologias cardiovasculares. No futuro, a 
aplicação de células estaminais pode revolucionar ainda a terapêutica de
várias patologias neuro degenerativas, como as doenças de Parkinson e 
Alzheimer. A investigação científica tem demonstrado um número crescente
de potenciais aplicações terapêuticas destas células. 
Pode descrever a ação destas células no organismo, após um doente ter sofrido um enfarte agudo do miocárdio?
Os principais resultados do mais recente estudo que realizámos demonstram que a terapia com células estaminais adultas, isoladas e multiplicadas através do método de isolamento desenvolvido pela ECBio, podem melhorar a função cardíaca, atenuar a remodelação do ventrículo esquerdo e reduzir o tamanho do enfarte.
As conclusões indicam ainda que estas células têm a capacidade de agir de forma dinâmica e transmitir os efeitos terapêuticos através de múltiplos modos de ação, como proteção das células do miocárdio da morte celular, promoção da formação de novos vasos e recrutamento de células progenitoras cardíacas.
Estas células têm apenas um efeito curativo ou também podem prevenir problemas cardíacos?

Até agora, só existem resultados comprovados no que respeita ao tratamento.
No entanto, a ação das células envolve vários mecanismos de reparação.
Este é um paradigma central que distingue a terapia celular dos medicamentos tradicionais e representa um avanço potencialmente importante no tratamento do ataque cardíaco.
Estes resultados abrem novas potencialidades para o tratamento de uma situação de saúde responsável pela morte de 1.300 portugueses todos os anos. Mas ainda é muito cedo para especular sobre os seus efeitos preventivos em futuros ataques cardíacos.

Em que medida é que o método desenvolvido pela ECBio é melhor para recolha e conservação das células?


Para ser possível isolar e criopreservar as células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical que nos permitem obter estes resultados, desenvolvemos na ECBio uma metodologia que consiste no isolamento destas e na sua multiplicação, atingindo-se uma pureza superior a 95%. O processo é iniciado com a separação das células estaminais mesenquimais das restantes células existentes no tecido do cordão umbilical como, por exemplo, as células epiteliais.

Numa primeira fase, as células estaminais isoladas encontram-se em minoria e numa quantidade muito reduzida, tendo de ser purificadas mediante um processo de multiplicação. No final da etapa, são criopreservadas células estaminais mesenquimais com elevado grau de pureza e numa quantidade muito superior à existente inicialmente. Após o isolamento, procede-se à criopreservação das células estaminais a temperaturas abaixo dos 150º C negativos.

Em Portugal, nem todas as empresas fazem o isolamento das células estaminais mesenquimais a partir do tecido do cordão umbilical, sendo a Cytothera a única empresa, em Portugal, a utilizar o método de isolamento de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical da ECBio, garantindo que os seus clientes possam ter acesso a qualquer futura terapia resultante desta investigação.


Texto: Filipa Basílio da Silva com Luis Batista Gonçalves (edição)
Fonte:http://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/tecido-do-cordao-umbilical-ajuda-a-tratar-doentes-apos-ataques-cardiacos?artigo-completo=sim
Comentario de Ana Melo: As células estaminais mesenquimais são células que apresentam um elevado potencial de multiplicação e capacidade de diferenciação em vários tipos celulares, como pele, osso, músculo, cartilagem, tecido nervoso e gordura, o que as torna uma ferramenta muito útil na medicina regenerativa. Estas células têm a capacidade de agir de forma dinâmica e transmitir os efeitos terapêuticos através de múltiplos modos de ação, como proteção das células do miocárdio da morte celular, promoção da formação de novos vasos e recrutamento de células progenitoras cardíacas. 

sábado, 22 de abril de 2017

Scientists Create New Technique That Makes Cells Resistant To HIV




In a major new study, scientists have managed to tether HIV-fighting antibodies to immune cells, effectively making a cell population resistant to the virus. Under laboratory conditions, the resistant cells not only replaced diseased cells, but they stopped the spread of infection and provided long-term protection. The study is published in the Proceedings of the National Academy of Sciences.
HIV stands for human immunodeficiency virus, an infection that attacks the immune system. Although one person has been cured, there’s still no cure for HIV. Since the genesis of the epidemic, it is estimated that 35 million people have died of the virus.
Current antiretroviral drugs are good at controlling HIV infection, but they do not eliminate the virus. Patients who stop taking their drugs suffer a rapid rebound in HIV replication.
This new approach differs from other therapies in that the antibodies grip onto the cell’s surface, blocking the virus from accessing a crucial cell receptor and replicating. In other therapies, a low-density concentration of antibodies float around in the bloodstream.
The new technique uses the "neighbor effect" (always good to have a helpful neighbor!), whereby an antibody nearby is more effective than free-floating ones in the bloodstream. 
Simply put, the researchers forced the diseased and resistant cells to compete in a lab dish arena of “survival-of-the-fittest”. Ultimately, cells without the antibodies bound to them died off, leaving the protected cells to multiply and pass on their gene protection to new cells. 
"The ultimate goal will be the control of HIV in patients with AIDS without the need for other medications," said John A. Zaia, director of City of Hope's Center for Gene Therapy, in a statement.
Here the cells protected from rhinovirus by receptor-blocking antibodies survive well and form colonies. Credit: Jia Xie, Lerner Lab
Specifically, the team first tested their technique against a rhinovirus, which is responsible for many cases of the pesky common cold. They then used a lentivirus to deliver a new gene that instructed cells to synthesize antibodies that bind with the cell receptor the rhinovirus needs.
While there was an initial die-off, their numbers quickly rebounded after 125 hours and returned to normal levels. This success led them to test the same technique with HIV. 
All strains of HIV need to bind to a surface receptor called CD4, so scientists found and used an antibody that shields this receptor. They then introduced cells to the virus to see if worked – it did, the cell population had become HIV-resistant.
"This is really a form of cellular vaccination,” said lead author Richard Lerner of The Scripps Research Institute.
Although more work is needed before clinical trials can commence, this initial discovery has created a buzz. While other research also focuses on using specific antibodies to target the virus, the team have provided another proof of concept, which they will refine even further in future experiments. 
Fonte:http://www.iflscience.com/health-and-medicine/scientists-create-new-technique-that-makes-cells-resistant-to-hiv/
Comentário de João André: Atualmente, os fármacos anti-retrovirais são bons no controle das infecções causadas pelo HIV mas não eliminam o vírus, pelo que, os doentes que deixam de tomar os seus medicamentos sofrem uma rápida replicação do HIV.
Visto isto, num novo estudo , um conjunto de Cientistas conseguiram associar com sucesso os anticorpos contra o HIV a células imunes, originando uma população de células resistentes ao vírus. Estas células resistentes não só substituíram as células doentes, mas também, impediram a propagação da infecção e proporcionaram uma proteção a longo prazo. Este é sem dúvida uma enorme conquista na descoberta da cura para o vírus HIV!