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terça-feira, 16 de maio de 2017

Andamos a temperar a comida com sal que tem microplásticos

"Andamos a temperar a comida com sal que tem microplásticos"
Uma equipa de cientistas procurou minúsculas partículas de plástico em 17 marcas de sal vendidas em oito países, incluindo Portugal. A maioria estava contaminada mas com doses baixas, que dificilmente têm qualquer efeito imediato na saúde dos consumidores. O problema é que estas “microbombas” estarão em muitos outros produtos que vêm do mar (e não só).
Todos os anos despejamos entre 5 a 13 milhões de toneladas de plásticos para os oceanos. A luz solar e a água desfazem este lixo e quando têm menos de cinco milímetros são chamados “microplásticos”, que acabam por voltar a nós mascarados.
Os microplásticos podem libertar poluentes no nosso organismo que, a longo prazo, podem provocar problemas de saúde. Por isso, dizemos que são microbombas.
O consumo contínuo e a longo prazo de produtos com microplásticos será motivo para preocupação e infelizmente, presume-se, que seja precisamente isso que esteja a acontecer. “Estamos a consumir microplásticos em vários produtos, incluindo marisco, mel e até cerveja. Assim, o sal não é o único culpado”, avisa Ali Karami, investigador na Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade Putra, na Malásia.
Acrescenta que "Ainda não sabemos quantos outros produtos estão contaminados com microplásticos, mas acreditamos que a maioria dos produtos que vêm do mar provavelmente tem"
A verdade é que a culpa não é do sal, nem de qualquer outra boleia que o plástico poderá estar a aproveitar para entrar nos nossos organismos e, potencialmente, prejudicar a nossa saúde. A culpa é mesmo toda nossa. Afinal, quem é que levou o plástico para os nossos oceanos?

Comentário de Joana Monteiro:  Os níveis elevados de desperdícios e poluição hoje em dia provocados pelo homem estão a começar a virar-se contra ele e, possivelmente, a afetar a sua saúde. Os microplásticos resultam de desperdícios plásticos que foram para os oceanos e foram sujeitos à luz solar e à água e se desfizeram em pequenas partículas capazes de se alojarem em muitos produtos da nossa alimentação que têm contacto com a água do mar, nomeadamente o sal. Assim, é um aviso que o feitiço se vira contra o feiticeiro e que tem que se tomar medidas e fazer mais estudos sobre os efeitos destes microplásticos na saúde pública.

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