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terça-feira, 25 de abril de 2017

Investigadores criam nanovacina contra diferentes cancros

Reuters/EDGAR SU


Investigadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nanovacina (vacina administrada através de partículas microscópicas) contra diferentes cancros, como o da pele, do cólon e do recto, numa experiência com ratos, revela um estudo publicado esta segunda-feira.

As nanovacinas consistem em proteínas do tumor que podem ser reconhecidas pelo sistema imunitário e que estão no interior de uma nanopartícula de polímero sintético. As minúsculas partículas são direccionadas para o alvo, estimulando o sistema imunitário a desencadear uma resposta contra agentes agressores como tumores. A ideia é ajudar o organismo a combater o cancro com a suas próprias defesas.

No estudo, publicado na edição digital da revista Nature Nanotechnology, e divulgado num comunicado da universidade norte-americana, os cientistas examinaram uma variedade de tumores associados aos cancros da pele, do cólon, do recto, do útero, da cabeça e do pescoço.

Na maioria dos casos, a nanovacina abrandou o crescimento do tumor e prolongou a vida dos animais. A nanovacina experimental activou a proteína adaptadora STING, permitindo a estimulação da defesa imunitária do organismo dos roedores contra o cancro.

Outras tecnologias de produção de vacinas têm sido usadas na imunoterapia contra cancros, mas têm custos de produção mais elevados e são mais complexas, por implicarem bactérias vivas ou múltiplos estimulantes biológicos, assinala a Universidade do Texas.

A equipa de cientistas está a trabalhar com médicos para administrar a nanovacina a doentes oncológicos. Segundo os investigadores, a combinação de nanovacinas com radioterapia ou outras imunoterapias pode aumentar, no futuro, a eficácia dos tratamentos contra o cancro.

Fonte:https://www.publico.pt/2017/04/24/ciencia/noticia/investigadores-criam-nanovacina-contra-diferentes-cancros-1769925

Comentário de Ana Maria: A Imunoterapia é uma forma de tratamento que ajuda e estimula o sistema imunitário do doente, permitindo, assim, que este tenha uma maior capacidade para combater o cancro.
O tratamento através da imunoterapia pode ser feito através da introdução de determinadas substâncias no organismo (que vão induzir o próprio sistema imunitário a combater a doença), sendo classificada como terapia ativa. E pode também ser realizado através de anticorpos, produzidos em laboratório (já programados para destruir os tumores). Nesse caso, intitula-se de terapia passiva. Este tratamento é normalmente introduzido por via endovenosa, para que possa circular através da corrente sanguínea, e de forma sistémica.
Existem também dois tipos de imunoterapia já usados ou em fase de estudo:
- Anticorpos monoclonais: produzidos de forma artificial, em ambiente laboratorial. Estes são acoplados às células cancerígenas, impedindo o seu crescimento;
- Imunoterapias não específicas: pretende melhorar as funções do sistema imunitário.


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