As populações do Japão e países da Ásia oriental têm maior protecção
imunitária contra o novo coronavírus graças à exposição anterior a
outros patógenos relacionados, sugere um novo estudo.
Isso
poderia explicar “a menor mortalidade no Japão e noutros países do
sudeste da Ásia”, disse o investigador Tatsuhiko Kodama, do Centro de
Estudos de Ciência Avançada e Tecnologia da Universidade de Tóquio, numa
videoconferência com a imprensa.
A análise de amostras de
anticorpos de mais de cem japoneses “indica que existe imunidade contra
SARS-CoV-2 em muitos indivíduos não expostos ao agente patogénico devido
à exposição prévia à proteína de outro coronavírus da mesma família”,
explicou Kodama.
Os resultados preliminares do estudo, que
continua o seu trabalho de analisar dezenas de amostras de pacientes
diariamente, “sugerem que a imunidade ao novo coronavírus já existe em
muitos países da Ásia oriental”, disse o investigador.
Kodama
acrescentou que a sua hipótese é apoiada por outro estudo publicado há
uma semana por cientistas norte-americanos e conduzido entre moradores
da cidade de San Diego, na Califórnia, que não haviam sido expostos à
SARS-CoV-2, dos quais 50% tinham “memória imunitária” contra o novo
coronavírus.
San Diego possui um alto número de residentes de
origem asiática e extensas ligações com a Ásia-Pacífico e nessa região
houve sucessivas epidemias de constipações comuns nos últimos anos,
possivelmente causadas por estirpes relacionadas com SARS-CoV-2,
explicou o investigador.
O motivo dessa imunidade subjacente
seria o aumento da circulação na Ásia oriental de outras variedades de
coronavírus, incluindo aqueles que causam surtos da síndrome
respiratória aguda (SARS) em 2003 e a epidemia de síndrome respiratória
do Médio Oriente (MERS) em 2012.
“Na Ásia oriental, temos uma
longa história de doenças com sintomas semelhantes aos da gripe. Muitos
desses vírus vieram originalmente da China e de outras partes do sudeste
da Ásia e depois espalharam-se para o Médio Oriente e Europa”, disse o
professor da Universidade de Tóquio.
Assim, os autores do estudo
acreditam que a exposição anterior aos vírus da família SARS-CoV-2 “faz
uma grande diferença na resposta imunitária e na taxa de mortalidade” do
novo agente patogénico entre os países da Ásia e o resto do mundo,
disse Kodama, interpretando que “se trata de uma diferença imunitária,
não genética”.
Enquanto a China, a Coreia do Sul e o Japão
registaram entre três e seis mortes por milhão de habitantes, em outros
países como Espanha, Itália ou Reino Unido essa proporção sobe para mais
de 500 por milhão de habitantes.
“É uma enorme diferença que não
foi estudada extensivamente e precisamos entender porquê”, disse
Kodama, que também disse desconfiar dos dados sobre infecções por
covid-19 oferecidas pelas autoridades japonesas devido ao número
reduzido de testes PCR realizados.
Fonte: https://www.publico.pt/2020/05/20/ciencia/noticia/covid19-populacoes-asiaticas-terao-maior-proteccao-imunologica-virus-estudo-1917375?fbclid=IwAR2Q2AsxOG8UbUTro1vI5lljNhRkTkypTZOqnOgtV8is5KxFrUGrkkUSEgM
quinta-feira, 21 de maio de 2020
Covid-19. Populações asiáticas terão maior protecção imunitária ao vírus, diz estudo
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
Portugueses procuram desenvolver uma nanovacina para a covid-19
Cientistas de Portugal e de Israel já tinham desenvolvido uma
plataforma de nanovacinas que tinha estimulado a resposta imunitária
contra o melanoma. Agora, essa equipa pretende adaptar esta plataforma à
covid-19 e tentar assim desenvolver uma nanovacina para a doença
causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Neste momento, já criou cinco
candidatas a essa vacina e está a avaliar a sua resposta imunitária em
ratinhos. O grande objectivo é encontrar uma candidata a esta vacina e
começar os ensaios clínicos, no máximo, daqui a dois anos. Nesta
terça-feira, a Fundação La Caixa anuncia que financiou este projecto em
cerca de 300 mil euros. O ventilador pulmonar Atena do CEiiA – Centro de
Engenharia e Desenvolvimento de Produto também foi financiado em 300
mil euros.
Em Agosto de 2019, o laboratório de Helena Florindo (da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e o de Ronit Satchi-Fainar (da Universidade de Telavive) apresentaram num artigo na revista Nature Nanotechnology os resultados da nanovacina que desenvolveram, combinando-a com dois anticorpos e um fármaco. Resultado: tinham conseguido aumentar significativamente o efeito da activação do sistema imunitário no combate às células cancerosas. Essas experiências tinham sido feitas em ratinhos com melanoma e revelaram uma “notável inibição do crescimento do tumor”. A mesma estratégia já está também a ser testada noutros tipos de cancro, como o da mama.
Agora, a mesma equipa quer utilizar essa plataforma para desenvolver uma nanovacina para a covid-19. “Basicamente, pegámos na plataforma que tínhamos desenvolvido no nosso laboratório em colaboração com o grupo em Israel”, destaca Helena Florindo. Essa nanovacina é composta por polímeros biodegradáveis e tem no seu interior uma combinação de péptidos (pequenas sequências de aminoácidos, que funcionam como marcadores) da doença que se quer tratar e de adjuvantes (ingredientes que aumentam a eficácia da vacina). Para a vacina que querem criar para a covid-19, alteraram-se os antigénios (moléculas estranhas ao organismo que desencadeiam uma resposta imunitária) que tinham usado na vacina do cancro por alguns que foram identificados no coronavírus.
O objectivo é que esses péptidos sejam entregues às células dendríticas (glóbulos brancos) do sistema imunitário. Depois, as células dendríticas vão processar esses péptidos e despertar a resposta imunitária de outras células do sistema imunitário e a produção de anticorpos – que se espera que sejam neutralizantes – para se prevenir a infecção.
Neste momento, a equipa identificou cinco combinações de péptidos que podem ser candidatas à nanovacina e está-se a testar a sua resposta imunitária em ratinhos. Isto é, pretende saber-se quais as células imunitárias que são activadas ou qual o nível da produção de anticorpos.
Já há resultados preliminares para duas dessas candidatas a esta vacina. “Vimos que havia activação das células dendríticas: elas reconhecem e são activadas pela nossa vacina e também estimulam os linfócitos T [células do sistema imunitário] e detectámos a produção de anticorpos”, informa Helena Florindo. Mas continua-se a avaliar qual será a melhor candidata a esta nanovacina. A equipa espera ter essa candidata pronta para ensaios clínicos, no máximo, daqui a dois anos. “De forma realista, não [será] antes deste tempo”, considera Helena Florindo.
Oito em ensaios clínicos
Actualmente, há 110 candidatas confirmadas a vacina para o SARS-CoV-2 que se encontram em fase pré-clínica (a da equipa portuguesa não está lá, porque ainda não encontrou uma candidata) e oito em ensaios clínicos (em pessoas), segundo documentação da Organização Mundial da Saúde de 15 de Maio. “Não acredito que em menos de um ano e meio esteja disponível [uma vacina], mesmo das que estão em ensaios clínicos”, afirma a investigadora portuguesa.
Tal como a nanovacina da equipa de Portugal e de Israel, há outras vacinas a serem desenvolvidas à base de péptidos. Helena Florindo dá o exemplo da da empresa canadiana IMV que usa um nanossistema e tem péptidos da proteína da espícula do SARS-CoV-2. Também está na fase pré-clínica.
E se a nanovacina da equipa de Portugal e de Israel só estiver pronta quando já existirem outras, poderá ainda ser necessária? Helena Florindo diz que tudo depende se as vacinas conseguem despertar uma resposta mais intensa, se induzem memória imunitária, bem como dos níveis de protecção e duração dos anticorpos. Por agora, como não tem dados das outras vacinas, não consegue fazer comparações. “A necessidade vai ser de tal maneira tremenda de disponibilidade destas vacinas a nível mundial que acabam por ser complementares, e é desejável que haja mais do que uma candidata que funcione”, assinala.
Fonte: https://www.publico.pt/2020/05/20/ciencia/noticia/portugueses-procuram-desenvolver-nanovacina-covid19-1917259?fbclid=IwAR361CzmaUczWn5BKjgSTnI4cTF7Gj2dNaZkONwl3Iwh1dbicc9qDuVITj8
Em Agosto de 2019, o laboratório de Helena Florindo (da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e o de Ronit Satchi-Fainar (da Universidade de Telavive) apresentaram num artigo na revista Nature Nanotechnology os resultados da nanovacina que desenvolveram, combinando-a com dois anticorpos e um fármaco. Resultado: tinham conseguido aumentar significativamente o efeito da activação do sistema imunitário no combate às células cancerosas. Essas experiências tinham sido feitas em ratinhos com melanoma e revelaram uma “notável inibição do crescimento do tumor”. A mesma estratégia já está também a ser testada noutros tipos de cancro, como o da mama.
Agora, a mesma equipa quer utilizar essa plataforma para desenvolver uma nanovacina para a covid-19. “Basicamente, pegámos na plataforma que tínhamos desenvolvido no nosso laboratório em colaboração com o grupo em Israel”, destaca Helena Florindo. Essa nanovacina é composta por polímeros biodegradáveis e tem no seu interior uma combinação de péptidos (pequenas sequências de aminoácidos, que funcionam como marcadores) da doença que se quer tratar e de adjuvantes (ingredientes que aumentam a eficácia da vacina). Para a vacina que querem criar para a covid-19, alteraram-se os antigénios (moléculas estranhas ao organismo que desencadeiam uma resposta imunitária) que tinham usado na vacina do cancro por alguns que foram identificados no coronavírus.
O objectivo é que esses péptidos sejam entregues às células dendríticas (glóbulos brancos) do sistema imunitário. Depois, as células dendríticas vão processar esses péptidos e despertar a resposta imunitária de outras células do sistema imunitário e a produção de anticorpos – que se espera que sejam neutralizantes – para se prevenir a infecção.
Neste momento, a equipa identificou cinco combinações de péptidos que podem ser candidatas à nanovacina e está-se a testar a sua resposta imunitária em ratinhos. Isto é, pretende saber-se quais as células imunitárias que são activadas ou qual o nível da produção de anticorpos.
Já há resultados preliminares para duas dessas candidatas a esta vacina. “Vimos que havia activação das células dendríticas: elas reconhecem e são activadas pela nossa vacina e também estimulam os linfócitos T [células do sistema imunitário] e detectámos a produção de anticorpos”, informa Helena Florindo. Mas continua-se a avaliar qual será a melhor candidata a esta nanovacina. A equipa espera ter essa candidata pronta para ensaios clínicos, no máximo, daqui a dois anos. “De forma realista, não [será] antes deste tempo”, considera Helena Florindo.
Oito em ensaios clínicos
Actualmente, há 110 candidatas confirmadas a vacina para o SARS-CoV-2 que se encontram em fase pré-clínica (a da equipa portuguesa não está lá, porque ainda não encontrou uma candidata) e oito em ensaios clínicos (em pessoas), segundo documentação da Organização Mundial da Saúde de 15 de Maio. “Não acredito que em menos de um ano e meio esteja disponível [uma vacina], mesmo das que estão em ensaios clínicos”, afirma a investigadora portuguesa.
Tal como a nanovacina da equipa de Portugal e de Israel, há outras vacinas a serem desenvolvidas à base de péptidos. Helena Florindo dá o exemplo da da empresa canadiana IMV que usa um nanossistema e tem péptidos da proteína da espícula do SARS-CoV-2. Também está na fase pré-clínica.
E se a nanovacina da equipa de Portugal e de Israel só estiver pronta quando já existirem outras, poderá ainda ser necessária? Helena Florindo diz que tudo depende se as vacinas conseguem despertar uma resposta mais intensa, se induzem memória imunitária, bem como dos níveis de protecção e duração dos anticorpos. Por agora, como não tem dados das outras vacinas, não consegue fazer comparações. “A necessidade vai ser de tal maneira tremenda de disponibilidade destas vacinas a nível mundial que acabam por ser complementares, e é desejável que haja mais do que uma candidata que funcione”, assinala.
Fonte: https://www.publico.pt/2020/05/20/ciencia/noticia/portugueses-procuram-desenvolver-nanovacina-covid19-1917259?fbclid=IwAR361CzmaUczWn5BKjgSTnI4cTF7Gj2dNaZkONwl3Iwh1dbicc9qDuVITj8
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
quarta-feira, 20 de maio de 2020
Portugueses procuram desenvolver uma nanovacina para a covid-19
Cientistas de Portugal e de Israel já tinham desenvolvido uma plataforma de nanovacinas que tinha estimulado a resposta imunitária contra o melanoma. Agora, essa equipa pretende adaptar esta plataforma à covid-19 e tentar assim desenvolver uma nanovacina para a doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Neste momento, já criou cinco candidatas a essa vacina e está a avaliar a sua resposta imunitária em ratinhos. O grande objectivo é encontrar uma candidata a esta vacina e começar os ensaios clínicos, no máximo, daqui a dois anos. Nesta terça-feira, a Fundação La Caixa anuncia que financiou este projecto em cerca de 300 mil euros. O ventilador pulmonar Atena do CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto também foi financiado em 300 mil euros.
Em Agosto de 2019, o laboratório de Helena Florindo (da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e o de Ronit Satchi-Fainar (da Universidade de Telavive) apresentaram num artigo na revista Nature Nanotechnology os resultados da nanovacina que desenvolveram, combinando-a com dois anticorpos e um fármaco. Resultado: tinham conseguido aumentar significativamente o efeito da activação do sistema imunitário no combate às células cancerosas. Essas experiências tinham sido feitas em ratinhos com melanoma e revelaram uma “notável inibição do crescimento do tumor”. A mesma estratégia já está também a ser testada noutros tipos de cancro, como o da mama.
Agora, a mesma equipa quer utilizar essa plataforma para desenvolver uma nanovacina para a covid-19. “Basicamente, pegámos na plataforma que tínhamos desenvolvido no nosso laboratório em colaboração com o grupo em Israel”, destaca Helena Florindo. Essa nanovacina é composta por polímeros biodegradáveis e tem no seu interior uma combinação de péptidos (pequenas sequências de aminoácidos, que funcionam como marcadores) da doença que se quer tratar e de adjuvantes (ingredientes que aumentam a eficácia da vacina). Para a vacina que querem criar para a covid-19, alteraram-se os antigénios (moléculas estranhas ao organismo que desencadeiam uma resposta imunitária) que tinham usado na vacina do cancro por alguns que foram identificados no coronavírus.
O objectivo é que esses péptidos sejam entregues às células dendríticas (glóbulos brancos) do sistema imunitário. Depois, as células dendríticas vão processar esses péptidos e despertar a resposta imunitária de outras células do sistema imunitário e a produção de anticorpos – que se espera que sejam neutralizantes – para se prevenir a infecção.
Neste momento, a equipa identificou cinco combinações de péptidos que podem ser candidatas à nanovacina e está-se a testar a sua resposta imunitária em ratinhos. Isto é, pretende saber-se quais as células imunitárias que são activadas ou qual o nível da produção de anticorpos.
Já há resultados preliminares para duas dessas candidatas a esta vacina. “Vimos que havia activação das células dendríticas: elas reconhecem e são activadas pela nossa vacina e também estimulam os linfócitos T [células do sistema imunitário] e detectámos a produção de anticorpos”, informa Helena Florindo. Mas continua-se a avaliar qual será a melhor candidata a esta nanovacina. A equipa espera ter essa candidata pronta para ensaios clínicos, no máximo, daqui a dois anos. “De forma realista, não [será] antes deste tempo”, considera Helena Florindo.
Oito em ensaios clínicos
Actualmente, há 110 candidatas confirmadas a vacina para o SARS-CoV-2 que se encontram em fase pré-clínica (a da equipa portuguesa não está lá, porque ainda não encontrou uma candidata) e oito em ensaios clínicos (em pessoas), segundo documentação da Organização Mundial da Saúde de 15 de Maio. “Não acredito que em menos de um ano e meio esteja disponível [uma vacina], mesmo das que estão em ensaios clínicos”, afirma a investigadora portuguesa.
Tal como a nanovacina da equipa de Portugal e de Israel, há outras vacinas a serem desenvolvidas à base de péptidos. Helena Florindo dá o exemplo da da empresa canadiana IMV que usa um nanossistema e tem péptidos da proteína da espícula do SARS-CoV-2. Também está na fase pré-clínica.
E se a nanovacina da equipa de Portugal e de Israel só estiver pronta quando já existirem outras, poderá ainda ser necessária? Helena Florindo diz que tudo depende se as vacinas conseguem despertar uma resposta mais intensa, se induzem memória imunitária, bem como dos níveis de protecção e duração dos anticorpos. Por agora, como não tem dados das outras vacinas, não consegue fazer comparações. “A necessidade vai ser de tal maneira tremenda de disponibilidade destas vacinas a nível mundial que acabam por ser complementares, e é desejável que haja mais do que uma candidata que funcione”, assinala.
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
terça-feira, 19 de maio de 2020
Israelenses inventam máscara para alimentação em restaurantes durante pandemia de Covid-19
Inventores israelenses desenvolveram uma máscara de proteção ao coronavírus com uma boca controlada remotamente que permitirá que clientes de restaurantes possam comer sem retirá-la, o que, segundo eles, pode tornar menos arriscada uma visita a um restaurante.
Apertando uma alavanca, assim como um ciclista opera um freio de bicicleta, uma fenda é aberta na parte frontal da máscara para que a comida possa passar.
O processo pode ficar com complicado se envolver alimentos como sorvete ou molhos, mas pedaços sólidos podem ser abocanhados em um instante, mais ou menos como faria o personagem dos video-games clássicos Pac-Man.
"A máscara pode ser aberta mecanicamente por um controle remoto ou automaticamente, quando o garfo se aproxima da boca", disse Asaf Gitelis, vice-presidente da Avtipus Patents and Inventions, nesta segunda-feira ao demonstrar seu aparelho no escritório da empresa, próximo a Tel Aviv.
"Assim você pode comer, aproveitar, beber e você tira o garfo e o buraco se fecha, assim você está protegido contra o vírus assim como as pessoas que estão com você".
A empresa anunciou que planeja iniciar a fabricação das máscaras nos próximos meses e já submeteu uma patente para o dispositivo. A máscara poderá ser vendida a um preço entre US$ 0,85 e US$ 2,85 acima do preço das máscaras médicas simples vendidas em Israel.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/05/18/israelenses-inventam-mascara-para-alimentacao-em-restaurantes-durante-pandemia-de-covid-19.ghtml
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/l/e/X0MitVTBKg1A0nsb3U8g/2020-05-18t135202z-2029519916-rc21rg9c14rm-rtrmadp-3-health-coronavirus-israel-mask.jpg)
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
segunda-feira, 18 de maio de 2020
Por que bactérias ficam resistentes a antibióticos?
A mutação natural nos germes possibilita uma vantagem de sobrevivência,
que acaba acentuada pelo uso frequente de medicamentos antibacterianos.
Entenda como isso acontece.
Você sabe como as bactérias se multiplicam? É através da divisão celular. Porém, algumas vezes, há um erro nesse processo e patógenos mutantes são criados. Sem as bactérias normais, eliminadas pelos antibióticos existentes, esses patógenos não têm concorrência e conseguem se reproduzir livremente. O vídeo do Futurando explica em detalhes tudo isso e mostra como os microrganismos criam resistência aos antibacterianos.
Fonte: https://www.dw.com/pt-br/por-que-bact%C3%A9rias-ficam-resistentes-a-antibi%C3%B3ticos/av-53423455?fbclid=IwAR2Nz6aFuSB1VTvLOoqFu8yEdtkn8ygfOvcEIxRoJOoEFuKeDaYhGiKgjdI
Você sabe como as bactérias se multiplicam? É através da divisão celular. Porém, algumas vezes, há um erro nesse processo e patógenos mutantes são criados. Sem as bactérias normais, eliminadas pelos antibióticos existentes, esses patógenos não têm concorrência e conseguem se reproduzir livremente. O vídeo do Futurando explica em detalhes tudo isso e mostra como os microrganismos criam resistência aos antibacterianos.
Fonte: https://www.dw.com/pt-br/por-que-bact%C3%A9rias-ficam-resistentes-a-antibi%C3%B3ticos/av-53423455?fbclid=IwAR2Nz6aFuSB1VTvLOoqFu8yEdtkn8ygfOvcEIxRoJOoEFuKeDaYhGiKgjdI
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
sexta-feira, 15 de maio de 2020
"Animal acusado de ser responsável pela covid-19 pode ser a solução para tratá-la"
O pangolim, um pequeno mamífero em risco de extinção e um dos animais mais contrabandeados do mundo, foi acusado de ser o transmissor do novo coronavírus. Investigadores da Universidade de Agricultura do Sul da China identificaram o pangolim como o “possível hospedeiro intermediário” que facilitou a transmissão do vírus.
Uma equipa de investigadores analisou dados do genoma de pangolins e compararam as suas sequências genómicas às de outros animais. Os cientistas descobriram que os pangolins conseguem tolerar o coronavírus, apesar de não terem nenhum tipo de defesa antiviral usada pela maioria dos outros mamíferos.
A resposta dos pangolins é relevante uma vez que a forma como o sistema imunológico de algumas pessoas reage à covid-19 pode explicar a razão pela qual elas ficam especialmente doentes. A resposta “causa mais danos do que o próprio vírus”, explica Eckhart. Embora não seja regra geral, pode ocorrer em 15% dos pacientes de covid-19.

The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
quinta-feira, 14 de maio de 2020
Especialista portuguesa acredita que se está perto de atrasar o envelhecimento
A longevidade é o tema central de um ciclo de conferências promovido pela Culturgest, em Lisboa, no qual a presidente do Instituto de Medicina Molecular (IMM) vai participar. A especialista explicou que a amortalidade, conceito que descreve a possibilidade de se viver mais anos sem envelhecer, é uma realidade mais próxima do que se julga.
“O processo de envelhecimento não é irreversível e o conceito de amortalidade refere-se à possibilidade que a ciência nos oferece de que o envelhecimento das células possa ser revertido à medida que acontece”, explicou Maria do Carmo Fonseca, citada pela agência Lusa, adiantando que isso já acontece e o desafio está já na fase seguinte.
“O que pretendemos é transformar esta reversão, feita em laboratório, segura em pessoas, pois os resultados já conseguidos em animais são muito promissores”, revelou a professora catedrática na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, simplificando o que está em causa: “As pessoas vivem mais tempo sentindo-se jovens. Isto é, vivem mais anos com qualidade, livres de doença, fisicamente ativas e saudáveis”.
Distinguida com o prémio Pessoa em 2010, a especialista clarificou que este processo pode e vai atrasar o aparecimento das doenças que são responsáveis pela maior fatia da mortalidade populacional, nomeadamente doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e patologias oncológicas.
“É difícil prever quando vamos ter intervenções medicamente seguras, mas todos os anos estão a surgir mais estudos que acompanhamos e que nos dão um horizonte temporal não muito alargado”, afirmou, sem se comprometer com datas.
Sobre as teorias de imortalidade, a presidente do IMM disse que não passam de “fábulas” e que o que está a ser desenvolvido se situa no campo da medicina preventiva e terá efeitos profundos na organização que hoje se conhece.
“Um alargamento da esperança média de vida com qualidade vai, forçosamente, ter efeitos no Serviço Nacional de Saúde, com diminuição de listas de espera e menor prestação de cuidados”, ilustrou, desdramatizando os efeitos sociais que muitos vaticinam.
“Muita gente se refere a este tema como um problema para a sustentabilidade do sistema de segurança social, mas a verdade é que se vivermos mais e melhor também seremos mais produtivos durante mais tempo, contribuindo mais e gastando menos recursos do que atualmente acontece”, contrapôs.
Questionada sobre do que se virá a morrer, a especialista lembrou que a ciência nada pode fazer quanto aos acidentes de que as pessoas são vítimas e que, inevitavelmente, o envelhecimento, embora tardio, se fará sentir. Por isso, alertou, continuarão a ser preponderantes os comportamentos que se tem ao longo da vida.
A morte natural acontecerá com a falência de órgãos, que mesmo com este processo de atraso vai sempre acontecer. Isso está intimamente ligado ao estilo de vida e à exposição a certos estímulos ambientais, que aumentarão muito a probabilidade de vir a ter um cancro e morrer dessa doença. Há muitos fatores em jogo para que a pessoa ao longo de uma vida mais longa encontre uma destas causas de morte”, concluiu.
Numa parceria científica com o Instituto Superior Técnico e a Nova Medical School, a Culturgest promove nos próximos dias 20 de maio, 03 e 23 de junho uma reflexão e debate sobre o tema “Longevidade: Precisão, Implicações Sociais, Regeneração”, avaliando o impacto da inteligência artificial e das tecnologias baseadas no conhecimento genético na gestão da doença, e a avaliação de como podem contribuir para um envelhecimento tardio com melhor qualidade de vida.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/especialista-perto-atrasar-envelhecimento-323936
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
Braço artificial controlado pela mente é tão real que nem parece uma prótese
Um sistema de implante que permita controlar um braço artificial
através da mente, sem a necessidade de qualquer equipamento de suporte,
poderá estar disponível na Europa nos próximos dois anos.
O sistema de implante, que pode ser conectado a qualquer prótese de braço disponível no mercado, está a ser usado atualmente por três pessoas na Suécia que tiveram uma amputação acima do cotovelo.
O sistema é integrado aos nervos, permitindo que o paciente controle a prótese através dos seus pensamentos, como faria com um membro natural.
Ao contrário das próteses tradicionais de encaixe, este novo sistema baseia-se numa prótese neuromusculoesquelética, o que significa que interage diretamente com os nervos e músculos do tronco, para que os pacientes possam controlar a prótese com a mente, de maneira totalmente realista.
Segundo os investigadores, citados pelo New Atlas, o sentimento é tão realista que os participantes nem precisaram de ser treinados para usar este sistema.
A prótese é cirurgicamente anexada à secção restante do membro do paciente e ancorada ao osso para dar mais estabilidade. Os elétrodos são implantados nos músculos e nos nervos, para que o paciente consiga abrir e fechar a mão e sentir feedback sensorial.
Os sensores de força são incorporados ao polegar da prótese, que mede o contacto e a pressão. Estas informações são enviadas ao cérebro, permitindo que o paciente sinta quando toca em algum objeto.
Até agora, este sistema demonstrou ser seguro, útil e estável. O artigo científico foi recentemente publicado no New England Journal of Medicine.
A equipa espera expandir o uso deste sistema para outras regiões e tipos de próteses. “O nosso objetivo é ter a marcação CE em breve, dentro de dois anos. Depois disso, o sistema poderá estar disponível na Europa”, avançou um dos membros da equipa.
O estudo inovador foi conduzido por investigadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, do Hospital Universitário Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo, do Integrum AB, da Universidade Médica de Viena e do MIT.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/braco-artificial-controlado-pela-mente-322593?fbclid=IwAR3nC5neKNn0rwNX76UwEk2D5FzoeM-ogxhBmUrHW6SO5PL5uAYQR38Y20s
O sistema de implante, que pode ser conectado a qualquer prótese de braço disponível no mercado, está a ser usado atualmente por três pessoas na Suécia que tiveram uma amputação acima do cotovelo.
O sistema é integrado aos nervos, permitindo que o paciente controle a prótese através dos seus pensamentos, como faria com um membro natural.
Ao contrário das próteses tradicionais de encaixe, este novo sistema baseia-se numa prótese neuromusculoesquelética, o que significa que interage diretamente com os nervos e músculos do tronco, para que os pacientes possam controlar a prótese com a mente, de maneira totalmente realista.
Segundo os investigadores, citados pelo New Atlas, o sentimento é tão realista que os participantes nem precisaram de ser treinados para usar este sistema.
A prótese é cirurgicamente anexada à secção restante do membro do paciente e ancorada ao osso para dar mais estabilidade. Os elétrodos são implantados nos músculos e nos nervos, para que o paciente consiga abrir e fechar a mão e sentir feedback sensorial.
Os sensores de força são incorporados ao polegar da prótese, que mede o contacto e a pressão. Estas informações são enviadas ao cérebro, permitindo que o paciente sinta quando toca em algum objeto.
Até agora, este sistema demonstrou ser seguro, útil e estável. O artigo científico foi recentemente publicado no New England Journal of Medicine.
A equipa espera expandir o uso deste sistema para outras regiões e tipos de próteses. “O nosso objetivo é ter a marcação CE em breve, dentro de dois anos. Depois disso, o sistema poderá estar disponível na Europa”, avançou um dos membros da equipa.
O estudo inovador foi conduzido por investigadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, do Hospital Universitário Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo, do Integrum AB, da Universidade Médica de Viena e do MIT.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/braco-artificial-controlado-pela-mente-322593?fbclid=IwAR3nC5neKNn0rwNX76UwEk2D5FzoeM-ogxhBmUrHW6SO5PL5uAYQR38Y20s
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
segunda-feira, 11 de maio de 2020
“Vitamina D associada a menos mortes por covid-19 (e 80% dos portugueses tem falta dela).
A pesquisa publicada no jornal científico Aging Clinical and Experimental Research constatou uma associação entre os baixos níveis de vitamina D e elevados índices de mortalidade por covid-19, após a análise de dados de pacientes de 20 países europeus.
A vitamina D modula a resposta dos glóbulos brancos a infecções, prevenindo que libertem demasiadas citocinas inflamatórias, notam os investigadores. Ora, a covid-19 provoca um excesso de citocinas inflamatórias, o que, segundo alguns especialistas, é uma das principais complicações criadas pela doença.
O estudo agora publicado atribui as elevadas taxas de mortalidade em países como Espanha, Itália e Reino Unido a baixos índices de vitamina D na sua população, comparando-os com os países do Norte da Europa que têm níveis superiores desta vitamina e que foram menos atacados pela pandemia.
Os dados que reportam até 8 de Abril de 2020 colocam Portugal como o país com o pior índice de vitamina D – 30 nanomoles por litro (nmol/L) de sangue – atrás de Espanha (42.5 nmol/L), da Suíça (46 nmol/L), do Reino Unido (47.4 nmol/L), da Bélgica (49.3 nmol/L) e de Itália (50 nmol/L).
O médico Pedro Lôbo do Vale corrobora os valores relativamente ao nosso país, notando, em declarações ao Correio da Manhã (CM), que “os estudos feitos em Portugal demonstram que 80% da população tem valores inferiores ao normal“. “O normal é de 30 a 100 unidades diárias e há pessoas que têm 12, 13, 14”, aponta.
“A vitamina D é fundamental para a imunidade e as pessoas mais afectadas por esta carência são, precisamente, as pessoas de mais idade. Dos 80 para cima, mas também dos 60 até aos 80, e até mais novas. Os que estão em lares, então, não apanham sol nenhum. E têm valores baixíssimos de vitamina D”, constata ainda Pedro Lôbo do Vale.
O médico repara que se pode fomentar a produção de vitamina D pelo organismo com a exposição solar e com o consumo de peixes gordos.
“Mas é um facto de que cada vez se apanha menos sol. Os trabalhos no exterior são cada vez menos e em lazer as pessoas evitam a exposição solar directa e usam protector solar, que diminui a absorção da vitamina D”, destaca Pedro Lôbo do Vale.
O médico recomenda que se siga o exemplo dos nórdicos que “tomam óleo de fígado de bacalhau logo pela manhã”.
Vitamina D pode “cortar mortalidade em metade”
A pesquisa realizada por investigadores das Universidades Northwestern (EUA) e Anglia Ruskin (Reino Unido) e do Hospital Queen Elizabeth que integra o Serviço Nacional de Saúde britânico concluiu que os valores mais altos de vitamina D encontram-se no norte da Europa, países que também têm as mais baixas taxas de mortalidade por covid-19.
Os cientistas avançam os hábitos do consumo de óleo de fígado de bacalhau e de suplementos, bem como o facto de não evitarem apanhar sol, como as razões para os altos índices de vitamina D nos países nórdicos.
Por outro lado, “os níveis de vitamina D são severamente baixos na população idosa de Espanha, Itália e Suíça“, aponta-se no estudo. Nestes países verificam-se, por seu turno, elevadas taxas de mortalidade por covid-19.
“Tem-se demonstrado que a Vitamina D protege contra infecções respiratórias agudas e os adultos mais velhos, o grupo mais deficiente em vitamina D, são também os mais gravemente afectados pela covid-19″, atesta o investigador Lee Smith, especializado em Saúde Pública e Actividade Física da Universidade Anglia Ruskin, em declarações divulgadas num comunicado sobre o estudo.
“Encontramos um relacionamento bruto significativo entre os níveis médios de vitamina D e o número de casos de covid-19, e particularmente as taxas de mortalidade por covid-19”, salienta ainda Lee Smith.
Os pacientes com deficiência severa de vitamina D têm duas vezes mais probabilidades de sofrerem complicações graves, concluíram os cientistas que atestam que há uma “co-relação entre baixos níveis de vitamina D e sistemas imunológicos hiperactivos”.
A pesquisa salienta uma ligação directa entre os níveis de vitamina D e a chamada “tempestade de citocinas“, a resposta hiper-inflamatória do organismo que é despoletada pela reacção do sistema imunitário ao vírus.
“A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte em pacientes. É isto que parece matar a maioria dos pacientes de covid-19, não a destruição dos pulmões pelo vírus em si”, frisa o investigador Ali Daneshkhah que esteve envolvido no estudo.
“São as complicações do fogo mal direccionado do sistema imunológico” que matam e não tanto a covid-19, como realça Daneshkhah.
Ora, “a vitamina D fortalece a imunidade inata e previne respostas imunológicas hiperactivas”, frisa a Universidade Northwestern num comunicado sobre a pesquisa.
O professor de Engenharia Biomédica na Universidade Northwestern, Vadim Backman, que também esteve envolvido no estudo, sustenta que a vitamina D “não previne que um paciente contraia o vírus, mas pode reduzir as complicações e prevenir a morte naqueles que são infectados”.
Backman acredita que pode “cortar a taxa de mortalidade em metade”.
E pode explicar mistério da baixa mortalidade em crianças
As conclusões do estudo podem também, segundo o professor, ajudar a explicar porque é que há menor probabilidade de morrerem crianças com covid-19. É que estas ainda não desenvolveram totalmente o seu sistema imunitário adquirido.
“As crianças contam, primeiramente, como os seus sistemas imunitários inatos. Isto pode explicar porque é que a sua taxa de mortalidade é inferior”, defende Backman.
O urologista Petre Cristian Ilie, do Hospital Queen Elizabeth, que também integrou o estudo, avisa, contudo, que a investigação é condicionada pelo número de testes realizados, bem como pelas medidas tomadas por cada país para conter a epidemia. “Co-relação não significa, necessariamente, causa-efeito”, nota.
Fica também o alerta de que nem toda a gente precisa de começar a tomar suplementos de vitamina D – até porque é conveniente evitar tomar doses excessivas, o que pode acarretar efeitos secundários adversos.
Também não há números quanto à dose que será “mais benéfica para a covid-19”, como explica Backman.
“Contudo, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser abordada facilmente com a suplementação apropriada”, sublinha o investigador, concluindo que “pode ser uma chave para ajudar a proteger populações mais vulneráveis”, nomeadamente os “pacientes idosos que têm uma prevalência de deficiência de vitamina D”.
Um estudo divulgado em 2015 apurou que basta expor os braços e as pernas ao sol durante 20 minutos por dia, entre os meses de Abril e de Setembro, para obter a vitamina D necessária para um ano inteiro."
Fonte: https://zap.aeiou.pt/vitamina-d-mortes-covid-19-323791
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
domingo, 10 de maio de 2020
Covid-19: Instituto Ricardo Jorge identificou 150 mutações do coronavírus
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa) encontrou 150 mutações do novo coronavírus desde Wuhan, na China, até Portugal, depois de ter começado a sequenciar o genoma, anunciou esta quarta-feira Fernando Almeida, o presidente da instituição.
Até ao fim da semana, o Insa prevê sequenciar 450 amostras do novo coronavírus em Portugal, sendo que, até ao momento, já foram encontradas “150 mutações do coronavírus”, afirmou Fernando Almeida, durante a conferência de imprensa diária de actualização de informação sobre a pandemia em Portugal. “Desde Wuhan [na China] até Portugal, o genoma já foi alterado 150 vezes”, acrescentou.
O estudo, de âmbito nacional, está a ser liderado pelo Insa, contando com a participação do Instituto Gulbenkian da Ciência (em Oeiras) e do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (no Porto).
Segundo Fernando Almeida, a sequenciação do genoma do SARS-CoV-2 permite identificar “a impressão digital deste coronavírus” e perceber se o vírus que saiu de Wuhan “é o mesmo ou se tem outras linhas ou não”.
Durante a conferência de imprensa, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, explicou que este estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), pretende sequenciar mil genomas do coronavírus.
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
sábado, 9 de maio de 2020
Cientistas descobrem um novo tipo de célula no corpo da mulher
Cientistas descobriram um novo tipo de macrófago essencial para a saúde do tecido mamário e que pode estar intimamente ligado ao cancro da mama.
De acordo com o jornal ABC, cientistas da Universidade de Melbourne, na Austrália, descobriram uma célula imune especializada em manter saudável o tecido do ducto mamário, no qual o leite é produzido e transportado.
Recorrendo a imagens 3D, os investigadores puderam observar como estes macrófagos procuram ameaças nesses ductos e trabalham para mantê-los saudáveis e limpos, fagocitando (por outras palavras, absorvendo) as células produtoras de leite mortas depois do fim da lactação.
Os autores do estudo, publicado na revista científica Nature Cell Biology, estão convencidos de que compreender o funcionamento destas células é essencial para encontrar novas formas de tratar o cancro da mama, pois esses ductos são a origem de muitos deles.
“À medida que o cancro cresce, estes macrófagos multiplicam-se. Suspeitamos que estes reduzem a resposta imune do organismo, o que poderia ter implicações perigosas para o crescimento e desenvolvimento do cancro nestes locais que, por si só, já têm tendência a gerá-lo”, explica Caleb Dawson, um dos autores da pesquisa.
Agora, a equipa irá trabalhar para descobrir como bloquear a atividade destes macrófagos, o que poderá ter aplicação em terapias contra o cancro da mama.
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
Câmaras e inteligência artificial para garantir distanciamento. O mundo novo da covid-19
Com a retoma da actividade, os empresários nos Estados Unidos viram-se para a inteligência artificial para garantir que o distanciamento social e outras normas de saúde pública são cumpridas.
Lojas e locais de trabalho nos Estados Unidos ansiosos por conter a propagação do novo coronavírus estão a equipar as câmaras de segurança existentes com software de inteligência artificial que pode vigiar o cumprimento das directrizes de saúde, incluindo o distanciamento social e o uso de máscaras.
Lojas e locais de trabalho nos Estados Unidos ansiosos por conter a propagação do novo coronavírus estão a equipar as câmaras de segurança existentes com software de inteligência artificial que pode vigiar o cumprimento das directrizes de saúde, incluindo o distanciamento social e o uso de máscaras.
Várias empresas disseram à Reuters que o software será crucial para manter os negócios abertos, enquanto persiste em todo o mundo a preocupação quanto à covid-19. A implementação da tecnologia permitirá mostrar não só aos trabalhadores e clientes, mas também às seguradoras e reguladores, que as empresas estão a monitorizar as medidas de higiene e a aplicar práticas seguras.
“A última coisa que queremos é que o governador encerre todos os nossos projectos porque ninguém se comporta bem”, disse Jen Suerth, vice-presidente da Pepper Construction, sediada em Chicago, que introduziu o software da SmartVid.io este mês para detectar trabalhadores agrupados num projecto da Oracle Corp em Deerfield, Illinois.
A Samarth Diamond planeia implementar a inteligência artificial da Glimpse Analytics assim que a sua fábrica de polimento reabra em Gujarat, Índia, enquanto dois centros comerciais do Michigan, propriedade da RPT Realty, terão a monitorização de distanciamento da RE Insight dentro de duas semanas.
Os compradores esperam que a tecnologia funcione porque já utilizaram ferramentas semelhantes para traçar o perfil dos compradores que entram nas lojas e encontrar trabalhadores sem capacete nos estaleiros de construção.
No entanto, alguns consultores tecnológicos advertiram os seus clientes retalhistas e proprietários de escritórios contra a introdução de novas tecnologias num momento caótico, investindo em ferramentas que podem ser necessárias apenas durante um período de meses. Os activistas da privacidade, preocupados com a monitorização cada vez mais detalhada das pessoas, estão também a instar as empresas a limitar a utilização da inteligência artificial apenas ao cenário pandémico.
“A questão é saber se a tecnologia permanece depois de o problema de saúde pública desaparecer, e esse é o verdadeiro medo da privacidade”, disse Al Gidari, um perito em privacidade da Stanford Law School. “O vídeo que hoje serve para garantir o distanciamento social na loja permanece para identificar os ladrões amanhã.”
Visão por computador
A Reuters falou com 16 empresas de análise de vídeo, muitas das quais startups com alguns milhões de dólares em receitas anuais, que acrescentaram novos serviços por causa do novo coronavírus. Os seus sistemas podem ser configurados para produzir relatórios diários, que os gestores podem utilizar para corrigir problemas recorrentes e documentar o cumprimento das medidas de higiene e segurança.
A maioria trabalha num ramo da tecnologia de inteligência artificial conhecido como visão por computador ou máquina, no qual os algoritmos são treinados em bibliotecas de imagens para identificar objectos com uma confiança de 80% ou superior.
Vários clientes disseram que a tecnologia para analisar os dados de um punhado de câmaras de vídeo, que anualmente pode custar mil dólares (cerca de 923 euros) ou mais, sai mais barata do que dedicar trabalhadores a vigilância permanente. Também pode ser mais segura, uma vez que alguns guardas que fazem cumprir o distanciamento já entraram em conflito com pessoas que protestam contra as medidas de segurança, afirmaram.
Jan Suerth, da Pepper Construction, disse que o seu sistema SmartVid ainda não registou problemas de aglomeração porque o número de trabalhadores tem sido limitado. Mas Suerth disse que, à medida que mais membros das equipas chegarem, a empresa vai analisar as tendências para emitir lembretes nas “conversas na caixa de ferramentas”.
“É mais um conjunto de olhos no local”, disse Suerth, acrescentando que o software é menos propenso a erros do que as pessoas e que “a precisão que estamos a ver é realmente elevada”.
O gerente da Samarth Diamond, Parth Patel, disse que poderia ajustar os procedimentos quando o software identificasse os pontos onde os seus quatro mil trabalhadores se aglomeram em áreas movimentadas. As pessoas que forem identificadas sem máscara iriam rapidamente receber uma, oferecida por uma equipa que revisse as câmaras, explicou Patel.
“Será certamente útil para a segurança dos trabalhadores e para o seu nível de conforto, e será útil mostrar às autoridades que estamos a aderir” aos regulamentos, afirmou Patel.
Patel confirmou ainda ter confiança nos algoritmos depois de família ter utilizado com sucesso a visão por computador no ano passado nos supermercados de que é proprietária para contabilizar o número de clientes mulheres e decidir onde colocar uma nova linha de vestidos.
“A última coisa que queremos é que o governador encerre todos os nossos projectos porque ninguém se comporta bem”, disse Jen Suerth, vice-presidente da Pepper Construction, sediada em Chicago, que introduziu o software da SmartVid.io este mês para detectar trabalhadores agrupados num projecto da Oracle Corp em Deerfield, Illinois.
A Samarth Diamond planeia implementar a inteligência artificial da Glimpse Analytics assim que a sua fábrica de polimento reabra em Gujarat, Índia, enquanto dois centros comerciais do Michigan, propriedade da RPT Realty, terão a monitorização de distanciamento da RE Insight dentro de duas semanas.
Os compradores esperam que a tecnologia funcione porque já utilizaram ferramentas semelhantes para traçar o perfil dos compradores que entram nas lojas e encontrar trabalhadores sem capacete nos estaleiros de construção.
No entanto, alguns consultores tecnológicos advertiram os seus clientes retalhistas e proprietários de escritórios contra a introdução de novas tecnologias num momento caótico, investindo em ferramentas que podem ser necessárias apenas durante um período de meses. Os activistas da privacidade, preocupados com a monitorização cada vez mais detalhada das pessoas, estão também a instar as empresas a limitar a utilização da inteligência artificial apenas ao cenário pandémico.
“A questão é saber se a tecnologia permanece depois de o problema de saúde pública desaparecer, e esse é o verdadeiro medo da privacidade”, disse Al Gidari, um perito em privacidade da Stanford Law School. “O vídeo que hoje serve para garantir o distanciamento social na loja permanece para identificar os ladrões amanhã.”
Visão por computador
A Reuters falou com 16 empresas de análise de vídeo, muitas das quais startups com alguns milhões de dólares em receitas anuais, que acrescentaram novos serviços por causa do novo coronavírus. Os seus sistemas podem ser configurados para produzir relatórios diários, que os gestores podem utilizar para corrigir problemas recorrentes e documentar o cumprimento das medidas de higiene e segurança.
A maioria trabalha num ramo da tecnologia de inteligência artificial conhecido como visão por computador ou máquina, no qual os algoritmos são treinados em bibliotecas de imagens para identificar objectos com uma confiança de 80% ou superior.
Vários clientes disseram que a tecnologia para analisar os dados de um punhado de câmaras de vídeo, que anualmente pode custar mil dólares (cerca de 923 euros) ou mais, sai mais barata do que dedicar trabalhadores a vigilância permanente. Também pode ser mais segura, uma vez que alguns guardas que fazem cumprir o distanciamento já entraram em conflito com pessoas que protestam contra as medidas de segurança, afirmaram.
Jan Suerth, da Pepper Construction, disse que o seu sistema SmartVid ainda não registou problemas de aglomeração porque o número de trabalhadores tem sido limitado. Mas Suerth disse que, à medida que mais membros das equipas chegarem, a empresa vai analisar as tendências para emitir lembretes nas “conversas na caixa de ferramentas”.
“É mais um conjunto de olhos no local”, disse Suerth, acrescentando que o software é menos propenso a erros do que as pessoas e que “a precisão que estamos a ver é realmente elevada”.
O gerente da Samarth Diamond, Parth Patel, disse que poderia ajustar os procedimentos quando o software identificasse os pontos onde os seus quatro mil trabalhadores se aglomeram em áreas movimentadas. As pessoas que forem identificadas sem máscara iriam rapidamente receber uma, oferecida por uma equipa que revisse as câmaras, explicou Patel.
“Será certamente útil para a segurança dos trabalhadores e para o seu nível de conforto, e será útil mostrar às autoridades que estamos a aderir” aos regulamentos, afirmou Patel.
Patel confirmou ainda ter confiança nos algoritmos depois de família ter utilizado com sucesso a visão por computador no ano passado nos supermercados de que é proprietária para contabilizar o número de clientes mulheres e decidir onde colocar uma nova linha de vestidos.
Detectar espirros e tosse?
A RPT Realty, que, segundo o director-executivo Brian Harper, utilizou software de inteligência artificial para contar os visitantes nos últimos meses em dois dos 49 centros comerciais ao ar livre que possui nos Estados Unidos, está a avaliar a implementação de tecnologia para garantir o cumprimento das regras de ocupação reduzida por parte dos lojistas em cinco centros comerciais.
A empresa também planeia ajudar os consumidores a decidir quando comprar, utilizando a tecnologia da startup WaitTime para analisar as filas de espera para entrar nas lojas, um fenómeno que se tornou comum durante a pandemia, como parte dos esforços de distanciamento social. Segundo Harper, a contagem, que depois será passada aos consumidores, será anónima. “Nunca se pode ter demasiados dados nas mãos”, disse o director-executivo.
Mas calcular se as pessoas estão a 1,80 metros de distância e detectar objectos, como máscaras faciais, são utilizações inovadoras que estão agora a ser testadas e lançadas em prazos reduzidos. Há startups que até prometem detectar espirros e tosse, afirmações que deixam alguns especialistas cépticos.
“A maioria das soluções estará em território desconhecido, sem um historial comprovado, e provavelmente susceptível a falsos positivos e erros”, afirmou Vinay Goel, antigo gestor de produtos do Google Maps, que é agora o chefe de produtos digitais da unidade tecnológica da gigante dos serviços imobiliários Jones Lang LaSalle Inc.
Para além dos custos, as empresas estão preocupadas com o facto de a inteligência artificial poderá desencadear demasiados relatos de não-problemas, como uma família que caminha junta num corredor, afirmam os consultores retalhistas.
A Indyme, um fornecedor de tecnologia que trabalha com a BevMo!, Office Depot e outros retalhistas dos EUA, disse que os seus clientes preferem caixas rudimentares que possam contar pessoas nas entradas e anunciar automaticamente “Para sua segurança, por favor mantenha um distanciamento social de 1,80 metros, obrigado”.
Mas calcular se as pessoas estão a 1,80 metros de distância e detectar objectos, como máscaras faciais, são utilizações inovadoras que estão agora a ser testadas e lançadas em prazos reduzidos. Há startups que até prometem detectar espirros e tosse, afirmações que deixam alguns especialistas cépticos.
“A maioria das soluções estará em território desconhecido, sem um historial comprovado, e provavelmente susceptível a falsos positivos e erros”, afirmou Vinay Goel, antigo gestor de produtos do Google Maps, que é agora o chefe de produtos digitais da unidade tecnológica da gigante dos serviços imobiliários Jones Lang LaSalle Inc.
Para além dos custos, as empresas estão preocupadas com o facto de a inteligência artificial poderá desencadear demasiados relatos de não-problemas, como uma família que caminha junta num corredor, afirmam os consultores retalhistas.
A Indyme, um fornecedor de tecnologia que trabalha com a BevMo!, Office Depot e outros retalhistas dos EUA, disse que os seus clientes preferem caixas rudimentares que possam contar pessoas nas entradas e anunciar automaticamente “Para sua segurança, por favor mantenha um distanciamento social de 1,80 metros, obrigado”.
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
quinta-feira, 7 de maio de 2020
"SARS-CoV-2 incluído em investigação portuguesa financiada com 4,2 milhões de euros"
Uma equipa de cientistas portugueses que investiga vírus com efeitos no sistema nervoso central, como o da febre de dengue, foi autorizada pela Comissão Europeia a incluir no seu trabalho o SARS-CoV-2, que também atinge o cérebro e pode provocar danos neurológicos.
Segundo explicou à agência Lusa Miguel Castanho, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM) que faz parte da equipa do projecto “No Virus 2 Brain”, os estudos recentes vieram não só confirmar que o SARS-CoV-2 atinge o cérebro, como pode causar danos neurológicos graves em alguns pacientes.
“Já havia suspeitas de que o vírus poderia chegar ao sistema nervoso central, com sinais como a perda de paladar e a perda do olfacto”, explicou o especialista. “É o que se passa com o vírus da dengue. Portanto, é lógico que utilizemos as estratégias que estávamos a desenvolver contra o vírus de dengue ao vírus SARS-CoV-2.” Não sendo danos muito comuns, observados em muitos pacientes, nalguns casos os efeitos “são relativamente graves”.
projecto recebeu um financiamento europeu de 4,2 milhões de euros no ano passado e arrancou em Setembro de 2019, investigando vírus como o da dengue, da sida ou o zika, na tentativa de encontrar fármacos que inactivem os vírus que chegam ao cérebro.
Este comportamento (atingir o cérebro e provocar danos) não é novo entre vírus, exemplificando com o vírus que provoca a febre de dengue: “Na maior parte dos pacientes [os vírus] não chegam ao cérebro, mas quando chegam causam efeitos neurológicos graves”, explicou. “O vírus da sida tem efeito parecido em alguns pacientes. Há uma condição que se chama demência associada à sida, por causa de depósitos do vírus no cérebro.”
Efeitos mais graves tem o vírus que provoca zika: “É o que tem efeitos mais nefastos ao nível do sistema nervoso central, pois causa microcefalia nos fetos quando infecta mulheres grávidas.”
Quando ao objectivo deste projecto, Miguel Castanho diz que continua a ser o de desenvolver fármacos para inactivar estes vírus no cérebro, incluindo agora no leque de vírus o SARS-CoV-2.
Questionado sobre a fase em que está a investigação e o desenvolvimento de fármacos, o investigador explicou que a equipa já desenvolveu moléculas de raiz, mas ainda está tudo na fase dos testes de segurança. “O mais importante é sempre a toxicologia. Mais importante do que um fármaco fazer bem é não fazer mal, é ser seguro”, disse Miguel Castanho, também professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
O investigador destacou a dificuldade não só de chegar ao cérebro, que tem um alto nível de protecção e é muito sensível, como, uma vez lá, inactivar os vírus. “Mesmo nas artérias que distribuem nutrientes e oxigénio às células nervosas a parede é muito blindada. Deixa passar oxigénio, nutrientes e hormonas, mas pouco mais”, disse. “Esta blindagem do cérebro é um grande fastor de protecção, mas é uma enorme complicação quando queremos corrigir uma doença e gostaríamos que um medicamento passasse do sangue para o cérebro.”
Fazer com que estas moléculas cheguem ao cérebro e depois se mantenham activas para aniquilar a acção do vírus “é outra dificuldade”, acrescentou o responsável, lembrando que o projecto inicialmente tinha uma duração de quatro anos, mas deverá agora ter de ser prolongado.
Ao mesmo tempo dos testes de segurança, em laboratório (in vitro) a equipa está igualmente a fazer testes da actividade das moléculas: “É preciso também testar a capacidade que estas têm de impedir a infecção de células pelo vírus.”
“Vamos por partes. Primeiro, é preciso ver da segurança, depois testar como se atravessam as paredes das artérias para chegar ao cérebro e, depois, perceber como se dá a inactivação do vírus. Só depois passamos aos testes em animais, para ver se tudo acontece ao mesmo tempo e se não há imprevistos.”
Só depois disto é que o projecto avança para testes em humanos, uma altura em que terá já de se envolver a indústria.
Miguel Castanho diz que este vírus novo veio enriquecer o projecto, mas frisa que todas as outras investigações nos restantes vírus se mantêm. “Seria um erro muito grande de todos nós se começássemos a investigar só SARS-CoV-2 e parássemos tudo o resto. Porque tudo o resto não parou”, concluiu.
Fonte: https://www.publico.pt/2020/05/07/ciencia/noticia/sarscov2-incluido-investigacao-portuguesa-financiada-42-milhoes-euros-1915432?fbclid=IwAR1pPNgsOl0pqE6x4fZnz3biC8qP3DgRcKV9UjXCNgLS-0_VtZa-TfZpvuo

The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
terça-feira, 5 de maio de 2020
Implante cerebral devolve movimentos (e sensação de tato) a um tetraplégico
Descontente com o seu progresso de reabilitação após um
acidente que o deixou com uma lesão medular grave, Ian Burkhart decidiu,
em 2014, participar num estudo que poderia mudar a sua vida.
Um passo de cada vez, os investigadores envolvidos no NeuroLife têm ajudado Burkhart a recuperar lentamente o controlo da mão direita. Ao vincular diretamente a área do cortéx motor do cérebro de Burkhart aos músculos do membro paralisado, a tecnologia permitiu-lhe usar um cartão de crédito, pegar uma caneca e até jogar Guitar Hero.
No entanto, ainda faltava algo: a sensação de tato. Agora, graças ao trabalho de investigadores da Battelle e da Wexner Medical Center da Universidade de Ohio, Burkhart, agora com 28 anos, conseguiu sentir a sensação de tato mais uma vez.
“Até agora, às vezes, Ian sentia que a sua mão era estrangeira devido à falta de feedback sensorial”, disse Patrick Ganzer, principal cientista da Battelle, em comunicado. "Ele também tem problemas em controlar a mão, a menos que esteja a observar os seus movimentos de perto. Isso requer muita concentração e torna tarefas simples como beber um refrigerante enquanto se vê televisão quase impossível".
Quando a mão de Burkhart é estimulada, pequenos sinais ainda atingem o seu cérebro, apesar de serem essencialmente bloqueados pela sua medula espinhal severamente danificada. No entanto, esses sinais são demasiado pequenos para o seu cérebro responder.
Os sinais podem ser detetados por um computador ligado ao cérebro, treinado para reconhecê-los. Por sua vez, o computador aciona o feedback háptico através de uma faixa vestível de motores vibracionais colocados na pele que Burkhart consegue sentir.
“Estamos a pegar em eventos de toque subpercetivos e a levá-los à perceção consciente”, explicou Ganzer. “Quando fizemos isso, vimos várias melhorias funcionais. Foi um grande momento quando restauramos a sensação de tato do participante”.
De acordo com o estudo publicado na revista científica Cell, o procedimento restaurou simultaneamente algum movimento na mão de Burkhart. Isso significa que, no futuro, Burkhart poderá pegar um objeto sem vê-lo, controlar vários dispositivos ao mesmo tempo e até sentir que pressão usar ao manipular um objeto.
“A sensação de tato é fundamental para o controlo apropriado dos movimentos”, disse Ganzer, em declarações ao IFLScience. "Mesmo pequenas interrupções na capacidade de toque podem ter um imenso impacto na capacidade de movimento."
Enquanto a equipa continua a trabalhar num dispositivo mais portátil, Burkhart está satisfeito com este avanço, que lhe permitiu sentir o toque com quase 100% de precisão.
“Essa restauração do toque melhorou as minhas capacidades quando estou a usar o sistema”, disse Burkhart ao IFLScience. “No entanto, ainda está num laboratório apenas e estou ansioso pelo dia em que possamos mudar de um projeto de pesquisa para um produto de consumo que possa beneficiar a vida de muitas mais pessoas com paralisia.”
Fonte: https://zap.aeiou.pt/implante-cerebral-movimentos-quadriplegico-321246
“Até agora, às vezes, Ian sentia que a sua mão era estrangeira devido à falta de feedback sensorial”, disse Patrick Ganzer, principal cientista da Battelle, em comunicado. "Ele também tem problemas em controlar a mão, a menos que esteja a observar os seus movimentos de perto. Isso requer muita concentração e torna tarefas simples como beber um refrigerante enquanto se vê televisão quase impossível".
Quando a mão de Burkhart é estimulada, pequenos sinais ainda atingem o seu cérebro, apesar de serem essencialmente bloqueados pela sua medula espinhal severamente danificada. No entanto, esses sinais são demasiado pequenos para o seu cérebro responder.
Os sinais podem ser detetados por um computador ligado ao cérebro, treinado para reconhecê-los. Por sua vez, o computador aciona o feedback háptico através de uma faixa vestível de motores vibracionais colocados na pele que Burkhart consegue sentir.
“Estamos a pegar em eventos de toque subpercetivos e a levá-los à perceção consciente”, explicou Ganzer. “Quando fizemos isso, vimos várias melhorias funcionais. Foi um grande momento quando restauramos a sensação de tato do participante”.
De acordo com o estudo publicado na revista científica Cell, o procedimento restaurou simultaneamente algum movimento na mão de Burkhart. Isso significa que, no futuro, Burkhart poderá pegar um objeto sem vê-lo, controlar vários dispositivos ao mesmo tempo e até sentir que pressão usar ao manipular um objeto.
“A sensação de tato é fundamental para o controlo apropriado dos movimentos”, disse Ganzer, em declarações ao IFLScience. "Mesmo pequenas interrupções na capacidade de toque podem ter um imenso impacto na capacidade de movimento."
Enquanto a equipa continua a trabalhar num dispositivo mais portátil, Burkhart está satisfeito com este avanço, que lhe permitiu sentir o toque com quase 100% de precisão.
“Essa restauração do toque melhorou as minhas capacidades quando estou a usar o sistema”, disse Burkhart ao IFLScience. “No entanto, ainda está num laboratório apenas e estou ansioso pelo dia em que possamos mudar de um projeto de pesquisa para um produto de consumo que possa beneficiar a vida de muitas mais pessoas com paralisia.”
Fonte: https://zap.aeiou.pt/implante-cerebral-movimentos-quadriplegico-321246
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
segunda-feira, 4 de maio de 2020
Criado desinfetante “capaz” de manter superfícies livres de vírus durante meses
Cientistas da Universidade de Hong Kong desenvolveram um revestimento antiviral protetor que, segundo estes especialistas, pode manter superfícies livres de vírus, como o que causa a covid-19, e bactérias durante três meses.
Os cientistas acreditam que este revestimento desinfetante, batizado de MAP-1, pode oferecer uma proteção “significativa” contra o vírus que provoca a covid-19 (SARS-CoV-2), bem como outras bactérias e vírus, conta a Reuters.
A agência noticiosa frisa que este produto não foi desenvolvido por causa da pandemia de covid-19, estando antes a ser desenvolvido há de dez anos.
Após testes clínicos bem sucedidos, o MAP-1 estará disponível para venda comercial em Hong Kong já a partir do próximo mês de maio. Estes mesmo produto, detalha o portal Futurism, foi já utilizado para revestir habitações de pessoas com rendimentos baixos na cidade, visando evitar futuras infeções de covid-19.
“Sinto que [este produto] fortaleceu a nossa proteção contra o vírus“, disse um dos moradores à agência, comentando a iniciativa.
Os investigadores disseram que várias escolas, centros comerciais e instalações desportivas na cidade já adotaram o uso do produto.
Contudo, o produto em causa é caro. Um revestimento numa escola custa 20.000 dólares de Hong Kong (2.380 euros) a 50 mil dólares da mesma moeda (5.900) euros, dependendo da área pulverizada. Devido ao seu preço, o MAP-1 deverá ser utilizado em escolas, hospitais, empresas e grandes superfícies, ficando afastado do uso doméstico.
A empresa pretende, no futuro, criar versões para uso domiciliário, devendo estes produtos, de 50 a 200 ml, custar entre 70 a 250 dólares de Hong Kong (8 a 30 euros).
Para já, o MAP-1 pode ser uma ferramenta útil para desinfetar grandes áreas.

The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
domingo, 3 de maio de 2020
Idosos perdem em média uma década de vida ao morrer por Covid-19, diz estudo
Pesquisa calculou a provável quantidade de anos perdidos de acordo com a faixa etária e quantidade de doenças associadas. Dados utilizados são da Itália, Reino Unido, Escócia e da Organização Mundial da Saúde.
Com a justificativa de responder às especulações de que os idosos mortos por coronavírus teriam pouco tempo de vida mesmo antes da doença, uma pesquisa juntou dados para tentar calcular quantos anos as vítimas da Covid-19 perdem em média depois dos 50 anos. O resultado: 14 anos para homens sem doenças pré-existentes e 12 anos para as mulheres. Aqueles com outras problemas de saúde poderiam viver em média mais 13 anos; elas, 11 anos.
O artigo ainda não teve a revisão dos pares — análise de outros cientistas — e elenca algumas deficiências, como a falta de informações sobre as vítimas da Covid-19. Foram usados estudos da Itália, do Reino Unido, da Escócia e da Organização Mundial da Saúde (OMS) como base, com a revisão científica de 77 trabalhos e a escolha de uma pesquisa de casos: o Instituto Superiore di Sanità (ISS) apresentou dados de 11 comorbidades comuns em 701 pacientes com 1, 2, 3 ou mais doenças associadas, dentro de uma amostra total de 6.801 pessoas.
"Como as pessoas que morrem de Covid-19 são predominantemente mais velhas e têm LTCs (sigla que significa, em inglês, condições subjacentes a longo prazo) preexistentes, alguns especularam que muitas dessas pessoas logo morreriam de outras causas e que a expectativa de vida pode, portanto, não sofrer grande impacto", escreveram os autores.
O método escolhido apontou uma grande oscilação de tempo de vida perdido, a depender da quantidade de comorbidades e idade. No caso do Sars-CoV-2, cardiopatias, diabetes, obesidade, câncer, doenças respiratórias, são fatores que podem levar a uma versão mais grave da infecção. Os pesquisadores mostram que a quantidade dessas doenças associadas faz muita diferença na contagem de uma média de anos perdidos pelo paciente, já que a própria comorbidade poderia causar a morte independente do coronavírus.
Uma pessoa com nenhuma comorbidade e que tem de 50 a 59 anos pode perder, em média, 35 anos de vida ao morrer por Covid-19. Mesmo um paciente hipotético com 4 doenças associadas no momento da infecção pelo Sars-CoV-2 e com essa mesma faixa etária estaria perdendo 23 anos. Claro, sem sofrer de uma causa imprevisível, como um acidente de avião ou morte por um crime qualquer.
Fato é que, de acordo com os cientistas, dos 50 aos 79 anos, mesmo com até 4 comorbidades, os idosos teriam ainda mais 10 anos de vida, pelo menos. No entanto, uma questão a ser levada em conta é a alta expectativa de vida da Itália, fornecedora de parte dos dados: 83 anos. No Brasil, é de 75 anos.
Rafael Thomazi, especialista pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, diz que outras doenças já causam a redução da vida do idoso, como o Alzheimer e a demência avançada, e para entender as chances de cada indivíduo a melhor forma é "individualizar o paciente idoso, não simplesmente pela idade, e dizer que o Covid-19 vai reduzir a expectativa de vida".
"Eu não vejo com bons olhos quando você tem um idoso, e tem um jovem, e simplesmente pela idade você escolhe entubar um paciente mais jovem. Isso é muito pouco, é muito vazio de significado. É uma questão importante a ser discutida. Então o que a gente defende? Individualizar caso a caso para o médico não precisar fazer essa escolha", explicou.
No Brasil, o último boletim detalhado com os casos da doença apontou que os idosos com mais de 60 anos representam 70% das mortes. As doenças associadas mais comuns são cardiopatia, diabetes e doença neurológica.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/d/k/yxkNAVRpaqG2KDYg7RVA/belgium-virus-health-000-1qw4h9-john-thys-afp.jpg)
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
sábado, 2 de maio de 2020
Estados Unidos autorizam uso de remdesivir contra o coronavírus
A FDA, agência americana que regula medicamentos, autorizou nesta sexta-feira 1 o uso emergencial do remdesivir para tratamento de pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O antiviral experimental ainda está sendo testado, mas um novo estudo apontou que ele acelera a recuperação de pacientes internados. Reportagem de capa de VEJA detalhou as pesquisas com o remédio.
“Os benefícios conhecidos e potenciais do remdesivir superam os riscos conhecidos e potenciais do medicamento para o tratamento de pacientes hospitalizados com COVID-19 grave.”, escreveu a FDA. Na ficha técnica direcionada aos pacientes, a FDA alerta que o remdesivir é um medicamento que ainda está sendo estudado. “Há informações limitadas sobre a segurança e eficácia do uso do remdesivir no tratamento de pessoas hospitalizadas por Covid-19. Em um estudo clínico, demonstrou-se que o remdesivir é capaz de reduzir o tempo de recuperação em algumas pessoas. Não existem medicamentos aprovados pelo FDA considerados seguros e eficazes no tratamento de pessoas hospitalizadas com Covida-19. Portanto, o FDA autorizou o uso de emergência do remdesivir”, escreve a agência.
A decisão foi baseada nos resultados de dois estudos realizados com o medicamento em pacientes com Covid-19. Um estudo controlado randomizado duplo-cego – considerado o padrão outro em estudos clínicos – conduzido nos Estados Unidos pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH, na sigla em inglês) e um estudo aberto conduzido pela Gilead.
Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/fda-autoriza-uso-do-remdesivir-para-coronavirus/
Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/fda-autoriza-uso-do-remdesivir-para-coronavirus/
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
sexta-feira, 1 de maio de 2020
Tecnologia ajuda pacientes de Alzheimer a recuperar a memória
Uma nova tecnologia semelhante a uns headphones pode
ajudar a reverter os sintomas da doença de Alzheimer. O dispositivo
aponta luz diretamente para as regiões responsáveis pela memória no
cérebro.
Uma empresa canadiana criou uma tecnologia que se pode revelar
bastante útil para pacientes com a doença de Alzheimer, já que pode ser
capaz de restaurar a memória das pessoas. Os cientistas
responsáveis pela inovação acreditam que o brilho da luz diretamente
nas áreas do cérebro danificadas pela doença pode reverter o Alzheimer.
O dispositivo, chamado Neuro RX Gamma, assemelha-se a uns headphones e aponta luzes LED para o cérebro através do nariz e do crânio. Segundo o Tech Explorist, a tecnologia é adequada a um uso doméstico, não é invasiva e foca-se na região do cérebro responsável pela memória.
A luz infravermelha é enviada através de quatro diodos posicionados sobre o couro cabeludo e um posicionado dentro da narina. Os cientistas sugerem que a luz melhora as mitocôndrias que fornecem energia às células e estimula o cérebro a ativar células imunes que combatem doenças e tentam livrar-se delas.
O Neuro RX Gamma aprimorou as habilidades de escrita e leitura, recuperou a memória, melhorou o sono, ansiedade e stress, reduziu o mau humor e aumentou o desenvolvimento cognitivo.
Além disso, em experiências iniciais, a inovação mostrou reverter os sintomas de Alzheimer, livrar-se de proteínas tóxicas acumulados no cérebro e melhorar as células responsáveis pela memória. Caso isto se confirme nos ensaios clínicos, esta será a primeira tecnologia capaz de reverter a doença.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/tecnologia-alzheimer-recuperar-memorias-320717
O dispositivo, chamado Neuro RX Gamma, assemelha-se a uns headphones e aponta luzes LED para o cérebro através do nariz e do crânio. Segundo o Tech Explorist, a tecnologia é adequada a um uso doméstico, não é invasiva e foca-se na região do cérebro responsável pela memória.
A luz infravermelha é enviada através de quatro diodos posicionados sobre o couro cabeludo e um posicionado dentro da narina. Os cientistas sugerem que a luz melhora as mitocôndrias que fornecem energia às células e estimula o cérebro a ativar células imunes que combatem doenças e tentam livrar-se delas.
O Neuro RX Gamma aprimorou as habilidades de escrita e leitura, recuperou a memória, melhorou o sono, ansiedade e stress, reduziu o mau humor e aumentou o desenvolvimento cognitivo.
Além disso, em experiências iniciais, a inovação mostrou reverter os sintomas de Alzheimer, livrar-se de proteínas tóxicas acumulados no cérebro e melhorar as células responsáveis pela memória. Caso isto se confirme nos ensaios clínicos, esta será a primeira tecnologia capaz de reverter a doença.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/tecnologia-alzheimer-recuperar-memorias-320717
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
Farmacêutica anuncia medidas para produção em larga escala de vacina ou tratamento contra a Covid-19
A companhia farmacêutica Pfizer informou nesta terça-feira (28) que
está implantando medidas para produzir uma vacina ou um tratamento em
larga escala contra a Covid-19, doença causada pelo vírus Sars CoV-2.
Há cerca de uma semana, a agência reguladora da Alemanha (Paul Ehrlich Institute) aprovou o início dos testes clínicos para quatro vacinas contra o Sars-CoV-2. As empresas Pfizer e BioNTech farão os ensaios iniciais em 200 humanos saudáveis com idade entre 18 e 55 anos.
As farmacêuticas desenvolvem juntas a vacina BNT162, baseada em mRNA (RNA mensageiro). Ambas utilizam unidades de pesquisa e desenvolvimento, nos Estados Unidos e na Alemanha, para abrigar as atividades identificadas pelo acordo de colaboração.
Os pacientes irão receber doses que variam de 1 µg (micrograma) a 100 µg, uma forma de testar a eficiência e a segurança da imunização. Em breve, de acordo com a Pfizer, a FDA (Food and Drug Administration, em inglês), agência reguladora dos Estados Unidos, deverá liberar os testes também no país.
A Pfizer afirma que, caso os testes sejam bem-sucedidos, milhões de doses podem ser produzidas até o final deste ano.
Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/28/farmaceutica-anuncia-medidas-para-producao-em-larga-escala-de-vacina-ou-tratamento-contra-a-covid-19.ghtml?fbclid=IwAR01Rb2M3uoHFEfmqYUjsmFnc_nV6eP03MEepD73gWtq069HSliSDgk_AAM
Há cerca de uma semana, a agência reguladora da Alemanha (Paul Ehrlich Institute) aprovou o início dos testes clínicos para quatro vacinas contra o Sars-CoV-2. As empresas Pfizer e BioNTech farão os ensaios iniciais em 200 humanos saudáveis com idade entre 18 e 55 anos.
As farmacêuticas desenvolvem juntas a vacina BNT162, baseada em mRNA (RNA mensageiro). Ambas utilizam unidades de pesquisa e desenvolvimento, nos Estados Unidos e na Alemanha, para abrigar as atividades identificadas pelo acordo de colaboração.
Os pacientes irão receber doses que variam de 1 µg (micrograma) a 100 µg, uma forma de testar a eficiência e a segurança da imunização. Em breve, de acordo com a Pfizer, a FDA (Food and Drug Administration, em inglês), agência reguladora dos Estados Unidos, deverá liberar os testes também no país.
A Pfizer afirma que, caso os testes sejam bem-sucedidos, milhões de doses podem ser produzidas até o final deste ano.
Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/28/farmaceutica-anuncia-medidas-para-producao-em-larga-escala-de-vacina-ou-tratamento-contra-a-covid-19.ghtml?fbclid=IwAR01Rb2M3uoHFEfmqYUjsmFnc_nV6eP03MEepD73gWtq069HSliSDgk_AAM
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
quarta-feira, 29 de abril de 2020
"Análise sanguínea pode revelar sinais de Parkinson 10 anos antes do diagnóstico"
Segundo uma nova investigação, os sinais de autoimunidade podem aparecer nos pacientes com doença de Parkinson anos antes do diagnóstico oficial.
Há três anos, cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram a primeira evidência direta de que a autoimunidade pode desempenham um papel importante no aparecimento de Parkinson. A equipa não desistiu do trabalho e tem procurado mais provas de que o sistema imunológico contribui para o desenvolvimento desta doença.
O nosso corpo protege-nos recorrentemente de vírus, bactérias e células cancerígenas. No entanto, pode também confundir as nossas próprias células com células prejudiciais, e lançar ataques a órgãos e tecidos saudáveis. Este tipo de resposta autoimune pode desencadear doenças como a artrite reumatóide ou a esclerose múltipla.
Num artigo publicado em 2014, os cientistas descreveram, pela primeira vez, que os neurónios da dopamina são suscetíveis a ataques autoimunes. Por sua vez, a morte destes neurónios é central para o aparecimento dos sintomas de Parkinson.
Em 2017, a equipa mostrou de que forma uma proteína danificada, conhecida como alfa-sinucleína, desencadeia este processo, servindo como alvo para alguns tipos de células T, que são centrais para a resposta imune do corpo.
Nos pacientes de Parkinson, estas proteínas agrupam-se em células cerebrais que produzem dopamina, o que faz com que algumas células T confundam as células cerebrais com uma ameaça.
No trabalho mais recente, a equipa recolheu amostras sanguíneas de um grupo de pacientes com Parkinson e comparou as células T com as de um grupo de controlo composto por indivíduos saudáveis.
De acordo com o New Atlas, o tipo de células T que respondem à alfa-sinucleína é mais abundante quando o paciente é diagnosticado pela primeira vez com Parkinson. À medida que a doença progride, começam a desaparecer.
Num dos casos analisados, a análise revelou uma forte resposta das células T à alfa-sinucleína 10 anos antes do diagnóstico, com a atividade das células a desaparecer à medida que a doença progredia.
“A detecção das respostas das células T pode ajudar no diagnóstico de pessoas em risco ou nos estágios iniciais do desenvolvimento da doença”, disse Alessandro Sette, autor do artigo científico publicado no dia 20 de abril na Nature Communications.
Fonte: https://zap.aeiou.pt/analise-sanguinea-parkinson-10-anos-320516?fbclid=IwAR2AKgJSLHCMPuUQLZlP5FLvOpIjkuB1_qLSbhdYhQ4pRXsOv3aGeq118eo

The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
terça-feira, 28 de abril de 2020
Estados de confusão e AVC. Coronavírus não causa só pneumonias
Cinco meses depois do início da pandemia, começa a emergir um quadro
de sintomas bastante mais vasto e complexo associado à covid-19, que
inclui desde problemas cardíacos, renais e do fígado até hemorragias e
coágulos no cérebro, que também afetam os mais jovens, como relatou
agora uma equipa de médicos de Nova Iorque. Afinal é grande ainda o desconhecimento sobre o vírus e a doença que provoca.
À medida que a covid-19 alastra no mundo e o número de doentes continua a aumentar - há agora mais de três milhões de infetados, dos quais 208 mil já faleceram - os médicos têm-se confrontado com outras consequências graves da infeção, que podem abranger diferentes órgãos vitais, como o coração, os rins, o fígado e o sistema nervoso central e o cérebro, para além do mais conhecido efeito da doença que é a pneumonia.
"Parecia que este vírus só causava pneumonia, mas afinal há muitos órgãos que são atingidos, e ainda estamos longe de conhecer a extensão total da sua agressão ao organismo humano", resume José Silva Cardoso, cardiologista no Hospital de São João, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e investigador no CINTESIS- Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, na mesma universidade.
Dois relatórios publicados nas últimas semanas por médicos de hospitais da China e de Estrasburgo indicam que um número significativo dos doentes mais graves de covid-19, alguns deles jovens, apresentam sintomas de confusão, convulsões e problemas sanguíneos ao nível da coagulação que podem desencadear acidentes vasculares cerebrais (AVC), ou problemas noutros órgãos, e levar à morte.
Um dos estudos, que foi publicado há duas semanas no Journal of the American Medical Association por médicos chineses, e que envolveu 214 doentes, mostra que mais de um terço (36,4%) desenvolveu estes sintomas, incluindo perda de olfato e em alguns casos AVC.
O outro, de uma equipa de médicos do Hospital e da Universidade de Estrasburgo, que saiu no The New England Journal of Medicine , também há duas semanas, e que envolveu 58 doentes de covid-19, revela que mais de metade apresentavam estados de confusão, com resultados de exames de imagiologia cerebral que mostravam sinais de inflamação.
Trata-se de cinco casos em doentes com menos de 50 anos que ocorreram nas últimas duas semanas, o que multiplica por sete a ocorrência deste tipo de casos no seu serviço.
"Por comparação, nos últimos 12 meses tratámos no nosso serviço uma média de 0,73 doentes com menos de 50 anos e AVC graves, a cada duas semanas", relata a equipa, citada no jornal digital ABC Science.
Reconhecendo embora que cinco doentes constituem "uma amostra pequena", a equipa de Oxley defende no artigo que publicará a 29 de abril no New England Journal of Medicine, que "a associação entre AVC de grande dimensão e a covid-19 em doentes jovens exige uma investigação mais aprofundada".
"Os nossos colegas [de outros hospitais de Nova Iorque] também relatam um aumento deste tipo de casos e por isso ainda não sabemos exatamente qual é verdadeira dimensão deste problema", afirmou ainda o neurologista americano ao ABC Science.
Fonte: https://www.dn.pt/vida-e-futuro/estados-de-confusao-e-avc-coronavirus-nao-causa-so-pneumonias-12124126.html
À medida que a covid-19 alastra no mundo e o número de doentes continua a aumentar - há agora mais de três milhões de infetados, dos quais 208 mil já faleceram - os médicos têm-se confrontado com outras consequências graves da infeção, que podem abranger diferentes órgãos vitais, como o coração, os rins, o fígado e o sistema nervoso central e o cérebro, para além do mais conhecido efeito da doença que é a pneumonia.
"Parecia que este vírus só causava pneumonia, mas afinal há muitos órgãos que são atingidos, e ainda estamos longe de conhecer a extensão total da sua agressão ao organismo humano", resume José Silva Cardoso, cardiologista no Hospital de São João, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e investigador no CINTESIS- Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, na mesma universidade.
Dois relatórios publicados nas últimas semanas por médicos de hospitais da China e de Estrasburgo indicam que um número significativo dos doentes mais graves de covid-19, alguns deles jovens, apresentam sintomas de confusão, convulsões e problemas sanguíneos ao nível da coagulação que podem desencadear acidentes vasculares cerebrais (AVC), ou problemas noutros órgãos, e levar à morte.
Um dos estudos, que foi publicado há duas semanas no Journal of the American Medical Association por médicos chineses, e que envolveu 214 doentes, mostra que mais de um terço (36,4%) desenvolveu estes sintomas, incluindo perda de olfato e em alguns casos AVC.
O outro, de uma equipa de médicos do Hospital e da Universidade de Estrasburgo, que saiu no The New England Journal of Medicine , também há duas semanas, e que envolveu 58 doentes de covid-19, revela que mais de metade apresentavam estados de confusão, com resultados de exames de imagiologia cerebral que mostravam sinais de inflamação.
Os estranhos AVC em pessoas jovens
Já na semana passada, o diretor de neurologia do Hospital Monte Sinai, de Nova Iorque, Thomas Oxley, alertou para um pequeno número de casos de AVC graves entre os pacientes jovens de covid-19 no seu hospital.Trata-se de cinco casos em doentes com menos de 50 anos que ocorreram nas últimas duas semanas, o que multiplica por sete a ocorrência deste tipo de casos no seu serviço.
"Por comparação, nos últimos 12 meses tratámos no nosso serviço uma média de 0,73 doentes com menos de 50 anos e AVC graves, a cada duas semanas", relata a equipa, citada no jornal digital ABC Science.
Reconhecendo embora que cinco doentes constituem "uma amostra pequena", a equipa de Oxley defende no artigo que publicará a 29 de abril no New England Journal of Medicine, que "a associação entre AVC de grande dimensão e a covid-19 em doentes jovens exige uma investigação mais aprofundada".
"Os nossos colegas [de outros hospitais de Nova Iorque] também relatam um aumento deste tipo de casos e por isso ainda não sabemos exatamente qual é verdadeira dimensão deste problema", afirmou ainda o neurologista americano ao ABC Science.
Fonte: https://www.dn.pt/vida-e-futuro/estados-de-confusao-e-avc-coronavirus-nao-causa-so-pneumonias-12124126.html
The creation of this blog came from a challenge posed to Masters students of Biomedical Sciences of the University of Beira Interior, Covilhã (Portugal), by Professor Doctor José Eduardo Cavaco within the course "Project in Biomedical Sciences''.
The Biomedical Sciences combine the areas of Biology, Biochemistry, Physics, Management and Engineering, stimulating the capacity for self learning, critical thinking and adaptation to new technologies.
Thus, the Biomedics integration in different areas of the national and international job market is possible as technical supporters in clinical environment, consulting, industry, education and research.
For more information: http://www.ubi.pt/Curso/907.
Subscrever:
Comentários (Atom)







