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terça-feira, 24 de maio de 2016

Estudo revela efeitos positivos da canábis na doença de Alzheimer


«A canábis poderá melhorar o consumo de energia pelo cérebro, deficitário na doença de Alzheimer, de acordo com uma investigação internacional cujos autores procuram agora separar os efeitos positivos e negativos da substância.

"Alguns efeitos da canábis poderão melhorar o consumo de energia pelo cérebro, que se encontra deficitário na doença de Alzheimer", revela um estudo liderado pelos centros de Neurociências e Biologia Celular da (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) e para a Investigação Biomédica em Doenças Neurodegenerativas de Espanha (Instituto Cajal), anunciou hoje a UC.
"O desafio futuro desta descoberta em ratinhos", já publicada na revista Neuropharmacology, reside na separação das consequências negativas e positivas da planta, sublinha a UC, numa nota hoje divulgada.
O principal ingrediente psicoativo da marijuana - tetrahidrocanabinol (THC) -, atua sobre dois recetores - CB1 e CB2 -, localizados no cérebro, que se distinguem como os "polícias maus e os polícias bons".
"Os recetores CB1 estão associados à morte neuronal, distúrbios mentais e vício em diferentes drogas ou álcool", enquanto os CB2, pelo contrário, "anulam muitas das ações negativas dos CB1, protegendo os neurónios, promovendo o consumo de glucose (energia) pelo cérebro e diminuindo a dependência de drogas", refere a UC.
Através de diversas técnicas laboratoriais, os investigadores concluíram que "os recetores CB2, quando estimulados por análogos do THC quimicamente modificados para interagirem apenas com os recetores CB2 sem ativar o CB1, evitando os efeitos psicotrópicos e mantendo os efeitos benéficos, promovem o aumento de captação de glucose no cérebro", explica Attila Köfalvi, primeiro autor do artigo»

Fonte:http://www.dn.pt/sociedade/interior/estudo-revela-efeitos-positivos-da-canabis-na-doenca-de-alzheimer-5188535.html


Comentário do Bloguista: A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. Não existe cura para esta doença, a qual se agrava progressivamente até levar à morte. Foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra e neuropatologista alemão Alois Alzheimer, de quem recebeu o nome. A doença é geralmente diagnosticada em pessoas com idade superior a 65 anos, embora possa ocorrer mais cedo. Os cientistas procuram uma cura para esta doença, neste momento a canábis pode ser um primeiro passo para possíveis melhorias para estes doentes.

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