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Investigadora da UMinho premiada na área das próteses - estudo de Maria João Runa apresentou avanços em conferência mundial


A investigadora Maria João Runa, do Centro de Tecnologias Mecânicas e de Materiais (CT2M) da Universidade do Minho, foi galardoada com o Best Paper Award (melhor investigação) na conferência mundial «Wear of Materials», realizada em Filadélfia, nos EUA. O estudo, premiado entre os 300 apresentados, introduz melhorias na aplicação das próteses de anca, que são utilizadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

A investigação vai ser publicada na conceituada revista
«Wear» e tem como título «Corrosion and tribocorrosion behavior of CoCrMo alloy used as hip joint implant materials under simulated body fluids: effect of proteins and normal load».
Os resultados obtidos por Maria João Runa contribuem para compreender o efeito conjunto das proteínas e dos esforços mecânicos no comportamento de próteses de anca. A pesquisa abre caminho para a introdução de melhorias nestes dispositivos, no sentido de diminuir a frequência de cirurgias de revisão, penosas para os pacientes e de elevado custo.

“As próteses de anca são expostas a condições químicas e mecânicas que são muito agressivas no corpo humano”, sublinha a cientista. O trabalho conclui que em determinadas condições de solicitação mecânica as proteínas podem ter um efeito protector, prevenindo a degradação dos materiais envolvidos, enquanto noutras condições, características de pessoas com maior actividade física, pode ser observado o efeito oposto.

“Este prémio internacional representa o reconhecimento de todo o meu esforço pessoal e académico”, confessa Maria João Runa, de 23 anos e natural da Covilhã. A investigadora fez o mestrado integrado em Engenharia Biomédica na Universidade do Minho e a licenciatura em Ciências Biomédicas na Universidade da Beira Interior.

Esta antiga aluna da Universidade da Beira Interior que frequentou o curso de Ciências Biomédicas é um exemplo de sucesso que nos faz acreditar num futuro em investigação biomédica e que nos mostra que é possível crescer quando a base de sustentação é sólida.

Retirado de http://www.cienciahoje.pt/

Gabriela Tavares 

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