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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Criadas células que produzem insulina a partir de clones de embriões humanos



Uma equipa de Nova Iorque conseguiu criar embriões humanos a partir de células humanas adultas de uma mulher diabética, usando a mesma técnica de clonagem que criou a ovelha Dolly. Os cientistas conseguiram ainda diferenciar células, a partir dos embriões, para produzir insulina.
Depois de anúncios recentes de laboratórios de Oregon e da Califórnia, nos Estados Unidos, onde se criaram embriões humanos a partir de células clonadas de pessoas vivas, um instituto de Nova Iorque anunciou nesta segunda-feira o mesmo feito e deu ainda um passo em frente. Além de os seus cientistas terem clonado células de uma mulher com diabetes, produzindo embriões e células estaminais que são geneticamente idênticos à mulher, a equipa conseguiu ainda que as células estaminais se diferenciassem em células capazes de produzir insulina. O trabalho foi publicado na edição online da revista Nature.
O desenvolvimento reforça a possibilidade de, no futuro, se usar a investigação em células estaminais para criar células à medida de cada doente para tratar doenças como a diabetes, a doença de Parkinson, doenças cardíacas e outros problemas de saúde. Por outro lado, o feito mostra que está iminente a possibilidade de os cientistas criarem embriões humanos a pedido, algo que a Igreja Católica e os defensores pró-vida criticam fortemente.  
O trio de sucessos “aumenta a probabilidade de se criarem embriões humanos para gerar terapias especificamente para cada pessoa”, diz o especialista em bioética Insoo Hyun, da Faculdade de Medicina da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, EUA. E “a criação de mais embriões humanos para experiências científicas é uma certeza”.
O trio de sucessos “aumenta a probabilidade de se criarem embriões humanos para gerar terapias especificamente para cada pessoa”, diz o especialista em bioética Insoo Hyun, da Faculdade de Medicina da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, EUA. E “a criação de mais embriões humanos para experiências científicas é uma certeza”.
Ainda este mês de Abril, os cientistas do Instituto de Células Estaminais CHA em Seul, na Coreia do Sul, anunciaram que conseguiram fazer o mesmo usando células da pele de dois homens adultos. Em cada caso, os cientistas utilizaram uma versão da técnica que criou a ovelha Dolly em 1996, o primeiro animal clonado a partir de um mamífero adulto.
Esta técnica chama-se "transferência nuclear de células somáticas". Em humanos, a técnica passa por retirar o ADN do núcleo de um ovócito, fundir o ovócito sem núcleo com a célula de uma pessoa, e estimular o ovócito a iniciar a divisão e a multiplicação celular. O embrião resultante inclui células estaminais, que têm a capacidade de diferenciar em qualquer tipo de célula humana.
Apesar de a técnica parecer simples, os cientistas tiveram de contornar muitas dificuldades para a aplicar em células humanas. Agora chegaram a uma receita que funciona, e que inclui os nutrientes certos para sustentar os ovócitos e o tempo certo para iniciar o processo de divisão. Deste modo, conseguiram “uma forma reproduzível e confiável de criar células estaminais específicas para cada doente” a partir da clonagem, disse Robert Lanza, director científico da empresa Advanced Cell Technology, co-autor do artigo da equipa de Seul.
Doença incurável
Este último estudo é de uma equipa de cientistas liderada por Dieter Egli, do Instituto de Investigação da Fundação para as Células Estaminais em Nova Iorque, uma instituição financiada com dinheiros privados. A equipa conseguiu criar as células-beta, que no pâncreas produzem a insulina, a partir de embriões clonados de uma mulher de 32 anos com diabetes do tipo-1.
Este tipo de diabetes é de origem auto-imune. Nesta forma da doença, as células-beta não funcionam porque o sistema imunitário as ataca e destrói. Os doentes, que descobrem ser diabéticos logo durante a infância, têm de administrar-se diariamente insulina. As células-beta, agora criadas, produzem tanta insulina como a produzida por um pâncreas humano saudável, diz Dieter Egli.
Quando transplantadas para ratinhos de laboratório, estas células funcionaram normalmente, produzindo insulina em resposta à presença de glicose no sangue. O investigador não tem planos para transplantar células-beta derivadas de células estaminais para doentes com diabetes do tipo-1, em grande parte porque as novas células vão ter o mesmo destino do das células-beta originais do doente. Como neste tipo de diabetes o sistema imunitário destrói as células-beta, as novas células transplantadas acabariam por ser inutilizadas, antecipa Egli.
Um dos mais importantes usos das células-beta criadas agora em laboratório será a investigação, e não o uso em terapias, disse por sua vez Douglas Melton, do Instituo de Células Estaminais de Harvard, nos EUA, que não esteve envolvido no estudo.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/embrioes-humanos-clonados-desenvolvem-celulas-que-produzem-insulina-1633927
Por: Mariya Hrynchak m6004

terça-feira, 29 de abril de 2014

Adeus gesso!!

Estudante cria acessório que promete substituir o gesso na reparação de fracturas ósseas.

O Cortex é um molde de plástico que substitui o gesso tradicional e é constituído por uma cobertura que envolve o braço. Este além de ser mais leve e livre de odores, dispensa todo o processo de engessar o braço. Além disso, o Cortex ainda permite que o usuário fique com o membro reto, sem precisar dobrá-lo e usá-lo ao peito.
O projeto foi anunciado em Junho do 2013 por Jake Evill, estudante da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia.  O molde é impresso em 3D a partir de um raio X do osso partido do paciente.

O Cortex ainda não tem previsão para chegar ao mercado, existindo já um novo protótipo equipado com um dispositivo de ultra-som que acelera a cicatrização.

Fonte:
http://canaltech.com.br/noticia/saude/Adeus-gesso-Estudante-cria-acessorio-que-acelera-cura-de-ossos-quebrados/

Por: Patrícia Lindeza, m5945.





segunda-feira, 28 de abril de 2014



O cromossoma Y é muito mais vital (para os homens) do que se pensava


O cromossoma do sexo masculino não serve só para o desenvolvimento do aparelho reprodutor e das características sexuais dos homens. Ao que tudo indica, também garante a viabilidade do seu organismo.





Falemos de sexo. No início, não havia sexo. Nos longínquos antepassados dos mamíferos, os cromossomas que dariam origem aos actuais cromossomas sexuais humanos – o X do sexo feminino e o Y do sexo masculino – eram em tudo semelhantes. Formavam um verdadeiro “par”, tal como os outros 22 pares de cromossomas humanos ainda o fazem.

Mas há dezenas de milhões de anos, isso mudou e o cromossoma Y começou a encolher drasticamente, tendo perdido, até hoje, 97% dos genes que inicialmente continha. Esta aparente fragilidade levou alguns especialistas a propor que o cromossoma Y tinha os dias contados, mas dois estudos publicados esta quinta-feira na revista Nature vêm contrariar de vez esta teoria da deterioração progressiva e inevitável do cromossoma Y.

Os autores de duas análises genéticas independentes – a equipa de Henrik Kaessmann, da Universidade de Lausanne (Suíça), por um lado; e a de David Page, do Instituto Whitehead (EUA), por outro – compararam agora, com uma resolução sem precedentes, o cromossoma Y humano com o de uma série de espécies de mamíferos, do ornitorrinco e do canguru ao chimpanzé  e ao ser humano, passando pelos ratinhos, os touros e outros.
Conseguiram a partir daí acompanhar a evolução, ao longo do tempo, desse bocadinho de ADN supostamente atrofiado e em constante declínio. E ambas as análises confirmam que o cromossoma Y, embora tenha efectivamente perdido muito material genético no início, tem-se mostrado desde então excepcionalmente estável – e nada frágil.
O cromossoma Y, apesar de possuir apenas umas centenas de genes, tem sido difícil de reconstituir porque contém muitas sequências genéticas repetitivas e invertidas, o que levou cada uma destas equipas a utilizar estratégias específicas de sequenciação. A equipa de Kaessmann conseguiu determinar, em particular, que o cromossoma Y terá surgido como tal há cerca de 180 milhões de anos.

Quanto à equipa de Page, já tinha recentemente mostrado que, na sua versão humana actual, dos 600 genes que partilhava ancestralmente com o seu homólogo (o cromossoma X), o cromossoma Y apenas reteve 19. Para Page, o facto de existirem desta forma duas cópias de cada um desses 19 genes (uma no X e uma no Y), o que é muito raro, sugere que, na ausência dessa duplicação, alguma coisa não correria bem. E que é por isso que a evolução se encarregou de os preservar no diminuto cromossoma Y ao longo de dezenas de milhões de anos.
Por: Elisabete Alves m5941

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cientistas invertem perda de memória em ratos com Alzheimer



Cientistas espanhóis anunciaram, esta quarta-feira, o uso pela primeira vez de terapia de genes para inverter a perda de memória em ratos com Alzheimer, um avanço que poderá levar a novos medicamentos para tratar a doença.

A equipa da Universidade Autónoma de Barcelona injetou em ratos que se encontravam nas fases iniciais da doença um gene que desencadeia a produção de uma proteína que está, em doentes com Alzheimer, bloqueada no hipocampo - uma área do cérebro essencial para o processamento de memórias.
"A proteína que foi reconstituída através da terapia de genes desencadeia os sinais necessários para ativar os genes envolvidos na consolidação da memória de longo prazo", indicou a universidade em comunicado.
A terapia de genes consiste em transplantar genes em células do paciente para corrigir a doença que é, de outra forma, incurável, causada pela falência de um ou outro gene.
A descoberta foi publicada no "Journal of Neuroscience" e surgiu após quatro anos de investigação.
"A esperança é que este estudo possa levar ao desenvolvimento de drogas farmacêuticas que possam ativar estes genes em seres humanos e permitir a recuperação da memória", disse o líder da equipa de investigação, Carlos Saura, citado pela agência de notícias francesa, AFP.
A doença de Alzheimer, causada por proteínas tóxicas que destroem células cerebrais, é a mais comum forma de demência.
Em todo o mundo, 35,6 milhões de pessoas padecem desta fatal doença degenerativa do sistema nervoso central, que é atualmente incurável, e são anualmente diagnosticados 7,7 milhões de novos casos, de acordo com um relatório de 2012 da Organização Mundial de Saúde.
Em 2010, o custo total da demência na globalidade da sociedade foi estimado em 604 mil milhões de dólares (cerca de 437 mil milhões de euros), segundo a Alzheimer Disease International, uma federação de associações de Alzheimer de todo o mundo.

Por: Nânci Abreu, m5903

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Bebé salvo por impressora 3D

"Um bebé de 18 meses foi salvo por um implante construído através de uma impressora 3D, em Michigan, nos Estados Unidos da América. Este é o segundo caso a recorrer a esta técnica.

Garrett Peterson tem 18 meses e desde o seu nascimento foram detetados graves problemas respiratórios. Nasceu com um buraco entre as câmaras inferiores do coração que exerceu uma grande pressão sobre os pulmões, fazendo com que fosse possível respirar apenas por pequenas fendas.

Richard Ohye, chefe da cirurgia cardiovascular pediátrica do Hospital da Universidade de Michigan, disse, num vídeo publicado pela universidade, que "são os problemas do pulmão e das vias respiratórias o maior problema", visto que o "defeito cardíaco é relativamente simples de corrigir".

De acordo com um comunicado da universidade, Garrett ficava sem respirar quatro ou cinco vezes por dia e acabou por ter que ser colocado no ventilador sob medicação pesada.

Jake Peterson, pai de Garrett leu, em Maio de 2013, um artigo sobre Kaiba Gionfrido, um bebé com um problema semelhante. Os médicos da Universidade de Michigan tinham criado uma tala, feita de material biológico, através de uma impressora 3D que teve sucesso. A solução encontrada pelos pais de Garrett foi contactar o médico Glenn Green e saber se estaria disponível para tratar do filho.

Os dispositivos criados através de impressoras 3D para uso em seres humanos ainda não foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), o órgão governamental dos EUA responsável por controlar os alimentos e medicamentos. No entanto, Green e o engenheiro biomédico Scott Hollister conseguiram autorização tanto para o caso de Kaiba, como para o caso de Garrett."

Pode-se continuar a ler o artigo na fonte mencionada em baixo.

Por: Cristina Lemos, E8463








terça-feira, 22 de abril de 2014


A Revolutionary New Machine Can Keep a Heart Beating Forever

March, 2014







If you were laughing at Google engineering director Ray Kurzweil's attempts to reach immortality, you might want to bite your tongue: the future is closer than you might think, thanks to a revolutionary new technique to keep a heart beating forever.
Scientists at University of Illinois at Urbana-Champaign and Washington University in St. Louis have created a thin, electronic membrane than can keep the heart beating inside at a perfect rate. This "spider-web-like network of sensors and electrodes" is stretchable and lined with circuits to sense and interact with the heart, unlike the pacemakers and implantable defibrillators currently available.
The research group has already experimented successfully with a rabbit heart by scanning it while it was alive, printing a precise 3D model and creating the membrane to fit it.
Once the heart was removed from the rabbit, it was placed inside the membrane in a "nutrient and oxygen-rich solution," and has been beating since then.
Though "cardiac socks" already exist, they cannot fit as snugly as a customized membrane and cannot communicate information to external sources. Not only would this new technology keep hearts beating, but it would also serve as emergency medical devices in the case of cardiac events.
"Because this is implantable, it will allow physicians to monitor vital functions in different organs and intervene when necessary to provide therapy," said biomedical engineer Igor Efimov. "In the case of heart rhythm disorders, it could be used to stimulate cardiac muscle or the brain, or in renal disorders, it would monitor ionic concentrations of calcium, potassium and sodium."
The researchers hope to build functional human models in 10 to 15 years.



Link: http://www.policymic.com/articles/84105/a-revolutionary-new-machine-can-keep-a-heart-beating-forever
Publicado por: Ana Sofia Dutra, E7633