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sexta-feira, 27 de abril de 2012


New Drug Target Found for Lung Cancer



The scientists discovered that blocking the activity of the enzyme IKK2, which helps activate the body's inflammation response, slowed the growth of tumors in mice with lung cancer and increased their lifespan.
The findings, reported February 12 in Nature Cell Biology, suggest that drugs that hinder the ability of the enzyme to command cellular activity might prove effective as lung cancer therapies.
"Lung cancer is one of most lethal cancers and prognosis for patients is often poor, with only about 15 percent surviving more than 5 years," says Inder Verma, Salk's American Cancer Society Professor of Molecular Biology and lead author of the paper. "We developed a new method of initiating lung cancer in mice, which has properties associated with human lung cancer, and used this model to identify the role of this enzyme in cancer proliferation. We believe that this research could one day lead to therapies that improve the outlook for lung cancer patients."

Scientists have long known that there is a link between cancer and inflammation, the body's first line of defense against infection. Some of the same biochemical players that protect the body by controlling the inflammation response of cells can also be hijacked by genetic mutations involved in the development of cancer.
To better understand how these normally helpful components of the immune system are put to nefarious tasks in cancer cells, Verma and his colleagues developed a new method of inducing non-small-cell lung cancer in mice. This type accounts for as much as 80 percent of all lung cancer cases.
The researchers used a modified virus to insert genetic mutations into cells lining the mice's lungs, causing the animals to develop tumors. This laid the groundwork for studies on the molecular causes of this specific cancer type that would be impossible in humans.
They then turned their attention to a protein complex, NF-KB, that initiates the inflammation response to infection by orchestrating a cell's genetic activity. Malfunctioning regulation of NF-KB has been linked to various types of cancer, including lung cancer, but due to its many functions in the cell, drugs that directly target NF-KB would likely cause severe side effects.
To get around this limitation, the Salk researchers focused on IKK2, an enzyme that spurs NF-KB's activity in response to stress. When they blocked IKK2 activity in the mice with lung cancer, the mice had smaller tumors and lived longer, suggesting that the enzyme is necessary for NF-KB to stimulate tumor growth.
"Now that we understand IKK2 is required for NF-KB to promote tumor growth, we hope to find ways to target its activity with drugs," says Yifeng Xia, a postdoctoral researcher in Verma's lab and first author on the paper. "Systemically and chronically blocking IKK2 activity is too toxic to be used in chemotherapy, but we might be able to target another molecule in the signaling pathway by which IKK2 regulates tumor growth."
The researchers also showed that Timp-1, a gene involved in regulating cell growth, carries orders from NF-KB to tell lung cancer cells to proliferate. When they suppressed the expression of the gene, the mice with lung cancer had smaller tumors and survived longer.
"The next step is to develop antibodies or other types of drugs that can neutralize Timp-1 to abolish its pro-proliferation role in lung cancer," says Xia.
The Salk scientists now hope to develop a mouse model of small cell lung cancer, a more aggressive form of the disease that's been linked to smoking. They will then test whether the potential drug targets they discovered in this study would be relevant for this more deadly cancer.



Raquel Bernardino, M4714



quinta-feira, 26 de abril de 2012

New findings could change the way breast cancer is treated


A breakthrough study into breast cancer could shape the way doctors treat the condition in the future.

Researchers found that the disease could be separated into ten different sections as opposed to being just under the umbrella term 'breast cancer'.

The study, conducted by Cancer Research UK, looked at the make-up of 2,000 different tumours and it was concluded that different genes within these growths could be targeted, giving doctors the option of making more accurate diagnoses and correct treatment.

Breast cancer is highly prevalent in the UK with around 46,000 women being diagnosed with the disease every year, according to NHS statistics. It is hoped that the "quite remarkable" findings will be able to give doctors a better knowledge of predicting patient survival rates.

Dr Harpal Kumar, chief executive of Cancer Research UK, said: "This is a landmark study that really changes the way we think about breast cancer - no longer as one disease but actually as ten quite distinct diseases, dependent on which genes are really switched on and which ones aren’t for an individual woman."

Fonte: http://www.mediplacements.com/article-801344271-new_findings_could_change_the.html

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cientistas conseguem fazer crescer pêlos em ratinhos carecas


O elixir da eterna juventude vem aos pedaços. Agora, uma equipa japonesa conseguiu fazer crescer pêlos em ratinhos carecas, com todas as funções. Este desenvolvimento foi feito usando células estaminais adultas da pele, que têm capacidade de originar vários tipos de células. Publicado na última edição da revista Nature Communications, o trabalho é um passo para o fim da calvície.

O segredo foi apostar nas estruturas que dão origem aos folículos capilares - os pequenos invólucros, que existem na pele, de onde nascem os pêlos do corpo e da cabeça.


A formação dos folículos só ocorre durante o desenvolvimento do feto e, quando esta estrutura desaparece, a sua substituição não é possível e os pêlos deixam de crescer.

Mas, até lá, existem células que envolvem o folículo e que durante toda a vida vão produzindo pêlos ciclicamente. A equipa de cientistas, liderada por Takashi Tsuji, da Universidade de Ciências de Tóquio, utilizou as células dos folículos para fazer crescer pêlos. Os cientistas trabalharam com dois tipos de células estaminais dos folículos, umas que estão por baixo da raiz do pêlo e outras mais acima, ao lado do pêlo.

No laboratório, os cientistas juntaram as duas populações de células de ratinho e criaram uma bolinha de células que implantaram na pele de ratinhos carecas. Passados 14 dias, 74% dos 62 animais tratados tinham um tufo de pêlos a crescer saudavelmente no dorso.

Boa densidade capilar

Apesar da "plantação" ter resultado, quase todos os pêlos não tinham pigmentação. Ou seja, nasceram brancos. Mas a equipa conseguiu obter pêlos escuros, adicionando à bolinha células que produziam pigmentos.

Mais: os folículos capilares que se desenvolveram tinham ligações nervosas, glândulas sebáceas e fibras musculares associadas, o que permite que os pêlos se ericem, como acontece quando temos frio.

Tal como os folículos naturais, a equipa de Takashi Tsuji verificou ainda que os novos folículos originavam ciclos de crescimento e de morte dos pêlos. Estes ciclos, refere Tsuji num comunicado, mantiveram-se durante quase um ano.

"Pensamos que os folículos capilares construídos por bioengenharia podem funcionar durante o tempo médio de vida", diz. É assim uma plantação duradoura.

Numa outra experiência, os cientistas testaram o que aconteceria se construíssem bolinhas com células de folículos capilares de um homem com alopécia, o nome técnico da calvície, comum no sexo masculino.

Implantaram essas células nos ratinhos e, em 21 dias, cresceu cabelo escuro. Um resultado que é animador para o tratamento deste problema.

Para testar se seria possível ter uma densidade capilar boa, o que significa entre 60 a 100 pêlos por centímetro quadrado, a equipa fez ainda outra experiência: implantou 28 bolinhas de células de ratinho num centímetro quadrado da pele de três animais. E obteve bons números: em média, nasceram 124 pêlos.

"Estes resultados indicam que o transplante de folículos capilares feitos através da bioengenharia podem ser aplicados no tratamento da alopécia", conclui o artigo.

Num comentário feito na revista Nature, Mayumi Ito, dermatologista de Nova Iorque, sublinha que este é o primeiro relato da reconstituição de folículos capilares com células humanas. Para Mayumi Ito, falta agora a equipa mostrar que consegue disseminar os folículos capilares numa região maior.


Fonte: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/cientistas-conseguem-fazer-crescer-pelos-em-ratinhos-carecas-1542910

domingo, 22 de abril de 2012

Portuguesa descobre novos marcadores para cancro


Lígia Tavares, aluna de doutoramento do programa GABBA e actualmente investigadora do Instituto de Biologia Molecular e Celular, Universidade do Porto, publicou na revista Cell um estudo que descreve um novo complexo responsável pelo silenciamento de genes em células estaminais embrionárias.

Ao Ciência Hoje, a autora explica que ter identificado este novo mecanismo é importante para compreender a regulação genética que pode ter aplicações a nível de activar ou silenciar genes específicos.
“Isto pode ter implicações a nível de regular genes responsáveis por doenças genéticas ou cancro”. Para além disso, “pode ter implicações a nível da manutenção de células estaminais em estado embrionário e pode ser usado para reverter células diferenciadas em células indiferenciadas ou, em sentido inverso, para diferenciar células em tecidos específicos”, descreve.

No organismo existem centenas de células diferentes e especializadas que tiveram origem numa única célula. Para que as células se diferenciem e passem de células estaminais a células diferenciadas é fundamental que ocorra expressão coordenada de vários genes, até então silenciados. Este processo ocorre porque há um conjunto de mecanismos que ligam e desligam genes específicos de modo a determinar quais vão ser expressos.

Células estaminais embrionárias de ratinho em cultura
Células estaminais embrionárias de ratinho em cultura


Já se sabia da existência de dois complexos compostos por proteínas Polycomb, PRC1 e PRC2, que agem sobre os genes e que se pensava funcionarem interligados ou dependentes um do outro. No entanto, Lígia Tavares demonstrou que PRC1 pode ser recrutado para o DNA sem depender da acção de outros complexos.

“O que eu fiz foi mostrar que PRC1 pode ser recrutado independentemente para os genes. Depois fomos caracterizar como é que este recrutamento era feito e demonstrámos que há um novo complexo PRC1”, explica.

As consequências mais próximas da investigação são a descoberta de novos marcadores para cancro uma vez que apenas o complexo PRC2 era estudado por se pensar que PRC1 acabava por ser um reflexo de PRC2. Para além disso, o trabalho “abre muitas perguntas a nível de regulação do silenciamento e novas rotas de investigação para percebermos como os genes são regulados e como podemos depois alterar a sua expressão”, sublinha Lígia Tavares.

Os próximos passos no estudo, coordenado por Neil Brockdorff da Universidade de Oxford, incluem perceber o que faz com que os complexos PRC1 e PRC2 sejam recrutados para o DNA. “Sabe-se que eles se ligam a locais específicos mas não se sabe porquê. Esta é a grande questão na área que vai permitir manipular mais facilmente a expressão de genes específicos”, afirma a cientista.


in: Ciência Hoje
 http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53174&op=all

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Descoberto novo tipo de mutação do cancro de mama

Mutações celulares
Pesquisadores da Clínica Mayo (EUA) descobriram uma nova classe de mutação molecular em várias formas de câncro de mama.

A descoberta pode esclarecer ainda mais o desenvolvimento e o crescimento de tipos diferentes de tumores na mama.

Chamadas transcrições da fusão, as formas com mutação do RNA também podem fornecer uma forma de identificar subtipos de tumores e oferecer novas estratégias para tratá-los, dizem os pesquisadores.

O estudo, publicado pelo jornal Cancer Research, é o primeiro a procurar, de uma forma sistemática, genes de fusão e transcrições de fusão associados a tipos diferentes de cancro de mama.


Tipos de cancro de mama

Actualmente, os oncologistas reconhecem três tipos básicos de tumores da mama: receptor de estrogênio positivo (ER- positivo), HER2-positivo e triplo negativo.

"Mas o cancro de mama é bem mais complexo do que o indicado por esses três subtipos. E uma das dificuldades de tratar a doença é identificar os marcadores do gene que predizem como um tumor vai reagir a um tratamento específico", diz a pesquisadora sénior do estudo, Edith Perez.

"A descoberta das transcrições da fusão de subtipos específicos no cancro de mama representa um passo nessa direção", continua. "Nossas descobertas indicam que as transcrições da fusão são muito mais comuns no cancro da mama do que se sabia até agora. Elas representam uma nova classe de mutação, cujo papel no cancro de mama ainda não é entendido de modo algum."

"Transcrições da fusão têm a capacidade de produzir proteínas que são relevantes ao desenvolvimento e ao crescimento do tumor, bem como a sua sensibilidade ao tratamento. Assim, podemos ter um conjunto inteiramente novo de mudanças genómicas, que podem nos ajudar a entender e a tratar o cancro de mama de uma nova maneira," disse Aubrey Thompson, co-autor do estudo.


"Esta é uma descoberta que vai requerer mais pesquisas. Precisamos entender o que essas transcrições da fusão e proteínas estão fazendo", declara.

Transcrições da fusão
Transcrições da fusão são criadas quando os cromossomos se dividem e se recombinam, um fenómeno que comumente ocorre em células cancerosas.


Durante esse processo, os genes da fusão são criados quando duas metades de genes normais se ligam.

Os genes da fusão (DNA) criam transcrições da fusão (RNA), que, então, produzem proteínas da fusão.


"Erros acontecem", diz Thompson. "Essa é uma das propriedades salientes das células do tumor, porque são imperfeitas na reparação do dano de seus genes. Essas proteínas com mutação podem ter uma função inteiramente nova na promoção do cancro ou podem interferir nas funções normais das células".


Biomarcadores

Transcrições da fusão são comuns em tipos de cancro do sangue, como leucemia e linfoma. Antes dessa descoberta, no entanto, algumas foram encontradas em tipos sólidos de cancro, como no cancro de mama.

Como os genes, transcrição e proteínas da fusão são geralmente encontrados apenas em tumores, eles se tornam biomarcadores ideais para a identificação de células cancerosas, diz Edith Perez.


Além disso, as proteínas produzidas por transcrições da fusão podem ser relevantes para o crescimento dos tumores, como já se observou em cancros do sangue e em cancro do pulmão, ela diz.

"Essas transcrições podem marcar regiões de instabilidade cromossómica localizada, que está associada ao crescimento do cancro de mama. Se conseguirmos desenvolver medicamentos contra essas transcrições, eles serão alvos terapêuticos ideais", diz Edith Perez. "Temos muito trabalho estimulante a realizar nos próximos anos", declarou.


 
in: Diário da Saúde 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Gorilas partilham modificações genéticas paralelas com humanos

Os gorilas estão mais próximos dos humanos do que os cientistas julgavam. A descoberta surgiu depois de ter sido decifrado o genoma do primata, divulgou hoje a revista Nature.

Kamilah vive na Califórnia, EUA, tem 35 anos, pesa 136 quilos, tem um pêlo escuro a cobrir a pele e é a primeira gorila a ter todo o seu genoma sequenciado.

Com a sequência genética desta espécie, uma equipa internacional de biólogos do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido, fez a comparação com os genomas do chimpanzé e do Homem.

Os resultados demonstraram que os gorilas partilham com os humanos numerosas modificações genéticas paralelas, em particular a evolução do ouvido. Os cientistas sustentam que os genes da audição evoluíram nos gorilas a uma velocidade quase equivalente à dos humanos.

Segundo as conclusões publicadas na Nature, 15 por cento do genoma humano está mais próximo da versão do gorila do que a do chimpanzé. Por sua vez, 15 por cento do genoma do chimpanzé aproxima-se mais do gorila do que do Homem.